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Capítulo 17 de 38
Orfeu
As Vidas de Osvaldo Polidoro
“Assim sendo, a quarta lição versou em torno de Orfeu, o fundador do esoterismo grego, que tantos vultos fizera surgir, como Sócrates, Platão e muitos outros, culminando na figura extraordinária de Apolônio de Tiana, cujos exemplos de caráter e poderes mediúnicos tanta LUZ DIVINA fizera verter sobre miríades de criaturas”.(do livro “Lei, Graça e Verdade”) Poeta trácio de grande habilidade musical, conhecido como semideus pelo carisma, Orfeu deixa sua influência na Grécia expressa em traços da filosofia de Platão, Aristóteles e outros. Foi de forte influência no séc. VI a.C. O orfismo é particularmente importante porque introduz na civilização grega uma nova interpretação da existência humana, proclamando sua imortalidade enquanto alma, sendo esta o que dá a personalidade do homem, herdeira de uma história e de um trajeto evolutivo, sempre se aperfeiçoando nesta e em inúmeras vidas, até que consiga se assemelhar ao máximo a Deus.
Orfismo Denominação da forma grega de religião desenvolvida por influência persa, a partir do 6-o. século a.C., por pregação do sacerdote tessálio de nome Orfeu. Trata-se de uma figura lendária, de poeta, de músico, de sacerdote, e que teria nascido por obra de uma Deusa. Nesta condição teria sido filho de Oedagro, rei da Trácia, e da musa Calíope. Segundo outra versão teria sido filho da musa Clio com o Deus Apolo. Na voz melodiosa, que tinha estranho enanto, ele falava dos deuses em ritmo novo. Parecia inspirado. A cabeleira loura, que era o orgulho dos dóricos, caía-lhe em ondas sobre os ombros; a música que corria de seus lábios prestava um triste e suave contorne aos encantos de sua boca; seus olhos azius profundos resplandeciam cheios de força, de magia e doçura. Invejosos, os trácios evitavam contemplá-lo, mas as bacantes o rodeavam. Repentinamente, desapareceu. Uns diziam que morrera, outros que fora ao inferno. Fugira secretamente para a Samotrácia, depois Egito, pediu asilo aos sacerdotes de Menfis.Depois de 20 anos, tendo atravessado os Mistérios, regressou com um nome de iniciação conquistado pelas provas... chamava-se agora Orfeu: Aquele que cura pela luz. Foi recolhido peos sacerdotes do Templo da Trácia como um salvador e soube, pela sua ciência e entusiasmo, arrastar a maiorparte dos trácios, transformando completamento o culto de Baco. Bem depressa sua influência foi tamanha que penetrou em todos os santuários da Grécia. Consagrou a realeza de Zeus na Trácia e de Apolo em Delfos, onde também lançou as bases do tribunal dos Anfictiões, de que provém a unidade social da Grécia. Finalmente, pela criação dos Mistérios, formou a alma religiosa de sua pátria, fundindo, no ápice da iniciação, a religião de Zeus com a de Dionísio em um pensamento universal. Os iniciados recebiam, pelo seu ensino, a pura luz das verdades sublimes, e esta luz chegava ao povo mais tamizada, mas não menos benéfica, sob o véu da poesia e das festas encantadoras. Foi desta forma que Orfeu se tornou o pontífice da Trácia, grande sacerdote de Zeus Olímpico e, para os iniciados, o revelador de Dionisio Celeste. (*) O Baco com cara de touro encontra-se no XXIX hino órfico. É uma recordação do antigo culto que de modo algum pertence à pura tradição de Orfeu, visto que este depurou e transfigurou inteiramente o Baco popular no Dioniso celeste, símbolo do espírito divino que evolui através de todos os reinos da natureza.Coisa curiosa: vamos encontrar o Baco Infernal das bacantes no Satã com caa de touro dos noturmos sabates das feiticeiras da Idade Média. É o amoso Baphomet, do qual a Igreja acusou os templários de serem sequazes com o fim de os desacreditar.
Iniciou-se no mistério de Baco, com seu pai, vindo a ser um pontífice inspirado pelos deuses. Viajou muito, também pelo Egito, razão porque conheceu cultos diversos, sendo o introdutor na Grécia dos cultos de Baco, de Hecateu, Ctônia e Ceres. A ele se atribuem os assim chamados mistérios órficos. Os poemas órficos são hinos de iniciação aos mistérios, que datam do 6º. século. Pelo aspecto, não são, entretanto, de autoria pessoal de Orfeu. O mesmo se diga de um poema sobre os argonautas e sobre um tratado das forças mágicas. Mas o espírito dos mencionados textos reproduz o que se entende por orfismo. Atribui-se a Orfeu ter levado a nova religião até Atenas. Efetivamente, as idéias órficas estão presentes nas doutrinas dualistas de Platão (427-347 a.C.), que considera má a matéria e puro o espírito, o qual passa pelo corpo com vistas a purificar-se de algum delito Mais cedo ainda que a Platão, e por vias diversas, as doutrinas órficas haviam chegado ao conhecimento de Pitágoras de Samos (c. 570- c. 496 a. C.). Dirigindo-se depois às colônias gregas do Sul da Itália, estruturou ali a Escola que levou seu nome. Como se sabe, Platão visitou por duas vezes e longamente as sociedades pitagóricas da Itália.
Deus da música. Ainda segundo a lenda, Orfeu teria sido hábil músico, dizendo-se que a sua cítara um presente de Apolo, ou de Mercúrio. Teria sido Orfeu taumaturgo maravilhoso e poético, fazendo lembrar episódios, como os que de futuro se atribuirão ao cristão Antônio de Pádua. Diz a respeito a versão, que ao poder encantador da música de Orfeu, as feras se tornavam mansas, as aves silenciosas, os rios paravam e as árvores dançavam. Assevera-se que foi com a música, que Orfeu transformou os hábitos selvagens dos trácios. Tomou parte da expedição dos argonautas, chefiada pelo herói grego Jasão, e que fora em busca do Velocino de ouro (pele áurea de um carneiro). Sua noiva Eurídice morreu no dia da lua-de-mel, o que o fez descer ao Inferno, onde a reencontrou. Mas, devendo voltar sem olhá-la, não cumpriu a condição até o último momento. Em conseqüência Eurídice rolou de retorno, pela escarpa abaixo, ao abismo. Havendo rejeitado o amor das trácias, foi Orfeu por elas esquartejado. Os gregos erigiram um templo a Orfeu. Nele foi vedada a entrada das mulheres.
A cosmogonia órfica É o dualismo persa, que assumiu formas peculiares no Ocidente, - influenciou não somente as religiões ocidentais, como até as filosofias de Pitágoras, Sócrates e Platão. Ocorreu um retorno ao pensamento grego homérico nas filosofias de Aristóteles (384-322 a.C.), do estoicismo e do epicurismo No inicio da cosmogonia órfica estão os seres ingênitos: o caos (vácuo abissal), a noite, o negro érebo, o profundo tártaro. Neste instante inicial, não havia ainda as formações chamadas terra, céu, mar, ar. Ocorrem então as gerações cosmogônicas: gera a noite o Ovo cósmico, dando-se início à teogonia dos deuses. A série das gerações se dá da seguinte maneira: 1) Ovo cósmico e Eros, 2) Urano (ou céu) e Gea, 3) Oceano e tetis; 4) Cronos, Rea e irmãos; 5) Zeus, Era e irmãos; 6) Dionísios... "Na sexta geração disse Orfeu – interrompei a ordem do vosso canto (texto citado por Platão, Filebo, 66 c). Nesta teogonia, "a Noite é a geradora universal, como dizem os teólogos, que fazem gerar tudo da Noite" (Aristóteles, Metaf, 1071b). "A teologia de Orfeu, como repete Eudemo, estabelece o começo pela noite" (Damáscio, De primis principiis, 124). Versos órficos: "Ó mãe, nutriz, suprema entre os deuses, Noite imortal, como, dize-me, como devo estabelecer o princípio magnânimo dos imortais?" (Proclo, In Tim., B., pr.; fr. 164. Kern, Orphicorum fragmenta). “Feliz e bem-aventurado, serás Deus ao invés de mero mortal! De homem, nascerás Deus, pois és filho do Divino!”... a mensagem órfica é a de que todos somos deuses, por herança divina, e deveremos voltar a estar junto a Ele. Na Trácia dava-se preferência aos cultos em que ocorriam abusos terríveis, de caráter sangrento e temível, dominados pelas bacantes, sedutoras sacrificadoras de humanos em santuários ocultos em vales selvagens; porém, ainda restava quem se mantivesse fiel aos antigos cultos masculinos, tornando aquela região dividida em campos inimigos. Nesta época nasce o filho da musa Calíope e de Apolo, ou de Eagro, rei da Trácia. Loiro e de olhos azuis, irradiava doçura ao cantar ao som da lira. Vai à Samotrácia e ao Egito, onde iniciou-se, e retorna com o nome que recebera dos mestres como sinal de sua missão: Orfeu, (ou Arpha), significando “Aquele que cura pela luz”. Converteu a maioria dos trácios pela sua sabedoria e entusiasmo, transformando o culto de Baco e dominando as bacantes, lançando as bases da unidade social grega (tribunal dos Anfictiões) e molda a alma religiosa de seu povo. Naquela época, os iniciados (do Egito, Judéia, Fenícia e Ásia Menor) davam um grito: “Evoé!” que representava Deus em sua fusão com a natureza, com as letras Iod, Hê, Vô, He. Orfeu reserva a primeira para os de mais alta iniciação, com a idéia da unidade de Deus, deixando as demais – as outras ciências - para os iniciantes, glorificando a natureza, em nome de Deus que a penetra. É diálogo de uma cerimônia de iniciação, Orfeu a seu discípulo: - “Deus é uno, sempre semelhante e Ele mesmo. Reina em toda parte. Mas, os deuses são inúmeros e diversos, pois a divindade é eterna e infinita. Os maiores são as almas dos astros. Sóis, estrelas, terras, luas, cada astro tem a sua alma e todos nasceram do fogo celeste de Zeus e da luz primitiva. Semiconscientes, inacessíveis, imutáveis, elas dirigem com seus movimentos regulares o grande todo. Cada astro, em seu giro, arrasta em sua esfera eterizada falanges de semideuses ou de almas resplandecentes, que foram outrora almas humanas. Estas, depois de terem descido a escala dos reinos, subiram, novamente, gloriosas, os ciclos para afinal se libertarem da roda das gerações. É por esses espíritos divinos que Deus respira, age, aparece. São o sopro da Sua alma viva, os raios da sua consciência eterna. Comandam os exércitos dos espíritos inferiores, que atuam nos elementos e dirigem os mundos. De longe, ou de perto, eles nos cercam e, embora de essência imortal, revestem-se de formas sempre mutáveis, conforme os povos, os tempos, as regiões. O ímpio nega-os, mas teme-os. O homem piedoso adora-os, sem conhecê-los. Somente o iniciado conhece-os, atrai-os e os vê. Se eu lutei para encontrá-los, se afrontei a morte, se, como dizem, desci aos infernos, foi para dominar os demônios do abismo, para chamar os deuses das alturas sobre a minha Grécia, a fim de o céu profundo casar-se com a terra”
Orfeu foi filho de uma sacerdotisa de Apolo e, jovem ainda, ficou órfão. Em sua juventude acompanhou o temor que infundiam as bacantes, dirigidas por Aglaonice. Apaixonou-se por Eurídice, linda jovem que já tinha atraído as atenções de Aglaonice e, enganada, acaba envenenada por ela. Desesperado, Orfeu busca-a por toda parte, pelas entranhas da terra. Um dia ela mesma aparece-lhe em êxtase: “... Estou no Érebro, cone sombrio entre a Lua e a Terra. Estou no limbo, girando, chorando como tu. Se queres libertar-me, salva a Grécia, concedendo-lhe a luz...” Ao despertar, disse: -“Se estivesse viva Eurídice, eu gozaria da embriaguez da felicidade. Mas estava morta e assim me fez encontrar a Verdade...” E Orfeu deu seu testemunho da Verdade, provocando a ira das bacantes e seus soldados, que acabam atravessando seu corpo à espada. Segundo André Boulanger, o orfismo foi uma religião revelada, com profetas e livros sagrados, um modo ascético de vida religiosa. Dentre os muitos livros perdidos, que os escritores órficos da Grécia atribuíam a Orfeu, havia as Argonáuticas (cosmogonia), Os cantos sagrados de Baco ou Espírito Puro (teologia), O Véu ou a trama das almas (mistérios e ritos), O livro das mutações químicas e alquimia, As coribantes (terremotos), Anemoscopia (ciência da atmosfera), Botânica natural e mágica.
Orfeu e o orfismo (Carlos Antonio Fragoso Guimarães) Ao que tudo indica, Orfeu foi um poeta trácio de grande habilidade musical e um místico de grande carisma, mas cujos traços históricos estão para nós completamente perdidos, a não ser pelas lendas e mitos que nos chegaram a seu respeito, transformando-o num semideus. Já no século VI a. C. o poeta Ibico falava de "Orfeu de nome famoso", testemunhando a grande notoriedade que Orfeu usufruia em toda a cultura helênica, e que só se explica pela existência de um fundador carismático e pela difusão do seu movimento religioso. Eurípedes, Platão, Heródoto, Aristófanes e Aristóteles nos deixaram escritos sobre o orfismo, e sabemos o quanto Platão deve aos mistérios órficos em sua filosofia, especialmente no que concerne à doutrina da reencarnação. É bem provável que o homem Orfeu tenha tido uma forte influência mística na cultura grega no início do século VI a.C. A religião pública na Grécia e os Mistérios Órficos A religião exerceu uma profunda influência na gênese da filosofia grega, e, por conseqüência, na filosofia ocidental. Mas quando se fala da religião helênica, se faz necessário distinguir entre a religião pública, que teve seu modelo na representação dos deuses e do culto que foi legado por Homero, e adotada pela maioria da população pela sua simplicidade explicativa dos fenômenos naturais e humanos, antropomorfizando-os, e a chamada religião dos mistérios. Apesar de serem religiões com pontos em comum, há importantes diferenças entre estas duas formas de religiosidade (como, por exemplo, a concepção de homem, do sentido da vida e o destino último da alma humana). Ambas as formas de religiosidade são fundamentais para a gênese da filosofia grega, mas a segunda forma se destaca muito mais nesta gênese que a primeira. Nem todos os gregos consideravam críveis ou aceitáveis os pressupostos da religião pública, recheada de deuses bastante humanos. Por isso, em círculos restritos, desenvolveram-se os chamados "mistérios", com elementos da religiosidade oriental, tendo suas crenças mais logicamente enlaçadas e seus próprios rituais reconhecidamente simbólicos e com forte conteúdo arquetípico-psicológico. O orfismo é particularmente importante porque introduz na civilização grega uma nova interpretação da existência humana (Reale & Antiseri, 1990). Enquanto a concepção tradicional, desde Homero, considerava o homem com uma alma desconhecida, que se perdia na região do Hades após a morte, quase como um fim total da existência humana, o orfismo proclama a imortalidade da alma, sendo esta o que dá a personalidade do homem, herdeira de uma história e de um trajeto evolutivo, sempre se aperfeiçoando nesta e em inúmeras outras vidas, até que consiga se assemelhar ao máximo a Deus.
Os principais elementos da doutrina órfica são: a) No homem há um princípio divino, uma alma que caiu em um corpo para corrigir uma imperfeição. b)Essa alma não só preexiste ao corpo como também sobrevive a ele, estando destinada a reencarnar em corpos sucessivos até que consiga depurar-se das imperfeições e dos erros que a fazem voltar ao mundo. c)Com suas práticas e ritos simbólicos, o orfismo buscava despertar no homem a compreensão destas verdades, ajudando-o a tomar consciência do que e quem ele é, e motivando-o a tomar ânimo para ter o total controle de sua vida, aperfeiçoando-se e pondo fim ao ciclo das reencarnações - temos aqui, de alguma forma, um eco dos ensinos budistas. Conhecemos algumas máximas órficas, que nos chegaram através de fragmentos encontrados em tabuinhas e em tumbas pertencentes a seguidores da doutrina. Algumas dessas máximas resumem muito bem o núcleo central de sua doutrina: Alegra-te, tu que sofreste a paixão: antes, desconhecias o que era o sofrimento. De homem, nasceste Deus!". "Feliz e bem-aventurado, serás Deus ao invés de um mero mortal! De homem, nascerás Deus, pois és filho do Divino!"
De um modo geral, a mensagem órfica é a de que todos somos deuses, por herança divina, e deveremos voltar a estar junto de Deus. Sem o orfismo não se explicaria a filosofia e a doutrina de Pitágoras, nem a de Empédocles e, sobretudo, não se explicaria Sócrates e boa parte do pensamento de Platão, bem como de toda a tradição que deriva de ambos.
“Chamava-se agora Orfeu, que significa - Aquele que cura pela luz.” - G. I. Sempre as mesmas bases iniciáticas, sempre os Emissários do Senhor, sempre o encaminhamento aos Sagrados Páramos da Essência Divina. Sem dúvida que os gregos estavam preparados para receber as Epístolas de Paulo, sobre como cultivar a Revelação; e se de Roma não tivesse saído a traição contra o Batismo de Revelação, quanto não teria feito a Grécia pelo desenvolvimento da espiritualidade no seio da Humanidade? Palavras dele próprio, Pai Divino: “Como Orfeu, eu simbolizei EURÍDICE... (Quer dizer, todos vocês)”. “Como Orfeu, eu disse : “Faze, Senhor, com que tuas filhas tornem ao teu seio o quanto antes.” 16-05-1978 Orfeu foi, na Grécia, o assessor do Cristo. (do livro A Bíblia dos Espíritas)
Descoberto livro que pode desvendar origem das religiões Uma coleção de retalhos chamuscados, mantida no depósito de um museu grego é tudo o que resta do que, segundo arqueólogos, seria o livro mais antigo da Europa - e que pode guardar a chave para a compreensão das primeiras crenças monoteístas. (...) "Provavelmente foi escrito por alguém do círculo de Anaxágoras, na segunda metade do quinto século antes de Cristo", diz Pierris. Acredita-se, que Anaxágoras, um ateniense, foi professor de Sócrates. Ele foi acusado de ateísmo. O pergaminho contém um tratado filosófico a respeito de um poema, hoje perdido, que descrevia o nascimento dos deuses e outras crenças pela visão de Orfeu, o músico mitológico que visitou o inferno para resgatar a alma de sua amada. O culto de Orfeu levantou a noção de um criador único - em oposição às multidões de deuses das crenças antigas - e influenciou muitas das fés monoteístas que vieram depois. "De certa forma, foi um precursor do cristianismo", disse Pierris. "O orfismo acreditava que a salvação do homem dependia do seu conhecimento da verdade." A cova de Derveni, cerca de oito quilômetros a leste de Thessaloniki, era parte de um cemitério rico que pertencia à cidade de Lete. "Pertencia a um homem muito rico, um nobre Macedônio, guerreiro e atleta que tinha pertences muito importantes na sua cova", disse Veleni. Outros objetos encontrados incluem vasos de metal, uma coroa de ouro e armas.
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