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Capítulo 16 de 29
Parte 16 de 29
Joana D’Arc, Médium · Léon Denis
Sim. devemos ser bons e humanos para com todos; mas, em muitos casos, tal preceito apenas encobre um sofisma, de que se abusa. Se descêssemos ao fundo das coisas, perceberíamos simplesmente que alguns desses grandes humanitários forjam para si, por meio de teorias adrede imaginadas, deveres fictícios, a cujo cumprimento bem sabem que não serão obrigados, visando a iludir outros, imperiosos e imediatos, para com os indivíduos que os rodeiam, para com seu país, a França. Muitos, caindo num excesso oposto, detestam tudo que é estrangeiro: alimentam ódio cego contra os povos que nos hão guerreado. Que os reveses sofridos não nos obliterem os sentimentos de justiça e nos não impeçam de reconhecer as qualidades e a bravura das nações que nos venceram! À pergunta: “Deus odeia os ingleses?” Joana responde: “Do ódio de Deus aos ingleses nada 189 sei; mas, Ele quer que os ingleses saiam da França e voltem para seu país”.
Como Joana, sejamos equânimes e não odiemos os inimigos. Saibamos render homenagem ao merecimento, trate-se embora de um adversário. Defendamos nossos direitos, nosso patrimônio, quando for preciso, porém não provoquemos os outros. A esta luz, a virgem Lorena nos dá mais do que uma lição de patriotismo, dános uma lição viva de humanidade. Armando-se, fê-lo muito menos em nome da lei de guerra, do que em nome da lei de amor, muito menos para atacar, do que para defender e salvar.
Ainda quando revestida da armadura, revela as mais belas qualidades da mulher: o espírito de desprendimento, a dação espontânea e absoluta de si mesma, a compaixão de todos os que sofrem, o apego, levado ao sacrifício, aos entes amados, à família e à pátria, o engenho do senso prático e das intuições para lhes advogar os interesses, numa palavra – a dedicação, até a morte, a tudo que lhe é caro. Nesse sentido, Joana d'Arc sintetiza e personifica o que há de mais nobre, de mais delicado e de mais belo na alma das mulheres da França. 189 8º interrogatório secreto. XV Joana d’Arc e a idéia de religião Amo a Deus de todo o meu coração. Jehanne As crenças de Joana são as do seu tempo: “Sou boa cristã e boa cristã 190 morrerei”, respondia aos juízes, sempre que a interrogavam sobre sua fé. Nem podia ser de outra maneira. Só nas convicções e esperanças dos homens da época podia ela haurir as energias, os impulsos necessários à salvação da França.
Assistia-a o mundo invisível, que se lhe revelava sob as formas e aparências familiares à religião da Idade Média. Aliás, que importam as formas! Variam e mudam com os séculos. Quanto ao alicerce da idéia religiosa, esse, sim, é eterno, pois que toca as fontes divinas. A idéia religiosa, em seus diversos aspectos, penetra profundamente toda a História, toda a vida intelectual e moral da Humanidade.
Freqüentemente se extravia e engana, podendo seus ensinamentos e manifestações ser contestados. Sempre, porém, se apóia em realidades invisíveis, de ordem permanente, imutáveis, que o homem só entrevê gradualmente no curso de sua lenta e trabalhosa evolução. As sociedades humanas não podem dispensar um ideal religioso. Desde que o tentam rechaçar ou destruir, logo a desordem moral aumenta e a anarquia alça ameaçadora a cabeça. Não o vemos na quadra atual?
As leis terrenas são impotentes a refrear o mal. Para se comprimirem as paixões, indispensáveis são a força interior e o sentimento das responsabilidades que a noção do Além faculta. A idéia religiosa não pode perecer. Se por instantes um véu a encobre, é unicamente para que ressurja debaixo de outras formas mais bem adequadas às necessidades dos tempos e dos meios. 190 J. Fabre – PROCESSO DE CONDENAÇÃO, págs. 166, 256, 302, etc. 113 – JOANA D´ARC, MÉDIUM Eram os mais elevados, dissemos, os sentimentos religiosos de Joana.
Absoluta a fé em Deus, que a enviou; ilimitada a confiança que deposita em seus guias invisíveis. Observa fielmente os ritos e práticas do culto de então; mas, quando afirma sua fé, sobrepõe-se a todas as autoridades estabelecidas neste mundo. As crenças ardentes da heroína se inspiram diretamente nas coisas do Alto e embebem as raízes na sua consciência. Efetivamente, a quem sobretudo ela obedece? Às vozes que escuta e não à Igreja.
De nenhum intermediário se socorre para comunicar com o Céu. A poderosa inspiração traz-lhe um sopro que lhe bafeja a fronte e essa inspiração lhe domina a vida inteira e preside a todos os atos. Relembremos a cena de Ruão, quando o bispo de Beauvais, acompanhado de sete padres, a interroga na prisão: “Joana – diz o bispo –, queres submeter-te à Igreja?” Ela responde: “Reporto-me a Deus em todas as coisas, a Deus que sempre me inspirou!” P. “Aí está uma palavra bastante grave. Entre ti e Deus, há a Igreja.
Queres, sim ou não, submeter-te à Igreja?” R. “Vim ao encontro do rei para salvar a França, guiada por Deus e por seus santos Espíritos. A essa Igreja, a de lá do Alto, me submeto com relação a tudo que tenho feito e dito!” P. “Assim, recusas submeter-te à Igreja; recusas renegar tuas visões diabólicas?” R. “Reporto-me a Deus somente.
Pelo que respeita às minhas visões, não aceito o julgamento de homem algum!” A razão íntegra lhe diz que aquela Igreja não é a de Deus. A potência eterna absolutamente não toma parte nas iniqüidades humanas. Não lhe sendo possível demonstrar esta verdade com o auxílio de argumentos sutis e eruditos, exprime-a em frases breves, claras, brilhantes, como os lampejos de uma lâmina de polido aço. Ela obedecerá à Igreja, mas com a condição de serem suas exigências conformes às vontades do Alto: “Servir a Deus em primeiro lugar.” Nas concepções religiosas de Joana d'Arc prima a comunhão pelo pensamento e pelos atos com o mundo invisível, com o mundo divino. Por meio dessa comunhão é que se operam os grandes feitos, dela se originam as profundas intuições.
Para que estas, porém, se possam verificar, são precisas certas condições de elevação moral, que Joana preenchia no mais alto grau. Por consegui-la naqueles em cujo meio vivia, despertava-lhes os sentimentos religiosos, obrigando-os a se confessarem e a comungarem. Expulsava do acampamento as mulheres de vida desregrada. Não marchava contra o inimigo, senão ao som das preces e dos cânticos. Tudo isto é de molde a causar surpresa ao cepticismo de nossa época; mas, na realidade, por outros quaisquer meios ela não lograria, num século de fé cega, obter daqueles homens grosseiros a necessária exaltação.
Apenas cessa esse adestramento moral, assim que se completa a obra de intriga dos cortesãos e dos despeitados, logo que os hábitos viciosos e os maus instintos de novo preponderam, recomeçam os desastres e os reveses. Às potências superiores nada importam a forma do culto e o aparato religioso. Exigem tão somente dos homens elevação da alma e pureza de sentimentos, o que se pode conseguir em todas as religiões e mesmo fora e acima das religiões. É o que muito claramente sentimos, nós espíritas, que, por entre zombarias e dificuldades sem conta, vamos pelo mundo a proclamar a verdade, tendo como único apoio a ajuda, que nunca nos faltou, das Entidades do Além. O que, sobretudo, caracteriza Joana é a confiança, confiança no êxito, confiança em suas vozes, confiança em Deus.
No momento da luta, nas horas indecisas da batalha, incute-a em todos os que a seu lado combatem. A fé que tem na vitória é tão grande, que constitui um dos elementos essenciais do definitivo triunfo. Sua vida inteira se nos apresenta impregnada dessa confiança. Seja na prisão, seja na presença dos juízes, ela acredita sempre na libertação final; afirma-o continuadamente com segurança. As vozes lhe disseram que seria libertada “por uma grande vitória”.
Nestas palavras, havia apenas uma figura de linguagem; tratava-se, realmente, do martírio. Joana, a princípio, não o entendendo assim, contou por muito tempo com o socorro dos homens. Notemos a necessidade de tal erro. A promessa das vozes lhe serviu de supremo alento nos dias dolorosos do processo. Era donde lhe vinha o desassombro que manteve diante do tribunal.
Fez mesmo com que, chegado o momento do sacrifício, ela caminhasse confiante para a morte. O derradeiro grito que solta dentre as chamas vorazes ainda é uma afirmação da sua crença: “Não, minhas vozes não me enganaram!” Apenas ligeiras dúvidas lhe roçaram de leve o pensamento em Melun, em Beaurevoir, em Saint-Ouen de Ruão. Pobre menina! Quem ousará tirar daí motivo para recriminá-la, se lhe atentar na idade e na situação difícil em que se encontrava? O desenlace conservou-se-lhe oculto até ao fim.
Como teria podido avançar pelo árduo caminho que lhe fora traçado, se soubera de antemão tudo o que a esperava? Imenso benefício nos fazem os Céus, permitindo nos seja velada a hora da agonia, a dolorosa provação que porá fim à vida. Não é, com efeito, preferível que nossas ilusões se desfolhem lentamente e que a esperança persista no fundo de nossos corações? Menor será o dilaceramento. À medida, porém, que se lhe aproxima o termo da carreira, a verdade terrível se desenha mais nitidamente: “Perguntei às minhas vozes se seria queimada.
Responderam-me: Confia em Nosso Senhor e ele te ajudará. Recebe tudo com resignação; não te aflijas por causa do teu martírio. Virás enfim para o 191 Paraíso”. Nas horas sinistras, quando todas as esperanças jazem por terra, a idéia de Deus constitui o supremo refúgio. É fora de dúvida que esta idéia nunca esteve separada do pensamento de Joana.
Ao contrário, dominou-lhe a existência inteira. Mas, nos momentos angustiosos, penetra-a com mais viva intensidade e a preserva 191 J. Fabre – PROCESSO DE CONDENAÇÃO, págs. 325, 159. 115 – JOANA D´ARC, MÉDIUM das fraquezas do desespero. Das profundezas infinitas descerá o consolador raio de luz, que iluminará a sombria masmorra, onde, há seis meses, ela suporta mil males, mil injúrias, e um recanto do céu se lhe abrirá no límpido olhar de vidente. Um véu de tristeza cobre as coisas terrenas.
Deserta-lhe o coração a esperança de ser libertada. A ingratidão, a negra perfídia dos homens, a maldade feroz dos juízes se lhe desvendam na mais completa e hedionda nudez, do mesmo passo que a pungente realidade se apresenta. Contudo, através das grades de seu cárcere, coam-se os esplendores de um mundo mais belo. Para lá do horrendo báratro que lhe cumpre transpor, para lá do suplício, para lá da morte, ela descortina a alvorada das coisas eternas. Sabemos que o sofrimento é o remate de uma existência bem preenchida.
Sem o sofrimento, nada há de completo, nem de grande. É a afinação das almas, auréola que nimba a fronte dos santos e dos puros. É a única porta de entrada para os mundos superiores e é também a significação do termo “paraíso”, único capaz de exprimir aos homens do século que corre a idéia da vida espiritual, banhada de claridades e harmonias que jamais se extinguem. Joana não tem perto de si uma só pessoa a quem confie as mágoas e dores que a oprimem. Deus, porém, não abandona seus missionários.
Invisível, mas presente, é o amigo sempre fiel, o esteio forte, o Pai terno, que vela pelos filhos desgraçados. Por tê-lo desconhecido, por haver desdenhado das forças, dos socorros do Alto, o homem atual não encontra amparo nas provações, nem consolação na dor. A sociedade contemporânea se agita febricitante e rola na incoerência das idéias e dos sistemas; o mal lhe cresce no seio sem que se lhe depare em parte alguma a estabilidade e o contentamento íntimo, exclusivamente porque se dedicou às aparências e às superficialidades, timbrando em desconhecer as verdadeiras alegrias, os incomensuráveis recursos do mundo oculto. Julgou alcançar a felicidade no desenvolvimento das riquezas materiais e não fez mais do que aumentar o vazio e o amargor nas almas. De todos os lados se ouvem gritos de furor, observam-se reivindicações violentas.
A noção do dever quase se apagou e as bases da ordem se mostram fendidas. O homem não mais sabe amar, porque não mais sabe crer. Volve-se para a Ciência, mas a Ciência, como que esmagada ao peso das descobertas, se mantém impotente para lhe ministrar a confiança no futuro e a paz interior. Na manhã mesma do suplício, disse Joana a Pierre Morice: “Pela graça de 192 Deus, ainda hoje estarei no paraíso”. Resignada ao martírio, afrontá-lo-á valorosamente, com a alma plena de dignidade.
A morte, ainda a mais cruel, não é preferível ao que ela sofre há seis longos meses? O pensar na morte desperta nos jovens uma terrível angústia. Joana a experimentou, desde o dia em que a meteram numa gaiola de ferro, em Ruão. O que aí padeceu não é pior do que morrer? As esperanças, os sonhos de glória, os grandes desígnios, tudo se desvaneceu como fumaça.
Quem poderá dizer o que se passou naquela alma angélica, durante as prolongadas vigílias no cárcere, à proporção que a hora fatal se avizinhava? 192 J. Fabre – PROCESSO DE REABILITAÇÃO, t. II, pág. 126. Depoimento do cura Riquier. “Estarei no paraíso!” dizia. Da mesma maneira se devem compreender estas outras palavras, que refletem as crenças da época: “Não pedi às minhas vozes, 193 como recompensa final, senão a salvação de minha alma”.
Salvar a alma, eis o axioma das convicções católicas, o objetivo último prescrito pelas idéias religiosas da Idade Média. É uma concepção muito acanhada, mas que, entretanto, abriga um fundo de verdade. Realmente, nada se salva, nada se perde. A justiça divina reserva modos de reparação a todas as faltas e nos oferece meios de nos levantarmos de todas as quedas. O preceito deverá ser modificado neste sentido: A alma tem que sair, da vida, melhor e maior do que entrou.
Por diversas maneiras se pode atingir essa meta; pelo trabalho, pelo estudo, pela provação, pelo sofrimento. Esse o alvo que sem cessar devemos ter diante dos olhos. Para Joana, tais palavras encerram um sentido mais particular. Sua preocupação de todos os instantes está em desempenhar dignamente a missão que lhe foi confiada, em alcançar para todos os seus atos e dizeres a sanção daquele que nunca se engana. * O sentimento religioso de Joana não degenera em beatice, ou em preconceitos pueris. Ela não importuna a Deus com intermináveis e vãos pedidos.
É o que ressalta de suas palavras: “Não recorro a Nosso Senhor sem 194 necessidade”. Não hesita em combater debaixo dos muros de Paris, no dia da Natividade, mau grado às censuras que lhe fizeram por esse motivo. Agrada-lhe orar na igreja, especialmente nas ocasiões em que ali reinam o silêncio e a solidão, que é quando, concentrado e calmo o pensamento, a alma voa com mais firmeza para Deus. Mas, o que é certo, não obstante dizer Anatole France o contrário, é que os padres pouco lhe influenciaram a juventude. Conforme ao que ela afirma no curso dos interrogatórios de Ruão, foi sua mãe quem a instruiu em matéria de religião: “Não recebi as crenças que tenho de 195 outra pessoa que não minha mãe”.
Nada diz a respeito das vozes e das visões ao cura de sua aldeia e só consigo mesma se aconselha acerca do que tem relação com os Espíritos seus protetores: “Sobre se devo crer nas minhas revelações – dizia em Ruão –, não peço conselho 196 a bispo, cura, ou a quem quer que seja”. Deposita em Deus ilimitada fé, que lhe serve de móvel a todos os atos e lhe permite arrostar as mais duras provações: “Tenho bom mestre – diz –, Nosso 197 Senhor, de quem tudo espero e não de outro”. Que valem as vicissitudes deste mundo, se o nosso pensamento se faz uno com Deus, isto é, com a lei eterna e divina? Todavia, Deus não é somente mestre. É Pai a quem devemos amar, como os filhos amam aquele que lhes deu a vida.
Poucos homens o sentem ou compreendem, eis porque renegam de Deus na 193 Segundo interrogatório público. 194 J. Fabre – PROCESSO DE CONDENAÇÃO, pág. 255. 195 J. Fabre – PROCESSO DE CONDENAÇÃO, pág. 49. 196 Ibidem, pág. 242. 197 Ibidem, Admoestação pública, pág. 311. 117 – JOANA D´ARC, MÉDIUM adversidade. Joana, porém, o afirma em termos tocantes: “Tudo confio de Deus, 198 meu criador. Amo-o de todo meu coração”.
Inutilmente, os inquisidores, que não desprezam meio algum de atormentá-la, procuram feri-la nas crenças e levá-la ao desespero. Apontam-lhe com pérfida insistência a situação de aparente abandono em que se vê, a ilusão de suas esperanças, a irrealidade das promessas do céu. Ela responde invariavelmente: “Que Deus me tenha abandonado, nego-o!” Que exemplo para aqueles que as provações acabrunham, que acusam a Deus dos males que os afligem e que muitas vezes blasfemam! A seu ver, Deus também é juiz: “Confio em meu juiz, que é o Rei do Céu e 199 da Terra”. Ingênua expressão de que se serve para designar a potestade que paira acima de todas as deste mundo.
Durante a vida, Joana foi sempre vítima da injustiça dos homens. Sofreu por motivo do zelo dos cortesãos e dos chefes militares, do ódio dos fidalgos e dos padres. Os juízes de Ruão, longe de se inspirarem no sentimento da equidade, buscaram inspiração em seus preconceitos e paixões, para condená-la. Desse julgamento iníquo, ela, dirigindo o olhar ao céu, apela para o soberano juiz, que pesa em sua balança eterna as ações humanas. “Confio em meu juiz!” É o refúgio dos espoliados, dos deserdados, de todos quantos a parcialidade feriu no coração.
E nenhum o invoca em vão! Nada mais comovente do que a resposta que dá à seguinte pergunta: “Sabes se estás na graça de Deus?” “Se não estou, que Deus me faça estar; se estou, que me conserve nela. Seria a mais aflita criatura do mundo, se soubesse não estar na 200 graça de Deus!”. A candura daquela alma puríssima encontra modo de burlar a treta dos algozes. A insidiosa questão podia perdê-la.
Respondendo afirmativamente, daria prova de presunção; negativamente, confessar-se-ia culpada e justificaria as suspeitas. Porém, sua inocência frustra os astuciosos ardis. Reporta-se ao Juiz supremo que, só Ele, sonda os corações e as consciências. Que se deve ver em tais palavras? A manifestação de um sentimento de delicada fé, ou uma das súbitas inspirações que lhe eram prodigalizadas?
Seja como for, exprimem um dos mais admiráveis conceitos, que nos legou aquela criança de dezenove anos. * Em todas as circunstâncias, Joana se considera um instrumento da vontade divina e nada faz sem consultar as potências invisíveis. Só se move sob as ordens do Alto: “A hora é quando Deus quer. É preciso trabalhar quando Deus manda. 201 Trabalhai e Deus trabalhará”. 198 Ibidem, pág. 307. 199 J. Fabre – PROCESSO DE CONDENAÇÃO, pág. 307. 200 Ibidem, pág. 71. 201 J. Fabre – PROCESSO DE REABILITAÇÃO, t.
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.