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Capítulo 38 de 38

Osvaldo Polidoro

As Vidas de Osvaldo Polidoro

Osvaldo Polidoro nasceu em Itaquera, bairro do Carmo, no dia 5 de junho de 1910, filho de Roque Polidoro e Melânia Pagini, que tiveram ainda os filhos: Juliano (1909), Cristina (1912), Ferdinando (1913), Danilo (1916), Palmira (1921), João (1920), Alda (1917) e Genoefa (1927). As terras em que moravam (que perfaziam grande parte de Itaquera) eram de seu pai, Roque Polidoro, do avô Antônio Polidoro e do primo de seu pai, Ângelo Polidoro. Viviam com a atividade de fabricar tijolos, mandando-os para São Paulo, a qual estava em pleno desenvolvimento e expansão. Há uma rua em Itaquera que leva o nome de seu pai, rua Roque Polidoro. Morou em Itaquera até 1929, quando seus pais se separaram e sua mãe mudou-se para São Paulo, só retornando em 1961, quando então passou a morar na rua Alarico Toledo Piza, Itaim Paulista, até o fim de seus dias. Levou uma vida muito simples: começou trabalhar muito jovem, e já tinha servido o exército quando veio a Revolução de 32, - como voluntário serviu em Quitaúna pela defesa dos interesses de São Paulo. Trabalhou até a aposentadoria ligado ao ramo de serralheria, sendo chefe da assistência técnica da Metalúrgica Cosmopolita. Seu salário era sempre aplicado na impressão de todo o material que escrevia (boletins, livretos e livros) expandindo a doutrina do Divinismo, sua Obra Maior. Quem o conheceu dá testemunho de que estava sempre lendo, estudando, escrevendo, trabalhando espiritualmente, servindo, todo dia dirigindo sessão, ensinando. Foi autodidata, lia muito, tinha um cérebro privilegiado, a palavra fluente atingia a consciência de quem o ouvia. Quando escreveu o livro “Que fizeste do Batismo do Espírito?” tinha apenas 17 anos. Nesta obra - e em todas, foram mais de 100 livros – convida a Humanidade para um comportamento dentro dos padrões Divinos, segundo os Dez Mandamentos, dentro do intercâmbio sadio entre os dois planos da vida. Passou a vida inteira chamando a todos os que passavam à sua frente para uma conduta digna: Moral, Amor, Revelação, Sabedoria e Virtude. A Verdade foi a sua Bandeira, e foi incansável na expansão destes conceitos, não medindo nem esforços nem distância para atender os compromissos assumidos. O livro “Evangelho Eterno e Orações Prodigiosas” - por ele escrito - deixa entregue a todos a linha mestra da Sabedoria Divina, cumprindo o profetizado na Bíblia, vide Apoc. 14, 1-6. De início trabalhava em uma livraria, sala emprestada. Logo amigos assumiram o compromisso do aluguel de um salão para atender a todos com mais conforto, ter mais liberdade nos horários. Em seguida, foi-lhe ofertada uma sede para assumir trabalhos regulares e, nesta rotina de atender das 14 h até quase meia-noite, seguiu décadas a fio, só parando uns anos antes de sua morte. Quando em casa, não cessava de trabalhar: os livros e sua obra escrita tomavam seus minutos restantes, quase não tinha momentos de lazer. Quando foi convidado pela maçonaria para assumir a Presidência da República (em certo momento crítico de nossa história), negou dizendo: “Não vim para as coisas do mundo. Casei-me com a Verdade, e é com Ela o meu compromisso”. Desencarnou aos 90 anos, no dia 25 de dezembro de 2.000, em sua cama, no bairro de Itaim Paulista, São Paulo. Sua obra floresceu. Ele deixou abertas duas sedes, e seus seguidores abrem agora novas sedes divinistas onde expandem o que aprenderam, sempre dando de graça o que de graça receberam. Seus livros estão sendo reeditados, os boletins e livretos (milhares deles) estão sendo catalogados e a Doutrina está sendo ensinada, buscando forjar uma civilização digna, correta, idônea, verdadeirista... através do exemplo do dia a dia, buscando cada um o Reto caminho, convidando (nunca impondo) a todos para ser bom irmão de seu irmão. Osvaldo Polidoro foi, durante toda a sua vida, um exemplo a ser seguido, o maior baluarte da Verdade nessa Humanidade.

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.