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Capítulo 4 de 26
Parte 4 de 26
Atendimento a Desencarnados · Chico Xavier, pelo espírito Emmanuel
Adormece e é encaminhado aos amigos espirituais para as providências que se seguirão. Análise O Espírito, na realidade, sentia-se dentro do caixão mortuário e, atrelado ao corpo físico, acompanhava sua decomposição. Segue-se que lhe atender a necessidade significava tirá-lo dali. Isso foi feito, não cabendo mais nenhuma conversa. Certamente após o sono e os cuidados dos amigos espirituais, será ou não, trazido, caso haja ou surjam outras necessidades.
Aí, ele já terá condição de alguma conversa, pois sua mente já está liberada do horror anterior. Observação O fato de oferecer a mão dá conforto, segurança, confiança, ao contrário de só convidar para sair do lugar em que pensa estar. Outro detalhe é que não é a mão física do atendente que é oferecida, e sim a construção fluídica oriunda, plasmada pelo campo mental do atendente. -9- - Donos da verdade, continuam... continuam como no passado... Enganaram-me... por causa de vocês, fui perseguido, morto. Saiam, saiam, não me deixarei enganar novamente. - Hipócritas, isso é o que são... dando de bonzinhos... eu os conheço...
Nesse ritmo prossegue. Quando faz sua pausa, o atendente reflete que é sim possível que tudo tenha se passado conforme ele diz, mas hoje, todos estamos desejando agir de forma diferente; refazer, mesmo que em parte, aquelas situações equivocadas. - Olhe ao redor, analise... não estamos sós... há todo um grupo que nos envolve e ampara. Se agimos tão desconfortavelmente causando-lhe males, pedimos perdão pelos sofrimentos causados,... sinta a compreensão, o carinho que nos envolve... Acalmou-se... diz que recebeu medicamentos, sente sono e como que se desarmando, comenta: -Afinal vou dormir em cama confortável e limpa. Análise O que se destaca, nesse atendimento, é o fato do atendente não querer provar-lhe nada.
Reconhece, inclusive, a possibilidade de tudo ter acontecido como ele relatou e retrata-se sinceramente por isso. Tal atitude de não revidar ou discutir, fê-lo sentir com razão, o que o leva pouco a pouco a acalmar-se possibilitando a ação dos amigos espirituais. Atendimento A Desencarnados - 10- - Credo! - Por que essa exclamação? Silêncio. O atendente incentiva-o a se expressar.
Fala-lhe de como isso é importante e o que uma palavra certa pode representar, quando nos vemos em alguma situação difícil. - Não lenho coragem. Estou confuso. Não quero falar da situação... ela não tem jeito... 0 atendente diz-lhe que fique à vontade, mas que para tudo existe jeito, principalmente quando encontramos pessoas dispostas a nos ajudar. - Estou sozinho... não sei como começar... - Não mais está só. Estamos aqui, juntos conversando... todos vieram para ajudá-lo. E bem-vindo.
Confie... Silêncio. Parece refletir. Em segunda fala. Há em mim uma nesguinha de esperança.
Vou ficar e verificar o que preciso fazer a fim de melhorar minha situação e encontrar meu caminho. Análise Em nenhuma situação o atendente tentou forçá-lo a nada. Refletiu sobre a importância de conversar, não lhe pergunta qual a situação que o mantém confuso. Faz-lhe sim, afirmações reais até que ele mesmo fala de não saber que passos dar. Dai para frente, o oferecimento e o convite para ficar tomam-se tranquilos. - 11 - 0 Espírito dirige-se rudemente à atendente: - O que você quer com essas roupas bonitas?
Disfarçar- se esconder... o quê? O quê? Hipocrisia... Não vem falar nada, não. Pare... pare de falar e lembre, lembre de como você me enganou, me envenenou...
Como a atendente tentasse dizer algo, interrompe: Não fale... o que quer agora, com suas preces que me incomodam nas trevas onde estou? Pare com isso também... Você continua a mesma e tenta querer me ajudar... pois sim... A atendente recorre à prece, une-se aos amigos espirituais responsáveis pelo caso. O Espírito se aquieta e ao retomar a fala, o faz em tom lamurioso, lastimando-se: - Olhe o estado lastimável em que me encontro...
Estou todo desfigurado, não posso, não posso perdoar, como eles pedem... A atendente mantém-se em prece. O quê?! Reencarnação?! Não posso... vou prejudicar minha mãe... minhas condições são difíceis...
A atendente, mentalmente envolvendo-o num abraço, segurando-lhe as mãos, com ternura, fala sobre a bondade do Pai, do amparo que terá, o que significa a bênção do corpo físico; que será um novo tempo, envolto pelo carinho materno, etc, etc. Deixando-se envolver pelo clima de certeza e entusiasmo, passado pela atendente, se acalma, relaxa e deixa-se cuidar. Análise “Segurando-lhe as mãos, com ternura...”, idem a análise do caso 8 - construção mental. Entender que o drama do Espírito não aconteceu necessariamente com a atendente. Quando feia em “roupas bonitas”, refere-se ao corpo físico.
Com esse entender, não lhe foi tentado explicar nada, pois não oferecia ele espaço para que se intercalasse qualquer reflexão. Unindo-se em prece aos amigos espirituais, oferece-se no que for necessário (não indica caminhos) para que as melhores providências aconteçam. Como resultado, sai do seu foco de atenção que estava centrado no outro e passa a enxergar-se, descrevendo-se pesaroso. A atendente não tenta convencê-lo de nada, nem lhe explicar porquês, mas fala de amor, ternura, cuidados que não faltarão e que no clima criado, se envolve confiando-se aos amigos espirituais que vê e com os quais dialoga. -12- Não tente me enganar. Vim buscar aqueles do meu grupo que ficaram aqui presos nas armadilhas que usam.
O atendente pergunta-lhe que armadilhas são essas, como funcionam... - Não sei. Só sei que, os que vieram, não mais voltaram... Vim buscá-los. Reflete com ele, seja pensou na possibilidade de não haver armadilhas e os companheiros terem ficado por vontade própria Ironiza dizendo ser isso impossível. O atendente conversa, chamando atenção para a oportunidade de mudar, que todos buscamos, principalmente frente a argumentos que nos pareçam vantajosos, nos quais, a dor, o sofrimento funcionam como verdadeira busca para dias melhores. - Isso e tolice, bobagem.
Meu trabalho hoje e destruir os que se reúnem em nome desse Cristo que tanto me decepcionou e onde aqueles que falavam em nome Dele, não agiam conforme pregavam... Sou vítima e testemunha disso... 0 atendente pergunta-lhe se não seria possível, dentro de acontecimentos, infelizmente reais, não se deter nesse lado sombrio das inúmeras criaturas, mas tentar enxergar aqueles que lutam, que se esforçam por viver o Cristo, no devotamento ao semelhante. Você se engana... não sabe de nada... 0 atendente fala-lhe da possibilidade de ver isso que está afirmando, através de registros e até mesmo de ver essa doação acontecendo. Silencia... olha fixo para o lado e conclui: Esse senhor convida-me a pesquisar arquivos. Vou com ele.
Análise O atendente é prudente em não querer provar-lhe que ninguém ficou ou está preso. Vai refletindo sobre pontos lógicos, até que se exteriorize o seu próprio conflito-a decepção com a crença, com a fé. Os raciocínios sobre outros aspectos das criaturas, a possibilidade de haver pessoas leais, boas e de poder verificar isso, o seduz, ao lado do convite feito pelo Espírito responsável pelo drama em si. -13- A atendente, neste caso uma senhora, usa habitualmente uma correntinha no pescoço. IO moça, estou vindo com você... lá da sua casa... Você é difícil... o dia todo tentei tirar essa corrente do seu pescoço, pegá-la para mim e não conseguia chegar perto de você.
Uma hora você fechou a porta... Agora, você saiu e eu vim junto... - Gosta da correntinha? - Sempre quis ter uma... quando fiz quinze anos, pedi uma a meus pais, mas, eles não puderam comprar... - se eu lhe oferecesse uma? Aceitaria? - Você... ?! Mas, eu tentei roubar a sua... -No momento isso não importa...Então...querou não quer? - Mas...como você vai fazer? - É o seguinte: toda vez que venho aqui trago uma sacola com bolas, ursinhos, bonecas, pois sempre há alguém que as queira. Hoje, coloquei uma caixinha diferente...Deixe-me procurá-la...olhe, é esta aqui...abra...vê o que tem dentro... - Mas posso?
Posso mesmo?! - Sim, ela é sua... abra... Lentamente, faz gestos de quem está tirando o papel, abrindo, estampando a seguir fisionomia maravilhada. - Que linda! Que linda!... - É sua... pode colocá-la no seu pescoço... - Que linda! Posso ir mostrar para aquela moça que me trouxe?! - Sim, vá mostrar-lhe... vá com ela.. Análise A atendente não demonstrou surpresa nem interesse em querer saber detalhes em relação a tentar roubá-la; entrar na sua casa; não conseguir se aproximar dela etc. etc.
Não lhe passou, por esses fatos, nenhuma descompostura. Atende-lhe sim, a sua necessidade - o sonho de ter uma correntinha. Satisfeito este, através do presente recebido, desvinculou-se da ideia fixa e de boa vontade acompanhou quem a chamava. Se a atendente se dispusesse a falar-lhe que não deve roubar, não se entra na casa dos outros etc. etc., estabelecer-se-ia um diálogo incompreensível a esse Espírito e ele, se ficasse sentir-se-ia forçado ou voltaria para a rua novamente, em busca de satisfazer seu sonho. Observação A correntinha poderia ser oferecida de outra forma.
Ao invés da sacola, dizer: - Você gosta tanto de correntinha. Gostaria que trouxéssemos uma para você? ou Posso providenciar uma - você quer? Ainda, idem ao caso numero 8 e numero 11, a sacola é uma construção fiuídica, plasmada pela mente do atendente. -14- - Insistem... insistem... estou cansado de ser importunado... - Em que sentido o senhor se sente incomodado? IE esse trazer-me aqui seguidamente... Em nada tudo isso vai mudar o meu modo de ser...
Continuidade da vida. faiar com vocês... tudo bobagem há anos estou vivendo como quero e não tenho interesse em mudar nada... Não acredito em nada disso que faiam... - Não acreditar é um direito que lhe assiste... mas isso não quer di2er que não existam situações que o senhor desconhece... - Não vem querer me doutrinar, não... Sou diferente desses bobos ai... - Senhor... veja... não há doutrinação... Não penso convencê-lo de nada... Mas... há pesquisas, estudos, lições trazidas de várias partes e que falam da realidade de uma outra vida, chamada de espiritual.
Enfático e de forma pausada, marcando bem as palavras, felouc - Entenda... não tenho interesse em mudar. Acho certo o que fiz, o que fui, o que sou. Mas, sinceramente, não aguento mais vir aqui e ouvir que isso não é certo, que preciso mudar... essa baboseira toda... Você, hoje, ofereceu-me algo diferente. Tenho condição de conhecer essas pesquisas, esses trabalhos? - Sim; sem dúvida. - E como seria? - 0 senhor ficaria aqui e dois amigos irão assessorá-lo, facilitando-lhe os estudos.
Talvez, nesse trabalho, o senhor descubra o porquê dessa insistência em trazê-lo aqui... - Vou pensar... vou pensar e depois respondo a eles... Análise Caso o atendente se dispusesse a contestar qualquer uma de suas afirmações que, de certa forma, eram provocações, cstabclceer-sc-ia discussão que não levaria a nada. O atendente deixou que desabafasse e despertou-lhe o interesse, falando de estudos que provam a realidade de outro modo de vida. Explica-lhe, respondendo a pergunta sua, como se processaria esse estudo e não o pressiona a aceitar, respeitando- lhe a decisão de pensar. Observação Por que a indicação de dois amigos e não amigos, sem especificação de quantidade?
Essa foi a inspiração vinda na mente do atendente, talvez baseada na prudência de sempre, quando, nos tratamentos, auxílios espirituais, passes é sempre aconselhado não estar sozinho. Cremos que não alteraria nada não especificar a quantidade. -15- Chega impotente... olha tudo, vira-se para um lado, para outro... observa... - Que lugarzinhofeioé este, hem?! Que berreiro... choro... quanta gente doente... O atendente explica-lhe a função desse posto, que é justamente atender a doentes. - Não é o meu caso, estou muito bem... Veja... não tenho doenças...
E-lhe colocado que existem várias formas de doenças, inclusive aquelas que não se exteriorizam no corpo mas estão na alma. - Ih!... tá vem você... para... para com isso. Sei por que estou aqui. Não tenho e nem quero nada com vocês. Sou chefe de um gmpo de arruaceiros e isso também e trabalho... Silencia e após prossegue. - Quer saber?!
Isso também não lhe interessa. Vim aqui porque me disseram que minha mãe passou por aqui. Como tenho pensado muito nela, resolvi passar para ver se ela está precisando de alguma coisa... Você sabe me responder?... -Não, eu não sei, mas esse senhor que se aproxima poderá responder-lhe. Ouça-o.
Após algum silêncio, retoma falando: - Ele diz que ela esteve aqui e se oferece para dar-me maiores esclarecimentos... Vou acompanhá-lo... Análise Não há discussão nem melindre face às apreciações do Espirito, em relação ao ambiente e ao trabalho. Quando o atendente fala de outras formas de doença, ele corta o assunto e revela a razãó de estar ali. Dali para frente, o atendente poderia ter tentado explicar- lhe por que estava pensando na mãe; quem havia dito que ela estivera ali, enfim, detalhes que cncompridariam o atendimento.
Quando pergunta se sabe, o atendente, ao dar-lhe as respostas que precisa, prudentemente, diz-lhe que não, mas assegura-lhe convictamente de que ali está quem possa fazê-lo. A partir de toda essa honestidade e respeito, os encaminhamentos necessários a esse Espírito acontecem. Observação O atendente indica um senhor (não uma senhora) atendo- se às características meio truculentas do Espírito. Cremos, todavia, que uma senhora também seria aceita. Caso ele não a aceitasse, ter-se-ia que convencê-lo de que ela sabia onde estava sua mãe ou cuidava dela. -16- Dirige-se educadamente ao atendente: - Como vai? - Muito bem, e o senhor?! - Vou melhorar... vou melhorar... - E do que depende isso? - Eu explico... vim aqui para fazer um trato com você.
Posso ir direto ao assunto? - Claro; diga-me do que se trata... estou ouvindo... - É o seguinte: sou pessoa de palavra e cumpro tudo o que prometo. Se você aceitar o trato, posso me colocar como colaborador para ajudar a esses que aqui vêm ou fazer tudo que você desejar ou precisar. Para isso, só peço que vocês coloquem sob minha guarda, o Monsenhor, de quem trago - está aqui — um dossiê e através do qual todos ficarão sabendo quem ele é. O atendente reflete com ele que, na função que exerce, não dispõe de poder para tal decisão. 0 Espírito não dá importância a essa explicação. Apresenta- lhe o dossiê e pede-lhe que rubrique as páginas para que, como autorização, ele busque o Monsenhor.
Firme, seguro, o atendente volta a dizer-lhe que não é a pessoa indicada para tal autorização, e que entre eles está a pessoa com autoridade para esses encaminhamentos. Você...você é uma decepção...ainda bem que soube chamar alguém com competência... Análise Estamos frente a um Espírito que sabe argumentar. Apresenta-se educadamente e propõe um trato com o atendente. Este não se impressiona, não se constrange, nem se sente tentado a aceitar.
Recordemos que uma das propostas foi de ajudar o atendente em tudo quanto precisasse. Incentiva-o para que fale e após perceber seus desejos, sinceramente, fala-lhe de não ter competência para decidir, encaminhando-o para quem possa. Ainda, não se melindra ou fica magoado com suas últimas apreciações. - 17- A senhora já brincou de faz-de-conta?!... Diante da afirmativa, retoma: - Vamos brincar mais uma vez? Sabe, quando a gente brinca, o faz-de-conta torna-se realidade...
A atendente ouve e pergunta-lhe o porquê de estar colocando as coisas dessa forma e obtêm a resposta: - Vim aqui para realizar um desejo seu. Está aqui o papel e o lápis. Ande... escreva... escreva... - Veja... mais para frente até posso escrever, mas agora, você precisa entender que não veio aqui para realizar meus desejos, mas sim para entender quais eram os seus. - Ah! ê...dificil, hem?! Mas, eu não quero contar nada meu para você... - Esse não é o problema. Olhe ao nosso redor.
Há aqui amigos. Escolha um e ele o atenderá de forma reservada. - Mas, você não vai mesmo escrever no papel...Posso ajudá-la. - Escrevo... escrevo sim... O atendente mentaliza e constrói no mundo fluidico, o papel que lhe é apresentado no qual escreve: “Seja feliz”. 0 Espírito desdobra o papel, lê e dirige-se ao médium: - Você não entende nada... deixa eu ir com aquele lá que parece mais inteligente que você. Análise O Espírito chega sossegado, alegre, procurando envolver, conquistar a atendente. Em seguida, vem a proposta tentadora de colocar-se à disposição do médium.
Quando o Espírito fez essas colocações, a atendente precisou de grande dose de energia § disciplina, para que seus pensamentos não se desviassem para alguma situação pessoal e, que ele poderia entender como aquiescência para ser ajudada. Cumpre seu compromisso de escrever desejando-lhe felicidades e não pedindo algo para si ou para o grupo. Normalmenlc estas situações de trato, ajuda, etc., envolvem outras intenções. Cuidado, muito cuidado, estando alerta, mas deixando a conversa fluir sem contestações. Atitudes sérias, coerentes na certeza de quem age buscando o bem do outro, são imprescindíveis. -18- Expressão de sofrimento profundo seguindo-se choro sentido, comovente.
Após acalmar-se começa a expressar-se: - Quero sair, quero sair... Não... não me leve... - O que se passa? - Quero morrer... quero morrer... - Diga-me: o que está acontecendo?... - A fogueira... o fogo... não quero ir de novo para lá... quero morrer, morrer... - Venha...vamos sair daqui... - A fogueira...não; não me leve... - Confie em mim...vamos...venha comigo... - Você vai me enganar como das outras vezes...não...não quero ir para fogueira... - Veja...há como uma parede, uma luz que nos separa da fogueira... Preste atenção...vou jogar esta pedra e ela não conseguirá passar essa proteção... Veja...veja... - Isso é uma armadilha...veja as chamas... Quero sair daqui...tire-me daqui... - Pegue a minha mão... vamos... vamos sair daqui...
Assim...devagar...venha...vamos. - E para onde vamos? - Longe daqui num local onde suas feridas possam ser tratadas...onde você possa repousar...ser cuidada com todo carinho... Confie...vamos... - Mas...e as fogueiras?!... - Estão longe...muito longe de nós... já até se apagaram... Recline sua cabeça sobre meu ombro e se entregue ao sono... deixe que ele a envolva... Sossegue seu coração...há paz... muita paz nos envolvendo... Atendimento A Desencarnados Análise Caracteriza-se esse por ser um atendimento considerado difícil, uma vez que o Espirito está fixado nos horrores de queimar- se vivo, provavelmente a forma como desencarnou.
O utenden te necessitava ganhar-lhe a confiança e em grande concentração, criar fluidicamente as ideias que propunha, transformando-as em imagens. Note-se que no inicio, o atendente não se preocupou em fazer parar o choro; deixou-a desabafar-se e livremente começar a expor seu mundo mental. Não discutiu tentando mostrar-lhe que não havia fogueiras...Quando falou-lhe da pedra e percebeu que ela não conseguiria ver nada contrário à fogueira, e ao expressar ela o desejo de ver-se longe dali, apenas oferece-lhe a mão e a convida... vamos... Quando ela questiona - “e para onde vamos?” - demonstra confiar e dai para frente tudo caminha sob outro enfoque. Recordar que um processo tão doloroso e intenso não some do campo mental, de uma hora para outra, portanto, não insistir em tentar convencê-la de que não há mais fogueira.
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.