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Capítulo 19 de 38
Biografia
As Vidas de Osvaldo Polidoro
Hosarsife foi filho de Termutis, terceira das onze filhas do faraó, irmã de Ramsés II, um dos grandes monarcas do Egito. Concebido no ano 4 do reino de Seti I, Moisés foi filho de um rabino muito amigo da casa faraônica, o que impedia que fosse criado como príncipe; entretanto, sua mãe imaginou uma forma de poder criá-lo dentro do palácio, colocandoo numa cestinha forrada com betume para que a água não penetrasse no interior e, a partir daí, fingindo tirá-lo das águas, pôde tê-lo em seus braços e educá-lo bem. Bem mais tarde, em diálogo com sua mãe a respeito de governar os egípcios, respondeu manifestando desprezo ao povo idólatra, sabendo-se destinado a outras funções. Por sua linhagem, Moisés foi um levita. Seu pai é da casa de Levi (Ex 2, 1), mas também tanto ele como seu filho Gérson e seu neto Jônatas, serão chamados levitas pelo cargo de sacerdote. Íntegro e inflexível, atravessou a iniciação de Ísis, onde aprendeu cosmografia e astronomia, e expressou a vontade de desvendar os segredos dos livros sagrados. Diante do espanto do pontífice, ele explica: “Espero e obedeço. Osíris fala como quer, quando quer, a quem quiser. Se o espírito vivo resolver falar, ele me falará”. Hosarsife cresceu entre as colunas do palácio e do templo de Osíris, onde chegou a ser sacerdote. Ainda bastante jovem, foi comissionado para ser inspetor em Gossem, vendo de perto as condições do povo hebreu, cativo e exposto a trabalhos forçados. Foi uma forma do faraó mantê-lo afastado do palácio, pois temia que pudesse prejudicar seu filho, Meneftá, primo de Moisés e herdeiro do trono. O jovem escriba surpreendeu-se com os duros trabalhos que cumpriam os judeus e devota-lhes sua simpatia. Ao ver um soldado egípcio espancando um escravo hebreu indefeso, toma a arma dele e deixa-o sem vida. Enterra-o na areia, mas dias depois descobre que fora visto. Os sacerdotes de Osíris que cometiam assassinato eram severamente julgados. Ele sabia que sua vida estava por um fio, e nesta hora ouve uma voz interior que o impele ao deserto; não como um desertor ou fugitivo, mas como alguém em busca de seu destino. Vai expiar seu crime na solidão do país de Madiã, além do Mar Vermelho. Ali, entre os descendentes de Abraão, levou vida de pastor e preparou-se para sua futura tarefa. O Templo dali estava consagrado a Osíris, mas também se adorava o Deus Soberano, Eloím. O grão-sacerdote de Madiã era o etíope Jetro, patriarca do deserto, protetor dos líbios, árabes e semitas.
Hosarsife submete-se à expiação comum aos iniciados que cometiam tal falta, que era ir em sono letárgico até a região espiritual onde ficam as almas ainda apegadas à atmosfera. Procurou sua vítima para obter seu perdão e encaminhálo à luz. Lavou seu próprio corpo astral do hálito envenenado por seu erro e retornou compreendendo o caráter de certas leis de ordem moral, e a profunda perturbação produzida na alma pela infração destas mesmas leis. Retorna totalmente renovado: o Egito não é mais a sua pátria. Decidido a lutar pela Lei do Deus Supremo no meio daqueles povos idólatras e nações anárquicas. Adota, então, o nome de Moisés, o Salvo. Casa-se com Séfora, filha vidente de Jetro. Na casa dele estudou os livros de cosmogonia “As guerras de Jeová” e “As Gerações de Adão”. Percebeu que os grandes iniciados do passado criaram religiões para seus povos, ele teria que forjar um povo para sua religião. Escreve “Sefer Bereshit”, uma síntese da ciência antiga e quadro da ciência futura, chave dos mistérios, facho dos iniciados, texto para a união da nação.
“O Sepher Bereshit” - G. I. Nunca mais ninguém saberá, na Terra, o que foi o Livro dos Princípios, o Tratado de Ciência Divina, escrito em três sentidos - Literal, Simbólico e Iniciático ou Interpretativo. Fizeram do Gênese uma monstruosidade. Isso basta que seja dito, para se compreender as palavras do Autor de OS GRANDES INICIADOS:
“Ah! Por certo que era para o futuro condutor do povo de Deus, o Gênese irradiava uma luz diferente e mais forte, abraçava mundos bem mais vastos do que o mundo infantil e a pequenina Terra que a tradução grega dos Setenta ou a tradução latina de S. Jerônimo nos mostram.” - G. I. (Bíblia dos Espíritas) Utilizou três maneiras para expressar seu pensamento: a) simples, onde a palavra tem o seu próprio significado; b) simbólico, com linguagem figurada; c) hieroglífica, sagrada, transcendental. Moisés redigiu o gênese em hieróglifos, mas deu a explicação verbal aos seus sucessores. [segundo a doutrina de Hermes, uma mesma lei rege os três mundos, o natural, o humano e o divino, e os iniciados poderão perceber os três mundos com um só olhar]. No tempo de Salomão houve uma tradução para os caracteres fenícios. Esdras escreve-a em aramaico-caldaico. Quando chegaram os gregos, só restava uma pálida idéia do sentido esotérico do texto original. Sobe ao Monte Horebe e, numa sarça ardente, escuta a Voz Divina que lhe determina ser o condutor da retirada do povo hebreu do Egito. Então, junto com seu irmão Arão, planeja a grande empreitada: libertar do jugo de uma nação poderosa um povo que será conduzido através do deserto inclemente até uma terra povoada de gente inimiga. Para isso, isolaria o povo no Tabernáculo do Senhor através do temor, impondo o monoteísmo.
Suplicaram a licença para a partida, mas o faraó recusou e, para não sobrarem dúvidas de que a intenção tinha sustento divino, sobrevieram as 10 pragas. Foi somente quando desencarnaram os filhos primogênitos de cada família do Egito que Moisés obteve a permissão de partida. Era primavera, reuniram-se todos na cidade de Tamis e dirigiram-se a Sucote, distante 52 km, seu primeiro acampamento. Iniciaram o êxodo contornando o Mar Vermelho no momento em que Meneftá, agora faraó, estava com os exércitos a oeste, em defesa contra inimigos. Quando soube desta saída, o faraó sai no encalço do povo hebreu que já atravessava o Mar que se abrira. Ao comando de Moisés, as águas se fecham em torno do exército egípcio e os hebreus seguem sua viagem. Em três meses chegam ao pé do Monte Sinai, onde serão recebidos os Dez Mandamentos da Lei de Deus. Montam ali seu acampamento e aguardam a descida de Moisés.
“... Uma lei única rege o mundo natural, o mundo humano e o mundo divino.” Moisés foi o Profeta-Concatenador, ou Codificador do tempo, a fim de preparar ao Senhor Planetário o ambiente propício. A concatenação ou codificação de Moisés foi de sentido Védico-Hermético. O Védico-Hermetismo ensinava assim, que o Um, ou Deus, também em leis regentes como ÚNICA LEI começava, desdobrando-se a seguir em infinitas leis, ou leis menores. (Bíblia dos Espíritas)
As mulheres de Moabe e Midiã fizeram tentativas para incentivar a idolatria entre o povo de Israel, movidas pelos padres egípcios que trouxeram uma estátua de Astarote para ser adorada. Quando Moisés desceu da Montanha com os Dez Mandamentos, encontrou o povo adorando um bezerro de ouro, moldado com o material das jóias deles. Cheio de cólera, ele quebra as Tábuas de pedra nas quais havia escrito em 40 dias a Lei de Deus. Repreende-os e lança tal ídolo ao fogo. Retorna ao Monte acompanhado dos 70 e da Arca*. Grande tormenta desceu sobre todos os amotinados. Ao seu retorno, os instigadores são passados ao fio da espada: está firmada a autoridade de Moisés, que os conduzirá com braço de ferro, sempre em contato com Jeová, que se manifesta no Tabernáculo* (inacessível aos demais).
(*) Arão coordena os sacerdotes e sua irmã Maria é a profetisa que representa em Israel a iniciação feminina. Havia também o grupo de iniciados que carregavam a arca [nas laterais ela tem 4 querubins de ouro, lembrando 4 esfinges, os 4 animais da visão de Ezequiel: leão, boi, águia e homem, representando terra, água, ar e fogo, os 4 mundos do tetragrama
divino. Lá dentro estarão a vara que Deus lhe deu, o Livro de Cosmogonia (Séfer Bereschite), o Livro da Aliança. Moisés chama a arca de Trono de Eloím, porque lá está a missão de Israel, a idéia de IAVÉ]. Os acampamentos tinham sempre a forma quadrada, com três tribos em cada lado, ficando a Arca no centro, guardada numa bela tenda, o Tabernáculo.
“Como quer que seja, Moisés contagiou aos setenta o fogo divino, a energia da sua própria vontade. Eles constituíram o primeiro templo antes de Salomão, o templo vivo, o templo em marcha, o coração de Israel, luz real de Deus.” - G. I. Importa conhecer o seguinte: 1 - Não foi o fogo da sua vontade, e sim o primeiro Batismo Coletivo de Revelação ou Espírito, da História Humana; 2 - A Igreja de Jesus é viva, porque foi um novo Batismo de Espírito, de Revelação, como o provam os capítulos um, dois, sete, dez e dezenove dos Atos, bem assim como os doze e treze da Primeira Epístola de Paulo aos Coríntios; 3 - Ninguém sabe, melhor do que nós, que à Restauração foi dado o nome de Espiritismo, por ser o revivescimento do Batismo de Espírito, levado a termo por Jesus.(Bíblia dos Espíritas)
Muitas manifestações de poder divino terão lugar, (terremotos, descargas elétricas incandescentes, etc) que porão fora dali, desencarnados, todos aqueles que ousem levantar um só dedo contra Moisés. Com estes potentíssimos prodígios, o nome de Deus já estava cravado na consciência deste povo que andou por décadas no deserto, água pouca, disciplina severa. Aos 39 anos de caminhada, Moisés decide que é hora de entrar na Terra Prometida. Tiveram negados três pedidos de passagem, enfrentando, portanto, com luta, a tomada da cidade liderados por Josué, que recebera as bênçãos para o comando. Jericó será dominada sob seu comando por volta de 1250 aC, bem depois do desencarne de Moisés. Nem Moisés, nem Arão tiveram o direito de entrar na Terra Prometida. Era essencial fazer uma narrativa de sua grande administração. Reuniu seus chefes e o povo na base do Monte Nebo, e proferiu três grandes orações (que são a maior parte do Livro Deuteronômio, a segunda Lei). Ali está seu canto de adeus e sua bênção ao povo. Subindo ao cume, “Moisés, servo do Senhor, morreu ali, na terra de Moab, segundo a ordem do Senhor;...Nenhum homem soube até hoje o lugar de seu sepulcro....Nunca a vista se lhe diminuiu, nem os dentes se lhe abalaram... Não se levantou mais em Israel profeta como Moisés”. (Deut, 34)
As pragas do Egito 1- Sangue (Dam: A água do Nilo, das lagoas e riachos se transformara em sangue e deixaram de ser potáveis. Esta praga aconteceu porque os egípcios obrigavam seus escravos a carregar água para eles. 2- Rãs (Tzfardeah): As Rãs infestaram o país e as habitações. Esta praga foi o castigo por terem os egípcios obrigado os judeus a pescar para eles. 3-Piolhos (Kinim): Os piolhos se multiplicavam atormentando os homens e os gados. Esta praga ocorreu porque os judeus eram proibidos de tomar banho. 4-Animais selvagens (Arov): Invasão dos animais selvagens no Egito. Este foi o castigo por terem os egípcios mandado os judeus caçar animais, expondo-os ao perigo de serem comidos por eles. 5-Peste dos animais (Déver): Uma peste matou todo o gado. Esta praga foi o castigo por terem os egípcios mandado os judeus a lugares remotos para apascentar as ovelhas e com fim de separá-los de suas famílias. 6-Sarna (Shchin): Deus trouxe a sarna ao Egito porque os judeus eram obrigados a construir casas de banho. 7-Chuva de granizo (Barad): Uma violenta chuva devastou os campos e as plantações e destruiu as colheitas. Essa praga serviu de castigo para os egípcios por terem obrigado aos judeus a lavrar a terra. 8-Gafanhotos (Harbeh): Uma nuvem de gafanhoto inunda o país, pois os judeus eram obrigados a plantar árvores para que os egípcios gozassem de seus frutos. 9-Trevas (Roshech): Trevas profundas envolveram o Egito por três dias. Este foi o castigo por terem os egípcios posto alguns judeus em calabouços. 10-Morte dos primogênitos (Behorot): Morrem todos os primogênitos do Egito. Esta última praga se alastrou pelo Egito por terem os judeus sido obrigados a jogar os seus filhos recém-nascidos no Nilo. As portas das casas dos judeus foram marcadas com sangue de carneiro para que ali não houvesse desencarnes.
O Pentateuco Os cinco primeiros livros constituintes do Velho Testamento somente para a palavra Deus apresentam os vocábulos Iave, Elohim, Eloah (poético), Adonai (Senhor), Saddai (Onipotente), Elion (Altíssimo). Foram escritos por Moisés, que se valeu de amanuenses. Gênesis: Relata as origens do Universo e do gênero humano até a formação do povo de Israel e a estada no Egito. Êxodo:Conta a saída dos israelitas do Egito, conduzidos por Moisés que, aos pés do Monte Sinai recebe de Deus os Dez Mandamentos. O povo faz o pacto, constituindo-se “povo de Deus”. Levítico: Regula o culto religioso da época (são os levitas que formam o clero consagrado ao serviço do santuário). Números: Recenseamento do povo e fatos acontecidos nos 40 anos da caminhada no deserto. Deuteronômio: Segunda Lei, escrita pelo fim da jornada do deserto. Moisés retoma a legislação e adapta para a vida sedentária que teriam ao adentrar na Palestina.
Segundo Schuré: No pensamento de Moisés, outro filho de Hermes, os dez primeiros capítulos do Gênese constituíam uma verdadeira ontologia, segundo a ordem e a filiação dos princípios. Tudo quanto começa deve acabar. O Gênese narra simultaneamente a evolução no tempo e a criação na eternidade, a única de Deus... Essa história, que no Cristianismo se denomina redenção, falta inteiramente no Antigo Testamento. Moisés e os profetas conheciam-na, mas julgavam-na muito elevada para ser divulgada em um ensino popular e por isso reservavam-na para a tradição oral dos iniciados.... Quanto à cosmogonia de Moisés, há nela a áspera concisão do gênio semítico e a precisão matemática do gênio egípcio”.
Simbologias Para exemplificar o que era a língua secreta dos templos antigos e como se correspondem os três significados (nos símbolos do Egito e nos do Gênese), vamos tomar Ísis, mulher coroada, segurando em uma das mãos uma cruz anseada (símbolo da vida eterna) e na outra um cetro com a flor de lótus (símbolo da iniciação): No sentido próprio da palavra, representa a mulher, o gênero feminino universal. No sentido comparativo, é o conjunto da natureza terrestre, com as suas potencialidades conceptivas. No sentido superlativo é a natureza celeste, a luz espiritual e intelectual por si mesma. Correspondentemente, em Gênesis é EVA, a mulher eterna, não só esposa de Adão, mas é parte de Deus, já que seu nome está em IEVE. O grão sacerdote de Jerusalém pronunciava o nome divino uma vez por ano, enunciando-o letra por letra: Iod (que exprime a natureza divina e as ciências teogônicas), hè, vau, hè - as três letras do nome Eva significam os três mundos nos quais se realiza a idéia divina e, por conseguinte, as ciências cosmogônicas, psíquicas e físicas correspondentes. É a raça-mãe desta Humanidade, autóctone. Adão (advindos) será composto dos que para cá vieram, expulsos de outra casa cósmica, em processo de separação de joio do trigo. De Schuré: “... consideremos alguns dos poderosos hieróglifos compostos pelo profeta do Sinai:...Em uma cripta do templo de Jetro, sozinho, sentado sobre um sarcófago, Moisés medita. Vêem-se nas paredes e pilastras hieróglifos, representativos de nomes e de figuras de deuses de todos os povos da terra. Mas Moisés nada vê do mundo exterior. Busca em si mesmo o Verbo de seu livro, a figura de sua obra, a Palavra que será ação. Apaga-se a lâmpada. Diante dos olhos da alma, na escuridão da cripta, flameja este nome: IÈVÈ.” Na letra I está o princípio masculino, Osíris, criador. Em Eva, a faculdade de conceber. Na união perfeita destes, o Verbo Vivo, criador do universo. Para conhecer melhor a ordem das criações, Moisés concentra-se no signo masculino e aparece-lhe, reluzindo nas trevas, outro nome: ELOIM. Significa Deus dos deuses. No início de tudo, os céus eram habitados pelo vazio... “e o espírito de Deus movia-se sobre a face do abismo”. Surge, então, Aôr, a Luz divina, luz intelectual, anterior e posterior a todos os sóis. Expande-se no Infinito e reflui sobre si mesma, sustentando as formas astrais dos mundos e das humanidades. Reluzem, então, os caracteres: RUAH ELOIM AÔR..., “Que a luz seja feita, e foi feita a luz!” deste Universo potencial, força oposta às trevas. Segundo Fabre d’Olivet, temos aí o resumo hieroglífico do segundo e do terceiro versículo do Gênese. Note-se que a palavra Aôr (significativa de luz), é a palavra Ruah invertida: o sopro divino, voltando sobre si mesmo, cria a luz inteligente. O par divino, Adão e Eva, Iavé manifestando sua natureza através dos mundos, habita o reino celeste universal, Heden, substância de todas as terras. A alma humana (Aichá, outro nome de Eva em Gênese) habitava feliz o céu, sem estar consciente dele. Para compreendê-lo, deverá esquecê-lo e depois recordá-lo. Para amá-lo, deverá perdê-lo e reconquistá-lo... e envolve-se de matéria, entra no círculo das gerações. Para entender-se a simbologia da serpente nesta história, devemos saber que nas iniciações da Grécia, Índia e Egito, a serpente em círculo significa a vida universal, a força que move esta vida, a recíproca atração dos corpos (Eros, para os gregos), a natureza divina, com seus reinos, espécies, no círculo formidável – e inevitável – das existências. A ordem descendente das encarnações é simultânea à ordem ascendente das vidas. A involução produz e explica a evolução. Moisés considerou os destinos terrestres do homem, percebe que a consciência divina está preste a extinguir-se sob as paixões infernais e na idolatria, no politeísmo. Há que se ter um povo para que Iavé encarne, Verbo vivo na humanidade. Idealiza seu livro, propõe-se ao combate a esta fraqueza. Evoca Iavé e sente-se abraçado por uma nova força: seu nome agora é Vontade. Ali, então, ouve uma voz: “Vai à Montanha de Deus! Vai ao Horebe!”... Quanto à Páscoa, esta celebração teve início (Êxodo 12, 14) quando do aviso de que Deus passaria para tirar a vida dos primogênitos do Egito, poupando os filhos primogênitos de Israel que fariam um trabalho de imolar um cabrito, pintando o alto das portas com seu sangue. A palavra páscoa significa precisamente passagem, a passagem de Deus sobre o Egito, abrindo a oportunidade de passarem pelo Mar Vermelho a caminho da Terra Prometida. A festa da Páscoa permanecerá a principal festa hebraica, e dos hebreus passará aos católicos que celebrarão a imolação do Cordeiro de Deus.
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.