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Capítulo 160 de 234

Importância Da Mente –

Apostila de Divinismo – Yolanda Santoro

Ninguém se faz mais ou menos edificado, sem o trabalho direto de sua mente, posto ele em atividade pelo esforço voluntário. O fenômeno mais importante, o capitular da ordem consciencional é o ser; é o merecer. Ser é o que é, por força de indiscutível soberana vontade, mas merecer é bem diferente. Que alguém mereça sem construir o merecimento isso é impossível de se conceber, relativamente às glórias espirituais. Quando o espírito penetra no circulo hominal ou da consciência individual, deve tomar tento com a sua função mental. O poder propulsor de uma ideia ninguém pode calcular ao certo, pelo simples ato de ouvir. O próprio subconsciente se encarrega de elaborar movimentações no plano do inconsciente, de onde, um dia, emergem em florões de intuição; em anseios de pesquisa, em desejos de progresso. Ouvir uma prédica sentida, eis um bom modo de imantar os recônditos micro celulares do cérebro, através do magnetismo da palavra humana. Não é só a parte inteligível ou técnica que vale, como superfluamente se pode supor; uma celebração disposta, aceitando a inteligência da oratória confere entrada aos valores psicométricos decorrentes da ondulação mental ou emissora; Imanta. Faz do cérebro talismã renovador poderoso. Triste feito também é o ouvir asneiras, comentários negativistas, medíocres e criminosos. A imantação pode ser intra e extra. Quando alguém se vicia a pensar de certo modo, inculca no cérebro, valores psicométricos em determinado sentido, depois alega, que não pode conceber de

outro modo. Crê nas suas próprias convicções, e diz ao mundo que tal assunto só a seu modo pode ser admitido. É obcecação pura. É introversão. Os credos formais fabricam disso à vontade, nada provam, nada revelam, nada demonstram, nenhuma segurança podem dar e arrastam após de si, legues de "crentes", de viciados mentais, de criaturas que cedo começaram aceitar como passives as catadupas de ideias que se impuseram pela psicometria. É preciso saber discernir entre razão pura e sujeição psicométrica. A Lei é sempre a mesma; o uso a que se submete é que varia. Mede-se o resultado pela aplicação. Quem aceitar boas infiltrações, muito bem; do contrário espere por dias de luta, uma vez que uma carga só deixa de ser força vigente, quando outra mais poderosa a eliminar. Pode-se dizer que no homem racional é continua a queima de umas cargas por outras superiores. É o homem que desfila livremente pelos caminhos do progresso aceitando-o cada vez melhor, sem se mumificar em sarcófagos fanático-mentais. No entanto, a Terra está cheia de doentes desta ordem, para todos os efeitos ou matizes do pensamento humano. Poucos são os veramente clarividentes, a maioria age por injunções de ordem inferior. O espírito deve tomar tento com a sua função mental, com o jogo das análises comparativas, a fim de lançar-se na trilha certa. A trilha certa é a concordância com a Lei; e a Lei não é teoria apenas, pois é a força básica, o Poder Equilibrador que tange de dentro para fora. A Lei escrita que tange de fora para dentro lembra ao discípulo a necessidade inalienável de acertar os passos com a força básica. O espírito que desconhece essa realidade simples e fundamental, que não vibra em função de um Poder Divino que tudo engendra, sustenta e destina, esse espírito é ainda, naturalmente primário nos domínios educativos. Aqueles, entretanto, que vierem a reconhecer essa realidade fundamental, devem atender a ela com todo seu poder deliberativo. Para esses foi que o Cristo Exemplar sentenciou: "Aquele que meter a mão ao arado, não olhe para trás". Quem olhar para trás ou recuar, estará apenas dificultando, atrasando a marcha evolutiva do Cristo Interno. Estará fazendo contra si, aquilo que nenhum inimigo exterior poderia fazer. Convém, portanto, enfrentar o problema da evolução consciente ou intelecto-moral com todo critério, sem exageros, sem precipitações, sem fanatismos sectários.

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.