Voltar ao livro Apostila de Divinismo – Yolanda Santoro

Capítulo 222 de 234

Discernimento Dos Espíritos –

Apostila de Divinismo – Yolanda Santoro

No capítulo 12 da 1ª Carta aos Coríntios, Paulo se reporta ao Batismo de Espírito, expondo as nove mediunidades fundamentais ou vulgares naqueles dias. A mais necessária tem sido a mais esquecida, que é o Discernimento dos Espíritos Comunicantes. O discernimento dos espíritos comunicantes é o mais ou um dos mais importantes dons, porquanto sem discernimento, quem saberia se o espírito estaria falando coisas exatas, mistificando ou mentindo? O profeta, como era chamado antigamente, ou o médium como agora se chama, estará sempre obrigado ao discernimento dos espíritos, porque há guias que nada mais fazem do que desguiar... Lembremse os profetas ou médiuns de que nem todo o espírito é santo, de Deus, Bom, Verdadeiro ou superior. Há que saber fazer a distinção. Ao lado dos Santos Espíritos ou verdadeiros espíritos estão os espíritos sofredores e também os ignorantes e os mentirosos. Em verdade, onde começa a faltar o Bom ou Santo Espírito, ali começam a aparecer os discursinhos falazes, as idolatrias, os fingimentos, os formalismos. Quem for médium ou profeta, tendo por faculdade ou dom espiritual a graça da Revelação, da comunhão com o mundo espiritual, que procure saber se está tendo contato com os santos espíritos ou com os espíritos de treva e de erro. Aos cultivadores do Profetismo cumprira sempre o dever do melhor discernimento dos espíritos comunicantes. Importa aos encarnados selecionarem as mensagens, para não forjarem círculos viciosos em termo de certos espíritos e certas mensagens. Há uma proliferação de mensagens que nada produzem porque, variando quando muito nas palavras, nada mudam no conteúdo, pois passam sempre por longe dos fatores essenciais ao espírito e suas movimentações com fitos a gloriosa finalidade por atingir. A Revelação deve ser muito bem discernida porque a ignorância e as contradições funcionam na carne e fora dela... A literatice contraditória abarrota a biblioteca mediúnica... Sobre Jesus, sua vida e obra, é incrível

o que há de contradição... Convém entender que não basta haver autenticas comunicações mediúnicas, importa saber o que dizem e o ensinam, caso contrário, tornarão as pessoas vazias de conhecimentos iniciáticos fundamentais. A Revelação generalizada deve ser cultivada com toda Moral possível, pois do contrário, há o perigo de mistificações. Vide o texto que adverte certo e para sempre. "Caríssimos, não creiais a todo espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque muitos já foram os falsos profetas que se levantaram no mundo" (1ª Epístola de João - capítulo 4). Infeliz daquele que, por falta de discernimento, não conhecendo a importância e a aplicação dos Dons do Espírito Santo ou carismas, venha a fazer confusão, pretendendo realizar aquilo que não tiver o dom ou faculdade. "Guardai-vos dos falsos profetas" (Mateus capítulo 7). Pior do que o religiosismo é o falso profetismo; o religiosismo é a mentira que com pouco se descobre, mas o falso profetismo é coisa muito pior. O profeta ou médium é sempre muito mais responsável, porquanto, por pouco que saiba, sempre sabe muito mais. Sobre os Dons do Espírito Santo ou carismas importa que haja o máximo de estudo, de análise ou discernimento, porque através de tais dons ou carismas, espíritos melhores ou piores, bons ou maus, de Deus ou não de Deus, podem se comunicar de variantes modos, influenciando bem ou mal, produzindo santos ou devassos, virtuosos ou viciosos. No cultivo da Revelação, do mediunismo, qualquer um pode notar que os Grandes Espíritos desejam Verdade, Amor, Virtude, enquanto os inferiores reclamam formalismos, e até impõem condições e sujeições infantis, ridículas e mesmo repugnantes. Ninguém é autoridade senão a Lei de Deus e a Divina Modelagem do Cristo. Quem estiver fora, seja qual for o rótulo com que se apresente, deve ser posto de lado. O discernimento dos espíritos é realidade necessária.

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.