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Capítulo 28 de 28
Justificativa?
Confissões de Um Padre Morto · Osvaldo Polidoro
Comumente costumamos dizer “se Deus quiser”, quando outra expressão não caberia, fossemos mais honestos funcionários do Senhor, que esta – “se Deus quiser e eu, por consciência do dever fizer por realizá-lo”. Isto porque, sem dúvida alguma, pesando sobre o TODO RELATIVO o TODO ABSOLUTO, numa demonstração plena de equidade dialética, o quanto determina o Senhor ao funcionário, também delibera este em favor da execução dos feitos. O sagrado direito de livre arbítrio é parte do SUPREMO DETERMINISMO. Uma lei incide sobre a outra e a ação mecânica se desenvolve harmônica, produzindo o bem e conseguindo marcar em favor dos supremos desígnios. Ai daquele que se empenha em proclamar tanto o seu “se Deus quiser”, nada se empregando para a consumação da Soberana Vontade! Fiandeiro de nulidades é aquele que testemunha ao DETERMINISMO e solapa em si ao arbítrio funcional! Deus é REGRA e nós somos EXECUÇÃO, Deus é LEI e nós TRABALHO, Deus preside e quer e nós agimos e usufruímos. Quem se anula como funcionário da VIDA ABSOLUTA prova o quanto é involuído. E aquele que lança mão dos bens da VIDA PLENA e os elabora, a fim do seu e coletivo bem, esse é que é servo fiel. Importa mais compreender o dever pessoal do que incidir tanto no “se Deus quiser”, tão bem exclamado e tão mal atendido. Urge a compreensão desta diretriz – um é o Senhor que manda e outros são os realizadores práticos da obra. “Se Deus quiser” é lei científicomoral, é consciência teórica do dever; ficar nisso é fraudar! E de fraudar está a humanidade farta, é reincidente milenar! A consumação dos ideais de amor e justiça aguardam o serviço humano de realização prática. Nunca foi Deus a tolher os esforços dos seus funcionários; mas de sempre diz o homem “se Deus quiser”, relativamente a todos aqueles atos, que sabe muito bem, só dele homem dependem, para que na platéia encarnada haja mais decência e felicidade, e nos rincões da morte mais oportunidades de divinos gozos. Depois de todas as REVELAÇÕES, sobre a montoeira de ensinos enviados pelo Divino Mestre em todos os tempos, mais de oitenta mil anos de sucessivos acréscimos norteantes, eis que o século vinte se marca na engrenagem instrutiva, como o século áureo. Porque, enquanto os outros tempos disseram empirismos sobre a vida de além túmulo, este século apresenta-se como o semeador de novas dádivas. Jorram sobre o homem as cataratas do Senhor, a linfa dos mais profundos reservatórios, para que a renovação espiritual se faça, à base de outras e mais possantes responsabilidades. Lêde ao que se anuncia na capa posterior deste livro, que tais obras valem por complementos aos ensinos de todos os tempos e missionários.
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.