[user_registration_my_account]
Capítulo 182 de 234
Livre Arbítrio –
Apostila de Divinismo – Yolanda Santoro
é o direito de opção. Sendo em Deus tudo Eterno, Perfeito e Imutável, não entra em Deus o fator livre arbítrio; tudo já é por fundamento Eternamente arbitrado; mas os homens terão de jogar com o livre arbítrio. O livre arbítrio do homem pertence ao arbítrio absoluto, razão por que é relativo. As relativas liberdades são garantidas por Deus. Deus manda no plano geral e quer que seus filhos aprendam a mandar no particular; assim o espírito é obrigado a subir na escala biológica ou evolutiva, e a empregar o direito e o dever de opção. Deus confere aos seus filhos todos os valores em potencial, dá-lhes o universo exterior e a relativa liberdade para se movimentar e crescer. Deus tudo dá em potencial, em forma de Leis e de Elementos, de Liberdades e Oportunidades, mas cada um é que tem de saber como agir, quando agir e para que fim. Deus tudo dá em tempo certo, e o filho escolhe, aceita ou não, e se responsabiliza perante a Justiça Divina. O Bem e o Mal colocam-se diante dos filhos de Deus, como as Iniciações Antigas ensinavam, para que estes fossem vencendo, triunfando, Divinizando seus caracteres. A Lei de Deus, os Dez Mandamentos, bem que dizem o que é necessário fazer para jogar bem com o sagrado relativo direito de livre arbítrio, para triunfar contra o mal, à custa de praticar o bem. Deus envia pelos escalões competentes os avisos necessários, e seus filhos contam, até certo ponto, com o direito de atender ou não. Aos encarnados cumpre a deliberação de optar pelo caminho a seguir, conforme o relativo livre arbítrio; o plano espiritual fica aguardando as convocações dos encarnados. Depois, como a colheita é na razão direta da semeadura feita, chega a hora em que os filhos não mais poderão dizer não à Justiça Divina. Esta questão de Determinismo - livre arbítrio bem pode ser definida por aquela velha figuração: o espírito é livre para agir no seio da Ordem Universal, assim como o pássaro é livre para fazer o que queira no espaço da gaiola. Realmente, o Determinismo é a sujeição às Leis básicas, ao Plano Geral; depois dessa sujeição basilar, ergue-se o livre arbítrio, a vontade pessoal, comportante de responsabilidade. Sempre que a vontade pessoal corroborar com o Determinismo, a consequência será feliz; sempre que a vontade pessoal ferir o Determinismo ou Plano Geral, a consequência será nefasta. Na gaiola da vida, portanto, o Plano Geral é a Lei. Querer sair dessa circunscrição é ferir-se! "A semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória." Não existe direito que não implique em obrigação. As criaturas cometem arbitrariedades, a Lei aciona a Justiça Divina, e as culpas tomam formas de variada ordem. Cada um pelo uso que fizer de sua relativa liberdade, terá que responder. O que importa é como se aproveita o tempo pelo emprego das oportunidades conferidas. Quem usa mal o tempo que lhe dão, e as liberdades de que dispõe, certamente responderá pelo crime de lesa-deveres. Sois livres para escolher a conduta, mas jamais sereis livres para fugir da Justiça Divina. A consciência de cada filho de Deus é o juiz relativo, que através do livre arbítrio age e se responsabiliza. Deus não tenta, porém, testa. Aprenda cada um a dirigir certo a sua liberdade. Ponha cada um a funcionar direito, a policiar o seu relativo livre arbítrio. Veja cada filho de Deus, de certo ponto em diante da escalada evolutiva, o que faz com o seu direito de opção. A criança terá que se tornar adulta, e, portanto, assumir a responsabilidade de ser adulta. Tomai tento de vossa liberdade de ação, porque o mais tolo dos homens será sempre aquele que não souber compreender a importância da liberdade, o uso que dela deverá fazer. Disto depende tudo, porque ninguém poderá deixar de ser vivente e responsável.
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.