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Capítulo 13 de 34
V. Salões De Aprendizado — parte 5 de 8
A Vida nos Mundos Invisíveis – Volume 1
Isto nos levou apenas um instante para ser descrito, mas a forma-pensamento musical levou certo tempo para a formação, como a extensão de um concerto completo no plano terrestre. Durante este período, observamos a construção gradual do efeito visual e exterior da música. Diferentemente da terra, onde a música pode apenas ser ouvida, ali nós tínhamos ouvido e visto. E não foi somente com os sons da peça orquestral que nos inspiramos, mas a bela e imensa forma que ela criou tinha sua inuência espiritual sobre quem a observava, ou chegava perto de sua esfera. Podíamos sentir isso, mesmo estando sentados fora do teatro. A audiência lá dentro estava acalentada pelo esplendor e recebendo benefícios ainda maiores da efulgência de seus raios inebriantes. Na próxima ocasião, vamos nos sentar no enorme auditório. A música, nalmente, chegou ao seu grand nale, e assim terminou. As cores do arco-íris continuavam a ondular umas nas outras. Ficamos imaginando quanto tempo duraria esta estrutura musical, e disseram-nos que esmaeceria no mesmo tempo em que um arco-íris desaparece na terra – comparativamente, alguns minutos. Nós havíamos assistido a um concerto longo, mas se uma série de números mais curtos tivesse sido tocada, o efeito e o poder deixado seria o mesmo, mas as formas variariam de forma e tamanho. Se as formas tivessem maior duração, as formas novas conitariam com as últimas, e o resultado aos olhos seria o mesmo que, para os ouvidos, duas peças musicais diferentes e não sequentes quando tocadas juntas Um músico experiente pode tocar suas composições pelo seu conhecimento de quais formas os vários sons harmoniosos e melódicos terão. Ele pode, com efeito, construir edifícios magnícos com a sua música composta, sabendo muito bem qual exatamente será o resultado obtido, quando aquela música for tocada ou cantada. Por um ajuste cuidadoso dos seus temas e das suas harmonias, a duração do trabalho e suas várias marcas de expressão, ele pode construir uma forma majestosa tão grande quanto uma catedral gótica. Esta é, por si mesma, uma parte deliciosa da arte musical no mundo espiritual, e é encarada como arquitetura musical. O estudante não estudará apenas música acusticamente, mas aprenderá construí-la arquitetonicamente, e esse é um dos estudos mais absorventes e fascinantes. O que havíamos testemunhado produzira numa escala de alguma magnitude; o instrumentalista ou o cantor, individualmente, podem contribuir, numa escala bem reduzida, suas próprias formas-pensamento. De fato, seria impossível emitir qualquer forma de som musical, deliberadamente, sem a formação de tais formas. Podem não tomar formas denidas como as que vimos, isso vem com a experiência, mas induzirão a interação de numerosas cores e nuances. No mundo espiritual, toda música é cor, e toda cor é música. Um não existe sem o outro. É por isso que as ores emitem as tonalidades agradáveis quando alguém se aproxima, como podem recordar minha recente experiência com as ores. A água que brilha e espirra cores é também criação dos sons musicais de pureza e beleza. Mas não se pode imaginar que com toda esta galáxia de cores no mundo espiritual, haja também um pandemônio de músicas tocadas constantemente. Os olhos não se cansam pela profusão de cores aqui. Por que os ouvidos se cansariam do doce som que as cores emanam? A resposta é que não se cansam, porque os sons estão em harmonia perfeita com as cores, assim como as cores estão com os sons. E a perfeita combinação da visão e do som é harmonia perfeita. Harmonia é lei fundamental por aqui. Não pode haver conitos. Não estou sugerindo que estejamos em um estado de perfeição. Moraríamos num reino muito mais elevado, se estivéssemos, mas estamos em perfeição na medida que este reino está. Se nós, como indivíduos, nos tornamos mais perfeitos que o reino em que estamos, nós, ipso facto, tornamo-nos merecedores de um avanço ao plano mais elevado, e assim o fazemos. Mas enquanto estamos onde estamos, neste reino ou em um mais elevado, vivemos um estado de perfeição de acordo com os limites daquele reino. Demorei-me um pouco em nossas experiências musicais por causa da elevada posição da música em nossas vidas e no reino onde estamos morando. A atitude tomada por muitas pessoas na terra em relação à música sofre uma grande mudança quando eles vêm para o mundo espiritual. A música é encarada por muitos no plano terrestre como uma mera diversão, um adjunto de prazer para a vida na terra, mas não signica uma necessidade. Aqui é parte de nossa vida, não porque assim o fazemos, mas porque é parte natural da existência, como as ores e as árvores, grama e água, e colinas e vales. É um elemento de natureza espiritual. Sem ela muita alegria estaria fora de nossas vidas. Não precisamos nos tornar mestres em música para apreciar a riqueza da música que nos cerca, em cor e som, mas como em muitos outros pontos desta vida, aceitamos e gozamos por completo e, alegres por nossa herança, podemos dispor de sorrisos aos que persistem em crer que nós vivemos num mundo vazio. Um mundo vazio! Que choque que tantas pessoas têm quando vêm para cá, ao mundo espiritual, e quão imensamente felizes e aliviados cam ao ver que é agradável, anal de contas; que não é um local terricante; que não é um estupendo templo de uma religião cantadora de hinos; e cam à vontade na terra de sua nova vida. Quando esta feliz percepção vem a eles, alguns são relembrados de que viram certas descrições desta vida, as quais tinham vindo de nós, de vez em quando, quase materializadas, e quão felizes cam em descobrir que é assim. O que é, senão material? Os músicos que ouvimos tocando, estavam usando instrumentos bastante reais e sólidos para uma música bastante real. O maestro era uma pessoa bem real, conduzindo sua orquestra com uma batuta bem real! Mas a linda forma-pensamento musical não era tão material como eram seus entornos ou os meios para criá-la, da mesma forma, relativamente, que acontece com um arco-íris da terra, e o sol e a umidade que o causam. Pelo risco de me fazer tedioso, reverti mais de uma vez para esta estranha falácia sobre o mundo onde vivo aqui em espírito, sobre ser vago e tenebroso. É estranho que algumas mentes sempre se esforcem em banir do mundo espiritual toda árvore ou or, e outras mil e uma delícias. Há algo do conceito aqui – que fazem destas coisas exclusivas da terra. Ao mesmo tempo, se qualquer alma pensa que tais coisas não têm o que fazer no mundo espiritual, ela tem liberdade para se abster tanto das visões quanto do prazer que dão, colocando-se em algum local estéril, onde suas suscetibilidades não serão ofendidas por estes objetos terrícolas, como as árvores, e ores, e água (ou mesmo seres humanos), e ali ele pode dar a si mesmo um estado de contemplação beatíca, cercado pelo Nada celestial que ele pensa que deve ser o céu. Nenhuma alma é forçada a uma tarefa indesejada aqui, nem nas cercanias que ele considera incompatíveis. Arrisco-me a declarar que não demorará muito até que saia em retirada e agrupe-se aos seus amigos numa grande alegria por todas as delícias do Céu de Deus. Há somente uma culpa – entre uma ou duas outras – que o mundo da terra possui: a superioridade opressiva, em seu próprio julgamento, sobre qualquer outro mundo, mas principalmente sobre o mundo espiritual. Podemos nos divertir, apesar de que nosso divertimento se converte em tristeza quando vemos a tensão dos espíritos quando da sua chegada aqui, quando percebem que estão, nalmente, encarando a verdade eterna, além de todas as perguntas ou dúvidas. É aí que muito frequentemente a humilhação aparece! Mas nós nunca reprovamos. A reprovação de dentro de cada espírito.
E o quê, talvez, será perguntado, tem tudo isso a ver com experiência musical? Só isso: depois de cada nova experiência, eu pensei o mesmo pensamento, e falei quase as mesmas palavras para Edwin e Ruth. Ruth sempre fez eco das minhas palavras; Edwin sempre concordou comigo, apesar de que, claro, o que estávamos vendo não era nada novo para ele, de forma alguma. Mas ele ainda se maravilha com tudo por aqui, como certamente nos maravilhamos, sendo recém-chegados, ou estando aqui por muitos anos, em tempo da terra. Enquanto passeávamos depois do concerto, Edwin apontou as habitações de muitos dos professores dos vários salões de aprendizado, que preferiam viver perto dos locais de trabalho. Eram, na maior parte, casas despretensiosas, e seria comparativamente fácil adivinhar a ocupação do proprietário, assim nos disseram, pelas várias evidências de seus trabalhos. Edwin disse-nos que seríamos sempre bem-vindos se quiséssemos chamar qualquer um deles. A exclusividade que necessariamente rodeava tais pessoas quando estavam encarnadas desaparece quando eles vêm para o mundo espiritual. Todos os valores tornam-se drasticamente alterados em tais pontos. Os professores não cessam seus próprios estudos, e passam aos seus alunos o que adquiriram. Alguns progrediram para reinos superiores, mas ainda retêm algum interesse em sua esfera anterior, e continuamente a visitam – e a seus muitos amigos – para procurarem seus ensinos. Mas já gastamos algum tempo neste assunto, e Edwin está esperando para nos levar a outros locais de importância na cidade. VII. PLANOS PARA O TRABALHO FUTURO Uma caminhada curta nos trouxe a um grande prédio retangular que, informou nosso amigo, era o hall da ciência, e minha agradável companheira e eu estávamos querendo saber como a ciência, como sempre entendemos a palavra na terra, poderia ter lugar no mundo espiritual. Entretanto, logo aprenderíamos muitas coisas, a principal delas era que o mundo da terra deve agradecer ao mundo espiritual por todas as maiores descobertas cientícas que foram feitas através dos séculos. Os laboratórios do mundo espiritual estão muitas décadas em avanço, comparando com os do plano da terra. Passarão anos até que seja permitido que muitas descobertas revolucionárias sejam enviadas ao mundo terreno, porque a terra ainda não está sucientemente evoluída. Nem Ruth nem eu tivemos qualquer inclinação em direção à ciência ou engenharia, e Edwin, sabendo disso, propôs que gastássemos apenas um ou dois momentos neste hall em particular. No hall da ciência, cada campo da investigação cientíca ou de engenharia, estudos ou descobertas era incentivado, e aqui eram vistos muitos daqueles homens cujos nomes tornaram-se palavras cotidianas, e que, desde que passaram ao mundo espiritual, têm continuado suas vidas de trabalho com seus colegas cientistas, com os recursos imensos e plenos do mundo espiritual ao seu comando. Aqui podem resolver os mistérios que os bafejavam quando estavam na carne. Não há tais coisas como rivalidade pessoal. Não há mais ter que se construir reputações, e muitas vantagens materiais são abandonadas para sempre. Segue-se que, onde tal agrupamento de sábios possa existir, juntamente com recursos ilimitados, os resultados devam ser, correspondentemente, grandes. Nas épocas passadas, todas as descobertas vieram do mundo espiritual. Por si mesmo, o homem encarnado pode fazer muito pouco. A maioria das pessoas ca contente em considerar a terra como suciente. Sem dúvida que não é! O cientista é, fundamentalmente, um homem de visão; pode ser limitada, mas está lá, apesar de tudo. E nossos próprios cientistas espirituais podem – e fazem – impressionar seus colegas terrenos com os frutos de sua investigação. Em muitos casos, onde dois homens estão trabalhando sobre o mesmo problema, aquele que está no mundo espiritual estará bem mais adiante que seu confrade que ainda está na terra. Uma sugestão do primeiro, frequentemente, é o suciente para direcionar o segundo no caminho certo, e o resultado é uma descoberta para o benefício para a humanidade. Em tantos casos a humanidade tem sido bastante beneciada, mas, ai!, em muitos casos a humanidade sofreu dores e atribulações por perversões maldosas destas descobertas. Cada uma delas que tenha sido enviada do mundo espiritual é para vantagem e para o progresso espiritual do homem. Se mentes pervertidas usam estas mesmas coisas para a destruição do homem, então o homem tem apenas a si mesmo para responsabilizar. É por isso que armei que o mundo terreno não está sucientemente evoluído para receber muitas invenções esplêndidas mais que já foram aperfeiçoadas por aqui. Estão prontas e esperando, mas se fossem enviadas para o plano da terra em seu atual estágio de mente espiritual, seriam mal usadas por pessoas inescrupulosas. As pessoas da terra podem ver que as invenções modernas são empregadas somente para seu bem material e espiritual. Quando vier o tempo em que for atingido um progresso espiritual real, então o plano terreno poderá esperar uma torrente de novas invenções e descobertas que virão através dos cientistas e engenheiros do mundo espiritual. Mas o plano terreno tem um longo e doloroso caminho a percorrer antes que esse tempo chegue. E, nesse meio tempo, o trabalho dos cientistas espirituais continua. Nós, no mundo espiritual, não precisamos de muitas invenções terrenas. Penso que já deixei bem colocado que nossas leis por aqui são totalmente diferentes das do plano da carne. Não temos o que fazer com as invenções que aumentam a velocidade de viajar, como vocês. Nosso método de trânsito é tão rápido quanto o pensamento, porque o pensamento é o poder propulsor. Não temos necessidade dos métodos de salvar vidas, porque somos indestrutíveis. Não necessitamos de centenas de invenções que fazem a vida mais fácil, segura, mais confortável e deliciosa, porque nossa vida é tudo isso, e mais ainda que isso. Mas no hall das ciências muitos, muitos homens devotados estiveram trabalhando para a melhoria do plano material através de seus recursos, e lamentando tanto que nada poderia ser trazido ao mundo porque não seria seguro ainda. Foi-nos permitido ver o progresso que foi feito na locomoção, e camos impressionados pelo avanço que foi realizado desde o tempo em que estivemos na terra. Mas ainda não é nada pelo que ainda está por vir. Quando o homem exercitar sua vontade na direção certa, não haverá m para os enormes prêmios que receberá em progresso material, mas o progresso material deve andar lado a lado com o progresso espiritual. Até que o façam, ao mundo terreno não será permitido que tenha as muitas invenções que estão prontas e esperando para serem enviadas. O povo em geral da terra é muito teimoso. Ressente-se por qualquer invasão naquilo que preserva, ou naquilo que clamaram presunçosamente como preservado. Nunca houve intenção de que quando os resultados das pesquisas de nossos cientistas eram comunicados à terra, que eles cassem restritos a uns, com a exclusão de outros.
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.