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Capítulo 143 de 234

Fraternidade Essencial –

Apostila de Divinismo – Yolanda Santoro

Cumpre ressaltar a importância daquela fraternidade que não trata dos interesses subalternos do homem-físico, ou do homem-animal, ou do homem-aparência, que carece de saúde física, roupas, dinheiro e outros complementos circunstanciais à vida telúrica e social. Depois de tanto cursar aprendizados, depois de tanto vasculhar o homem, na sua origem, no seu Plano Evolutivo e na sua Finalidade depois de sondá-lo em suas movimentações em geral, perdido no burburinho de mil e uma incompreensões, de mil e uma ignorâncias de tudo quanto é necessário ao seu verdadeiro bem, rogaria a quem quisesse pensar com um pouco de noção evangélica, o favor de pensar em uma fraternidade essencial, deixando de parte essa fraternidade de coscorão, de frontispício. Muito mais do que o homem-físico, do que o homem-forma, e do que o homem-número, quem deve ser amparado é o homem espírito, é a centelha psíquica em sua marcha evolutiva, em seu divino programa de iluminação interna. É comum encontrar, no mundo, quem ao lado de um pedaço de pão coloque o pior dos conselhos, a palavra de menosprezo aos sagrados deveres de filho de Deus! É normal, que ofertando um trapo para cobrir o corpo, ofereçam também o pior dos conceitos, aquele que descobre, esfria e atrofia a gloriosa visão da Celeste Finalidade. Sondando a paisagem terrestre, onde perambulam metidos em carne bilhões de irmãos, defrontando as mais diversas modalidades de cursos e de aprendizados, e onde, infelizmente, o fracasso ronda e leva de

vencida a milhões de criaturas menos prudentes, temos encontrado a quase nula, a quase nenhuma perseverança de uns pelos sagrados objetivos espirituais de outros. Temos visto que são encarados os corpos, as vestes, pança e as necessidades transitórias; mas quase nada vimos em matéria de previdência espiritual, de zelo pelo homem-espírito, de acatamento pelo agente imortal que deve completar sua tarefa emancipadora, sua iluminação íntima, pelo Conhecimento da Verdade, de quem ele é parte e relação, e com a qual deve andar em Pureza e Sabedoria. É ao ser espiritual que tudo se deve em matéria de Amai-vos uns aos Outros, de verdadeira Fraternidade. Caso contrário, de par com o pão do corpo e com as roupas da pele, ministram-se também a fome de espiritualidade e a frigidez da moralidade psíquica. E virão a ser faltosos, então, até mesmo aqueles que tiveram boas intenções, aqueles mesmos que sustentaram e cobriram os corpos, para logo mais embalarem o Espírito aos rincões de ignorância e de trevas!

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.