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Capítulo 7 de 26
Parte 7 de 26
Atendimento a Desencarnados · Chico Xavier, pelo espírito Emmanuel
Quando viu os entes queridos, ainda reluta-“é um sonho”... até que algum familiar mais intimo, lhe diz algo que o faz cair em si. Um caso como este (assim como os demais) pede ao atendente tranquil idadea necessidade era convencer esse Espírito de que já havia desencarnado - O como isso se fará virá em detalhes que o próprio Espírito fornece e que o médium perceberá se se mantiver unido aos amigos espirituais responsáveis pelo caso. -34- Enraivecido o Espírito se expressa: - Fui vitima de calúnia... meu nome foi denegrido... tenho que me vingar... Persigo... persigo mesmo... para ele não haverá sossego... vingança... vingança... - Isso é bom para o senhor? - Claro que é. Enquanto o vejo sofrer, lavo minha honra... - Se isso é tão bom, por que o senhor está assim? - Assim como? - O senhor continua na mão dele. Ele continua fazendo com que sofra... olhe para o senhor... os atos daquele tempo, as atitudes dele estão vivas no senhor... - Miserável... miserável... isso é verdade, continuo vitima dele. -Não. - Como não?
—Agora o senhor é vítima de si mesmo. Veja... enquantoo senhor se detém no acontecido, tudo cria vida e se faz presente, agora, como se os fatos estivessem se passando neste momento... Veja... observe... - E verdade... por isso é que sofro tanto e não consigo me vingar... - O que o senhor acha melhor fazermos? - Não sei... é tudo uma confusão só... - O senhor gostaria de entender melhor, ter um conhecimento maior dos detalhes, dos porquês dos acontecimentos? - E possível? - Sim, é possível. - Eu gostaria sim... sempre desejei vingar-me, mas agora que a senhora mostrou que estou me prejudicando, mantendo-me vítima, fiquei confuso... preciso de ajuda. - Enquanto conversávamos, várias outras pessoas achegaram-se a nós. O senhor as vê? - Sim... um senhor se adianta e estende-me a mão... posso ir? - Vá em paz. Seja feliz!
Análise Se o atendente tivesse tentado provar-lhe que a vingança não compensa etc. etc., teria acirrado o Espírito, colocando-o no contra-ataque, na defesa. Quando o atendente sutilmente levou-o a ver que agora cie era o causador dos próprios males, sentiu-se em choque, e disse odiar mais ainda o outro. Ainda assim, o atendente não trabalha com o outro, e sim, volta com os raciocínios sobre ele mesmo. Quando se acalma e admite, o atendente não o indica caminhos - mas pergunta: - “O que o senhor acha melhor fazermos?” - encaminhando-se daí, de pequenas sutilezas, um final satisfatório para o futuro deste Espirito. Observação Há no diálogo duas afirmações que no primeiro momento parecem contradizer-se.
A primeira é quando o atendente diz: O senhor continua na mão dele. Ele continua fazendo com que sofra...” e mais adiante: “... isso é verdade, continuo vítima dele” ao que o atendente categórico lhe diz: Agora o senhor é vitima de si mesmo.” Reflitamos que no passado a ação foi real. O senhor não tinha meios para fugir às situações daquele momento - era aí ‘Vitima” real de fatos. Nesse momento, após tanto tempo e como desencarnado, o outro não mais se faz presente; talvez nem se lembre do fato em si. A partir do momento em que o Espirito não supera e passa a “cultivar” o acontecido, fazendo-o diutumamente presente, dando- lhe vida, acrescentando-lhe, sabe-se lá, detalhes e emoções - já não é mais vitima do outro—mas de si mesmo. -35- O Espírito apresenta-se taciturno, sem expressão que demonstre emoções.
Ao ser abordado, responde: — Não quero falar com você... deixem-me em paz... —Conversar é bom... a gente fica se conhecendo... — Não quero conhecê-la... vá embora... —Não posso... trabalho aqui... minha função é atendê-lo... — Não preciso de nada... pode ir...
—Veja... — Não vejo nada a não ser esse lugarzinhofeio... cheio de gente... —Se você não quer ficar aqui, podemos sair... lá fora há um jardim... — Não quero ir a lugar nenhum... — Está bem... vou deixá-lo, mas antes peço que olhe para mim... veja... recebo-o como se fosse um filho... dê-me suas mãos... venha comigo apenas por um pouco de tempo.« você poderá repousar um pouco... alimentar-se se quiser, higienizar-se, trocar de roupa... depois de descansar poderá, se quiser, ir embora... o que me diz?...
O Espírito rompe em copioso pranto, chora sentido e quando se acalma, diz entre soluços: — Em todo lugar que vou, as pessoas mandam-me embora. Ninguém gosta de mim. Não me mande embora... não tenho para onde ir... deixe-me ficar... Análise O atendente esgotou todos os convites que visavam convencê-lo a ficar. Quando os esgotou, ao invés de dizer-lhe que, se não quisesse ficar era livre para partir, envolveu-o no sentimento real de uma mãe que deseja o melhor e, sem forçar, pausadamente, dando tempo para o Espírito pensar, convida para que apenas descanse um pouco, sendo livre depois para optar ficar ou seguir. 0 sentimento do atendente tocou-o tão fundo que o levou a revelar sua verdadeira necessidade—um lugar para ficar. -36- Senhora impaciente olha a todo instante para o lado, como se procurasse ou esperasse algo.
O atendente pergunta: — Posso ajudar? Precisa de algo? — Não. Estou aflita... meu ônibus não passa... está atrasado... — E para onde a senhora vai?
— Para a casa da minha patroa. Hoje há uma festa lá e eu prometi que iria ajudar. Estou aqui há um tempão e olha nada... nada'do ônibus chegar... —Ele virá... vou ficar aqui com a senhora até ele chegar... — Oh!
Meu Deus... olha a hora... O atendente entra em prece, envolvendo a senhora e em seguida diz: — Penso que ouço o barulho de um motor se aproximando... olhe... olhe o ônibus vem virando lá em baixo... — Graças a Deus... graças a Deus... está parando... vou subir... até logo... Análise Destaque-se que esse atendimento podería ser longo ou coi Tero risco de perder-se, caso o atendente insistisse em demover a senhora do propósito a que se atinha. Percebendo-lhe a necessidade - a chegada do ônibus - em prece, mentalizou-o e ela, sossegando sua preocupação pôde ser seguramente ajudada.
O médium relatou na avaliação que ela, ao entrar, sentara-se ao lado de um senhor, certamente o Espírito que iria encaminhá-la. -37- Espírito aflito... angustiado... faz gestos como que se escondendo, fugindo... - Tirem... tirem essa mulher de perto de mim... pare de me perseguir... - Ela vai se afastar... aguarde... -Não... ela não se afasta... me atormenta dia e noite... estou beirando a loucura... - O senhor sabe por que ela o procura? Quer falar a respeito?... - Não... não quero nem pensar... muito menos falar... Isso me deprimiria mais, muito mais... Além disso, quando lembro, ela se aproxima... chega mais perto... Me ajudem... tirem-na de perto de mim... - Confie em mim... aqui onde estamos ela não entrará... confie... ela não vai alcançá-lo... feche os olhos... se entregue ao torpor que o envolve... assim... assim...
Análise O desespero do senhor é aceito; não é pedido que se acalme nem lhe é dito que aquelas imagens estavam na cabeça dele. Era um fato real e como tal foi aceito. Quando ele se negou a falar, foi respeitado, pois sabe-se lá de que dramas pretendia ele não recordar. O atendente, na certeza que o envolve, passa ao Espírito a segurança de que estava ali, a salvo dela. Ele confia, relaxa, e possibilita aos amigos espirituais um amolecimento que faz com que possam levá-lo.
Na avaliação, o médium relata que deitaram-no em uma maca e logo adormeceu. Este caso tem seu prosseguimento no que se segue (n° 38). - 38 - Tão logo se encerrou a comunicação anterior (31), manifestou-se a seguir, a perseguidora: — Hipócrita... mau caráter é isso que ele é... não deixo mesmo de segui-lo... ele vai pagar... pagar... — E isto está sendo bom para você? — Ah! Se está... ele precisa ser punido... tirou-me a honra... brutalizou-me... vai pagar...
— Mas... ele vai responder pelo que fez... — Vai nada... Quando vivo nem foi preso ou castigado... saiu ileso e eu... olhe para mim... — Você não tem condição para perdoá-lo? — Pare com isso... que perdão coisa nenhuma e pare com essa lengalenga de perdão.
Estou há muito tempo aqui... sei como as coisas funcionam... desde que morri dedico-me à vingança... vin-gan-ça... entendeu? — Você já se perguntou por que todos aqueles atos violentos aconteceram com você? Quer olhar numa tela que se abrirá à sua frente e que certamente lhe trará respostas? — Não, não quero... não quero ver nada... Silencia... e depois de alguns instantes...
— O que é isso?... há como um quadro grande... aquela sou eu... ao lado estão escritas várias situações da minha vida... Silencia novamente; pausadamente volta a dizer. — Não me lembro... eu fui boa?... quando fiz isso?... Sabe, eles estão me dizendo que eu posso tocar nos situações que não entendo... Olhe... quando toco nelas criam vida... olha minhI mãe... nossa... nem me lembrava disso...
Posso ir com vocês, não estou entendendo bem... Análise O atendente ia bem (era o mesmo que atendeu o n° 37) até o momento em que convida ao perdão. Num drama desses, vivido em situações de violência sexual, o trauma é intenso e cultivado no ódio, na repulsa, não oferece condição de perdão. Ele só chegará lá longe no tempo, quando a vítima conseguir sentir piedade pelo agressor. O atendente precisa conhecer esses detalhes, pois se insistir, revoltará mais e mais o Espírito que se volta contra o atendente, criando clima de animosidade, impossível para que o diálogo continue.
Nesse ponto começa ela a ver o que os amigos espirituais mostravam e note-se - fato importantíssimo - não exibiam as atitudes inferiores que porventura tivera - e sim - coisas boas que havia feito e das quais nem se lembrava. Foi com essa técnica de valorização da pessoa é que conseguiram desvinculá-la da ideia fixa em relação ao outro. r -39- Aparência altiva, olha tudo de cima, analisando o ambiente. Postura física ereta, braços dobrados encostando as mãos fechadas ao peito... leve sorriso de desdém e após algum tempo... - Não vou falar... não vim aqui para conversar... - Então, qual o motivo da sua estada aqui? Desconsidera a pergunta do atendente, faz de conta que não ouve; volta-se para o lado e diz para aqueles que chama de sua turma; - Observem... vejam o método... - O que o senhor procura? - Senhor não... não vê que sou um vampiro... e chefio todos esses ai, que me seguem onde vou...? -Vejo-o como um senhor alto, forte, igual a mim... Olhe seus braços, sua mão...
Abre-se um longo silêncio em meio ao qual o Espirito analisa-se, distende os braços da posição original, abre e fecha a mão, apalpa-se e, espantado, pergunta: - Como isso aconteceu? Onde estão minhas asas... como sumiram? Como voltaram os meus braços?... - Com o tempo o senhor conhecerá em detalhes o que aconteceu. O importante é que seus braços e a forma humana voltaram. - E quem vai me explicar? - Estão conosco amigos capazes de esclarecer tudo quanto o senhor desejar saber... Apalpa-se novamente, vira-se para o atendente e pergunta: - Você me vê?
Sabe quem sou? - Sei... o senhor é um Espírito imortal igual a cada um de nós que aqui estamos... nesse momento é convidado, bem como ao seu grupo, para acompanhar estes senhores que aqui chegaram... - Estou... estou confuso... vamos ouvir... Análise O atendente não se sentiu atingido pela altivez do Espírito. Ao invés de insistir em querer fazê-lo falar, uma vez que se negava, simplesmente pergunta-lhe porque veio. Quando insiste para que o atendente o veja como vampiro, ele lhe fala do homem. Ao fazê-lo, mentalmente vai criando a forma que se plasma na mente do Espírito que não sabe como se reconstrói fluidicamente como homem.
Ao apalpar-se e sentir braços, mãos, corpo, enfim, quer saber o que aconteceu. Se o atendente partisse para detalhar explicações sobre pensamento, plasmagem fluídica etc, a ele pareceríam absurdos. Nesse momento não tem condições que possibilitem entendimento. Prudentemente diz que cada coisa virá a seu tempo e que ali chegavam os que teriam condição para as explicações. Quando pergunta - “sabe quem sou?” - a resposta do atendente cai nele como surpresa que o comove e abre campo para ação ostensiva dos amigos espirituais.
O médium que o recebeu, descreve-o na avaliação, como um chefe de grupo que se mantinha sob esse aspecto de vampiros, construídos e mantidos por suas mentes, desconhecedores, porém, de como tal se fizera ou de como seria possível essa “desconstrução”. Ele era, para todos os efeitos - vampiro - situação fechada sem possibilidade de alteração. Quando é-lhe recordada sua aparência real, quando ele começa a lembrar-se conforme o atendente vai lhe falando, embora não consciente, comoveu-se em pranto convulsivo que o levou aceitar os amigos que ali estavam. -40- Tragam ela aqui... tragam... ela precisa vir aqui... tenho que mostrar, que explicar... - Desculpe... mas o que se passa? -Asenhoranão vê?... estou preso... fui julgado por um crime que não cometi... preciso conversar com ela... mostrar., eu sei de coisas... - E o melhor meio do senhor comprovar sua inocenciaé falar com ela? - Sim... com ela e com o advogado... Os dois juntos tramaram tudo e meu patrão encontrou as provas que eles arrumaram e que me incriminaram. Não tenho as jóias... o dinheiro... é preciso falar para ela que eu sei do caso que eles mantêm e se ela não me tirar daqui vou apresentar tudo ao marido...
A senhora entende?... preciso dela aqui... - Realmente seu caso é muito importante e delicado. Pessoalmente não posso trazê-la aqui, mas é possível que o senhor se encontre com ela. - Como? Não vê? Estou preso. -Virá aqui o responsável pela prisão. Veja.
Ele já chega., abre a porta... Traz a autorização de que o senhor pode sair. 0 senhor que está com ele é o encarregado de levá-lo para que o senhor possa falar e tudo se esclareça. O que o senhor acha? - E tudo autorizado pela Justiça? - Sim; todas as providências são legais e irão ajudá-lo em muito. - Até que enfim... obrigado por acreditar em mim... Análise Entendamos a noção de respeito à lei de um cidadão simples. Aceita a decisão dela mas quer provar que houve erro na sua acusação.
Procura, precisa por-se frente a frente com quem urdiu o plano para, pondo-a a par do que sabe, reverter a acusação. Não adiantaria se o atendente o convidasse a sair da prisão ou abrir-lhe a porta. Seriam providencias inaceitáveis pelo Espírito. O atendente percebeu sua noção de fazer as coisas corretamente e plasmou mentalmente, o responsável pela prisão, chegando, abrindo a porta, apresentando-lhe a licença para sair e o senhor que o acompanharia. Daí para frente acontecerão providências que fogem ao nosso entender.
O atendimento cumpriu seu papel, tirou-o da ideia fixa, da prisão e leva-o a buscar soluções. -41 - O médium torce as mãos e sentidamente chora, procurando refrear-se, como que envergonhado por estar em pranto. - Não se constranja... chore... faz bem... alivia nossas dores... falam dos nossos sentimentos... chore sem receio... Após algum tempo, asserena-se e... - Obrigado... - Não há por que agradecer... Caso queira falar da sua dor, sou toda ouvidos... - Eu estava no estudo de vocês... (Estudávamos “Loucura e Obsessão"pág. 87-88). Fui um homem aparente, idêntico ao descrito... Meus erros são imensos...
Já estou em tratamento, mas não consigo atentar o porquê de agir da forma como agi... - Como o senhor diz - está em tratamento... esse conhecimento virá aos poucos, lentamente... Quanto mais fortalecido o senhor estiver, mais terá condições de trabalhar o que passou. Pense... - Falando assim a senhora está certa... mas o que aconteceu comigo... por que fui do modo como fui?... - É possível, senhor, que em algum momento da sua caminhada, houve algum fato, acontecimentos que o feriram de tal forma, que o senhor preferiu ocultar sua verdadeira personalidade, passando a apresentar-se da forma como hoje o preocupa... - Mas como fazer, o que fazer para recobrar-me? - Certamente, no tempo próprio, o senhor conhecerão momento em que truncou sua personalidade... Ajudado por esses nossos amigos, estará em condições de reprogramar-se, avaliar melhor os fatos e reintegrar-se ao seu verdadeiro eu... o senhor me compreende?... - Sim, está muito claro... agora entendi... - Posso dizer-lhe mais uma coisinha? - Por favor... fale... - O senhor está muito triste consigo... o seu engano é o engano de todos nós... não fique decepcionado com o senhor mesmo... Ame-se...
Em lágrimas, meneou a cabeça, aquiescendo. Análise Se a atendente tivesse ido pelo caminho de tentar fazê-lo entender que tudo já passara e que poderia, de agora em diante, ser diferente, certamente complicaria o atendimento. Trabalhou-o com a realidade de alguém que, estando em tratamento, já tem consciência da sua situação, mas desconhece onde esse tratamento irá levá-lo. A atendente acenou-lhe com uma perspectiva, uma possibilidade real e sobretudo falou-lhe que todos, no decorrer das caminhadas, passamos por inúmeros erros ou enganos, sempre possíveis de serem revertidos. Encerra convidando-o a perdoar-se. -42- Esse estudo de vocês é tudo bobagem (Caso motivado pelo estudo do |Loucura e Obsessão" p. 87-88).
Eu fiz tudo isso ai... aparento ser ótima a pessoa, mas, sem que ninguém perceba, uso as pessoas, traio, faço confusão entre elas e estou muito bem assim... - Se isso é tão bom para o senhor, por que se apresenta assim, duro, ostensivo? —Para que vocês parem com essas bobagens... imagina eu doente... ah! ah! E ainda mais como o livro diz - não seio que lá mental., não sou louco... não sou doente... - E se as pessoas agissem assim com o senhor, como se sentiria? - Comigo não. Eu sou esperto... conheço as pessoas... não dou chance... - Veja... o que o senhor acha de passar alguns dias aqui conosco e ir com esse senhor que se aproxima ver o que acontece com a pessoa que age assim e com os outros que recebem a ação? - Não... não quero me ver... fiz muita coisa errada- nada disso... - O senhor não iria ver-se... iria ver outras pessoas, atitudes gerando atitudes, reações... - Ih não! Eu iria ter que pensar e ah! não! minha cabeça até dói...
—Olhe... posso afirmar que o senhor não precisará pensar muito e que vai se interessar a ponto de não querer parar... - Preciso pensar... A atendente deixa-o quieto e após algum tempo questiona: - E então, vamos? Aceite nossa hospitalidade, passe uns dias aqui... reflita... pense... decida com mais vagar... - A senhora tem razão... posso ir com esse moço? Análise Qualquer argumento que a atendente usasse tentando fazê- lo ver o engano no qual se detinha, teria sido inútil. Ele é consciente de que está muito bem e deseja permanecer assim.
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.