Voltar ao livro Apostila de Divinismo – Yolanda Santoro

Capítulo 210 de 234

A Revelação É A Portadora De Consolações –

Apostila de Divinismo – Yolanda Santoro

Jesus pediu a transferência do amarguroso cálice, não tendo sido aceita pelo Pai, que sabia das necessidades da lição a permanecer entre os demais filhos do seu poder e Santos Desígnios; mas enviou aquele Anjo ou Espírito Poderoso, que consolaria na hora suprema, o maior dos mensageiros da Sabedoria e do Amor. “Pai, se queres, passa de mim este cálice, porém, não se faça a minha vontade, senão a Tua”. “E apareceu um Anjo do Céu que o confortava”- Lucas - capítulo 22 - versículo 42-43. Aquele Anjo ou Espírito que apareceu no Horto, se é certo que confortou a Jesus, também é certo que não foi à cruz por Ele. Tudo segundo Leis, tudo através de Leis. Ali estava o testemunho da Revelação, do contato entre os dois planos da vida, a fonte viva de socorros vários, porém no âmbito das leis de causal e efeitos, segundo as necessidades instrutivas, e cármico-evolutivas, quer da humanidade toda, quer de cada filho em suas necessidades e obrigações. Nas bases da Origem, do plano Evolutivo e da Sagrada Finalidade estão as Leis de Deus, importa que se cumpram todos os itens da tramitação evolutiva! Importa que os maiores, os mais capazes, façam tudo em benefício dos menos capazes, mas em ofertas exemplares, nunca em milagrismos misteriosos e fazedores de santos por favor. Pedir é natural dos filhos em face do Pai; mas o Pai que é Onisciente, sabe de tudo, e dispõe conforme Sua Justiça Integral; oferece consolo através de seus mensageiros para que seus filhos maiores e menores consigam realizar o programa pré-traçado ou recuperando equilíbrio ou deixando lições de amor. Cumpre aos filhos reconhecer as fronteiras existentes entre o direito e o dever, entre a obrigação de exemplificar e o consolo a merecer, consoante a capacidade de se oferecer como servidor fiel. Na hora o Pai envia consolo e, para mais tarde, reserva a coroa da vitória! E o filho consciente, quando é consciente, acata o consolo que vem pelo canal dos contatos interplanos, que a Revelação sintetiza, pondo a funcionar a sua fé construtiva, a sua certeza, a sua crençatrabalho. Já não é alguém que se entrega ao remoinho da vida amorfa ou mecanizada, fincada no seio de um automatismo de que não tem conhecimento; agora, articulado com o plano espiritual de onde lhe vem de Deus a benção do Consolador, através dos espíritos servidores, o filho investe na direção do trabalho e triunfa em virtude do seu devotamento. Na hora cruciante o Divino Mestre abraçou o consolo de um espírito enviado pelo Pai, enquanto isso a grande maioria repete que a Revelação coisa de Belzebu. Quem observa a Lei Moral e cultiva o Amor e a Sabedoria como instrumentos de Pureza e de autoridade, por certo obterá da Revelação as bênçãos da ilustração e do consolo, conforme a Promessa do Pai que o seu Ungido se encarregou de cumprir.

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.