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Capítulo 9 de 38

Manu

As Vidas de Osvaldo Polidoro

Manu é conhecido como o pai dos Árias, pai original da espécie humana. No capítulo IV do Bhagavad Gita, Krishna menciona: “Já na mais remota Antigüidade dei esta doutrina da união com o Eu Divino a Vivasvat (Mente Divina, no princípio do mundo). Ele a ensinou a Manu (palavra que deriva da raiz sânscrita man, pensar. = Filho do Sol, Pai da Raça Atual)”.

“Manu fez uma sinopse deveras interessante, uma codificação valiosa, pois fez um extrato daquilo que havia de melhor sido revelado, até então. Seu espírito de síntese foi genial, como soem ser todos os codificadores. Atrás deles funcionam as Legiões do Senhor, o chamado Espírito da Verdade, e eles apresentam as linhas mestras, as chaves doutrinárias”.(Bíblia dos Espíritas)

(Artigo publicado no Diário de S. Paulo/Autor: Eng. Hernani M. Portella/Data: 02/04/1961) Se de Colombo, o redescobridor da velha Atlântida (América), que viveu há quatro séculos e meio, ignora-se até hoje o verdadeiro nome, o berço de sua origem e muitas outras passagens de sua vida, que dizer do continente Atlante, que sofreu várias catástrofes entre um milhão de anos e nove mil quinhentos e sessenta e quatro anos antes de Cristo? Cingir-se à ciência oficial ou mesmo à Bíblia com as suas vinte e duas mil emendas, da Vulgata, afora "enxerto" ou passagens apócrifas? Preferimos no caso em apreço, apelarmos para a tradição esotérica, a única talvez que ainda debaixo da letra que mata poderá fazer luz sobre tão delicado tema. Diz essa tradição que o Kusha-Dwipa onde habitavam os RUTAS ou os vermelhos, o País de MU, compreendia a China, o Japão, a Índia, o Ceilão, a Birmânia e a Malásia; a oeste, a Pérsia, a Arábia, a Síria, a Abissínia, a bacia do Mediterrâneo, a Itália meridional e a Espanha. Da Escócia e da Irlanda, então emersas, estendia-se a oeste sobre o que atualmente se denomina de oceano Atlântico incluindo-se a maior parte das duas Américas. Durante sua existência multimilenar, os atlantes emigraram para todas as direções, levando sua poderosa civilização às várias regiões do Globo, onde facilmente dominavam os povos das raças anteriores. Ao contrário do que aconteceu à Lemúria, vasto continente destruído por um único cataclismo, sofreu a Atlântida quatro catástrofes sucessivas e espaçadas por muitos milhares de anos. Deu-se a primeira há cerca de 800.000 anos, durante o período mioceno, quando o continente se estendia da Islândia ao Brasil, compreendendo o Texas, Yucatan, o Golfo do México, o Lavrador e toda a região que fica entre este país e a Irlanda, a Escócia e o norte da Inglaterra. Após o cataclismo que fez submergir grande parte das terras setentrionais, a Atlântida ficou constituída pelas que ocupavam o Oceano Atlântico, desde 50 graus de latitude norte até o sul do Equador. Avisado dos acontecimentos, o Manu Vaivasvata dirigiu-se para a Meseta do Pamir conduzindo as vergônteas da raça atlante que ficaram fiéis à Lei. Iniciou Vaivasvata o ciclo ariano dando ao povo os dez mandamentos originais, e o Manava Dharma Shastra (Código do Manu). O segundo cataclismo, ocorrido há 200.000 anos, de menores proporções do que o primeiro, reduziu a Atlântida propriamente dita a duas grandes ilhas uma setentrional denominada Ruta e outra meridional chamada Daitia. A América do Norte e do Sul ficaram separadas, o Egito submergido e a ilha escandinava ligada à futura Europa. O terceiro cataclismo eclodiu há 75.034 anos reduzindo a ilha de Ruta à pequena ilha Posseidonis fazendo desaparecer completamente Daitia. Durante o evoluir deste ultimo cataclismo, Osíris, dirigente atlante e depois deus egípcio, esposou uma princesa egípcia dando origem à dinastia dos reis divinos pós-atlantes daquela região banhada pelo rio Nilo. Chegou finalmente o ano 9.564 antes de Cristo, "o ano 6 do Kan, e 11 Muluk do mês de Zac" segundo as expressões do Codex Troanus escrito há 3.500 anos pelos Mayas do Yucatan, e que se acha arquivado no museu de Londres, quando tremendos tremores de terra que se prolongaram "até ao 13 Chuen", a ilha de Posseidonis, "o país onde Mu foi sacrificado" desaparecendo para sempre no seio das águas, com seus 64.000.000 de habitantes. Dez países separaram-se e desapareceram, levando consigo os arquivos da origem da humanidade. Depois de duas tremendas convulsões, ela desapareceu durante a noite, sendo constantemente sacudida pelos fogos subterrâneos que fizeram anos assim relata o mesmo acontecimento: “Quando a estrela Baal caiu no lugar onde hoje só existe mar e céu, as dez cidades, com suas portas de Ouro e templos transparentes, tremeram e estremeceram como se fossem as folhas de uma árvore sacudidas pela tormenta. Eis que uma nuvem de fogo e de fumo se elevou dos palácios. Os gritos de horror, lançados pela multidão, enchiam o ar.

Todos buscavam refugio nos templos, nas cidadelas e o sábio MU (o sacerdote de Rá-UM, outra vida do Pai), apresentando-se, lhes falou”: - "Não vos predisse eu todas essas coisas?" Os homens e as mulheres cobertos de pedras preciosas e custosas vestes, clamaram: - "Mú, salva-nos!" Ao que replicou Mú: - "Morrereis com vossos escravos, vossas riquezas, e de vossas cinzas surgirão outros povos. Se eles, porém, vos imitarem, esquecendo-se de que devem ser superiores, não pelo que adquirirem, mas pelo que oferecerem, a mesma sorte lhes caberá. O mais que posso fazer é morrer juntamente convosco"... "As chamas e o fumo, afogaram as últimas palavras de Mú, que, de braço estendido para o Ocidente, desapareceu nas profundezas do oceano com os 64 milhões de habitantes do imenso continente. Essas são as provas que apresentamos da existência da Atlântida. A ciência oficial e as religiões exotéricas apenas poderão negar o fato, citando o mito Platônico da existência da Atlântida. Mas a ciência e a religião param onde começa a Teosofia, na perquirição do passado da humanidade. Rasgando o véu das lendas maravilhosas, pode o teósofo descobrir a historia real desses povos. Traduzindo e interpretando as variadas inscrições gravadas nas rochas ou abertas no interior dos hipogeus, torna-se passível ao investigador criterioso conhecer o grau de adiantamento, o sistema social e político, o progresso industrial e artístico, a religião e até os costumes desses povos cujo passado se perde na noite dos tempos. O planalto que se estende pelos confins do Amazonas e Mato Grosso e se liga ao platô de Goiás, foi a sede de uma dessas ramas atlantes salvas do cataclismo que há 200.000 anos dividiu o continente nas ilhas de Daitia e Ruta. os indígenas de toda essa imensa região, cuja superfície é calculada em 4.000.000 de quilômetros quadrados, conservam envolta na poesia de suas lendas, a história do poderoso Império que alongava seus domínios até as margens do Oceano Pacifico. As palavras desses remanescentes atlantes, caídos em estado de selvagismo, são confirmadas pelas inscrições misteriosas abertas nos rochedos, das quais, só no Brasil, se encontram até hoje mais de 3.000, pelos restos de colossais cidades afogadas na espessura das florestas, pelos discos de pedra, semelhante ao celebre "relógio de Montezuma" do Museu Nacional do México, e por uma infinita variedade de objetos de cobre, bronze, prata e ouro artisticamente trabalhados que, aqui e além, vão aparecendo e cuja origem os sábios com muito afã investigam, destacando-se dentre eles o famoso Champollion brasileiro, Bernardo Ramos.

Dharma-shastras e o Manava Dharma Shastra (O Código de Manu)

Doutrinas Dharma-shastra é a "ciência de dharma" e é uma coletânea de textos que ensinam o dharma imutável eterno encontrado nos Vedas. O Dharma-shastras se expandiu e foi reescrito em forma de versos, Dharmasutras. Estes grupos de textos geralmente são traduzidos como "Os Livros da Lei”, mas nisto há erro. Dharma quer dizer bem mais que "Lei" (veja Sva-dharma) e no pensamento hindu clássico não havia nenhuma distinção entre religião e lei. Em termos sócioreligiosos, dharma sustenta a vida privada e a pública, estabelece a ordem social, moral, e religiosa. Como base de sistema legal, dharma é um sistema de leis naturais com regras específicas derivadas de um ideal, moral, e da ordem eterna do universo. Encontramos as declarações mais sucintas sobre dharma nos Dharma-shastras e Dharmasutras, que podem ser divididos em três categorias: regras para uma boa conduta, regras para procedimento legal, e regras para penitência. O Dharma-shastras prescrevem regras para toda sociedade, de forma que cada pessoa pode viver de acordo com o dharma. Estes textos são atribuídos aos rishis antigos, videntes ou sábios. Manu era o mais importante destes, e seu Manava Dharma-shastra (Leis de Manu) é o mais famoso dos seus textos. Também é chamado o Manusmrti dos smrti, assim é lembrado. Está na forma do dharma revelado por Brahma a Manu, o primeiro homem, e passado à frente por Bhrigu, um dos dez grandes sábios. Uma origem divina é reivindicada para todos os Dharma-shastras para facilitar a sua aceitação. O Manusmrti descreve a criação do mundo por Brahma, o próprio nascimento de Manu, as fontes de dharma, e as cerimônias principais das quatro fases de vida. Tudo isto é para a evolução nas fases sucessivas da vida. Para alcançar a quarta fase de renúncia se faz necessário atravessar as outras três fases. Outros capítulos tratam dos deveres de um rei, as diversas castas, as regras de ocupação em relação à casta, ocupações em tempos de angústia, expiações de pecados, e as regras que governam formas específicas de reencarnação. Embora seja um livro de ensino teórico, o Manusmrti trata da parte prática da vida e é, em grande parte, um livro de ensino sobre a conduta humana. MANUSMRITI, um Dharma Shastra: Manusmriti é um tratado de dharma. Foi o primeiro livro de leis, com normas geralmente aceitas e praticadas na conduta social. Smritis tratam somente este aspecto do dharma. O objetivo principal de Manu em formular suas leis era o caminho suave na vida social, partindo de um espaço muito pequeno para qualquer tipo de contato social. Manu percebeu que todos os seres são parte do Atman único, e que atingir a unidade a Ele é o dharma maior. Dharma não seria dharma se falhasse em atingir esta unidade final que une o universo inteiro e mais além.

Depois de Manu, vieram Dharma-shastras atribuídos a Yajnavalkya, Vishnu, Narada, Brhaspati, Katyayana, e outros. O Dharma-shastras posteriores são praticamente puros livros de ensino legal. O Manusmrti é considerado superior ao outros Dharma-shastras.

História Quem foi Manu?Considera-se que Manu foi uma figura humana real e o iniciador da história humana. Intitulado Swayambhu, ou nascido por si mesmo, acredita-se que foi a primeira progênie do Criador, ou Brahma. É Brahma que diz ter ensinado o dharma a Manu. Isto significaria que no Manusmriti veio a existir bilhões e bilhões de anos atrás. Entretanto, diz-se que o manuscrito em sua forma atual não é mais velho do que Cristo. Desde que Manu propagou primeiramente suas leis, seu smriti foi passado pelos rishis de uma geração a outra, por longa data. No processo, deve ter-se submetido a mudanças, a emendas e a incontáveis adições, adaptando-se e moldandose às necessidades e condições de uma sociedade sempre mutante, vibrante. Os Dharma-shastras proclamam serem divinos em sua origem e terem sido entregues por antigos rishis que não podem ser identificados como figuras históricas. Manu é encontrado já no Rg Veda (1200 AC), onde ele é descrito como Pai Manu, progenitor da raça humana. No Satapatha Brahmana, por volta de 900 AC, Manu é claramente o pai de gênero humano, quando ele seguir o conselho de um peixe e constrói um navio no qual só ele, entre os homens, sobrevive à grande inundação. Depois pratica sua adoração e executa penitências e uma mulher, Ida ou Ila, é produzida e então ele inicia com ela o humano. Manu também foi o primeiro rei e o primeiro a acender o fogo sacrificial. Como o causador da união social e da ordem moral, ele é o rishi que revela o mais autorizado dos Dharma-shastras. O texto de Manu, o Manusmrti ou Manava Dharma-shastra é o primeiro dos Dharma-shastras. Sua data é incerta, situado entre 200 AC e 100 DC. Alcançou sua forma presente provavelmente ao redor do segundo século DC. Na seção do texto do rajadharma, o dharma do rei, há passagens da lei hindu. Estas passagens foram as que primeiramente chamaram à atenção dos estudantes Ocidentais, e assim o texto ficou conhecido como as Leis de Manu. O Manusmrti permite aos grupos governantes invadirem povos como os Sakas, Pahlavas, e os gregos que foram chamados de Yavanas. Nisto, o Manusmrti estava acomodando as novas realidades sociais ao padrão teórico. Yavanas, Sakas, Pahlavas e outros invasores estrangeiros são descritos por Manu como ksatriyas caducados, da classe dos guerreiros. Estes guerreiros tinham perdido o seu estado por não terem seguido seu dharma, mas executando sacrifícios expiatórios apropriados e reconhecendo os brahmans como líderes religiosos, eles poderiam entrar na comunidade ortodoxa. Lá pelo quarto século DC estava completamente colocada a escritura madura dos Dharma-shastras. A este período, as regras das castas estavam sendo aplicadas sistematicamente pela primeira vez, através das dinastias brahmanicas, depois de séculos de domínio estrangeiro. Havia outros aspectos do texto de Manu que trouxe teoria alinhada com a prática atual e a realidade social. Na sua teoria de castas misturadas, há um sistema elaborado de matrimônios entre as quatro classes (varnas), produzindo as muitas castas (jati). Grupos profissionais ou guildas já tinham montado padrões fechados com características endogâmicas de um jati, assim Manu estava ajustando a teoria dele aos fatos. Discute-se se os Dharma-shastras pintaram um quadro ideal que não correspondeu com a vida real. Porém, é mais provável que os Dharma-shastras, apesar de estilizados e sistematizados, foram compêndios dos costumes existentes e práticas que proveram o vigamento teórico global para que todo o mundo praticasse o seu comportamento tradicionalmente reconhecido de vida. Logo no décimo sexto século houve várias ondas de criatividade religio-cultural entre hindus bengali. Um deles foi Raghunandan Siromani, no campo do Dharma-shastra. Ele pode ter sido contemporâneo de Caitanya, em Mayapur.

Bases A sociedade Védica antiga teve a ordem social estruturada onde os Brâmanes foram estimados como os mais elevados e o a maioria venerava a seita e determinava ser tarefa santa adquirir o conhecimento antigo e aprender. Os professores de cada escola Védica compuseram manuais em sânscrito, conhecidos como 'sutras', pertencendo às suas respectivas escolas, para a orientação dos seus alunos; eram venerados pelos Brâmanes e lembrados por cada estudante de Brâmane. Os mais comuns eram os 'Grihya-sutras', falando sobre cerimônias domésticas, e os 'Dharma-sutras', tratando dos costumes e leis sagrados. Esta compilação enorme e complicada de regras e regulamentos antigos, costumes, leis e ritos gradualmente se expandiram em seu escopo, aforisticamente escritos e apresentados em cadência musical e sistematicamente organizados para constituir o 'Dharma-shastras'. Destes, o mais antigo e mais famoso é o 'Leis de Manu', o 'Manava Dharma-shastra', um 'Dharma-sutra' pertencendo ao Manava antigo, escola Védica. A base do pensamento de Manu eram os Vedas. Nas palavras de R.P. Dwivedi, "Manu fez exame e considerou todo o material disponível dos Vedas e de outras fontes. Interpretou-os e usou-os de tal maneira que permite cada membro da sociedade se conduzir a uma vida feliz ao fazer seu trabalho social, alcançando assim o objetivo estimado - o moksha." E Manu era de opinião firme que o moksha só era possível quando há fundamentos sadios numa sociedade calma e pacífica.

Os postulados principais do Manusmriti vêm do Sanatan Dharma que, sendo totalmente além de tempo e espaço, nunca poderá ser irrelevante ou fora de moda, mesmo que a ênfase possa mudar e se adaptar, de acordo com as necessidades da pessoa e as circunstâncias sociais prevalecentes.

Gênese Geralmente acredita-se que Manu, o antigo professor de ritos sagrados e leis, é o autor de 'Manava Dharma-shastra'. O canto inicial do trabalho narra como dez grandes sábios atraíram Manu para que pronunciasse as leis sagradas a eles e como Manu cumpriu os seus desejos pedindo ao instruído sábio Bhrigu, a quem tinha sido ensinada a métrica da doutrina da lei sagrada, que transmitisse seus ensinos. Porém, igualmente popular é a convicção de que Manu aprendera as leis com o Deus Brahma, o Criador, e assim é dito que a sua autoria é divina.

________________________________ Para Definir o o Hinduísmo Claramente (de Dr. Frank Morales)

A origem Védica tem a Chave Filósofos hindus tradicionais enfatizam a importância crucial de se entender o que é Hinduísmo própriamente e o que são caminhos religiosos não-hindus. Você não pode reivindicar ser um hindu, afinal de contas, se não entender o que é que reivindica acreditar, e o que é que outros acreditam.

Visões declaradas no "Manava-dharma-shastra" Manu, um dos antigos grandes entregadores da lei da tradição hindu, declara o seguinte no seu Manava-dharmashastra: "Todas essas tradições e todos esses sistemas desacreditados de filosofia que não são baseados no Veda não produzem nenhum resultado positivo depois da morte; porque se declaram serem baseadas na escuridão. Todas essas doutrinas que diferem do Veda que surgem e logo perecem são ineficazes e enganosas, porque elas são de data moderna”. (XII, 95) Colocadas em termos os mais simples, “vaidika" especificamente se refere a essas pessoas que aceitam o Veda como sua Escritura sagrada e, assim, como a sua fonte de conhecimento válido sobre os assuntos espirituais.

Visões declararadas no "Sarva-darshana-samgraha" No seu famoso compêndio de todas as escolas filosóficas hindus conhecidas, o Sarva-darshana-samgraha, Madhava Acharya (o filósofo do XIV século, Advaita) sem ambiguidade declara que os Charvakins (ateísta empírico), “Bauddhas” (os budistas) e "Arhatas" (Jainistas) estão entre os não-védicos e, assim, são escolas não-hindus. Reciprocamente, ele lista Paniniya, Vaishnava, Shaiva e outros, entre as tradições Védicas, ou hindus. Igualmente, no seu Prasthanabheda, o famoso Madhusudana Sarasvati (XVII séc) contrasta todos os mleccha (ou "selvagens") pontos de vista com as visões hindus e diz que os anteriores nem mesmo são merecedores de consideração, considerando que as visões budistas devem ser pelo menos consideradas, e devem ser debatidas. A diferenciação entre "ortodoxo" e "heterodoxo", sob uma perspectiva hindu clássica, está na aceitação da revelação Védica, contrapondo-se ao rejeitar a santidade do Veda.

A presença de pensamento atômico no manu-smR^iti Um das realizações filosóficas mais profundas dos hindus antigos era o desenvolvimento do vaisheShika, ou a teoria da estrutura das partículas de toda a matéria. Sendo o texto dos princípios do vaisheShikas o trabalho de kaNAda, há evidência clara de que a filosofia teve uma raiz mais antiga nos hinos especulativos dos védicos saMhitas (por exemplo, Atharva Veda [shAkha de shaunaka] 12.1.26, e RV 10.72.6). É interessante notar que junto com outras construções védico-filosófico e de origem mitológica o MDS também apresenta um plano para a construção em partículas da matéria particular (MDS1.15-20):

“O Maior era a única entidade existente, sustentando os três gunas que habilitam os cinco órgãos, em sua ordem, a perceberem a existência. Esta entidade diferenciou 6 tipos de partículas diminutas que possuem propriedades sem exceção, e combinou com partículas diminutas daquela entidade original, dando origem aos elementos de tudo existente. Os iluminados conhecem o corpo da entidade primitiva que constitui toda a existência como sendo moldado por esses seis tipos de partículas minúsculas. Abragendo estas partículas indestrutíveis básicas, as partículas dos elementos primários que constituem a existência combinam-se com suas forças e propriedades. As partículas minúsculas dos elementos primários, em número de sete, conhecidas como o purushas de grande potencial, dão origem a várias combinações impermanentes que incluem o universo, sendo elas indestrutíveis. As propriedades das partículas originais em uma combinação, e o modo pelo qual se combinaram, influenciam as propriedades das partículas emergentes.”

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.