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Capítulo 37 de 38

Kardec — parte 4 de 4

As Vidas de Osvaldo Polidoro

Da mesma forma, vários outros estudiosos confirmam a importância de Allan Kardec no desenvolvimento dos estudos psíquicos no mundo inteiro. Camille Flammarion, um dos maiores astrônomos da história, sempre lhe foi grato pelos estudos que eram correntes na Sociedade de Estudos Espíritas de Paris, e foi ele quem fez o discurso fúnebre de Kardec, e a lista poderia se alongar com o nome de vários outros célebres pesquisadores, como Ernesto Bozzano, César Lombroso, dentre vários outros. Em 1º de abril de 1858, Allan Kardec funda a Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, que tinha por objetivo “(...) o estudo de todos os fenômenos relativos às manifestações espíritas e suas aplicações às ciências morais, físicas, históricas e psicológicas. (...)” - Não era intenção de Kardec fundar uma religião, como ocorreu posteriormente a partir do seu legado. Para ele “A ciência espírita compreende duas partes: uma experimental, relativa às manifestações em geral; a outra, filosófica, relativa às manifestações inteligentes e suas conseqüências” (Kardec, in O Livro dos Espíritos, tópico XVII da Introdução). Em outubro 1861 ocorreu um patético acontecimento, para não dizer repulsivo. Trata-se do famoso “Auto-de-Fé”, promovido pela Igreja Católica na cidade de Barcelona, Espanha, onde foram queimadas em praça pública cerca de trezentas publicações espíritas. Estas obras, encomendadas a Allan Kardec pelo bibliotecário e livreiro Maurício Lachâtre, foram enviadas de forma comum, nas condições alfandegárias normais, tendo as taxas de importação sido pagas pelo destinatário às autoridades espanholas; porém a entrega das encomendas não foi realizada. Elas foram confiscadas pelo Bispo de Barcelona, com a seguinte justificativa: “A Igreja Católica é universal, e estes livros são contrários à fé católica, não podendo o governo (veja só, voltamos a ter a mistura do poder temporal com o religioso, sendo este último mais forte) permitir que eles passem a perverter a moral e religião de outros países”. Talvez com saudades dos áureos tempos de absoluto domínio das consciências humanas, à base de ferro e fogo, o douto Bispo de Barcelona, em doentia demonstração de esnobismo típica de quem se acha no direito pertencer à seleta instituição dos únicos representantes da vontade de Deus na Terra, fez reacender as fogueiras que tantas vítimas inocentes fizera em séculos anteriores, onde, pelas mãos de um carrasco, as obras foram queimadas certamente no lugar das pessoas que deveriam lá estar: os espíritas franceses em geral, e um homem em particular: Allan Kardec. Em tudo a pantomima seguiu as regras de uma execução inquisitorial, como podemos ler pelos autos do processo: “Assistiram ao auto-de-fé: um padre, com seus hábitos sacerdotais, tendo, em uma das mãos, a cruz e, na outra, uma tocha; um tabelião encarregado de redigir o processo verbal do auto-de-fé; o assistente do tabelião; um funcionário superior da administração das alfândegas; três serventes da alfândega, com a função de alimentar o fogo; um agente da alfândega, representando o proprietário das obras condenadas; uma incalculável multidão se fez presente, enchendo os passeios, cobrindo a esplanada onde ardia a fogueira.Depois de o fogo ter consumido os trezentos volumes e brochuras espíritas, o sacerdote e seus auxiliares retiraram-se cobertos pelas vaias e maldições dos inúmeros assistentes, que bradavam: Abaixo a Inquisição! Depois, muitas pessoas, em protesto, aproximaram-se e apanharam as cinzas”. Eis uma observação de Kardec, na Revue Spirite de 1864, p. 199, com respeito à divulgação do Espiritismo como uma religião pelos doutores da Lei da era moderna: “Quem primeiro proclamou que o Espiritismo era uma religião nova, com seu culto e seus sacerdotes, senão o clero? Onde se viu, até o presente, o culto e os sacerdotes do Espiritismo? Se algum dia ele se tornar uma religião, o clero é quem o terá provocado”. Kardec passou o resto da de sua vida no mister de divulgar os resultados de seus estudos e os de outros colegas. Empreendeu inúmeras viagens pela França e pela Bélgica entre 1859 a 1868, e escreveu várias brochuras e pequenos artigos para a divulgação do Espiritismo.

Princípios básicos da Doutrina Espírita

1. Existe uma Inteligência Suprema, Absoluta, não cogniscível, Causa Primária de todas as coisas, que se chama Deus, Jeová, Iavé, Alá, Brahman, O Uno, Grande-Espírito, etc. Não há efeito sem causa. A causa de um universo ordenado é, pois, uma causa acima do universo: Deus.

2. Deus está acima de qualquer definição. Como nos fala Plotino, Deus está, por ser Absoluto, acima de qualquer definição, pois Ele/Ela é infinito em seus atributos e perfeições. Além, portanto, das limitações do pensamento intelectual humano. Qualquer que seja a palavra usada para se ter uma idéia de Deus, ela sempre estará expressando algo de limitado, humano. Mas, ainda assim, podemos dizer, numa etapa didática de analogia possível ao homem, que Deus é eterno, imutável, imaterial, único, soberanamente justo e bom e Infinito em todas as suas perfeições. Mesmo estas definições são coisas sem muito sentido para se definir Deus. Expressam pálidas idéias humanas, e seu sentido pode variar de uma para outra pessoa. E é por isso que assim falam os espíritos: “Creia, não queirais ir além do fato intuitivo da existência de Deus. Não vos percais num labirinto que vos confundirá e do qual não podereis sair. Isso não vos tornará melhores, mas um pouco mais orgulhosos, porque acreditastes saber sobre algo que, na verdade, vos escapa e do qual nada, em realidade, sabes. Deixai, pois, de lado todos estes sistemas que apenas vos dividem; tendes bastantes coisas que vos tocam mais de perto,

a começar por vós mesmos. Estudai as vossas próprias imperfeições, a fim de vos libertar delas, o que vos será mais útil e mais benéfico do que pretenderdes penetrar com vossas limitações no que é impenetrável” (Resposta dada pelos espíritos à pergunta nº 14 de O Livro dos Espíritos) 3. O homem é, em sua essência, um princípio inteligente, a que normalmente chamamos “Alma” ou “Espírito”, independente da matéria, em íntimo contato com o corpo, que lhe é instrumento de aperfeiçoamento, e que possui todas as faculdades morais e psíquicas inerentes ao ser humano. 4. As doutrinas materialistas são, em grande parte, responsáveis pelo estado de náusea e desesperança que aflige, em grande parte, a humanidade. 5. O Espiritismo, enquanto Ciência (aspecto tão enfatizado por Allan Kardec, mas, atualmente, um tanto negligenciado pelos espíritas brasileiros, que transformaram a doutrina em quase que unicamente uma religião), prova a existência da alma por meio dos atos inteligentes do homem e pelos atos inteligentes das manifestações mediúnicas. 6. A alma humana, ou espírito, sobrevive ao corpo, embora traga em si traços deste corpo, e conserva a sua individualidade após a morte deste. 7. A alma do homem é ditosa ou infeliz depois da morte, em conseqüência direta de seus atos durante a vida, que se inscrevem em sua consciência moral. 8. A existência de um Ser Supremo, Deus, a alma e a sobrevivência e individualidade da alma após a morte do corpo, bem como o estado de felicidade ou infelicidade futuras, constituem princípios básicos fundamentais de, praticamente, todas as religiões. Por isso todas as religiões são válidas. Elas representam modalidades do entendimento do transcendente, de acordo com os diversos estados de consciência do ser humano. 9. Todas as criaturas vão, sucessivamente, evoluindo no plano moral e intelectual, pelas diversas etapas por que passam nas várias reencarnações, num continuum que vai surgindo em progressão, dos reinos inorgânicos até os mais incorpóreos e espirituais. 10. A Terra não é o único planeta habitado, nem o mais aperfeiçoado. Existem infinidades de mundos habitados, que oferecem vários âmbitos de evolução e aprendizado para os espíritos. 11. Há uma lei de causalidade moral, conhecida como Lei do Carma, que interliga as várias vidas sucessivas do espírito, de modo a lhe dar o meio condizente com os atos praticados anteriormente, mas onde pode atuar agora, por meio de seu livre-arbítrio.

Kardec tinha plena consciência do fato de que os conhecimentos adquiridos em seus estudos eram apenas o primeiro passo de uma longa jornada, e, como nos fala o grande escritor Léon Denis em sua obra “Depois da Morte”, no capítulo XX, “A doutrina de Allan Kardec, nascida - não será demasiado repeti-lo - da observação metódica, da experiência rigorosa, não se torna um sistema definido, imutável, fora e acima das conquistas futuras da ciência. Resultado combinado de conhecimentos dos dois mundos, de duas humanidades de planos paralelos penetrando-se uma na outra, ambas, porém, imperfeitas e a caminho do entendimento de verdades mais profundas, do desconhecido, a Doutrina dos Espíritos transforma-se sem cessar, pelo trabalho e pelo progresso, e (...) acha-se aberta às retificações, aos esclarecimentos do futuro”. A Verdade é muito ampla para estar contida apenas nas obras do primeiro período da codificação.Neste sentido é bom relembrar mais algumas palavras do próprio Kardec: “O Espiritismo é uma doutrina filosófica de efeitos religiosos como qualquer filosofia espiritualista, pelo que forçosamente vai encontrar-se com as bases fundamentais de todas as religiões: Deus, a alma e a vida futura. Mas não é uma religião constituída, visto que não tem culto, nem rito, nem templos e que, entre seus adeptos reais, nenhum tomou o título de sacerdote ou de sumo sacerdote” (...) “O Espiritismo proclama a liberdade de consciência como direito natural; proclama-a para seus adeptos assim como para todas as pessoas. Respeita todas as convicções sinceras e faz questão de reciprocidade”. (Kardec, in “Obras Póstumas”). (O texto referente à sua volta está mais adiante) -o0o-

Sofrendo há algum tempo do coração, Allan Kardec projetava, após o lançamento do livro A Gênese, inaugurar a nova sede da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, cujos preparativos estavam adiantados, e que ocuparia uma Vila, inaugurando ali a primeira livraria espírita do mundo. A data escolhida foi o dia 1º de abril, mas seu coração bateu pela última vez no dia 31 de março de 1869, numa cena marcante: era manhã, e ele preparava sua mudança, quando atendeu um portador que vinha retirar uma encomenda de livros. Pegou o pacote em sua escrivaninha e ao dirigir-se ao portador, sentiu forte dor no peito e caiu ao chão. Socorrido pelo seu médico e amigo Delanne, este já o encontrou desencarnado. Sua esposa, Amelie Boudet, cumprindo o ideal de Allan Kardec, antes do enterro do corpo retirou-se do velório para, junto dos amigos espíritas, inaugurar a livraria espírita.

Em seu túmulo está escrito:

“Nascer, Morrer, Renascer ainda e Progredir sem cessar, tal é a Lei.

De 1855, quando do início das pesquisas, até 1869, Allan Kardec trabalhou incansavelmente para deixar o início da restauração da Doutrina do Caminho do Senhor: o Espiritismo. Em seu livro Obras Póstumas está o aviso de que voltaria em novo corpo e em novas condições, para, então, concluir a sua obra. Não entrara nas Epístolas, em Atos dos Apóstolos e Apocalipse.

Frases: “Fé inabalável é somente aquela que pode encarar a razão face a face, em todas as épocas da humanidade. Todo efeito tem uma causa; todo efeito inteligente tem uma causa inteligente; a potência de uma causa está na razão da grandeza do efeito. Sejam quais forem os prodígios realizados pela inteligência humana, esta inteligência tem também uma causa primária. É a inteligência superior a causa primária de todas as coisas, qualquer que seja o nome pelo qual o homem a designe. Reconhece-se a qualidade dos espíritos pela sua linguagem; a dos Espíritos verdadeiramente bons e superiores é sempre digna, nobre, lógica, isenta de contradições; respira a sabedoria, a benevolência, a modéstia e a moral mais pura; é concisa e sem palavras inúteis. Nos Espíritos inferiores, ignorantes, ou orgulhosos, o vazio das idéias é quase sempre compensado pela abundância de palavras. Todo pensamento evidentemente falso, toda máxima contrária à sã moral, todo conselho ridículo, toda expressão grosseira, trivial ou simplesmente frívola, enfim, toda marca de malevolência, de presunção ou de arrogância, são sinais incontestáveis de inferioridade num Espírito. Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral, e pelos esforços que faz para domar as suas más inclinações. Melhorados os homens, não fornecerão ao mundo invisível senão bons espíritos; estes, encarnando-se, por sua vez só fornecerão à Humanidade corporal elementos aperfeiçoados. A Terra deixará, então, de ser um mundo expiatório e os homens não sofrerão mais as misérias decorrentes das suas imperfeições. Onde quer que as minhas obras penetraram e servem de guia, o Espiritismo é visto sob o seu verdadeiro aspecto, isto é, sob um caráter exclusivamente moral. Pelo espiritismo a humanidade deve entrar em uma nova fase, a do progresso moral, que é a sua conseqüência inevitável. Antes de fazer a coisa para os homens, é preciso formar os homens para a coisa, como se formam obreiros, antes de lhes confiar um trabalho. Antes de construir, é preciso que nos certifiquemos da solidez dos materiais. Aqui os materiais sólidos são os homens de coração, de devotamento e abnegação

Trecho de “Obras Póstumas”, 17 de janeiro de 1857, em casa de Sr. Baudin, “Primeira notícia de uma nova encarnação” “... Segundo o que vejo, és muito capaz de levar a bom termo a tua empresa e tens que fazer grandes coisas. Nada, porém, de exagero em coisa alguma. Observa e aprecia tudo judiciosa e friamente Não te deixes arrastar pelos entusiastas, nem pelos muito apressados. Mede todos os teus passos a fim de chegares ao fim com segurança. Não creiais em mais do que aquilo que vejas; não desvies a atenção de tudo o que te pareça incompreensível; VIRÁS A SABER A RESPEITO MAIS DO QUE QUALQUER OUTRO, porque os assuntos de estudo serão postos sob as tuas vistas.” “Mas, ah! A VERDADE NÃO SERÁ CONHECIDA DE TODOS, NEM CRIDA, SENÃO DAQUI A MUITO TEMPO! Nessa existência não verás mais do que a aurora do êxito da tua obra. TERÁS QUE VOLTAR, REENCARNADO NOUTRO CORPO, PARA COMPLETAR O QUE HOUVERES COMEÇADO e, então, dada te será a satisfação de ver em plena frutificação a semente que houveres espalhado pela Terra.” “SURGIRÃO INVEJOSOS E CIOSOS QUE PROCURARÃO INFAMAR-TE E FAZER-TE OPOSIÇÃO: NÃO DESANIMES; NÃO TE PREOCUPES COM O QUE DIGAM OU FAÇAM CONTRA TI; PROSSEGUE EM TUA OBRA; TRABALHA SEMPRE PELO PROGRESSO DA HUMANIDADE, QUE SERÁS AMPARADO PELOS BONS ESPÍRITOS, ENQUANTO PERSEVERARES NO BOM CAMINHO...” (103) Z.

Trecho de OBRAS PÓSTUMAS (Allan Kardec) 10 de junho de 1860 (Em minha casa – médium, a Sra. Schmidt)

“A Minha Volta”

“ ...(Espírito da Verdade) Prossegue em teu caminho sem temor; ele está juncado de espinhos, mas eu te afirmo que terás grandes satisfações, antes de voltares para junto de nós “POR UM POUCO”.

Pergunta – Que queres dizer por essas palavras: “POR UM POUCO”? Resposta – NÃO PERMANECERÁS LONGO TEMPO ENTRE NÓS. Terás que volver à Terra para concluir a tua missão, que não podes terminar nesta existência. Se fosse possível, absolutamente não sairias daí; mas, é preciso que se cumpra a lei da Natureza. AUSENTAR-TE-ÁS POR ALGUNS ANOS e, quando voltares, será em condições que te permitam trabalhar desde cedo. Entretanto, há trabalhos que convém que os acabes antes de partires; por isso, dar-te-emos o tempo que for necessário a concluí-los.

NOTA – Calculando aproximadamente a duração dos trabalhos que ainda tenho a fazer e levando em conta o tempo da minha ausência e os anos de infância e da juventude, até à idade em que um homem pode desempenhar no mundo um papel, a minha volta deverá ser forçosamente no fim deste século ou no princípio do outro”. (111)

REVISTA ESPÍRITA (ALLAN KARDEC) Março 1865 – pg.82 e 83 “Meu bom amigo, tende confiança em nós e muita coragem. Esta crise, posto que fatigante e dolorosa, não será longa e, com os cuidados prescritos, podereis, conforme os vossos desejos, COMPLETAR A OBRA, de que a vossa existência foi o principal objetivo. Entretanto eu sou aquele que está sempre junto de vós, COM O ESPÍRITO DA VERDADE, que me permite tomar a palavra em seu nome, como o último de vossos amigos vindos entre os Espíritos!” Demeure

“Sou eu, Demeure, amigo do sr. Kardec. Venho lhe dizer que estava ao seu lado quando lhe ocorreu o acidente, que poderia ter sido funesto sem uma intervenção eficaz, para a qual tive a honra de contribuir. Segundo minhas observações e os ensinamentos que colhi em boa fonte, é-me evidente que quanto mais cedo se der a sua desencarnação, tanto mais cedo poderá dar-se a sua reencarnação, a fim de completar a sua obra. Contudo, antes de partir, é preciso dar-lhe uma última ajuda nas obras que deve completar a teoria doutrinária da qual é o iniciador...” Demeure

Trecho de O Livro dos Espíritos (Allan Kardec) “A vaidade de certos homens, que julgam saber tudo e tudo querem explicar a seu modo, dará nascimento a opiniões dissidentes. Mas, todos os que tiverem em vista o grande princípio de Jesus se confundirão num só sentimento: o do amor do bem e se unirão por um laço fraterno, que prenderá o mundo inteiro. Estes deixarão de lado as miseráveis disputas de palavras, para só se ocuparem com o que é essencial. E a doutrina será sempre a mesma, quanto ao fundo, para todos os que receberem comunicações de espíritos superiores”.

-o0o- Kardec reencarnou em Portugal (em 1898) e viria para cá muito novo, mas muita gente viu e, por isso, desencarnou para reencarnar no Brasil, em 1910.

Ao voltar ao mundo João Huss, na personalidade de Kardec, arrastou como determinismo cíclico-históricoprofético, o novo batismo de Espírito, a nova ordem apostolar, repondo no lugar aquilo que sentenciam os dois primeiros capítulos do Livro do Atos e os capítulos doze, treze e quatorze da Primeira Carta de Paulo aos Coríntios. O Evangelho seria, de novo, encaminhado pela Revelação, enchendo a Terra de grandes sinais e prodígios, como nos dias apostolares. Após o trabalho feito, pela equipe do século dezenove, outros deveriam ser feitos, pelas equipes sucessoras. E como estava previsto, o trabalho-matriz seria deslocado para as novas terras da América do Sul, nas paragens renovadas da antiga Atlântida.

E cumprindo-se os avisos, no início do século XX, volta à carne, em outras condições e com o nome de OSVALDO POLIDORO, para completar a obra de Restauração e entregar o Evangelho Eterno e Orações Prodigiosas, profetizado em Apocalipse, 14, 1 a 7.

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.