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Capítulo 201 de 234
Reencarnação - Conclusão –
Apostila de Divinismo – Yolanda Santoro
Cada encarnação é uma página nova que o espírito escreve no Livro da Vida. Se escrever bem terá luz e glória, se escrever mal, encontrará pranto e ranger dos dentes. O maior ato de traição que uma pessoa faz para si mesmo é saber que encarnou, que vai desencarnar e não se prepara para isso. Ao desencarnar, que se apresente cada um harmonizado com a Lei e o Cristo Modelo de Conduta, mais do que isso não é necessário perante a Justiça Divina. Mas a humanidade vive em fracassos contínuos, acumula faltas e mais faltas, a mais não poder. Muitos elementos na vida carnal vivem reconhecendo teoricamente as verdades espirituais, enquanto vivem o mais desenvolvido programa animal e material. O homem carnal avassalou o homem espiritual e o tornou miserando, escravo. Tudo que cheira animalismo lhe convém e o arrebata. Muitos são os que se provam e poucos são os que triunfam. Não correspondem por motivos diferentes: uns por falta de melhores conhecimentos de causa, outros por falta de um pouco mais de perseverança no trabalho espiritual. Mergulhando nos domínios carnais, com seus inúmeros alçapões, olvidaram as regras do Céu, e as mais comezinhas observâncias espirituais. Aos que não se derem a Renovação, pagarão pelas faltas, e terão que enfrentar novas e mais difíceis situações expiatórias e de provas. A morte e o nascimento fazem com que os indivíduos troquem de estado e posição de modo exterior e passageiro, mas não fazem por si mesmo coisa alguma, é necessário que os indivíduos conheçam as Leis, saibam como usá-las, para extraírem os benefícios possíveis. Caso contrário sucedem-se as idas e vindas, repetem-se os acidentes comuns a ambos os estados, sem que os espíritos colham vantagens. Quem vai à encarnação e não quer pensar na Sagrada Finalidade da vida por certo não lhe honra a Grandeza da Oportunidade. Infelizes são aqueles que mergulhando na encarnação se deixam dominar pelos relativos imperativos mundanos, atraiçoando seus verdadeiros interesses espirituais, que são os esforços pelo desabrochamento das Virtudes Divinas latentes. É ao espírito que vem subindo a escala hierárquica, que vem atravessando a gama dos reinos, das espécies e das famílias, cumpre ir conhecendo as Leis, para ir agindo com inteligência, para se ir empregando como quem sabe de onde vem, onde está, e para onde marcha. Tudo fica resumido, portanto, em saber o que é, e para que finalidade existe. O mais tudo constitui o Processo Evolutivo, a trabalheira emancipadora, o cumprimento do Programa Autodivinizante, que se dará através do Espaço e do Tempo e no curso dás vidas sucessivas, para enfim terminar acima das cogitações de Espaço, de Tempo e de vidas sucessivas obrigatórias. Malbaratar uma passagem pela carne, é preparar outra em muito piores condições. Quem renega a importância; do Amor e da Sabedoria logo mais cederá aos imperativos degradantes do sofrimento. Quem fere assim será ferido, mas com a vantagem de resgatar as faltas e de progredir no sendeiro da Pureza e da Sabedoria.
É nisto que devemos confiar, porque outra alternativa não existe. Vamos enfrentar a Eternidade, conscientes de que temos: Deus por Pai; O Cristo Externo por Modelo; O Cristo Interno por objetivo; A Verdade por estrada; O Amor por instrumento de vitória; E a Revelação como fonte de advertência, ilustração e consolo. Quem quiser sair bem das reencarnações, cuja finalidade é a de ir desabrochando o Deus Interno, as latentes Virtudes Divinas, jamais deixe de meditar nessas Verdades Divinas que estão contidas no livro Evangelho Eterno e Orações Prodigiosas, e com profunda devoção, a Oração dos Divinistas, dos fiéis a Deus, o Único Senhor Absoluto.
E a Revelação como fonte de advertência, ilustração e consolo. Quem quiser sair bem das reencarnações, cuja finalidade é a de ir desabrochando o Deus Interno, as latentes Virtudes Divinas, jamais deixe de meditar nessas Verdades Divinas que estão contidas no livro Evangelho Eterno e Orações Prodigiosas, e com profunda devoção, a Oração dos Divinistas, dos fiéis a Deus, o Único Senhor Absoluto.
Comunicação
A comunicabilidade dos Anjos, Espíritos ou Almas nunca deixará de ser fenômeno comum na Ordem Divina e data de toda a história da humanidade. Falar com desencarnados é fato que os encarnados têm feito desde que a humanidade habita sobre a Terra. Onde quer que haja espíritos encarnados, em mundos superiores ou inferiores à Terra, há anjos ou espíritos comunicantes. Se o Anjo, Espírito ou Alma de nome Gabriel comunicou-se com Zacarias para anunciar que ele seria o pai do Precursor, é porque isso é fenômeno comum na criação. Se Maria conversou com o mesmo Gabriel; se os Magos ou Iniciados viram legiões de Anjos, Espíritos ou Almas, se José, avisado por sonho, fugiu com Maria e o menino; se Jesus tinha os Anjos, Espíritos ou Almas subindo e descendo sobre Ele; se todas essas coisas aconteceram, é porque pertencem ao rol das verdades comuns na Criação. A comunicação dos Espíritos nunca faltou na Terra nem em mundo algum. A comunicabilidade dos Espíritos é o que há de mais elementar, e saiba quem quiser, se os animais inferiores tivessem como provar, eles provariam a vidência dos espíritos similares e outros. Todas as iniciações esotéricas foram de cunho mediúnico, tiveram base no contato com o mundo astral. Onde quer que houvesse Iniciação ou Conhecimento da ciência dos mistérios, havia comunicabilidade com o mundo espiritual. Antes do Cristo vir com o seu Batismo de Espírito ou Revelação, as Escolas Esotéricas mantinham o lume das informações. Depois do Cristo não há motivos para segredos, desde que se conheça de fato o Cristianismo. Quem tirasse do mundo o trabalho da Revelação, da comunicabilidade dos Espíritos, tiraria do mundo Bíblias, Testamentos e Codificações. A comunicabilidade dos Espíritos sempre foi a matriz dos ensinos bíblicos. Todas as Bíblias da humanidade tratam do mediunismo, do contato entre os dois planos de vida. Em todas elas estão salientes os fenômenos mediúnicos. Respondam: - se Deus tirasse sua ordem, seus Dons e seus Anjos, os Espíritos, Moisés, os Profetas e Jesus teriam produzido os sinais extras, os ditos milagres?
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.