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Capítulo 20 de 29
Parte 20 de 29
Joana D’Arc, Médium · Léon Denis
É verdadeiramente o espírito religioso da Gália que revive nesse chefe de escola. Nele, tudo lembra o druida: o nome que adotou, absolutamente céltico, o monumento que, por sua vontade, lhe cobre os despojos materiais, sua vida austera, seu caráter grave, meditativo, sua obra inteira. Allan Kardec, preparado em existências precedentes para a grande missão que acaba de desempenhar, não é senão a reencarnação de um Celta eminente. Ele próprio o afirma na seguinte mensagem obtida em 1909: “Fui sacerdote, diretor das sacerdotisas da ilha de Sein e vivi nas costas do mar furioso, na ponta extrema do que chamais a Bretanha. “Não esqueçais o grande Espírito de vida, aquele que faz crescer o visco nos ramos do carvalho e que as pedras antigas de vossos avôs consagram.
Sinto-me feliz por vos assegurar que vossos pais tiveram a fé. Guardai-a como eles, pois que o espírito céltico não está extinto na França; tem sobrevivido e restituirá aos filhos à vontade de crer e de se aproximar de Deus. “Não esqueçais aqueles a quem amastes, os quais todos vos cercam, como as estrelas do céu que não vedes em pleno dia, ainda que brilhem constantemente. “O poder divino é infinito; irradiado por sobre vós, através das brumas da Terra, seus raios vos chegam disseminados e enfraquecidos. “Escutai a voz do coração quando, enfrentando o oceano cujas encapeladas vagas se perseguem, vos sentis tomados de medo e de esperanças. Ela fala alto aos que o querem ouvir.
Deveis compreendê-la, porquanto para isso tendes tido, reunidos, todos os ensinamentos da Terra. “Amai-nos, a nós os homens antigos desse mundo. Temos precisão de que vos lembreis de nós, meus bem-amados! Que vossas almas venham visitar-nos durante o sono que Deus vos concede! “Quereis saber quem sou: dir-vos-ei meu nome; porém, que importam nomes!
Deixamos na Terra, com o nosso corpo, a recordação dos nomes e das coisas, para não mais nos lembrarmos senão das vontades de Deus e dos sentimentos que a Ele nos levam, para não mais conhecermos senão seu amor e sua glória, pois que, na luminosidade infinita, todas as chamas como que se apagam: o sol de Deus as torna menos visíveis e as funde numa eterna irradiação. “A Terra não é mais do que um lugar de passagem, uma floresta profunda e escura, onde só muito surdamente ressoam os ecos da vida nos mundos. “Aí estaremos sempre, os grandes guias que encaminham a Humanidade sofredora para o fim desconhecido dos homens, mas que Deus fixou e que brilha para nós na noite dos tempos como um facho luminoso. “Esperemos o momento em que, finalmente libertos, possais voltar para junto de nós, a cantar eternamente o hino que glorifica a Deus. “Almas da França, sois filhas da Gália.
Lembrai-vos das crenças de vossos antepassados, que também foram as vossas. Remontai algumas vezes, pelo pensamento, às fontes saudáveis de nossas origens, às tradições fortes e às alturas de nossa história, para recobrardes a energia e a fé, para reavivardes o espírito e reconfortardes o coração, na pureza do ar, na beleza dos cumes, na luz divina.” Allan Kardec 139 – JOANA D´ARC, MÉDIUM XVII Joana d’Arc e o Espiritualismo moderno; as missões de Joana Se fé, costume, leis em trevas divisamos. A Joana, claro sol que fulge no horizonte, As vozes e o olhar erguer todos saibamos. Paul Allard A Gália não foi o único teatro das manifestações do Além. Toda a antiguidade conheceu os fenômenos ocultos.
Eles constituíam um dos principais elementos dos mistérios gregos. As primeiras décadas do Cristianismo se nos 215 mostram férteis de visões, de aparições, de vozes, de sonhos premonitórios, onde os iniciados e os crentes hauriam a força moral que lhes comunicava à vida incomparável impulso e lhes permitia afrontar sem desfalecimentos as provações e os suplícios. Desde os mais remotos tempos, a humanidade invisível entreteve sempre relações com a nossa. De contínuo, uma corrente de vida espiritual se difundia sobre a humanidade terrestre, por meio dos profetas e dos médiuns. Essa corrente, esse influxo vital, manando das fontes eternas, foi que deu nascimento às grandes religiões.
Todas, em sua origem, imergem as raízes nessas águas lustrais e, enquanto nelas se banham, conservam o viço, o prestígio, a vitalidade. Enfraquecem e morrem, quando se afastam daqueles reservatórios e lhes menosprezam as forças encobertas. É o que sucede ao Catolicismo, por haver desapreciado, esquecido a caudal abundante de força espiritual que fecundava a idéia cristã em seu nascedouro. Queimou aos milhares os agentes do mundo invisível, rejeitou-lhes as lições, abafou-lhes as vozes. Os processos por feitiçaria e as fogueiras da Inquisição levantaram uma barreira entre os dois mundos e interromperam por séculos a comunhão dos Espíritos, que longe de ser um acidente, é, ao contrário, lei fundamental da Natureza. 215 Ver: DEPOIS DA MORTE E CRISTIANISMO E ESPIRITISMO, passim. Em derredor de nós se patenteiam os desastrosos efeitos de semelhante proceder.
As religiões não são mais do que ramos secos de um tronco baldo de seiva, porque suas raízes não mais mergulham nos mananciais vivos. Elas ainda nos falam da sobrevivência do ser e da vida futura, mas se denunciam impotentes para dar dessas verdades a menor prova sensível. O mesmo se verifica com os sistemas filosóficos. Se a fé está cambaleante, se o materialismo e o ateísmo têm avançado a passos de gigante, se a dúvida, as ardentes paixões e o suicídio causam tantas devastações, é que as ondas da vida superior já não refrigeram o pensamento humano, é que a idéia da imortalidade carece de demonstração experimental. O desenvolvimento dos estudos científicos e do espírito crítico tornou o homem cada vez mais exigente.
Hoje, as afirmações já lhe não bastam. Ele reclama provas e fatos. Considerai qual seria a importância, no momento atual, de uma ciência, de uma revelação baseada num conjunto de fenômenos e de experiências, que nos demonstrassem positivamente a sobrevivência e, ao mesmo tempo, nos dessem a prova de que a lei de justiça não é uma vã palavra, de que a cada um de nós se depara no Além uma situação correspondente a nossos méritos. Ora, é precisamente o que o moderno espiritualismo nos vem facultar. Ele contém os germens de uma verdadeira revolução: revolução nas idéias, nas crenças, nas opiniões e nos costumes.
Daí a necessidade do estudo, da classificação e da análise metódica dos fenômenos e dos ensinamentos que deles resultam. * A situação moral das sociedades fez-se grave e inquietadora. Sem embargo da instrução disseminada, a criminalidade avulta: multiplicam-se os roubos, os assassínios, os suicídios; os hábitos se corrompem. O ódio e as desilusões vão sempre se aprofundando no coração do homem. O horizonte escurece e ouvem-se ao longe surdos rumores que parecem pressagiar a tempestade social. Em quase todas as almas, o sensualismo assenhoreou-se dos caracteres e das consciências.
Da alma do povo varreram o ideal. Disseram-lhe: come, bebe, enriquece, pois que tudo mais é quimera. O dinheiro é o único Deus, o gozo o único objetivo da vida! Em conseqüência, desencadearam-se os apetites e cobiças. A massa popular se levanta como imensa vaga e ameaça tudo tragar.
Entretanto, muitos espíritos bons refletem e se entristecem, percebendo claramente que não há só matéria. Em certos momentos, a Humanidade chora o ideal perdido e experimenta o vazio, a instabilidade das coisas terrenas. Pressente que é falha a lição recebida, que a vida é mais ampla, o mundo mais vasto, o universo mais maravilhoso do que o supuseram. O homem procura, tateia, interroga. Busca não só um ideal, mas, de preferência, uma certeza, que o sustenha, que o console nas provações, nas lutas, nos sofrimentos.
Inquire do que vai suceder nesta época de transição, que assiste à morte de uma aluvião de crenças, de sistemas, de tradições, cuja poeira se espalha em torno de nós. Pela obstinação em fechar-se no círculo apertado de seus dogmas, pela persistência em não alargar a concepção do destino humano e do universo, a 141 – JOANA D´ARC, MÉDIUM religião afastou de si a nata dos pensadores e dos sábios, quase todos aqueles cujas opiniões gozam de autoridade no orbe. E a multidão os acompanhou. A Humanidade volveu o olhar para a Ciência, a quem desde longo tempo pede a solução do problema da vida. Mas, a Ciência, a de ontem, não obstante suas conquistas magníficas, ainda estava muito imbuída das teorias positivistas, para poder dar ao homem uma noção do ser e de seus destinos, capaz de lhe revigorar as energias, reanimar o coração, inspirar cânticos de fé e de amor com que acalente os filhinhos.
Ora, eis que o mundo invisível, um de cujos intérpretes foi Joana, esse mundo que a Igreja combateu, que rechaçou para a sombra durante centenas de anos, entra novamente em ação, se manifesta em todos os pontos do globo ao 216 mesmo tempo, debaixo de aspectos inúmeros e pelas mais variadas maneiras. Vem apontar aos homens o caminho seguro, o caminho reto que os conduzirá às alturas deslumbrantes. Em todos os centros surgem médiuns, perturbadores fenômenos se produzem, fundam-se sociedades de estudos e revistas, constituindo outros tantos focos de onde gradualmente se propaga a idéia nova. Essas sociedades são já em número bastante para formarem uma rede que circunda todo o planeta. Graças a elas, temos podido ver, nos cinco últimos decênios, delinear-se, primeiramente, e logo se organizar, acentuar e crescer o trabalho surdo, obscuro, da florescência do século prestes a despontar.
Aí está o que denominamos novo espiritualismo, ou espiritualismo moderno, que não é uma religião no sentido acanhado da palavra, que é antes uma ciência, uma síntese, um coroamento de todas as labutas e conquistas do pensamento, uma revelação que arrebata a Humanidade para fora das trilhas e das vias que até aqui percorrera e a torna partícipe da vida dos largos espaços, da vida universal, infinita. O moderno Espiritualismo é o estudo do homem, não em sua forma corpórea e fugidia, mas em seu espírito, em sua realidade imperecível, é o de sua evolução através das idéias e dos mundos. É o estudo dos fenômenos do pensamento transcendental e da consciência profunda, a solução das questões de responsabilidade, de liberdade, de justiça, do dever, dos problemas da vida e da morte, do Aquém e do Além. É a aplicação desses problemas ao progresso moral, ao bem de todos, à harmonia social. A vida material nada mais é do que uma passagem; a existência presente é um instante da eternidade, nossa morada um ponto da imensidade.
O homem é um átomo pensante e consciente sobre o globo que o transporta e mesmo esse globo não passa de um átomo que rola no Universo sem limites. Nosso futuro, porém, é infinito, como o Universo, e os astros que brilham sobre as nossas cabeças compõem a nossa herança. O moderno Espiritualismo nos ensina a sair do âmbito estreito das ocupações cotidianas e a rotear o vasto campo de trabalho, de atividade, de elevação, que nos está aberto. O grande enigma se desfaz, o plano divino se desvenda. A natureza adquire uma significação, torna-se aos nossos olhos a escala grandiosa da 216 Ver; NO INVISÍVEL; Espiritismo e Mediunidade. evolução, o cenário dos esforços da alma, para se desenredar da matéria, da vida inferior, e subir para a luz.
Harmoniosa comunhão liga os seres em todos os degraus da imensa escala de ascensão e em todos os planos da vida. O homem nunca está só, quando luta e sofre pelo bem e pela verdade. Uma invisível multidão o assiste e inspira, como assistia a Joana e aos que combatiam sob suas ordens. Essa solidariedade se faz sentir fortemente na fase que atravessamos. Nas horas de crise, quando as almas se abandonam, quando a Humanidade hesita na escabrosa estrada, o mundo oculto intervém.
Os Espíritos celestes, mensageiros do Alto, põem mãos à obra, estimulando a marcha dos acontecimentos e das idéias. Presentemente, trabalham para restabelecer o laço que unia as duas humanidades e 217 que se quebrou. Eles mesmos no-lo dizem nestes termos: “Escutai-nos, ó vós que procurais e chorais! Não estais abandonados! Temos sofrido para estabelecer uma comunicação entre o vosso mundo de esquecimento e o nosso mundo de lembrança.
Estabelecemos, primeiramente, um laço frágil, mas que se tornará forte: a mediunidade. Doravante, ela não mais se verá desprezada, infamada, perseguida, e os homens não mais poderão desconhecê-la. É o único intermediário possível entre os vivos e os mortos e estes não consentirão se feche a porta que abriram, a fim de que o homem inquieto possa aprender a lutar ao clarão das luzes celestes.” João, discípulo de Paulo Chega no momento azado a nova revelação e reveste o caráter que o espírito do tempo exige: o caráter científico e filosófico. Não vem destruir e sim edificar. Os ensinamentos do Além iluminarão simultaneamente o passado e o futuro, retirarão do pó dos séculos as crenças soterradas, fa-las-ão reviver, completamente, fertilizando-as.
Às tenebrosas palavras da Igreja romana, palavras de horror e de condenação, que dizem: “É preciso morrer!” anteporão estas palavras de vida: “É preciso renascer!” Em lugar dos terrores que a idéia do nada ou o espantalho do inferno infundem, eles nos dão a alegria da alma desabrochada na vida imensa, radiosa, solidária, sem fim. A todos os desesperados da Terra, aos fracos, aos desiludidos vêm apresentar a taça dos fortes, oferecer o vinho generoso da esperança e da imortalidade. * Voltemos a Joana d'Arc. Parecerá, talvez, à primeira vista, que a digressão que acabamos de fazer nos afastou do assunto. Absolutamente não. As considerações a que nos entregamos tornarão melhor compreensíveis o papel e as missões de Joana.
Dizemos – missões – porque sua obra atual, ainda que menos aparente, tem tanta importância quanto a do século XV. Falemos primordialmente desta. 217 Comunicação obtida em Mans, no mês de junho de 1909. Médium: Mlle. L. 143 – JOANA D´ARC, MÉDIUM Que era Joana, em realidade, ao aparecer na cena da História? Um mensageiro celeste e, segundo Henri Martin, um “messias”.
Como definiremos esses termos? Deixemos o encargo aos próprios Espíritos. Eis o que, pela incorporação, nos diz um dos nossos guias: “Quando os homens se esquecem do dever, Deus lhes manda um mensageiro, um auxiliar para que possam cumprir com mais facilidade e também mais ativamente a tarefa que lhes incumbe. A esses auxiliares é que podeis dar o nome de messias. Nos momentos em que as almas se acobardam, eles fazem ouvir suas vozes inspiradas, mostrando a verdade a chamar os homens.
Notai, com efeito, que sempre surgem nas horas de crise, quando tudo parece que desmorona, ao embate da ardorosa luta dos interesses e das paixões. Assemelham-se ao vento da tarde, que pacifica as vagas ululantes e revoltas durante a tormenta do dia. “Paz a vós que procurais o caminho, a vós que já não tendes forças bastantes para vos dirigirdes ao vosso Senhor. Pedi e o auxílio divino vos será concedido, conforme vo-lo prometeu o nosso Mestre. Mas, não repilais o mensageiro; sabei compreendê-lo; respeitai-lhe o pensamento e a alma: ele é o enviado de Deus, reveste-lhe o ser a luz da verdade divina.
Deveis-lhe, portanto, gratidão. “Os povos nem sempre sabem descobrir na fronte desses entes superiores o brilho sobre-humano e caritativo que lhes irradia das almas. Têm a intuição de que os messias diferem dos homens carnais, mas não o compreendem e é por isso que vereis sempre o enviado do Senhor rematar a lição suprema, dando à sua obra, por selo, a suprema dor. Pesquisai e verificareis que todos aqueles a quem a Humanidade acabou deferindo honras morreram esquecidos, ou antes, traídos e sacrificados. É que o ensino por eles dado devia também mostrar a grandeza da dor e as últimas palavras que proferem são as mesmas que encontrareis nos lábios do Mestre e nos de todos os grandes supliciados: ‘Perdoai aos que ignoram!’ O sofrer ainda é um ato de amor.” João, discípulo de Paulo Joana é um desses messias.
Deus a envia para salvar um povo que agoniza e ao qual, entretanto, grandes destinos estão reservados. A França fora escolhida para desempenhar importante papel no Planeta. Sua história o provou. Dispunha para tal fim das qualidades necessárias. Certamente se poderá dizer que há outras nações mais sérias, mais refletidas, mais práticas.
Nenhuma, porém, possui os impulsos do coração, a generosidade um pouco aventurosa, que têm feito da França o apóstolo, o soldado da justiça e da liberdade do mundo. Todavia, ela não poderia desempenhar o papel que lhe estava predestinado senão sob a condição de manter-se livre e eis que suas faltas a arrastaram a dois passos de uma perda completa. Por ocasião do aparecimento de Joana, acreditava-se, dizia-se mesmo em toda a Europa, que findara a missão da França, daquele povo varonil que se ilustrara por tantos feitos gloriosos. Fora ela especialmente quem criara a cavalaria, quem suscitara as cruzadas e fundara as artes da Idade Média. Pertencia-lhe a iniciativa do progresso no Ocidente.
E, no entanto, os recursos humanos se mostravam todos insuficientes para salvá-la. O que, porém, os homens já não podem fazer, um Espírito superior vai realizar com o socorro do mundo invisível. Uma questão aqui se impõe. Por que escolheu Deus a mão de uma mulher para tirar a França do túmulo? Terá sido, como pensava Michelet, porque a França é mulher, mulher pelo coração?
Seria, como outros escritores o disseram, porque a mulher é superior ao homem pelos sentimentos, pela piedade, pela ternura, pelo entusiasmo? Sim, sem dúvida, e aí está o segredo da abnegação da mulher, de seu espírito de sacrifício. No décimo quinto século, diz Henri Martin, esgotadas se acham todas as energias do sexo forte, do sexo aparelhado para a vida exterior, para a ação. As últimas reservas de que a França dispõe se encontram na mulher, sustentada pelo poder divino. Esse o motivo pelo qual o céu nos delega a que suas vozes apelidam de “filha de Deus”.
Porém, a tal escolha presidiu razão de ordem mais elevada. Se Deus, aquilatando da fraqueza dos fortes e da prudência dos avisados, preferiu salvar a França por intermédio de uma mulher, de uma menina, quase uma criança, foi, sobretudo, para que, comparando a fragilidade do instrumento com a grandeza do resultado, o homem não mais duvidasse; foi para que visse claramente, nessa obra de salvação, o efeito de uma vontade superior, a intervenção da potência eterna. Perguntar-nos-ão com certeza: Se Joana era uma enviada do Céu, se sua missão era providencial, por que tantas vicissitudes e dificuldades na obra de libertação? Por que as hesitações, as surdas intrigas, os desfalecimentos, as traições em torno dela? Quando o Céu intervém, quando Deus manda seus mensageiros à Terra, podem opor-se-lhe à ação resistência e obstáculos?
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.