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Capítulo 3 de 29
Parte 3 de 29
Joana D’Arc, Médium · Léon Denis
No entanto, essas impressões, esses cismares não lhe alteravam o amor ao trabalho. Assídua em sua tarefa, nada desprezava para satisfazer aos pais e a todos aqueles com quem lidava. “Viva o trabalho!” dirá mais tarde, afirmando assim que o trabalho é o melhor amigo do homem, seu amparo, seu conselheiro na vida, seu consolador na provação, e que não há verdadeira felicidade sem ele. “Viva o trabalho!” é a divisa que sua família adotará e mandará inscrever-lhe no brasão, quando o rei a houver feito nobre. Até nas insignificantes minúcias da existência de Joana se manifestam um sentimento muito vivo do dever, um juízo seguro, uma clara visão das coisas, qualidades que a tornam superior aos que a cercam.
Já se reconhece ali uma alma extraordinária, uma dessas almas apaixonadas e profundas, que descem à Terra 5 Ver, por exemplo, J. Fabre – PROCESSO DE REABILITAÇÃO, t. II, pág. 145. 6 J. Fabre – PROCESSO DE REABILITAÇÃO, t. I, pág. 106. 7 HISTOIRE DE FRANCE, t.
VI, pág. 140. 21 – JOANA D´ARC, MÉDIUM para desempenhar elevada missão. Misteriosa influência a envolve. Vozes lhe falam aos ouvidos e ao coração; seres invisíveis a inspiram, dirigem-lhe todos os atos, todos os passos. E eis que essas vozes comandam. Ordens superiores se fazem ouvir.
É-lhe preciso renunciar à vida tranqüila. Pobre menina de dezessete anos, deverá afrontar o tumulto dos acampamentos! E em que época! Numa época bárbara em que, quase sempre, os soldados são bandidos. Deixará tudo: sua aldeia, seus pais, seu rebanho, tudo o que amava, para correr em socorro da França que agoniza.
À boa gente de Vaucouleurs que se apiada de sua morte, que responderá? “Foi para isto que nasci!” * A primeira visão se lhe produziu num dia de verão, ao meio-dia. O céu era sem nuvens e o Sol derramava sobre a Terra modorrenta todos os encantos de sua luz. Joana orava no jardim contíguo à casa de seu pai, perto da igreja. Escutou uma voz que lhe dizia: “Joana, filha de Deus, sê boa e cordata, freqüenta a 8 9 igreja, põe tua confiança no Senhor”.
Ficou atônita; mas, levantando o olhar, viu, dentro de ofuscante claridade, uma figura angélica, que exprimia ao mesmo tempo a força e a doçura e se mostrava cercada de outras formas radiantes. Doutra vez, o Espírito, o arcanjo São Miguel, e as santas que o acompanhavam, falam da situação do país e lhe revelam a missão. “É preciso que 10 vás a socorro do delfim, para que, por teu intermédio, ele recobre o seu reino”. Joana a princípio se escusa: “Sou uma pobre rapariga, que não sabe cavalgar, nem guerrear!” “Filha de Deus, vai, serei teu amparo”, responde a voz. Pouco a pouco seus colóquios com os Espíritos se tornavam mais freqüentes; não eram, porém, de longa duração.
Os conselhos do Alto são sempre breves, concisos, luminosos. É o que ressalta de suas respostas nos interrogatórios de Rouen. “Que doutrina te revelou São Miguel?” perguntam-lhe. “Sobre todas as 11 coisas, dizia-me: Sê dócil e Deus te ajudará...” Isto é simples e sublime ao mesmo tempo e resume toda a lei da vida. Os Espíritos elevados não se comprazem nos longos discursos.
Ainda hoje, os que podem comunicar-se com os planos superiores do Além não recebem mais do que instruções curtas, profundas e marcadas com o cunho de alta sabedoria. E Joana acrescenta: “São Miguel me ensinou a bem proceder e a freqüentar a Igreja.” Com efeito, para toda alma que aspira ao bem, a inteireza nos atos, o reconhecimento e a prece são as condições primeiras de uma existência reta e pura. Um dia São Miguel lhe diz: “Filha de Deus, tu conduzirás o delfim a 12 Reims, a fim de que receba aí sua digna sagração”. Santa Catarina e Santa 8 Naqueles tempos, o Catolicismo era a forma religiosa mais espalhada e quase a única mediante a qual poderiam as almas unir-se a Deus. Eis porque o Espírito, que se anunciava sob o nome de São Miguel, subordinando-se às vistas do século para melhor atingir o seu fim, não podia ter outra linguagem.
Ver cap. XV: “Joana d’Arc e a idéia de religião”. 9 Henri Martin – HISTOIRE DE FRANCE, t. VI, pág. 140. 10 Ibidem, t. VI, pág. 142. 11 J. Fabre – PROCESSO DE CONDENAÇÃO, 7º interrogatório secreto, pág. 174. 12 PROCESSO, t.
I, pág. 130. Margarida lhe repetiam sem cessar: “Vai, vai, nós te ajudaremos!” Estabelecem-se, então, entre a virgem e seus guias, estreitas relações. No seio de seus “irmãos do paraíso”, vai ela cobrar o ânimo necessário para levar a termo sua obra, da qual está inteiramente compenetrada. A França a espera, é preciso partir! Aos primeiros albores de um dia de inverno Joana se levanta e, já tendo preparado a ligeira bagagem, um embrulhozinho e o bastão de viagem, vem ajoelhar-se ao pé do leito em que ainda repousam seu pai e sua mãe e, silenciosa, murmura em prantos um adeus. Recorda, nesse momento doloroso, as inquietações, as carícias, os desvelos da mãe, os cuidados do pai, cuja fronte a idade já curva.
Pensa no vácuo que a sua partida abrirá, na amargura de todos aqueles com quem até ali partilhara vida, alegrias e dores. Mas, o dever ordena: não faltará à sua tarefa. Adeus, pobres pais! Adeus, tu que te encheste de tantos desassossegos por teres visto, em sonho, tua filha na companhia de gentes de 13 guerra! Ela não procederá conforme as tuas apreensões, pois que é pura, pura como o lírio sem mácula; seu coração só conhece um amor: o de seu país.
“Adeus, vou a Vaucouleurs”, diz ao passar pela casa do lavrador Gerard, cuja família era ligada à sua. “Adeus, Mengette”, disse a uma de suas companheiras. “Adeus, vós todos com quem convivi até hoje.” Houve, entretanto, uma amiga de quem evitou despedir-se: a sua querida Hauviette. Os adeuses, por demasiado comoventes, a abalariam talvez e ela 14 precisava de toda a coragem. Joana partiu em direção a Burei, onde habitava um de seus tios, para lá ganhar Vaucouleurs e a França.
Aos dezessete anos, partiu sozinha debaixo do céu imenso, por uma estrada semeada de perigos. E Domremy nunca mais tornou a vê-la. 13 J. Fabre – PROCESSO DE CONDENAÇÃO, 3º interrogatório secreto, págs. 142143. 14 J. Fabre – PROCESSO DE REABILITAÇÃO, t. 1. Depoimentos de três amigas de Joana.
Depoimentos de seis lavradores. 23 – JOANA D´ARC, MÉDIUM IV A mediunidade de Joana d’Arc; O que eram suas vozes; Fenômenos análogos, antigos e recentes De pé, banhada em pranto, escuta atentamente Alguma voz do céu, dolente. Paul Allard Os fenômenos de visão, de audição, de premonição, que pontilham a vida de Joana d'Arc deram lugar às mais diversas interpretações. Entre os historiadores, uns não viram neles mais do que casos de alucinação; outros chegaram a falar de histeria ou neurose. Alguns lhe atribuíram caráter sobrenatural e miraculoso. O fim capital desta obra é analisar tais fenômenos, demonstrar que são reais, que obedecem a leis por muito tempo ignoradas, mas cuja existência se revela cada dia de modo mais imponente e mais preciso.
À medida que se dilata o conhecimento do Universo e do ser, a noção do sobrenatural recua e se apaga. Sabe-se hoje que a Natureza é una; porém, que na sua imensidade encerra domínios, formas de vida, que durante largo tempo nos escaparam aos sentidos. Sendo estes, como são, extremamente limitados, não nos deixam perceber senão as faces mais grosseiras e elementares do Universo e da vida. Sua pobreza e insuficiência se manifestaram sobretudo a partir do invento dos poderosos instrumentos de ótica, o telescópio e o microscópio, que alargaram em todas as direções o campo de nossas percepções visuais. Que sabíamos dos infinitamente pequenos, antes da construção dos aparelhos de aumento?
Que sabíamos das inúmeras existências que pululam e se agitam em derredor de nós e em nós mesmos? Entretanto, isso constitui apenas os baixos da Natureza e, por assim dizer, o substractum da vida. Para o alto se sucedem e escalonam planos sobre os quais se graduam existências cada vez mais sutis, etéreas, inteligentes, com um caráter ainda humano; depois, em certas alturas, angélicas, pertencentes sempre, pelo exterior, senão pela essência, aos estados imponderáveis da matéria, estados que, sob muitos aspectos, a Ciência hoje reconhece, como, por exemplo, na radioatividade dos corpos, nos raios de Roentgen, em todo o conjunto das experiências realizadas sobre a matéria radiante. Além dos que, visíveis e tangíveis, nos são familiares, sabemos agora que a matéria também comporta múltiplos e vários estados invisíveis e impalpáveis, que ela pouco a pouco se apura, se transforma em força e luz, para tornar-se o éter cósmico dos físicos. Em todos esses estados, sob todos esses aspectos, continua sendo a substância em que se tecem inúmeros organismos, formas de viver de uma inimaginável tenuidade.
Num largo oceano de matéria sutil, intensa vida palpita por sobre e em torno de nós. Para lá do círculo apertado das nossas sensações, cavam-se abismos, desdobra-se um vasto mundo desconhecido, povoado de forças e de seres que não percebemos, porém que, todavia, participam de nossa existência, de nossas alegrias e sofrimentos, e que, dentro de determinados limites, nos podem influenciar e socorrer. Nesse mundo incomensurável é que uma nova ciência se esforça por penetrar. Numa conferência que fez, há anos, no Instituto Geral Politécnico, o Doutor Duclaux, diretor do Instituto Pasteur, se exprimia nos seguintes termos: “Esse mundo, povoado de influências que experimentamos sem as conhecer, penetrado de um quid divinum que adivinhamos sem lhe percebermos as minúcias, é mais interessante do que este em que até agora se confinou o nosso pensamento. Tratemos de abri-lo às nossas pesquisas: há nele, por fazerem-se, infindáveis descobertas, que aproveitarão à Humanidade.” Oh!
Maravilha! Nós mesmos pertencemos, por uma parte do nosso ser, a mais importante, a esse mundo invisível que dia a dia se desvenda aos observadores atentos. Existe em todo ser humano uma forma fluídica, um corpo imperceptível, indestrutível, imagem fiel do corpo físico, do qual este último é apenas o revestimento transitório, o estojo grosseiro, dispondo de sentidos próprios, mais poderosos do que os do invólucro material, que não passam de 15 enfraquecido prolongamento dos primeiros. No corpo fluídico está a verdadeira sede das nossas faculdades, da nossa consciência, do que os crentes de todas as eras chamaram alma. A alma não é uma entidade metafísica, mas, sim, um centro imperecível de força e de vida, inseparável de sua forma sutilíssima.
Preexistia ao nosso nascimento e a morte não tem efeito sobre ela. Vem a encontrar-se, além-túmulo, na plenitude das suas aquisições intelectuais e morais. Tem por destino continuar, através do tempo e do espaço, a evolver para estados sempre melhores, sempre mais iluminados pela luz 15 A existência do duplo eu, ou fantasma dos vivos, está firmada por uma infinidade de fatos e de testemunhos. Essa dupla personalidade pode separar-se do envoltório carnal durante o sono, quer natural, quer provocado, e manifestar-se à distância. Os casos de telepatia, os fenômenos de desdobramento, de exteriorização, de aparição de vivos em pontos afastados do lugar em que repousam, relatados tantas vezes por F.
Myers, Camille Flammarion, professor Charles. Richet, Drs. Dariex e Maxwell, etc., são a demonstração experimental mais evidente daquela existência. Os anais da Sociedade de Pesquisas Psíquicas de Londres, constituída pelos mais eminentes sábios da Inglaterra, se mostram ricos de fatos desse gênero. Ver, para maiores minudências: Léon Denis, DEPOIS DA MORTE (edição de 1909, “O Perispírito, ou corpo fluídico”, cap.
XXI, págs. 226 e segs.); NO INVISÍVEL (“O Espírito e sua forma”, cap. III, págs. 31 e segs.); Gabriel Delanne, LES FANTOMES DES VIVANTS. 25 – JOANA D´ARC, MÉDIUM da justiça, da verdade, da beleza eterna. O ser, indefinidamente perfectível, colhe aumentado, quando no estado psíquico, o fruto dos trabalhos, dos sacrifícios, e das provações de todas as suas existências. Os que viveram entre nós, e continuam sua evolução no Espaço, não se desinteressam dos nossos sofrimentos e das nossas lágrimas. Dos páramos superiores da vida universal manam de contínuo sobre a Terra correntes de força e de inspiração.
Vêm daí as centelhas inesperadas do gênio, os fortes sopros que passam sobre as multidões, nos momentos decisivos; daí também o amparo e o conforto para os que vergam ao peso do fardo da existência. Misterioso laço une o visível ao invisível. Relações de diversas ordens se podem estabelecer com o Além, mediante o auxílio de certas pessoas especialmente dotadas, nas quais os sentidos profundos, que jazem adormecidos em todo ser humano, são capazes de despertar e entrar em ação desde a vida terrena. A esses auxiliares é que damos o 16 nome de médiuns. * No tempo de Joana d'Arc essas coisas não eram compreensíveis. As noções sobre o Universo e sobre a verdadeira natureza do ser permaneciam ainda confusas e, em muitos pontos, incompletas, ou errôneas.
Entretanto, marchando, há séculos, de conquista em conquista, mau grado às suas hesitações e incertezas, o espírito humano já hoje começa a levantar o vôo. O pensamento do homem se eleva, acabamos de vê-lo, acima do mundo físico, e mergulha nas vastas regiões do mundo psíquico, onde principia a entrever o segredo das coisas, a chave de todos os mistérios, a solução dos grandes problemas da vida, da morte e do destino. Não esquecemos ainda os motejos de que estes estudos foram, a princípio, objeto, nem as críticas acerbas que ferem os que, corajosamente, perseveram em semelhantes pesquisas, em manter relações com o invisível. Mas, não chasquearam também, até no seio das sociedades sábias, de muitas descobertas que, mais tarde, se impuseram como outras tantas refulgentes verdades? O mesmo se dará com a existência dos Espíritos.
Um após outro, os homens de ciência são obrigados a admiti-la e, freqüentemente, por efeito de experiências destinadas a demonstrar o seu nenhum fundamento, Sir William Crookes, o célebre químico inglês, que pelos seus compatriotas é igualado a Newton, pertence a esse número. Citemos também Russell Wallace e Oliver Lodge; Lombroso, na Itália; os doutores Paul Gibier e Dariex, na França; na Rússia, o Conselheiro de Estado 17 Aksakof ; na Alemanha, o barão du Prel e o astrônomo Zöllner. 16 Ver: Léon Denis, DEPOIS DA MORTE, edição de 1959, capítulo II, eNo Invisível, caps. IV e V. 17 Conhecem-se as experiências do ilustre físico Sir William Crookes, que, durante três anos, obteve em sua casa materializações do Espírito de Katie King, em condições de rigorosa fiscalização. Crookes, falando dessas manifestações, declarava: “Não digo que isto é possível; digo: isto é fato.” Pretendeu-se que ele se retratara. Ora, há poucos anos, W.
Stead escrevia ao NEW YORK AMERICAN; “Londres, 7 de fevereiro de 909. Estive com Sir W. Crookes, no Ghost Club (Clube dos Fantasmas), onde fora jantar, e ele me autoriza a dizer o seguinte: ‘Depois das minhas experiências acerca do Espiritismo, começadas há trinta anos, nenhuma razão encontro para modificar a minha opinião de outrora”. Oliver Lodge, reitor da Universidade de Birmingham, membro da Academia Real, escreveu: “Fui levado pessoalmente à certeza da existência futura por provas assentes em base puramente científica.”. Todo homem sério, que se conserva a igual distância de uma credulidade cega e de uma não menos cega incredulidade, é forçado a reconhecer que as manifestações de que aqui se trata ocorreram em todos os tempos. Encontrá-las-eis em todas as páginas da História, nos livros sagrados de todos os povos, assim entre os videntes da Índia, do Egito, da Grécia e de Roma, como entre os médiuns de nossos dias.
Os profetas da Judéia, os apóstolos cristãos, as druidisas da Gália, os inspirados das Cevenas, na época dos Camisardos, tiram suas revelações da mesma fonte que a nossa boa Lorena. A mediunidade sempre existiu, pois que o homem sempre foi espírito e, como espírito, manteve em todas as épocas uma brecha aberta sobre o mundo inacessível aos nossos sentidos ordinários. Constantes, permanentes, tais manifestações em todos os meios se dão e sob todas as formas, das mais comuns às mais grosseiras, como as das mesas falantes, dos transportes de objetos sem contacto, das casas assombradas, até as mais delicadas e sublimes, com o êxtase ou as altas inspirações, tudo conforme a elevação das inteligências que intervêm. * Entremos agora no estudo dos fenômenos que, em avultado número, a vida de Joana d'Arc nos depara. Convém primeiramente notar: graças às suas faculdades psíquicas extraordinárias é que ela pôde conquistar rápido ascendente sobre o exército e o povo. Consideravam-na um ser dotado de poderes sobrenaturais.
O exército não passava de um agregado de aventureiros, de vagabundos movidos pela gana da pilhagem. Todos os vícios reinavam naquelas tropas sem disciplina e prontas sempre a debandar. No meio de soldados assim, sem continência, sem vergonha, é que cumpria a uma jovem de dezoito anos viver. 18 De tais brutos, que não respeitavam sequer o nome de Deus, tinha ela que fazer crentes, homens dispostos a sacrificar tudo por uma nobre e santa causa. Joana soube praticar esse milagre. Acolheram-na a princípio como intrigante, como uma dessas mulheres que os exércitos levam na cauda.
Mas, sua linguagem inspirada, seus costumes austeros, sua sobriedade e os prodígios que se operaram logo em torno dela, a impuseram bem depressa àquelas imaginações gastas. O exército e o povo se viam, assim, tentados a encará-la como uma espécie de fada, Fredrich Myers, o professor de Cambridge, que o Congresso Oficial e Internacional de Psicologia, de Paris, em 1900, elegera seu presidente honorário, no magnífico livro: A PERSONALIDADE HUMANA, chega à conclusão de que do além-túmulo nos vêm vozes e mensagens. Falando do médium Mrs. Thompson, escreve: “Creio que a maior parte dessas mensagens vem de Espíritos que se servem temporariamente do organismo dos médiuns para no-las transmitir.” O célebre professor Lombroso, de Turim, declara na LETTURA: “Os casos de habitações em que, durante anos, se reproduzem aparições ou ruídos, observados na ausência de médiuns, coincidindo com a narração de mortes trágicas, depõem a favor da ação dos defuntos.” – “Trata-se amiúde de casas desabitadas, onde tais fenômenos se produzem às vezes durante muitas gerações e mesmo durante séculos.”
(Ver: ANNALES DES SCIENCES PSYCHIQUES, fevereiro de 1908.) Compreende-se a importância de tais testemunhos, que poderíamos multiplicar, se o quadro desta obra no-lo permitisse. 18 Se Deus fosse homem de guerra, dizia La Hire, ter-se-ia feito bandido. 27 – JOANA D´ARC, MÉDIUM de feiticeira e lhe davam os nomes dessas formas fantásticas a que atribuem o assombramento das fontes e dos bosques. O desempenho de sua tarefa não se tornava com isso senão mais difícil.
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.