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Capítulo 193 de 234
Lei Do Carma –
Apostila de Divinismo – Yolanda Santoro
A Lei do Carma ou de Causa e Efeito é o registro íntimo ou a autorregistrando. É Divinamente perfeita, e faz de cada um juiz em causa própria, sem poder negar os seus mesmos atos e merecimentos.
As Leis de Causa e Efeito são aquelas que nos fazem registrar os feitos individuais para efeito de merecimentos ou agravos, em face da Lei Geral de Equilíbrio. A Lei tudo preside, registrando todos os feitos integralmente, sejam positivos ou negativos. A Lei de Deus é a advertência intelectual, quem está traindo a Lei de Deus, esta registrando em si faltas e agravos, registra em si a marca transgressiva, a lesão, carregando em si o fardo cármico, aquilo que no Espaço e no Tempo, terá que reparar através das vidas sucessivas. Pelas obras, a criatura registra em si manchas negras, opacas, róseas, alvinitentes etc. Quem poderá desmanchar as negras e as opacas sem ser o seu próprio autor? A autorregistração é feita no corpo astral através da Lei do Peso Específico. Todos os pensamentos, por mínimos que sejam, acionam ou forçam o corpo astral, em algum lugar, em alguma região e para algum efeito. É a Lei do Peso Específico que ali está agindo, e como sejam bons ou ruins os pensamentos, assim virão a ser as obras, vindo a Lei do Peso Específico a registrar tudo no mesmo corpo astral ou perispírito para constituir o grau vibratório do seu dono. O perispírito acompanha a centelha sempre e sempre, até se tornar Luz Divina. Quem puder observar perfeitamente o perispírito de um homem encarnado, terá do homem justo retrato, porque nele tudo se encontra registrado, seja o favorável, seja o desfavorável. O corpo astral é todo escamado ou fibroso, e as registrações negativas ali ficarão para serem desfeitas no curso das provas e expiações. Se os pecados fossem descarregados sobre nós com o peso total, muitos estaríamos ainda nos baixios tormentosos da subcrosta. Convém não esquecer que, embora não havendo esquecimento ou perdão das faltas, há contemplação e prolongamento por parte da Lei, quanto aos devidos resgates e obrigações progressivas. Deus, através de suas Leis, oferece tempo de mora, estende os dias de ponderação, programação, trabalhos e vitórias ressarcitivas. É preciso que o espírito saiba, durante essas etapas de calmaria, de trégua bendita, aquilatar fatores, e fazer os preparativos necessários aos novos lances realizadores do porvir, lances que serão inevitáveis e necessários, intransferíveis e obrigatórios. Por esses tempos de mora é que muitos acreditam no perdão absoluto das faltas cometidas. Isto, porém, não existe. O que acontece, normalmente, no âmbito de circunstâncias judiciais vigentes na Criação é que as lesões, as marcas de culpa, ficam acobertadas, até que a oportunidade chegue, no Espaço e no Tempo e no decurso das vidas, para que, em forma de oportunidades, provas e expiações a criatura se desfaça das manchas lavradas em si mesmo. A regra da Lei, de modo geral, é esta - quem comete falta, deve resgatá-la, ou compensando com o bem-fazer ou penando na razão direta em que fez penar. Nossas culpas que se acham em nós registradas em forma de manchas de variantes colorações terão que ser, um dia, eliminadas de tudo: não existe de modo real o perdão. Quem ferir, assim mesmo será ferido, caso as circunstâncias de agravo não lhe permitam resgatar as faltas com as obras de benemerência. Em geral, saiba-se, com conhecimento de causa paga em forma de expiações e de dores; aqueles, porém, que erram espontaneamente, sem conhecimento de causa, terão outras prerrogativas ao dispor. O que não ocorre de modo algum é o perdão, a eliminação do registro culposo, sem a contribuição do trabalho reparador.
O maior número, na crosta, não atina com as causas e efeitos, embora não consiga escapar de suas malhas inexoráveis, impassáveis, intransferíveis. Cada qual, ao transitar pela vida carnal, é atingido pelas influências do passado, por ordens de vibração e de elementos desse plano. Assim sendo, quem deixou para trás marcas ou registrações menos felizes é comumente atingido por influências tais. Os fatos do passado se impõem no presente, com uma força tal, com um peso de embalagem, que se os espíritos, nos casos negativos, não usarem de seus recursos para fazerem oposição, reproduzem os mesmos erros ou crimes. Cumprem reconhecer isso e fazer questão de estar ligado pelas orações, condutas e amizades, quer aos planos superiores, quer aos melhores elementos encarnados. E se assim o novo aluno não quiser pensar, fazendo tudo em contrário, pode estar certo que os reinos de trevas também trabalham em benefício do Reino do Céu, porque tudo é parte e relação de um Divino Mecanismo. No sentido positivo é deixar que o peso do passado embale o presente. Não existe ninguém com capacidade para medir com toda profundidade o embalo do passado.
A Lei do Carma ou de Causa e Efeito se apresenta como indicadora de comportamento fiel. Ninguém, realmente, faz bem ou mal aos outros, porque tudo retorna ao seu praticante.
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.