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Capítulo 29 de 29
Parte 29 de 29
Joana D’Arc, Médium · Léon Denis
O mesmo se dá com as formas atuais da religião e da crença, que não morrem aparentemente, senão para renascerem mais amplas e mais belas. A ação de Joana e das grandes almas do espaço prepara esse renascimento, para o qual nós, do nosso lado, no plano terrestre, trabalhamos sem descanso, há longo tempo, sob a égide da gloriosa inspirada, cujos conselhos e instruções ainda nos não faltaram. Por isso mesmo é que, votando-lhe ardente simpatia, consagrando-lhe terna veneração e vivo reconhecimento, escrevi este livro. Concebi-o em horas de recolhimento, longe das agitações do mundo. À medida que o curso de minha vida se precipita, mais triste se torna o aspecto das coisas e as sombras se condensam à volta de mim.
Mas, vindo do Alto, um raio de luz me ilumina todo o ser e esse raio emana do Espírito de Joana. Foi ele quem me esclareceu e guiou na minha tarefa. Vai para meio século, muito se há escrito, dissertado, discutido a respeito da virgem Lorena. Polêmicas violentas, bulhentas manifestações se têm produzido em diversos sentidos; quase que em seu nome batalhas se travaram. No torvelinho dessas contradições, dessas lutas, acompanhando-as com entristecido olhar, quis ela fazer ouvida a sua voz e dignou-se de entrar em comunicação conosco, divisando em nós um servidor devotado da causa que hoje está debaixo da sua proteção.
Estas páginas são a expressão fiel do seu pensamento, do seu modo de ver. A este título é que, com a maior humildade pessoal, apresento-o aos que, neste mundo, prestam honras a Joana e amam a França. — FIM — 199 – JOANA D´ARC, MÉDIUM LÉON DENIS Foi, ao lado de Camille Flammarion e Gabriel Delanne, uma das principais expressões da Doutrina Espírita, após o desencarne do codificador Allan Kardec, defendendo e divulgando o Espiritismo. Nasceu em Foug, Tours, França, em 1 de janeiro de 1846 e desde jovem abraçou O LIVRO DOS ESPÍRITOS. Foi alcunhado “Apóstolo espírita” por sua grande contribuição, seja no embate com os detratores da Doutrina, seja nas palestras, seja pelas obras literárias que deixou – cujo estilo é de racionalismo, profundidade e cognição.
O filósofo, já em seu tempo, era reputado de exuberante sabedoria e docilidade. Sofreu um processo de cegueira progressiva, agravada a partir de 1910, sem que deixasse de trabalhar pela causa espírita, inclusive escrevendo – sob o recurso da linguagem em braile. Desencarnou na terra natal, em 12 de março de 1927, cravando seu nome na galeria dos maiores pensadores do Espiritismo e deixando grandes obras, como: CRISTIANISMO E ESPIRITISMO, DEPOIS DA MORTE, NO INVISÍVEL, O GRANDE ENIGMA, O PROBLEMA DO SER, DO DESTINO E DA DOR e SOCIALISMO E ESPIRITISMO. www.luzespirita.org
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.