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Capítulo 9 de 26
Parte 9 de 26
Atendimento a Desencarnados · Chico Xavier, pelo espírito Emmanuel
Quando prefere o médico seu conhecido ao outro que estava ali, o mesmo acontece, atingindo o atendimento seu objetivo, que neste caso era o despertar de uma mente que permanecia em sono. -53- Espírito prepotente, arrogante, agride com palavras, a toda tentativa de abordagem. I Ih! Pare... pare... de nada adianta essa tentativa ridícula de vocês... São é uns pretensiosos... salvadores do mundo... pois bem... Não tente, não converse comigo.
Na hora do estudo, tapei os olhos e os ouvidos... não desejo ver nem ouvir nada... Ambiente desagradável... hostil... Sinto-me mal aqui... quero ir embora... —Não prefere melhorar um pouco, antes de ir? — Já disse que quero ir embora... não vou abandonar quem persigo... não gaste palavras comigo...
—O senhor não está bem... Fique um pouco ate recuperar- se... — Volto para meu inferno... Sou feliz... —Antes de ir, diga-me se o senhor vê uma senhora que se aproxima...
— Sim... e ela fala comigo... oferece-me um embrulho... um presente dizendo-me para refletir sobre esse material... Vou abrir... E um livro meu que sumiu há muito tempo e que nunca consegui encontrar... Por que estão me devolvendo, agora, a senhora (dirigindo-se a atendente) poderia me explicar? — Ouça o que a senhora lhe diz.
— Ela diz que esse é o momento certo, que só agora tenho condições de entender seu conteúdo... Sim... sim... vou com a senhora... Análise Sem forçar ou impor, a atendente tentou inúmeras formas de abordagem, todas sem êxito. Percebendo que ele não permitiría aproximação, intensificou suas vibrações, envolvendo-o. Vem-lhemente, dentro do respeito de não forçá-lo a ficar, a ideia de perguntar-lhe antes que se fosse, se via a senhora que se aproximava.
Daí para frente tudo correu por encaminhamentos dos amigos espirituais. Quando ele pergunta - “por que estão me devolvendo o livro agora?" - a atendente, não se dispõe a explicar isto ou aquilo, mas remctc-o à equipe espiritual - “ouça o que a senhora lhe diz”. Nesse ponto, ou melhor, desde a hora em que a senhora fala com ele, a atendente encarnada não mais atende. O comando saiu-lhe das mãos e corre sob aspectos que ela desconhece. Necessário refletir sobre isso, para não interferir nas providências espirituais. - 54 - O médium agita-se impaciente: — Que demora em atender-me...
— Estamos aqui... disponha... do que a senhora precisa?... — Estou confusa... muito confiisa... o estudo que vocês fizeram diz que medi unidade é bênção... Por que comigo não foi assim? -A senhora quer falar a respeito? — Sim... veja... vim como médium... sentia presenças... ouvia vozes... e fui considerada louca e, como tal. colocada num hospício. Mantiveram-me dormindo o maior tempo possível, pois diziam que acordada trazia sofrimento a Iodos...
Por que Deus me deu essa faculdade em época tão errada? Quanto sofrimento para todos... — Imagino seu sofrimento, mas admiro também a lucidez com que a senhora avalia os fatos. Realmente, muitas, muitas pessoas sofreram por ver Espíritos, ouvir-lhes as vozes... houve um tempo em que eram queimados como bruxos... Nos tempos da senhora, realmente, internavam em hospícios como loucos...
Quando a senhora me pergunta, por que Deus lhe deu a faculdade em época errada, eu só sei responder que era a época certa... — Como época certa? Não era aceita, havia incompreensão... — Época certa para as necessidades da senhora, e estas, eu não sei dizer-lhe qual ou quais seriam. Silêncio... parece pensar...
— Época certa para mim... Há alguém que possa explicar melhor? Tenho necessidade de compreender... — Tem sim... a senhora vê quem se aproxima ou está conosco aqui? —Sim... vejo claramente... é uma senhora mais ou menos da minha idade... ela me convida a acompanhá-la... posso? - Sim... pode... desejo que a senhora encontre as respostas...
Deus a abençoe. - Obrigada... Análise Num primeiro momento, o atendente desprevenido podería ter-se encaminhado para discoi Ter sobre a medi unidade e o que ela representa na vida do encarnado. Prudentemente, o atendente não levou isso em consideração e apenas pergunta—“a senhora gostaria de falara respeito?” - Ouve, consola-a falando resumidamente sobre o entendimento dos tempos e é quando ela questiona o porquê da época errada-o atendente pega essa deixa, dizendo-lhe ser a época certa para ela, espiritualmente falando, sem querer explicar nada, pois não lhe competia, não tinha dados espirituais desses porquês, encaminha-a para a equipe espiritual. O atendimento preencheu a necessidade do Espírito, detido sabe-se lá há quanto tempo nessa mágoa, nessa noção de injustiça em relação a Deus. -55- — E agora... é agora mesmo... quero, ou melhor, vou dar uma bela surra em cada um de vocês... — Mas senhor... por quê?
Por que essa violência? — Por quê? Porque vocês têm que parar de mexer com isso que fazem aqui... Esta semana já consegui começar a ensiná-los. Distribui umas boas lambadas e vários de vocês estão sentindo dores no corpo...
— O senhor acha isso justo? — Justo?... e é justo vocês retirarem pessoas do meu grupo?... Vim aqui buscá-los, levá-los de volta e vão todos apanhar no tronco... — O senhor já pensou na possibilidade de termos sido chamados? — Chamados... não, vocês são intrometidos... chamados... chamados como?
— Às vezes pessoas desejam mudar, desejam outras companhias, outras formas de vida e chamam, pedem auxílio... — Mas eu tenho autoridade... eu mando, eu determino a vida de todos... — Talvez disso eles tenham se cansado e procuram outra forma de autoridade... — Outra forma de autoridade?... Não existe autoridade sem a força, o domínio, o medo...
—O senhor está sendo convidado a conhecer uma autoridade baseada em valores... Desta as pessoas não fogem... —A senhora quer dizer sem pancada, prisão, castigo?... — Exatamente... uma autoridade baseada nos valores morais, no amor... — Ih... quanta invencionice... mas está bem, quero conhecer isso ao lado dos companheiros dissidentes, sabendo direitinho o que aconteceu...
Posso? Atendimento A Desencarnados - Sem dúvida. Acompanhe nossos amigos. Eles são os encarregados de esclarecê-lo. Análise O atendente não se deteve em refletir com ele sobre a impropriedade de perseguir as pessoas do grupo. Deixa-o falar e apenas lhe pergunta se tal atitude era justa.
Ao responder, ele abre o porquê de sua estada ali. Ao falar de como se exerce a autoridade, também não lhe e provado que ele não a detinha, mas que há outras formas de autoridade que envolve, dá segurança e da qual as pessoas não fogem. Esse ponto o interessou, convencendo-o a ficar. -56- O Espírito permanece calado, passando a ideia de grande tristeza. —Estou aqui ao seu lado... gostaria de conversar? Precisa de algo? - Nem sei... estou tão desanimado que acho que nem vale a pena, que é melhor deixar-me ficar aqui no meu canto... -Conversar, nesses casos, é bom... às vezes, ao comentar nossas dores, encontramos lenitivo ou até solução para elas.
Quer tentar? - Antes de morrer ou durante a minha vida sempre convivi com o preconceito. Era gordo, muito gordo. Todos os apelidos que a senhora possa imaginar eu tive... namorada... nunca ninguém me quis... Por ser gordo a ninguém atraia... eu até mesmo me escondia... Nessa falta de afeto, nessa ânsia de ser aceito, tomei-me promíscuo... pagava e pagava a companhia feminina numa voracidade nunca satisfeita.
Um dia morri, e nem depois de morto consegui emagrecer. Continuo gordo... Lembrei, um dia, que nos meus desesperos e buscas ouvi alguém falar da plasticidade do perispirito. Tentei, tentei e nada consegui... o que faltou? 0 que falta? Será vontade?
E as culpas, quando usava as mulheres? Esses pensamentos martelam minha cabeça dia e noite... quem pode, há alguém que possa me ajudar? A senhora sabe me responder? - Não, eu não sei e nem tenho, caso soubesse, autoridade para fazê-lo, mas... - Então, por que vim aqui se tudo vai continuar na mesma?... - Não é assim... eu não posso explicar-lhe, porque esses fatos todos são muito particulares, têm raízes em situações que desconheço, e como ia lhe dizendo, há quem possa auxiliá-lo: o senhor receberá o tratamento de que necessita ao lado de conhecer razões e aprender a lidar com detalhes de situações para as quais o senhor ainda não despertou. Quer ficar ou quer antes conhecer o programa com o qual nossos amigos se dispõem a ajudá-lo? - Desculpe senhora... não quis ser rude, mas, estou sempre na defensiva... quero ficar mais que tudo... deixem-me ficar... ajudem-me... Análise A delicadeza de quem atende, dando tempo ao Espírito de decidir-se, é fundamental.
Sentindo que não é forçado, que está lidando com pessoas que não vão criticá-lo, deixando-lhe o direito de decisão, são fatores que passam ao Espírito confiança que lhe permite que se abra, e fale, como no caso de seus dramas frente ao preconceito. Quando a atendente colocou-lhe que não sabia responder, falava de uma realidade que não lhe competia falar ou conhecer. Envolve detalhes de posturas, atitudes, reencarnações passadas. Ele a interrompe, corta-lhe a frase em natural desespero... Ela entende isso e explica-lhe por que não o pode ajudar, mostrando- lhe que há pessoas capazes de o fazer, deixando-o livre para decidir. - 57 - — Irritantes... desagradáveis... isso é o que vocês são...
— Por que esse desagrado... o que houve? — Toda vez que estamos agindo sobre uma pessoa, um grupo, algum de nós é trazido... —Deve haver uma necessidade... — Que necessidade nada... e não me venha com a conversa de que é para ajudar. Ajudar em quê?
Somos bons no que fazemos... não precisamos de vocês... —Ainda assim deve haver uma necessidade. Talvez o senhor não tenha percebido... — Já falei que não há precisão de nada... Deixem de fazer essas incursões em nossos domínios...
Quer saber... não vou falar com você... chame seu superior... é com ele que vou me entender... — Ele virá atendê-lo. No momento ocupa-se daquele caso grave, ali, veja Enquanto isso, deixe-nos tratá-lo... O senhor está doente... há ferimentos? Feridas no senhor?
— Ferido... onde ferido... está louca?!... —Veja o senhor mesmo... — Credo... que coisa horrorosa... sentia sim umas pontadas mas nunca tive tempo de olhar... e agora... agora dói — olha tem sangue... não posso ver sangue... me ajude... me ajude... minha perna... —Claro! É para isso que estamos aqui.
Vamos levá-lo para a ala do hospital... os médicos o esperam... — Pára de falar... vamos... vamos logo. Análise Espírito agressivo, desafiador, agredia visando desequilibrar a atendente. Esta observa e nota que constantemente leva a mão iAtendimento A Desencarnados perna massageando-a na altura do joelho e coxas. O diálogo prossegue.
Quando se nega a falar, pedindo para fazê-lo só ao superior do trabalho, ela não se agasta. Leva-o a ver um quadro grave no qual o superior se encontrava e diz-lhe que, tão logo se desocupasse, viria. Enquanto isso, vira o teor do atendimento que era focado na indignação, para o pessoal - Espírito 1 “o que o senhor tem na perna?” Daí para frente, tudo se encaminhou noutros termos, levando-o a desejar o auxílio, a ajuda. - 58 - O Espirito aprescnta-se altivo, senhor da situação, irônico». — Quanta perda de tempo... vocês não têm mais o que fazer, não? —A que o senhor se refere?
— Refiro-me às constatações que faço. Já estive aqui duas vezes... conheço-os todos... —O que dizem suas constatações... — Que vocês são uns enganadores... estudam, falam bonito, mas não crescem, não melhoram, não mudam... O padrão continua o mesmo... o mesmo...
—O senhor vê dessa forma? — E dessa forma... para que estudar tanto, rezar, se continuam os mesmos... parem com isso... não adianta nada nem para vocês nem para os outros... Esse teor da conversa era repetido ininterruptamente sem dar tempo para que a atendente entrasse com algumas reflexões. Em dado momento, a atendente interrompeu-o e entrou firme. — Espere... vou mostrar-lhe que suas afirmações não procedem...
— Como?! Ousa contestar-me... está dizendo que não digo a verdade... —Veja por si mesmo... escolha um nosso companheiro... detenha-se nele... veja os efeitos que o estudo, a prece e os cuidados para viver Jesus realizaram nele... Silêncio... — E agora... veja esse outro que não se deixou penetrar pelos convites amorosos da vida...
Silêncio com alteração da fisionomia, demonstrando notar diferenças, talvez estabelecer comparações entre um e outro... — Então... o que vê? — Esse outro aqui é feio... está bem ruinzinho, hem? -E quem é esse aí? -Sei lá... não conheço... -Olhe bem... analise seu rosto... suas feições... - Mas, moça, parece comigo... como pode ser? - Ele não se parece com o senhor - é o senhor... - Mas é um monstro... sou um monstro... - Não se desespere... venha... vamos cuidar disso... o senhor é um filho querido do Pai... venha... Análise 0 Espírito podia, neste caso, ter objetivos que não sabemos: queria ele desanimar a atendente? Queria desestabilizar o grupo? 0 que falava era real?
Era emissário de algum grupo ou falava de seu próprio modo de ver? A atendente não cogitou deter-se em nenhum desses aspectos. Ouviu-o pacientemente e, quando sentiu que estava passando do tempo necessário, entrou firme com situações reais, práticas. Ressalte-se aqui, a certeza da atendente em saber que não trabalha sozinha. Ao pedir-lhe que escolhesse alguém, sabe que os amigos espirituais plasmarão o que precisa ver.
Não há trabalho sozinho. Ainda, a perspicácia de deixá-lo escolher. Se indicasse este ou aquele, certamente o Espírito diria que tudo estava montado. A atendente não sabia que os amigos plasmariam outro, no caso o Espírito comunicante. Tão logo percebeu isso, pelas apreciações do Espírito, seguiu tranquila sobre o que era preciso ser feito. -59- - Desculpe, senhora.
Poderia me dizer que dia é hoje?... - E segunda-feira, dia... - Não, não... o ano... - Estamos no ano de 2007. - Como?! 2007... mas eu me lembro que ainda há pouco datei um papel... era 1962... - O tempo passou... - Estou confuso... soube há pouco tempo - não sei precisar quando - que morri e pelo ano que a senhora diz estar isso foi há 45 anos... - O que o senhor fez nesse tempo? - Fiquei em casa, ia ao trabalho, voltava, dormia, levantava... não sabia que estava morto... - Como o senhor descobriu? —Foi depois da morte de um primo meu. Ele ficou doente e eu fui para lá, fiquei ao seu lado até que ele morreu. Aconteceram umas coisas estranhas: enterraram ele, mas ele continuava ali, andava, falava... foi ele que me falou que eu também já havia morrido... De repente ele sumiu e eu fiquei muito confuso sem entender o que fazer.
Vinha nessa preocupação e encontrei-a... -Na realidade, o senhor está vivo... a morte só sepultou, assim como ao seu primo, o corpo físico. Ele, como o senhor, continuam vivos, na vida que prossegue além da matéria. Nessa vida, estão seus familiares, seus amigos que o precederam... - E onde eles estão?... - Certamente por aqui mesmo, ao nosso lado, é possível. Examine, olhe bem ao nosso redor... há alguém que o senhor reconhece? - Ah! olha lá meu primo sumido... nossa... ele traz pela mão, a Lúcia, minha esposa... Análise Destaca-se a calma da atendente em não precipitar fatos e ir trabalhando-os conforme as colocações feitas pelo Espírito.
As perguntas feitas foram objetivas - “o que o senhor fez nesse tempo?” - “como o senhor descobriu que havia morrido?”, questões estas que transcorreram sem choques, uma vez que o próprio Espírito disse saber-se morto. A explicação de que ninguém morre, foi sucinta, mas o bastante para o entendimento desse Espírito. Quando ele pergunta - “onde estão eles?” - a atendente nada afirma. Convida-o a examinar o ambiente e ver se encontraria ali um rosto conhecido, o que redunda em belo final. Observação Caso o Espírito não identificasse nenhum familiar, certamente diria à atendente.
Esta, na certeza de que o Espírito ali foi trazido, porque estava no seu momento próprio, levá-lo-ia a observar novamente, vendo alguém que se aproximaria chamando- o. Falar-lhe-ia da confiabilidade dessa pessoa; que poderia seguir com ele etc. etc. etc. -60- Aparência ereta, imponente. Olha, observa em derredor e após algum tempo... — Estão me dizendo que este é um lugar sério e que posso falar. Explico-me: não sou dado a brincadeiras... sou um homem sério...
— Nosso desejo é que o senhor se sinta muito bem aqui. Sabe por que o trouxeram? — Sou um general... um general alemão — Muito prazer... fique à vontade... o que se passa? — E o seguinte: minha tropa está aqui comigo mas, não estou conseguindo mais controlá-los... noto insatisfação... as ordens para a luta não chegam... fazemos exercícios, nos preparamos; todo dia chega mais gente e nada de sermos chamados para a frente... — Senhor general... a guerra já acabou... - Silêncio...
—A senhora pode repetir... estamos em pleno fragor neste 1942... —A guerra acabou dois ou três anos depois... Estamos no ano de 2007... Há mais de sessenta anos estamos em paz. — E quem venceu?
— O eixo perdeu. Silêncio. — Covardes... não poderia ter acontecido. Fomos treinados para vencer... Como aconteceu?
—As nações do mundo se uniram em prol da paz e num dia do mês do ano de 1944, as tropas aliadas desembarcaram nas praias da Normandia, culminando com a paz tão sonhada... — E a Alemanha? — Reconstruiu-se... é hoje um povo amigo. Todos os países se unem quando é necessário tomar alguma decisão importante eaAtendimento A Desencarnados Alemanha está lá, entre os grandes do mundo contribuindo para a paz de todos. -E inacreditável... Diga-me... e Hitler? -Suicidou-se. - Covarde... covarde...
Fomos usados por ele... - Não seria bom o senhor pôr seus homens a par disso tudo?... -Não... eu não seria capaz... eles precisam saber... mas, desculpe, tenho dificuldade em aceitar tudo isso... fomos criados para vencer... - E se o senhor e seus homens tivessem acesso a arquivos da História do mundo... seria passada em uma tela a sequência dos fatos, com explicações detalhadas... O que o senhor acha? —Ah! assim é mais fácil... para mim e para eles... vou chamá-los... Análise A segurança e a tranquilidade da atendente foram fundamentais para todo encaminhamento. Neste caso, não se deteve em querer provar que o ambiente era sério ou não; não se admirou de estarem no plano espiritual, ainda em exercícios de campanha.
Não se impressiona quando se apresenta como general — simplesmente responde - “a guerra acabou”. Dentro do espanto que o Espírito revelou quando pergunta - “quem venceu?” - e na resposta também firme: - “o eixo perdeu” - ressalte-se que a mente desse Espírito não é acostumada a grandes explicações - é direcionada para raciocínios claros e objetivos. Quando pergunta de sua terra, habilmente, a atendente não fala do que aconteceu, mas de hoje, como o povo alemão se interliga no mundo, enaltecendo-o. Quando pergunta de Hitler- a resposta é óbvia, sem procurar querer explicar nada. Não era o objetivo, fugia da necessidade do Espírito.
Segue-se a perspicácia da atendente em trazê-lo para a realidade - agora- o que fazer? -61 - Cabeça baixa, impaciente, esfrega o rosto, as pernas, coça as mãos, os cabelos... - Essa coceira o incomoda muito, hem? - Por que você fala comigo? Será que não pode ver ninguém dormindo? Vá embora, quero dormir... -Depois dormirá... agora precisamos conversar um pouco». - Não... falaram que eu poderia dormir... Que não me importasse com nada... dormir... dormir... - Precisamos cuidar dessa coceira... - Ah! são os bichos... mas isso não importa, posso dormir para sempre até o dia do juízo finai., está escrito lá... -Ainda assim é melhor tirar esses bichos agora... veja como está feio... —No dia do juízo ele virá e ai os bichos vão embora... a mãe ensinou assim.
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.