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Capítulo 8 de 34
Ii. Passagem Para A Vida Espiritual — parte 6 de 6
A Vida nos Mundos Invisíveis – Volume 1
Não tínhamos ido longe ainda, e Edwin recordou-se de que gostaríamos de seguir para a cidade que podíamos avistar não muito longe dali. Eu digo 'não muito longe', mas não devo ser mal interpretado, já que distância aqui não conta. Certamente que não! Digo que a cidade está perto de nós o suciente para que a visitemos sem desvios de nossa rota primeira. Ruth e eu concordamos em que deveríamos seguir para lá, já que uma cidade do mundo espiritual deveria ser, por si só, uma grande novidade para nós. Então nos veio a dúvida: deveríamos andar, ou empregaríamos um método mais rápido? Ambos decidimos que tentaríamos exatamente o que o poder do pensamento pode fazer mas, como antes, em outras circunstâncias, invocamos ajuda para sabermos o que fazer para colocar em ação tais forças. Edwin explicou-nos que uma vez dominado este simples processo de pensar, não teríamos diculdades no futuro. Em primeiro lugar, era necessário ter conança; em segundo lugar, nossa concentração de pensamento não deveria ser dividida. Numa comparação terrestre, nós 'nos desejamos' lá, onde quer que seja, e ali nos encontraremos! Nas primeiras vezes, é necessário fazer-se um esforço consciente; depois poderemos nos mover aonde queiramos – e alguém poderia até dizer, 'sem pensar'! Para retomarmos os métodos terrenos, quando alguém quer sentar, ou andar, ou fazer qualquer outra ação que seja familiar, não se tem consciência de nenhum esforço de pensamento para levar tais ações à prática. O pensamento de que quero sentar muito rapidamente passa pela mente, e então eu me sento. Não há controles especiais aos movimentos musculares envolvidos na ação simples, e assim por diante. Tornam-se muito naturais. É precisamente assim conosco aqui. Apenas pensamos que queremos estar em algum lugar, e lá estamos. Devo, claro, explicar a armativa ao dizer que nem todos os lugares são abertos a nós. Há muitos reinos onde não podemos entrar, exceto em circunstâncias muito especiais, ou se a nossa evolução permitir. Isso, entretanto, não afeta o método de locomoção por aqui; meramente restringe-nos em certas direções bem denidas. Sendo bastante prático, mencionei a Edwin que como nós três queríamos estar juntos, será que teríamos desejar estar no mesmo lugar, ou deveríamos ter uma localidade denida em mente, na qual focaríamos nossos pensamentos? Ele respondeu que havia vários fatores para se ter em mente nesta circunstância em particular. Um fator seria que esse é o nosso passeio inicial através da locomoção por pensamento, e ele teria, mais ou menos, que 'tomar conta' de nós. Deveríamos apenas permanecer sintonizados uns aos outros, desde que mencionamos o desejo e a intenção de assim fazer. Estes dois fatores juntos eram sucientes para nos permitirem uma chegada segura e certa em grupo no nosso destino desejado! Quando nos tornarmos bastante adestrados nestes métodos, não teremos diculdades nesta conexão. Deve ser lembrado que o pensamento é tão instantâneo quanto se possa imaginar, e não há possibilidade de nos perdermos no espaço ilimitado! Tive meu primeiro exemplo de viajar através do espaço desta forma depois de minha morte, mas movi-me vagarosamente, com meus olhos rmemente fechados. Edwin então sugeriu que nos daria muito prazer se tentássemos por nós mesmos. Assegurou-nos de que, em nenhuma circunstância, poderíamos nos machucar. Propôs que Ruth e eu nos projetássemos até um pequeno grupo de árvores a um quarto de milha de distância – na medida da terra. Nós três nos sentamos na grama, observando o nosso alvo. Ele advertiu que se nos sentíssemos nervosos, poderíamos car de mãos dadas! Ruth e eu preferimos ir sozinhos, enquanto ele caria na grama. Precisaríamos apenas pensar que queríamos estar entre as árvores. Olhamo-nos um para o outro, divertidos, pensamento no que aconteceria em seguida, nenhum de nós tomando a iniciativa. Estávamos nesta ponderação, quando Edwin disse: “Partam!” Sua atitude deve ter suprido do estímulo necessário, porque tomei a mão de Ruth e a próxima coisa foi perceber que estávamos entre as árvores! Olhamos um para o outro, se não surpreendidos, algo parecido com isso. Olhando para o lugar de onde saímos, vimos Edwin acenando para nós. Então, uma coisa estranha aconteceu. Percebemos bem próximo, diante de nós, o que parecia ser um facho de luz. Não era ofuscante, nem nos assustava, de forma alguma. Simplesmente captou nossa atenção como o sol da terra faria ao sair de uma nuvem. Iluminava um pequeno espaço na frente de nossos olhos, enquanto estávamos ali. Ficamos parados, cheios de expectativas sobre o que viria em seguida. Então, claramente, sem nenhum vestígio de dúvida, escutamos – ou com os ouvidos, ou em nossas mentes, não posso dizer – a voz de Edwin nos perguntando se gostamos de nossa curta jornada e pedindo que voltássemos a ele, exatamente como fomos. Nós dois comentamos algo sobre o que ouvimos, tentando decidir se teria sido realmente Edwin quem ouvimos falando. Mal tínhamos mencionado nossa perplexidade diante desta manifestação do espírito, quando a voz de Edwin falou de novo, assegurando-nos que tinha nos escutado enquanto cogitávamos sobre o assunto! Tão surpresos e maravilhados estávamos com esta nova manifestação do poder de pensamento, seguida uma da outra, que nos determinamos a voltar a Edwin naquele instante, pedindo uma explanação completa. Repetimos o procedimento, e ali estávamos, mais uma vez, sentados um de cada lado de meu velho amigo, que ria divertido com nosso encantamento. Ele estava prevenido contra a investida que se seguiu – e nós o bombardeamos de perguntas – e ele nos contou que nos preparou isso como surpresa, de propósito. Aqui, disse ele, está mais um exemplo da materialização do pensamento. Se podemos nos mover através do pensamento, segue-se que podemos também enviar nossos pensamentos, independente de todas as ideias de distância. Quando focamos nossos pensamentos sobre alguma pessoa no mundo espiritual, seja em forma de mensagem denida, ou apenas de natureza afetiva, tais pensamentos alcançarão seu destino sem falhar, e serão recebidos sem ltragem. Isso é o que acontece no mundo espiritual. Como acontece, não estou preparado para responder. Esta é mais uma das coisas que assumimos da forma que encontramos, e rejubilamo-nos com isso. Tínhamos usado, até aqui, nossos 'órgãos de fala' para conversarmos uns com os outros. Era bem natural, e não demos ao assunto qualquer ênfase. Não ocorrera a mim, nem a Ruth, que outros meios de comunicação à distância fossem usados por aqui. Ainda estávamos limitados pelas condições da terra, e até então não observáramos nada que substituísse o modo usual de comunicação da terra. Esta verdadeira falha, talvez, nos levava a esperar pelo inesperado. Apesar de podermos enviar nossos pensamentos desta forma, não se pode concluir que nossas mentes sejam como livros abertos para que todos leiam. De forma alguma. Podemos, se desejarmos, manter deliberadamente nossos pensamentos em nós mesmos, mas se pensarmos à vontade, como estávamos, se deixarmos nossos pensamentos perambularem sem controle, então poderão ser lidos pelos outros. Uma das primeiras coisas a serem feitas quando se chega por aqui é perceber que pensamentos são concretos, que podem criar e construir, e que nosso próximo passo é colocar nossos pensamentos sob controle apropriado e adequado. Mas como tudo no mundo espiritual, logo aprendemos a nos ajustar às novas condições se nos propusermos a isso, e não devemos nos esquecer da ajuda dos mentores em qualquer uma, ou em todas, nossas diculdades. Esses, Ruth e eu já havíamos encontrado, para nosso alívio e gratidão. Ruth agora estava bastante impaciente para visitar a cidade, e insistia em que Edwin nos levasse imediatamente. E desta forma, sem mais delongas, decolamos da grama, e com uma palavra de nosso guia, seguimos para lá.
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.