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Capítulo 28 de 34
X. A Esfera Das Crianças — parte 2 de 3
A Vida nos Mundos Invisíveis – Volume 1
Você deve saber que quando o corpo físico dorme, o corpo espiritual sai temporariamente, cando ainda conectado a ele por um cordão magnético. Este cordão é verdadeiramente vital, entre o corpo espiritual e o corpo terreno. O espírito, desta forma, cará na proximidade do corpo terreno, ou gravitará para a esfera que sua vida terrena permitir que entre nela. O corpo espiritual gastará parte da vida do corpo terreno nos planos espirituais. E é nestas visitas que encontramos os parentes e amigos que vieram para cá antes, e, similarmente, nestas visitas os pais podem encontrar seus lhos e ver seu crescimento. Na maioria dos casos, não se permite os pais nos planos dos lhos, mas há muitos lugares onde tais encontros podem acontecer. Lembrando do que eu disse a respeito da retenção do subconsciente, você verá que, em tais casos, o problema de não reconhecer os lhos não acontece, porque os pais viram seus lhos e observaram seu crescimento por todos os anos, da mesma forma que teriam feito se a criança casse na terra. Deve haver, claro, um vínculo suciente para a união entre os pais e a criança, ou, de outra forma, esta lei não entraria em operação. Onde isso não existe, a conclusão é óbvia. Esta união de afeição ou interesse carinhoso também existe em todas as relações humanas no mundo espiritual, quer entre marido e mulher, quer entre pais e lho, ou ainda entre amigos. Sem tal interesse ou afeição, tudo é problemático quando há algum encontro, exceto fortuitamente. O reino das crianças é uma municipalidade em si, inspirada pela Mente maior, pode prover o bem estar, conforto e educação, e o prazer e a alegria de seus jovens habitantes. Os prédios educacionais são tão bem equipados quanto os maiores estabelecimentos em nossa própria esfera. De fato, em muitos aspectos são até melhores, pois têm todo o equipamento para a difusão do conhecimento e o aprendizado aos que não o têm nem no mínimo grau, e que devem iniciar bem do comecinho, como teriam feito se estivessem na carne. Isto é concernente às crianças que passaram ao mundo espiritual em sua primeira infância. Crianças que deixam o mundo em seus primeiros anos continuarão seus estudos de onde os deixaram, eliminando do anterior tudo aquilo que não terá uso posterior, e acrescentando tudo o que é espiritualmente essencial. Tão logo atinjam a idade adequada, as crianças podem escolher seu futuro trabalho, e estudar de acordo com ele. Quais podem ser esses trabalhos, disso falarei mais tarde. Toda a questão da sobrevivência dos infantes me confundia consideravelmente quando eu estava encarnado. Ruth disse que não tinha ideia alguma sobre esse tema, além de supor que as crianças deviam sobreviver, porque sentiu intuitivamente que acontecia assim com os adultos. A sobrevivência de um fazia supor a sobrevivência do outro, num mundo onde tudo é ordem e lei – que é o que ela presumia que o mundo espiritual fosse. Edwin cou perplexo como eu. Você pode imaginar nossa surpresa, então, quando nos apresentaram o reino das crianças, para vermos a provisão mais do que adequada para o povo jovem que passou para os planos espirituais em tenra idade. É uma instituição que provê a maior e mais ampla distribuição – a do Pai, Ele mesmo – não envolvendo credos ou crenças, nem doutrinas nem dogmas, nem rituais ou formulismos. Não envolve nada, de fato, a não ser o ato pleno de superar a 'morte' do corpo físico, e o governo das mesmas leis que nos governam a todos, infantes ou adultos – apenas o sair do corpo físico, e entrar, para todo o sempre, no mundo do espírito. E as crianças, como se espera, têm as mesmas oportunidades, os mesmos direitos à sua herança espiritual, tanto quanto nós temos aqui, jovens ou velhos. E todos temos a grande meta – a felicidade perfeita e perpétua. XI. OCUPAÇÕES O mundo espiritual não é apenas um mundo de oportunidades iguais para todas as almas, mas as oportunidades vêm numa escala tão vasta que nenhuma pessoa encarnada pode fazer a menor concepção desta magnitude. 'Oportunidades para o quê?', vão perguntar. Oportunidades para um trabalho bem, útil, interessante. Espero que agora eu já tenha transmitido que o mundo espiritual não é um plano de inatividade, nem um plano onde seus habitantes gastam suas vidas numa atmosfera de exercícios religiosos, formalmente devotando 'preces e exaltações' ao Grande Trono numa corrente incessante. Há uma corrente incessante, certamente, mas vem de maneira bem diferente. Ela ui de todos os nossos corações, por sermos felizes por estar aqui, e agradecidos por tudo. Quero tentar passar a você uma leve ideia da imensa gama de ocupações nas quais alguém pode se engajar nestes reinos. Seus pensamentos logo vão se voltar para as muitas e variadas ocupações do mundo terreno, cobrindo cada nuance das atividades da terra. Mas além das ocupações da terra está a constante necessidade de se ganhar a vida, de prover o corpo físico com comida e bebida, roupa e habitação de alguma espécie. Agora você já sabe que estas últimas quatro considerações não têm existência entre nós. Comida e bebida nunca precisamos; as roupas e a habitação nós providenciamos em nossas vidas na terra. Como nossas vidas foram na terra, assim nossas roupas e nosso domicílio serão, quando chegarmos aos planos espirituais. Não temos, como você vê, necessidade física de trabalho, mas realmente temos uma necessidade mental de trabalhar, e é por causa desta última que trabalhar é um prazer entre nós. Imagine-se num mundo onde ninguém trabalha para viver, mas todos trabalham pela alegria de fazer algo que servirá a outros. Apenas imagine isso, e começará a entender alguma coisa da vida nos mundos espirituais. A grande maioria das ocupações terrenas não tem nenhuma aplicação no mundo espiritual. Mesmo sendo úteis e necessárias, pertencem essencialmente ao período terreno da vida. O que, então fazer das pessoas que ocupavam aquelas posições que acabei de mencionar? Eles descobrirão, imediatamente após estarem completamente cônscios de seu novo estado, que deixaram suas vocações terrenas para trás, para sempre. Verão que o mundo espiritual não oferece o mesmo, ou similar, trabalho para eles. Mas isso não causa tristeza ou infelicidade, porque a necessidade da subsistência física não existe mais e, no lugar disto, tais pessoas sentem-se gloriosamente livres para se engajarem em algum trabalho novo. Não precisam pensar sobre o que seria a sua aptidão, logo acharão algo que atraia sua atenção e capte seu interesse. Não leva muito tempo para que se agrupem a seus companheiros de aprendizado em alguma ocupação nova e tenham completo prazer. Até aqui mencionei o trabalho de forma abstrata. Deixe-me ser mais especíco e considerar algumas das atividades do mundo espiritual. Primeiro, tomemos o que chamaríamos de lado puramente 'físico' da vida espiritual, e para tal propósito devemos fazer nova visita à cidade.
A caminho de lá, andamos por magnícos jardins que, em algum tempo, foram todos projetados e criados. Aqui está, poderíamos dizer, o primeiro meio de emprego que encontramos. Muita gente na terra ama jardins e paisagismo. Alguns se engajaram nesta atividade ao serem chamados, e gostaram muito de tê-lo feito. O que pode haver de melhor, do que continuar no próprio trabalho aqui no mundo espiritual, sem restrições das exigências físicas, livres e desembaraçados, e com os recursos inexauríveis do mundo espiritual a seu comando? Sua ocupação é deles mesmos. Eles podem – e o fazem – parar quando quiserem, e podem voltar sempre que desejarem. E não há ninguém que exerça imposições sobre ninguém. E qual é o resultado? Alegria para todos, pois criando um lindo trabalho de arte em horticultura, eles acrescentam mais beleza a um reino já belo e, ao fazerem isso, trazem alegria a muitos outros. Desta forma seu trabalho tem continuidade, mudando, re-arranjando, planejando, embelezando, construindo novos, e sempre adquirindo habilidade e mais habilidade ainda. Desta forma continuam, até que chegue a hora em que desejam mudar de trabalho, ou sua progressão espiritual leva-os a novos campos para manifestar empenho em outros reinos. Agora vamo-nos ao hall da música, e vamos ver que trabalho podemos encontrar ali. Alguém, claro, teve que projetá-lo, e outros, construí-lo. Eu já lhes contei sobre a construção do anexo à biblioteca. Em todas as operações principais de construção, o método empregado é sempre o mesmo, mas os métodos do mundo espiritual têm que ser aprendidos; e o trabalho dos arquitetos e dos construtores, com seus vários assistentes especialistas, está entre alguns dos mais importantes no mundo espiritual. Como todos os tipos de ocupação são abertos a qualquer um que tenha gosto por eles, ser um arquiteto ou construtor, da mesma forma, está disponível para todos os que expressem sua preferência em continuar a sua ocupação terrena, ou para quem deseje voltar-se para coisas novas. O desejo de fazer é realmente tudo o que se requisita, apesar de que, naturalmente, a aptidão é de grande valia. Mas é surpreendente a rapidez com que se obtém habilidade pelo estímulo da vontade. O 'querer fazer' traduz-se para 'ser hábil' em curto espaço de tempo. Interesse aguçado e o gosto pelo trabalho é tudo o que se pede. Dentro do hall da música, encontramos bibliotecas de músicas, onde estudantes cam ocupados com seus estudos e os alunos com seus professores músicos. A maioria das pessoas que encontramos desta forma está aprendendo a ser músico; isto é, estão aprendendo a tocar um ou mais instrumentos. E alguém tem que provê-los dos tais instrumentos necessários. O hall da música faz isso, mas alguém teve que criá-los para o hall da música. E assim, os fabricantes de instrumentos do plano terrestre acham-se à vontade em sua atividade, se quiserem continuá-la no mundo espiritual. Agora, pode-se achar que a vida de uma pessoa na terra em uma forma particular de trabalho seja suciente para a média das pessoas, e, quando elas vêm para o mundo espiritual, a última coisa que querem fazer é retomar a sua última ocupação com sua interminável rotina maçante. Mas mantenha em mente tudo o que lhe contei a respeito de liberdade nestes reinos, e o fato de que ninguém é compelido, nem por força das circunstâncias, ou pela mera necessidade de subsistência, a fazer qualquer trabalho no mundo espiritual. Lembre-se de que todo trabalho é assumido de boa vontade, livremente, pelo amor de fazê-lo, pelo orgulho de criar algo, pela vontade de ser servil aos seus companheiros e ao reino em geral, e você verá que o fabricante de instrumentos – para colocar uma ocupação entre milhares – é tão feliz quanto todos nós nestes reinos. Desta forma, ele continua a construir seus instrumentos, traz alegria a si mesmo e a muitas pessoas que, prazerosa e proveitosamente, trarão alegria a mais outras ainda, através do fruto de suas mentes. Casualmente, devo mencionar que não é imperativo que alguém adquira um instrumento musical apenas através do hall da música. Qualquer um que seja hábil em fabricá-lo pode desejar oferecer a outra pessoa, com tudo o que necessite musicalmente. Em muitas casas por aqui, há – e não apenas como enfeite! – um lindo piano, feito por mãos inteligentes que aprenderam os métodos espirituais de criação. Estas coisas não podem ser compradas. São galardões espirituais. Não valeria de nada tentar possuir o que não temos o direito. Devemos simplesmente car sem eles, sem meios de se alcançar. Ninguém pode criar para nós, seja lá o que for. Se isso é tentado, vai se perceber que os poderes não terão função para aquilo. Se você me perguntar quem ou o quê governa estas coisas, poderia apenas lhe dizer que não sei, além de saber do fato de que se opera uma lei espiritual. Antes que saiamos do hall da música, vamos dar uma olhada na biblioteca. Aqui há partituras aos milhares, junto com as várias partes que os instrumentalistas tocam. A maioria das grandes orquestras daqui obtém suas músicas no hall da música. É aberto para quem queira pegar emprestado algo que queiram, mas alguém tem que duplicar. E esta é uma outra ocupação importante e produtiva. Os bibliotecários, que tomam conta de todas estas músicas e que atendem aos desejos das pessoas em suas necessidades, preenchem outro cargo útil. E assim os detalhes poderiam ser multiplicados, cobrindo toda gama de empenhos musicais, desde aquele apenas ama e aprecia a música, até os que são instrumentalistas e maestros na arte musical. No hall dos tecidos encontramos a mesma atividde, a mesma alegria entre os que ali trabalham. A qualquer momento, tenho a liberdade, se eu quiser, para ajuntar-me aos estudantes que estão aprendendo a fazer a trama das mais lindas tapeçarias. Acontece, entretanto, que meu interesse está em outra parte, e minhas visitas ao hall são apenas para recreação. Ruth despende seu tempo regularmente aqui, estudando, e tornou-se especialista em tecelagem de tapetes. É parte de sua ocupação na vida espiritual, e é parte de sua recreação também. Ela já fez lindas peças de tapeçaria, das quais Edwin e eu temos duas delas penduradas em nossas paredes. Nós podemos obter qualquer material de que necessitemos em todos os halls, ou, no caso da música, podemos pedir a algum artesão para fazer o que precisamos. Jamais teremos uma recusa, nem teremos que esperar um tempo interminável para recebermos o que queremos. Existem muitos artesãos para suprirem a necessidade de todos nós. No mesmo hall, há estudantes aprendendo a arte do desenho e são instruídos por mestres na arte. Os experimentos sempre acontecem na produção de novos tipos de roupagens e novos desenhos. Estes materiais variados nada têm a ver com nossas roupagens espirituais. É um assunto pessoal. Os produtos do hall de tecidos são usados para propósitos gerais como, por exemplo, na decoração de nossas casas e dos edifícios e prédios maiores. No caso das representações teatrais históricas, as quais já mencionei a você, seus organizadores recebem uma grande contribuição do hall de tecidos para todas as roupagens autênticas. Bem, eu lhe dei dois ou três exemplos do que uma pessoa pode fazer por aqui. Há milhares mais, cobrindo o grande campo de atividades tão grande quanto pode ser visto na terra. Pense nos médicos que vêm ao plano espiritual e ainda mantém seu trabalho aqui. Não que necessitemos de doutores, mas eles podem trabalhar aqui com seus colegas na investigação das causas das diversas doenças e males da terra, e podem ajudar na sua cura. Muitos
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.