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Capítulo 188 de 234

Finalidade Da Reencarnação –

Apostila de Divinismo – Yolanda Santoro

A grande maioria não sabe para o que nasce. O fim da Reencarnação é fazer atingir a Sagrada Finalidade; se o sujeito sabe ou não dos porquês, isso em nada importa à Lei. Para que nasci? Para aquilo que todos nascem, que é despertar em si mesmo a Verdade, o Amor e a Virtude, porque a Lei dos dois VV contém em si todos os fatores positivos, sem os quais ninguém atingirá o Grau Crístico. Reencarnar é assomar aos portais da Renovação e do Progresso; é entrar na linha de possibilidades que conduz à edificação do Céu interior. Ninguém vai ao mundo carnal para esquecer o Céu interior que lhe cumpre desabrochar. Mergulha a mônada espiritual na matéria, sujeitando-se à Lei das Reencarnações, usa a matéria como instrumento de ascensão. Depois de se tornar consciente de si e do Sagrado Princípio Emanador, começa a mônada ou alma a reencarnar com plenitude de propósitos, o que antes não poderia fazê-lo. O plano carnal é o ambiente escolar, é a forja, é o lugar onde maiores e menores se encontram para que uns possam ensinar e outros aprender, para que todos ganhem no rumo da Integração Divinizadora. Quem não realiza a Verdade em si mesmo, nunca estará unido á Verdade e jamais será brilhante e glorioso. E para realizar a Verdade Interna, como fazer, sem ser através do Espaço, do Tempo e das Vidas? Através do Espaço e do Tempo e no curso das Vidas, todos acertarão as suas contas e terão de progredir até o Grau Crístico, o Céu Universal, desenvolvido no íntimo. Todos os filhos do Pai Divino hão de em si mesmos realizar o encontro com Ele e pela união feita, ultrapassar o ciclo das reencarnações obrigatórias. A centelha espiritual é obrigada a transitar pelos reinos e espécies, para libertar-se dos reinos e das espécies, para vencer a Lei das Reencarnações. A Lei da Reencarnação que relaciona com os corpos materiais deverá ser eliminada pela lei da superação psíquica. O espírito tem que superar a própria inferioridade psíquica; é a luta interna, é a obrigação individual, é o programa. A libertação total só se consegue pela vitória sobre a Lei das Reencarnações obrigatórias, só depois de atingir o Grau Crístico. Ser um espírito sem crimes a descontar não significa libertação total. Enquanto não for ultrapassada a obrigação reencarnacionista, deve contar o espírito com a volta à carne de tempos a tempos, cumprindo função e adquirindo luzes internas. E o coscorão em desgaste para que a gema pura cintile perante o sol da Divindade Absoluta. A vida carnal é uma viagem feita no seio de um instrumento grosseiro, para com ele ganhar o direito de viver em liberdade celestial. Quem assim considera a Encarnação, tem tudo para trabalhar, renunciar e

fazer o bem, renunciando para a suprema glória, mas quem ignora isso, em quantos laços traiçoeiros poderá cair? O que importa é cuidar do espírito, é fazê-lo crescer em Pureza e Sabedoria, porquanto os corpos, como foram emprestados, assim serão devolvidos à natureza e na hora certa. A vida é eterna e a Evolução é lenta, sendo a Sagrada Finalidade um fato garantido por Deus. Ainda que errando, que descendo aos rincões de pranto e ranger dos dentes, de lá se sairá para a marcha em busca do Reino de Deus que temos dentro de nós mesmos, através da Lei, de progresso lento, com o ir e vir da encarnação, tantas, quantas sejam necessárias para dar-se o despertar integral da centelha espiritual. É, pois, com o máximo senso de responsabilidade que focalizamos o problema da Reencarnação, que lhe exaltamos o uso. Quem não sabe respeitar a Lei da Reencarnação, pode se afirmar, não sabe usar bem de si mesmo. Quem pretende tapar a fonte por certo que faz obra de imprudência, causando a sede da desgraça. Bem bom é reconhecer ainda na carne que o importante é o Bem da Entidade Imortal, que deve prosseguir em demanda à Sagrada Finalidade, deixando quaisquer outras circunstâncias abaixo dessa.

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.