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Capítulo 15 de 38
Parte 15 de 38
Há Dois Mil Anos… · Chico Xavier, pelo espírito Emmanuel
Em Cafarnaum, a vida corria triste e silenciosa. Públio apegara-se ao seu arquivo volumoso, aos seus processos, aos seus estudos e às suas meditações, preparando os planos educativos da filha ou organizando projetos concernentes às suas atividades futuras, fazendo o possível para reerguer-se do abatimento moral em que mergulhara com os dolorosos sucessos de Jerusalém. Quanto a Lívia, esta, conhecendo a inflexibilidade do caráter orgulhoso do marido, e sabendo que todas as circunstâncias aparentavam a sua culpa, encontrara na alma dedicada da serva uma confidente extremosa no afeto, vivendo quase permanentemente mergulhada em orações sucessivas e fervorosas. Os sofrimentos experimentados patentearam-se-lhe no rosto, revelando profundos vestígios nos sulcos da face descorada. Os olhos, todavia, demonstrando a têmpera e o vigor da fé, clareavam-lhe as expressões fisionômicas de brilho singular, apesar do seu visível abatimento.
Em Cafarnaum, os seguidores do Mestre de Nazaré organizaram imediatamente uma grande comunidade de crentes do Messias, tornando-se muitos em apóstolos abnegados de sua doutrina de renúncia, de sacrifício e de redenção. Alguns pregavam, como Ele, na praça pública, enquanto outros curavam os enfermos em seu nome. Criaturas rústicas haviam sido tomadas, estranhamente, do mais alto sopro de inteligência e inspiração celeste, porque ensinavam com a maior clareza as tradições de Jesus, organizando-se com a palavra desses apóstolos os pródromos do Evangelho escrito, que ficaria mais tarde no mundo como a mensagem do Salvador da Terra a todas as raças, povos e nações do planeta, qual luminoso roteiro das almas para o Céu. Todos quantos se convertiam à idéia nova, confessavam na praça pública os erros da sua vida, em sinal da humildade que lhes era exigida, portas a dentro da comunidade cristã. E para que o meigo profeta de Nazaré jamais fosse esquecido em seus martírios redentores no Calvário, o povo simples e humilde, de então, organizou o culto da cruz, crendo fosse essa a melhor homenagem à memória de Jesus Nazareno.
Lívia e Ana, no seu profundo amor ao Messias, não escaparam a essa adesão natural às tradições populares. A cruz era objeto de toda a sua veneração e absoluto respeito, não obstante representar naquele tempo, o instrumento de punição para todos os criminosos e celerados. Ana continuou a freqüentar as margens do lago, onde alguns apóstolos do Senhor prosseguiam cultivando as suas lições divinas, junto dos sofredores deserdados da sorte. E era comum verem-se esses antigos companheiros e ouvintes do Messias, como pegureiros humildes, atravessando estradas agrestes, no mais absoluto desconforto, a fim de levarem a todos os homens as palavras consoladoras da Boa Nova. Tipos impressionantes de homens simples e abnegados percorriam os mais longos e escabrosos caminhos, de vestes rotas e calçando alpercatas grosseiras, pregando, porém, com perfeição e sentimento, as verdades de Jesus, como se as suas frontes humildes estivessem tocadas da graça divina.
Para muitos deles, o mundo não passava da Judéia ou da Síria; mas a realidade é que as suas palavras desassombradas e serenas iam permanecer no mundo para todos os séculos. Mais de um mês decorrera sobre a Páscoa de 33, quando o senador, por uma tarde formosa e quente da Galiléia, se aproximou da esposa para lhe dizer dos seus novos propósitos: – Lívia – começou ele, reservado –, tenho a comunicar-lhe que pretendo viajar algum tempo, afastando-me desta casa talvez por dois meses, em cumprimento dos meus deveres de emissário do Imperador, em condições especiais nesta província. Como esta viagem se verificará através de pontos numerosos, porquanto tenciono estacionar um pouco em todas as cidades do itinerário, até Jerusalém, não me é possível levá-la em minha companhia, deixando-a, neste caso, como guardiã de minha filha. Como sabe, nada mais existe entre nós que lhe outorgue o direito de conhecer minhas preocupações mais íntimas; todavia, renovo minhas palavras do dia fatal do nosso rompimento afetivo. Conservada nesta casa, apenas pela sua tarefa maternal, confio-lhe durante minha ausência a guarda de Flávia, até que chegue de Roma o velho professor que pedi a Flamínio.
Desejo firmemente acredite na confiança que deponho no seu propósito de regeneração, como mãe de família, e que procure restabelecer sua idoneidade que, outrora, não lhe negaria em tais circunstâncias, e espero, assim, se abstenha de qualquer ato indigno, que venha a perder minha pobre filha para sempre. – Públio!... – pode ainda exclamar a esposa do senador, aflitamente, tentando aproveitar aquele rápido minuto de serenidade do marido, a fim de se defender das calúnias que lhe eram assacadas pelas mais complicadas circunstâncias; mas, afastando-se repentinamente, fechado na sua severidade orgulhosa, o senador não lhe deu tempo de continuar, integrando-a, cada vez mais, no conhecimento da sua amargurada situação dentro do lar. Passada uma semana, partia ele para a sua viagem aventurosa. Animavam-no, acima de tudo, o desejo de aliviar o coração de tantos pesares, a tentativa da procura do filhinho desaparecido e o objetivo de catalogar os erros e injustiças da administração de Pilatos, de modo a alijá-lo dos poderes públicos na Palestina, em tempo oportuno.
Na sua resolução, todavia, pairava um erro grave, cujas conseqüências dolorosas não conseguira ou não pudera prever no seu íntimo atribulado. A circunstância de deixar esposa e filha expostas aos perigos de uma região, onde eram consideradas como intrusas, devia ser examinada mais detidamente pela sua visão de homem prático Além disso, ele não podia contar, nessa ausência, com a dedicação vigilante de Comênio, em viagem com destino a Roma, onde o conduziam as determinações do patrão e leal amigo. Todas essas preocupações andavam no espírito de Lívia, dotada, como mulher, de sentimento mais apurado e mais justo, no plano das conjeturas e previsões. Foi assim, de alma aflita, que viu partir o marido, embora houvesse ele recomendado a numerosos servos o máximo de vigilância nos trabalhos da casa, junto aos seus familiares. Festividades solenes foram determinadas por Herodes, em Tiberíades, previamente avisado pelo senador, a respeito de sua visita pessoal àquela cidade, que representava a primeira etapa da sua longa excursão.
Todas as localidades de maior destaque constavam como pontos de parada da caravana, recebendo Públio, em todas elas, as mais expressivas homenagens das administrações e contingentes de escolta e servos inúmeros, que lhe auxiliavam os serviços, naquela demorada excursão através das unidades políticas de menor importância, na Palestina. Devemos consignar, porém, que Sulpício Tarquinius se encontrava justamente em missão junto de Antipas, quando da festiva chegada de Públio Lentulus à grande cidade da Galiléia. Procurou, todavia, não se fazer notado pelo senador, regressando no mesmo dia a Jerusalém, onde vamos encontrá-lo em conferência íntima com o governador, nestes termos: – Sabeis que o senador Lentulus – dizia Sulpício, com o prazer de quem dá uma notícia desejada e interessante – dispôs-se a efetuar longa viagem por toda a província? – Quê? – fez Pilatos grandemente surpreendido.
– Pois é verdade. Deixei-o em Tiberíades, de onde se dirigirá para Sebaste em breves dias, crendo mesmo, segundo o programa da viagem, que pude conhecer graças ao concurso de um amigo, que não voltará a Cafarnaum nestes quarenta dias. – Que intuito terá o senador com viagem tão incômoda e sem atrativo? Alguma determinação secreta da sede do Império? – inquiriu Pilatos, receoso de alguma punição aos seus atos injustos na administração política da província.
Mas, após alguns segundos de meditação, como se o homem privado sobrepujasse as cogitações do homem público, perguntou ao lictor, com interesse: – E a esposa? Não o acompanhou? Teria o senador a coragem de deixá-la só, entregue às surpresas deste pais, onde se aninham tantos malfeitores? – Reconhecendo que teríeis interesse em tais informes – tornou Sulpício, com fingida dedicação e satisfeita malícia –, busquei inteirar-me do assunto com um amigo que segue o viajante, como elemento de sua guarda pessoal, vindo a saber que a senhora Lívia ficou em Cafarnaum, na companhia da filha, e ali aguardará o regresso do esposo. – Sulpício – exclamou Pilatos, pensativo –, suponho não ignoras minha simpatia pela adorável criatura a que nos referimos... – Bem o sei, mesmo porque, fui eu próprio, como deveis estar lembrado, que a introduzi no vosso gabinete particular, não há muito tempo.
– É verdade! – Porque não aproveitais este ensejo para uma visita pessoal a Cafarnaum? – perguntou o lictor, com segundas intenções, mas sem ferir diretamente o melindroso assunto. – Por Júpiter! – redargüiu Pilatos, satisfeito.
–Tenho um convite de Cusa e outros funcionários graduados de Antipas, naquela cidade, que me autoriza a pensar nisso. Mas, a que vem a tua sugestão neste sentido? – Senhor – exclamou Sulpício Tarquinius, com hipócrita modéstia –, antes de tudo, trata-se da vossa alegria pessoal com a realização desse projeto e, depois, tenho igualmente grande simpatia por uma jovem serva da casa, de nome Ana. cuja beleza admirável e simples é das mais sedutoras que hei visto nas mulheres nascidas em Samaria. – Que é isso? Nunca te observei apaixonado.
Acho que já passaste a época dos arrebatamentos da mocidade. Em todo caso, isso quer dizer que não me encontro sozinho na satisfação que me traz a idéia dessa viagem imprevista replicou Pilatos, com visível bom humor. E, como se naquele mesmo instante houvesse elaborado todos os detalhes do seu plano, exclamou para o lictor, que o ouvia entre satisfeito e envaidecido: – Sulpício, ficarás aqui em Jerusalém apenas o tempo preciso ao teu descanso ligeiro e imediato, regressando, depois de amanhã, para a Galiléia, onde irás diretamente a Cafarnaum avisar Cusa dos meus propósitos de visitar a cidade e, feito isso, irás até à residência do senador Lentulus, onde avisarás sua esposa da minha decisão, em tom discreto, cientificando-a do dia previsto para a minha partida e chegada até lá. Espero que, com a atitude inconsiderada do marido, deixando-a tão só em tais regiões, venha ela pessoalmente a Cafarnaum encontrar-se comigo, de modo a distrair-se da companhia dos galileus grosseiros e ignorantes, e recordar por algumas horas os seus dias felizes da Corte, junto de minha conversação e de minha amizade. – Muito bem – redargüiu o lictor, não cabendo em si de contente.
– Vossas ordens serão rigorosamente cumpridas. Sulpício Tarquinius saiu alegre e confortado nos seus sentimentos inferiores, antegozando o instante em que se aproximaria novamente da jovem samaritana, que despertara a cobiça dos seus sentidos materiais, cobiça que não tivera tempo de manifestar quando da sua permanência no serviço pessoal de Públio Lentulus. Cumprindo as determinações recebidas, vamos encontrá-lo daí a quatro dias em Cafarnaum, onde os avisos do governador foram recebidos com grande contentamento por parte das autoridades políticas. O mesmo, porém, não aconteceu na residência de Públio, onde sua presença foi recebida com reservas pelos empregados e escravos da casa. Ao seu chamado, apresentou-se-lhe Maximus, substituto de Comênio na chefia dos serviços usuais, mas que estava longe de possuir a sua energia e experiência. Atendido, solicitamente, pelo antigo servo, que era seu conhecido pessoal, solicitou-lhe o lictor a presença de Ana, de quem dizia ele precisar de uma entrevista pessoal para a solução de determinado assunto.
O velho criado de Lentulus não hesitou em chamá-la à presença de Sulpício, que a envolveu de olhares cúpidos e ardentes. A criada perguntou-lhe, entre intrigada e respeitosa, a razão da visita inesperada, ao que Tarquinius esclareceu tratar-se da necessidade de se avistar, por um momento, com Lívia, em particular, tentando ao mesmo tempo colocar a pobre moça ao corrente de suas pretensões inconfessáveis, dirigindo-lhe as propostas mais indignas e insolentes. Após alguns minutos, em que se fazia ouvir nas suas expressões insultuosas, em voz abafada, que Ana escutava extremamente pálida, com o máximo de cuidado e paciência para evitar qualquer nota escandalosa a seu respeito, respondeu a digna serva com voz austera e valorosa: – Senhor lictor, chamarei minha senhora para atender-vos, dentro de poucos instantes. Quanto a mim, devo afirmar-vos que estais enganado, porquanto não sou a pessoa que supondes. E, encaminhando-se resolutamente para o Interior, cientificou a senhora do persistente propósito de Sulpício em lhe falar pessoalmente, surpreendendo-se Lívia não só com o acontecimento inesperado, senão também com a expressão fisionômica da serva, presa da mais extrema palidez, depois do choque sofrido.
Ana tratou de não a inteirar de pronto, do sucedido, enquanto murmurava: – Senhora, o lictor Sulpício parece apressado. Presumo que não tendes tempo a perder. Todavia, sem se deixar empolgar pelas circunstâncias, Lívia buscou atender ao mensageiro com o máximo de sua habitual atenção. Ante a sua presença, inclinou-se o lictor com profunda reverência, dirigindo-se-lhe respeitoso, no cumprimento dos deveres que o traziam: – Senhora, venho da parte do Senhor Procurador da Judéia, que tem a honra de vos comunicar a sua vinda a Cafarnaum nos primeiros dias da próxima semana... Os olhos de Lívia brilharam de justificada indignação, enquanto inúmeras conjeturas lhe assaltaram o espírito; movimentando, porém, as suas energias, teve a precisa coragem para responder à altura das circunstâncias: – Senhor lictor, agradeço a gentileza de vossas palavras; todavia, cumpre-me esclarecer que meu marido se encontra em viagem, neste momento, e a nossa casa a ninguém recebe na sua ausência.
E, com leve sinal, fez-lhe sentir que era tempo de se retirar, o que Sulpício compreendeu, intimamente encolerizado. Despediu-se com reverências respeitosas. Surpreendido com aquela atitude, porquanto ao espírito do lictor a prevaricação de Lívia representava um fato inconteste, retirou-se sumamente desapontado, mas não sem conjeturar os acontecimentos na sua depravada malícia. Foi assim que, encontrando-se com um dos soldados de guarda à residência, seu conhecido e amigo pessoal, observou-lhe com fingido interesse: – Otávio, antes de uma semana talvez aqui esteja de volta e desejaria encontrar de novo, nesta casa, a jóia rara de minha felicidade e de minhas esperanças... – Que jóia é essa? – perguntou, curioso, o interpelado.
– Ana... – Está bem. Fácil é o trabalho que me pedes. – Mas, ouve-me bem – exclamou o lictor, pressentindo, já, que a presa tudo faria por fugir-lhe das mãos. – Ana costuma ausentar-se freqüentemente e, caso isso se verifique, espero que a tua amizade não me falte com os informes necessários, no instante oportuno...
– Pode contar com a minha dedicação. Acabando de ouvir o pormenor mais importante desse diálogo, voltemos ao interior, onde Lívia, de alma opressa, confia à serva amiga e devotada as conjeturas dolorosas que lhe pesavam no coração. Depois de externar-lhe os seus justificados temores, plenamente admitidos por Ana que, por sua vez, a colocou ao corrente das insolências de Sulpício, a pobre senhora desfiou à sua confidente, simples e generosa, o rosário infindo de suas amarguras, relatando-lhe todos os sofrimentos que lhe dilaceravam a alma carinhosa e sensibilíssima, desde o primeiro dia em que a calúnia encontrara guarida no espírito orgulhoso do companheiro. As lágrimas da serva, ante a singular narrativa, eram bem o reflexo da sua alta compreensão das angústias da senhora, perdida naqueles rincões quase selvagens, considerando-se a sua educação e a nobreza de sua origem. Ao finalizar o penoso relato de suas desditas, a nobre Lívia acentuou com indisfarçável amargura: – Na verdade, tudo tenho feito por evitar os escândalos injustificáveis e incompreensíveis.
Agora, porém, sinto que a situação se agrava cada vez mais, à vista da insistência dos meus algozes e da displicência de meu marido em face dos acontecimentos, perdendo-se o meu espírito em conjeturas amargas e dolorosas. Se mando chamá-lo por um mensageiro, pondo-o ao corrente do que se passa, a fim de que nos proteja com as suas providências imediatas, talvez não compreenda a marcha dos fatos na sua intimidade, encarando os meus receios como sintoma de culpas anteriores, ou tomando os meus escrúpulos como desejo de regeneração por faltas que não cometi, em virtude de suas enérgicas reprimendas e penosas ameaças; se não o aviso dessas ocorrências graves, do mesmo modo se produziria o escândalo, com a vinda do governador a Cafarnaum, aproveitando o ensejo da sua ausência. Tomo, unicamente, a Jesus por meu juiz nesta causa dolorosa, em que as únicas testemunhas devem ser o meu coração e a minha consciência!... O que mais me preocupa, agora, minha boa Ana, não é tão somente a obrigação de velar por mim, que já experimentei o fel amaríssimo da desilusão e da calúnia impiedosa. É, justamente, por minha pobre filha, porque tenho a impressão de que aqui na Palestina os malfeitores estão nos lugares onde deveriam permanecer os homens de sentimentos puros e incorruptíveis...
Como não ignoras, meu desventurado filhinho já se foi, arrebatado nesse turbilhão de perigos, talvez assassinado por mãos indiferentes e criminosas... Fala-me o coração maternal que o meu desgraçado Marcus ainda vive, mas onde e como? Debalde temos procurado sabê-lo, em todos os recantos, sem o mais leve sinal da sua presença ou passagem... Agora, manda a consciência que resguarde a filhinha contra as ciladas tenebrosas!... – Senhora – exclamou a serva, com fulgor estranho no olhar, como se houvera encontrado uma solução repentina e apreciável para o assunto –, o que dissestes revela o máximo bom-senso e prudência... Também eu participo dos vossos temores e suponho que deveremos fazer tudo por salvar a menina e a vós mesma das garras desses lobos assassinos...
Porque não nos refugiarmos nalgum local de nossa inteira confiança, até que os malditos abandonem estas paragens?! – Mas considero que seria inútil procurarmos abrigo em Cafarnaum, em tais circunstâncias. – Iríamos a outra parte. – Aonde? – indagou Lívia, com ansiedade.
– Tenho um projeto – disse Ana esperançosa. – Caso assentísseis na sua plena realização, sairíamos ambas daqui, com a pequenina, refugiando-nos na própria Samaria da Judéia, em casa de Simeão, cuja idade respeitável nos resguardaria de qualquer perigo. – Mas, a Samaria –replicou Lívia, algo desalentada – fica muito distante... – A realidade, contudo, minha senhora, é que necessitamos de um sítio dessa natureza. Concordo em que a viagem não será tão curta, mas partiríamos com urgência, alugando animais descansados, tão logo repousássemos um pouco, na passagem por Naim.
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.