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Capítulo 91 de 234
Fatores De Impulsão
Apostila de Divinismo – Yolanda Santoro
– Os fatores de impulsão são dois: dor e necessidade 1 - DOR – Um dos fatores de impulsão é o fenômeno dor; ele é primeiro advertência, depois passará à expiação; em condições normais, jamais haverá dor, mas as anormalidades lhe provocarão a manifestação, e a continuação da anormalidade fará com que suba de intensidade. A dor, como todas as Verdades Fundamentais, é um todo que se fraciona ao infinito. Não basta que se fale em dor ou dores, e sim que se saiba conhecer o sentido Moral e Judicial de suas possíveis manifestações na criatura. Genericamente, a dor pode ser: Acidental De prova De expiação De missão Ninguém pode confundir a dor sofrida pelo Cristo que foi moral e judicialmente missionária, com a dor de Judas, em seguida ao reconhecimento da falta que foi moral e judicialmente, dor de culpa. A dor expiação é filha de culpas acumuladas, é consequência de anormalidade. A dor expiatória ou punitiva, embora lembrada como advertência, ou aviso, ainda que conceituada como alertante, ela sabe a opróbio, ela cheira a crime, ela encerra o germe do erro e significa a marca da transgressão. A dor dura o tempo de renovação intelectual harmonizadora. Sem adoção intelectual e moralizante nenhuma dor cessa. Ninguém evolui sem se desmantelar nas tradições arraigadas; e aqueles que se aferram nelas encontram na dor o instrumento ideal de renovação. A dor missionária encerra o germe de abnegação, eleva-se aos páramos da renúncia e se concretiza na suprema fraternidade. Só a dor missionária é bem aventurada e imensamente bela, porque encerra o lume do amor pelo próximo. É a dor missionária um impulso do Céu por entre as trevas do mundo. O Espírito que se propõe a sofrer pelo próximo ou é um Cristo ou dele se aproxima celeremente. Como chamar bem-aventurada a dor de um modo geral, sem distinção, sem observar e respeitar a ordem motivadora?
A dor como prova, também pode ser bem-aventurada, pois não sabe a culpa e resgate. Mas a dor expiatória ou purgativa é malfadada, porque em si é afrontosa. Como honrar a dor, pelo menos a dor expiatória, que é em si mesma a testemunha das faltas, podendo a vir ser mãe da pior revolta. Até mesmo a dor prova é menos recomendável, pois havendo meios para realizar o Céu através da Ciência e do Amor, por que fazê-lo segundo os liames torturantes que são um princípio rebeldia e um introito aos infernos.
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.