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Capítulo 18 de 26
Parte 18 de 26
Atendimento a Desencarnados · Chico Xavier, pelo espírito Emmanuel
Um fidalgo não anda assim, principalmente com a aparência que o senhor deve ter. - Que aparência? Do que está falando? - Olhe-se, examine-se... analise o estado de suas vestes... - O que aconteceu? Estou em trapos...
- O tempo passou, senhor. -E o mal que fiz... preciso esconder-me. - Não precisa não. Agora que já começa a perceber alguma coisa diferente, convido-o a ficar aqui, para que melhor entenda o tempo e o que um dia necessitará fazer. - E tudo muito estranho... Chegam-se aqui outras pessoas... Vieram para falar comigo... vou ouvi-las, posso? - Sem dúvida... até um dia. Análise Mais uma forma ou aparência, com a qual o Espírito culpado se esconde, não só no propósito de fugir dos outros, mas principalmente de si.
Com habiudade, o atendente foi trazendo-o, ou melhor, aproximando-o da realidade, num trabalho que certamente será longo e difícil, uma vez que ele está principalmente detido no orgulho de uma posição que ocupou. O objetivo, pelo qual foi trazido, era conseguir tirá-lo do esconderijo, e isto foi alcançado. -130- O Espírito apresenta-se inquieto, desassossegado. - Então, o que se passa? Como está? - Você tem coragem? - Sim... mas... coragem para quê? - Você tem coragem mesmo? De verdade? - Sim, já lhe disse... mas... o que está acontecendo? - Eu quero saber se você tem coragem para ir lá no quintal comigo. - Posso ir ao quintal com você, mas, o que tem lá? - E por isso que quero saber se você tem coragem.
Enterrei lá um bicho vivo e ele está lá, continua vivo. - E por que você precisa ir lá vê-lo? - Como enterrei vivo, não o matei, ele sempre volta e a cada vez de um jeito; às vezes é um gato, às vezes um cachorro ou qualquer outro animal, mas, os olhos são sempre os mesmos... - E o que você quer fazer? - Não falei tudo... ele é um demônio que me persegue... ele sempre volta... minha mãe diz que sou endemoniada... - E o que você faz? -Eu quebro o chão... preciso matar o demônio... minha mãe fica muito brava comigo. - Por que você quebra o chão? 'c ' — Quando ele aparece como cobra, pego o martelo e bato na cabeça dele; se aparece como outro bicho jogo o que tenho na mão ou por perto tentando acertar nele e aí... aí eu quebro tudo.
Por isso que eu preciso saber se você tem coragem... nós vamos ver o demônio... -Agora estou entendendo... - Por causa disso minha mãe me prendeu aqui em cima, neste quartinho... é escuro, cheira mal... está sentindo?.., Você não tem medo de mim? -Não... esrou aqui, conversando com você... - E mesmo... ninguém conversa comigo... nem mesmo minha mãe... ela me esconde porque tenho o demônio no corpo, mas acho mesmo que ela nem gosta de mim... Também veja... sou feia... nasci assim... torta... defeituosa... -E seu pai? - Minha mãe diz que quando eu nasci ele foi embora... não conheço meu pai... Sempre fui assim feia... na cidade ninguém gosta de mim... bato nas crianças... puxo o cabelo delas... Agora, quando minha mãe vai lá, nem mais me leva... fico aqui trancada... - E onde está a mamãe? - Não sei... faz muito tempo que ela saiu... - Gostaria de sair daqui? - Ela não deixa... só se você ficar comigo lá embaixo esperando por ela... -Eu fico... vamos descer?... - Sabe o que estou pensando agora? -Não. E importante? - Sim.
Por ser defeituosa e muito feia, é esse o motivo pelo qual minha mãe não gosta de mim e meu pai deve ter ido embora por minha causa. - E se eu lhe disser que há amigos que poderão ajudá-la para que você retome uma forma diferente dessa? - Elespodem? Você os conhece? -Veja... você não é feia... está mal cuidada. Posso limpar- lhe o rosto, pentear-lhe o cabelo? - Você não me acha feia? Você faria isso em mim? - Claro... além disso, vou prender seus cabelos com essa fita... veja como é bonita... - Já faz tempo que estamos aqui... minha mãe nunca demorou tanto... - Proponho-lhe o seguinte: vamos levá-la a uma casa, na qual enquanto espera a mamãe, já vai sendo tratada, ajudada – o que você acha? Vamos? - Eu quero ir sim... meu cabelo ficou bonito...
Obrigada... Análise O desenrolar da história dá impressão de processo obsessivo grave, acrescido pelo desconhecimento da mãe em lidar com tão delicada situação. Desencarnado, o Espírito continuou monoideado, revivendo os detalhes de sua existência física. A atendente aqui, deixou-a falar, externar seu mundo, para só depois trabalhar possibilidades, aliadas estas, à ternura e carinhos de mãe. -131- O Espírito demonstra francos sinais de revolta por estar presente à reunião. Expressa-se de forma dura, hostil mesmo. - Chega de insistir...
Por que me trazem aqui e obrigam- me a falar? não quero conversar, não quero falar nada. - Se há essa insistência, certamente há também algum motivo muito sério... - Mesmo se houver esse motivo, só a mim diz respeito... - Exatamente, talvez, seja por isso... Está lhe fazendo tão mal que por si só pede auxílio em seu favor... - Que auxílio que nada... que mal está me fazendo só quero que não me incomodem... - Um dos males, eu mesmo pósso, se o senhor permitir, ressaltar aqui. - O que é que você sabe? -pode dizer. -Não sei nada. Apenas analiso o seu modo de falar, o tom de sua voz, sua postura... sinto-o tenso, duro... prevenido... na defensiva... Estou errada? - Você sabe que não... fui endurecendo ao longo da vida... - O que o levou a isso? —Num primeiro momento foi o ódio, por causa de uma wuação que sofri.
Depois, e o mais sério, talvez, é que cansei, cansei, a senhora entende, de implorar a esse que chamam Deus para que me tirasse esse ódio... e nada — nada acontecia... - Mas, como o senhor pedia? -Não importa. Eu pedia e basta... - É preciso algo mais além de pedir... - O quê? Implorar? Rastejar? Que Deus que nada.
Somos seus filhos?!! Tudo mentira... e porfavor, a senhora não insista — se Deus existe mesmo, quero que Ele tire esse ódio de mim. - Desculpe-me, senhor, mas o senhor é muito cômodo... — Mais essa agora? Eu, cômodo? - O senhor sim. Cômodo.
O senhor espera o que não existe, um milagre, algo que, como num passe de mágica, tire de si o que o senhor construiu... - Se esse Deus não pode fazer isso, vocês não trabalham em nome Dele? Então... façam vocês... — Só o senhor pode fazê-lo... ninguém pode alijar de si, algo que o senhor construiu e mantém tão zelosamente. O dia em que o senhor entender que só quem se ajuda é ajudado, talvez as coisas comecem a mudar. — Não entendo nada o que a senhora fala. -Entende sim.
O ódio que o senhor alimenta, faz, contribui para que o senhor fique detido, não faça nada, à espera de que façam pelo senhor. Nunca - entenda bem - nunca isso vai acontecer —Deus lhe propicia toda forma de ajuda para que o senhor entenda que necessita se colocar frente a frente com esse ódio, conhecer- lhe a causa, onde e porque nasceu, o que odiar tem lhe trazido de bom, de ruim, analisar, questionar, processar razões. Refletir se está disposto a trabalhar com elas, se de verdade quer deixar de odiar, se pensa, admite ou aceita a possibilidade de esquecer, enfim, como oferecer condições para que esse ódio se amenize. - Eu não sei nada disso... sempre achei que bastava pedir... -Não... é necessário sim, é aí que devem centrar-se nossos pedidos - a súplica de ajuda, entendimento, lucidez, coragem, fortalecimento, vontade, disposição... por decorrência e na proporção em que fizermos a nossa parte, tudo irá se desgastando... e o auxílio, por assim dizer, aparecendo... — Tem lógica essa sua conversa, mas, é tudo muito novo para o que creio e que é estabelecido em mim... há alguém que possa, não sei, talvez a senhora mesma, ajudar-me? - Sem dúvida... eu não posso acompanhá-lo. Minha função é só aqui nesse espaço.
Note se há alguém mais conosco... - Sim, esse senhor é que me trouxe... - E ele poderá cuidar do senhor daqui por diante? - Ele diz que sim... convida-me a segui-lo... - Então vá... vá em paz. Análise Um caso difícil, do Espírito altivo que além dos seus conflitos naturais aliava a revolta contra o deus que não o atendia. Exigiu da atendente muito tato na escolha das palavras, contemporizando até, para que expressasse sua revolta. A partir de determinado momento, quando talvez, até se encaminhasse para o desespero, a atendente entrou, agora impondo-se e falando o que o Espírito necessitava ouvir, despertando-lhe uma ideia, uma compreensão, que no seu entender, não existia, era-lhe desconhecida. -132- O Espírito, no seu modo de manter o corpo, demonstra desagrado, insatisfação. -Por que o desassossego, a inquietação? - Trouxeram-me aqui porque disseram que o que ia ser estudado era de grande valia para mim. No entanto, ouvi só palavras de crítica à minha pessoa.
Sinto-me profundamente irritado pela desconsideração. - Mas senhor, o que estudamos foi no sentido de alertar- nos no cuidado que devemos ter ao falar com o outro, considerando os danos que poderemos causar, caso nossas palavras não levem em conta a sensibilidade do outro que pode ser colocada em desequilíbrio. - Então... e falaram isso só pra mim. Trouxeram-me para aprender e fui criticado o tempo todo. - O senhor se engana com essa afirmação. O estudo, as reflexões são sim individualizadas, mas o estudo, a proposta foi geral. De tal forma isso é verdade que, assim como o senhor a tomou como pessoal, eu também o fiz e posso garantir-lhe que isso aconteceu, praticamente com todos... -Antes de morrer, fui, não sei, sou autoritário. Sempre tratei todo mundo mal.
Em casa, no trabalho, ninguém podia expressar sua opinião. Eu falava e, caso encerrado. Com isso, adquiri muitos opositores, gente que não gostava de mim. Morri, quando percebi que, sei lá, não morri, pensei que ia ser diferente, mas, minha cabeça continua fervendo. Sei que fui culpado mas essa vontade de agredir, maltratar é viva em mim.
Desse modo, optei por não falar. -Ao agir assim o senhor não está trabalhando seu conflito, mas fugindo dele. Que lhe parece? -Até pode ser... tudo em mim, nesse campo é negativo... - E por que não transformar esse negativo em positivo? - Como? Não hájeito... o maljá estáfeito... os inimigos quefiz, são muitos... e eu também acho que, pessoalmente, nada mudou em mim... - Desculpe-me - vou discordar do senhor - quando o senhor estava encarnado, magoava, ofendia e não se incomodava. Estava tudo bem. Hoje não.
O senhor está diferente. - Diferente como? - Hoje - o senhor trataria aquelas pessoas como fez no passado? - Não. De forma alguma. - Isso é mudança. Significa que o senhor já formou uma consciência em relação ao que não quer mais para si. - Veja... se acho que não mais agrediria os outros falando, esbravejando, se não o faço, sinto ainda vontade de fazê-lo... - É natural... sabe-se lá onde estarão as raízes dessa agressividade. Pode ser que em algum momento de suas encarnações passadas, houve algum acontecimento que, traumatizando, levou-o a desenvolver isso, como uma forma de afastar os outros de si, de proteger-se. Pode também, ser fruto de má educação adquirida nesta vida mesmo...
R*= Tem lógica, tem lógica o que a senhora me diz. Recordo-me agora, que, muitas vezes, após explodir, depois, gostaria que não tivesse sido daquele modo... - E o senhor nunca retomou aos que ofendera dizendo- lhes isso? —Jamais... seria, como que, perder minha autoridade... - E na realidade, não é bem assim, não é? - E... verdade... gostei daquilo que a senhora disse de vidas passadas, traumas, defesas e não gostei muito da falta da educação, porém, em ambos os casos, o que, no meu problema, poder-se-á fazer? - Iniciar o processo da auto-educação, isto é, aprender a trabalhar com o senhor mesmo, desde os sentimentos, redirecionando-os sob metas abrangentes, sobre ideais... — E onde, diga-me, posso aprender tudo isso, conhecer minhas verdadeiras razões? -Aqui mesmo. Temos classes dos mais variados níveis e certamente há uma adequada ao seu início.
Convido-o a ficar. — Obrigado. Fico sim com muito gosto. Há, aqui, um senhor que me convida a segui-lo. Posso?
Análise Um caso delicado, no qual, ao contrário de tantos outros atendimentos ou como seria o habitual deles, a atendente, dada a lucidez do Espírito, falou mais que ele. Não se deteve no passado, ao mal que porventura tenha feito, mas caminhou para frente até despertar-lhe a noção de possibilidade. Daí em diante, manteve-se o bom-senso que o direcionou a um final esperançoso. -133- O Espírito presente, todo encolhido, braços cruzados, fronte pendida. - Quer me contar o que está acontecendo? - Procuro ajuda... preciso muito... - Que tipo de ajuda lhe seria importante agora? - Estou me sentindo muito doente... doem as costas, acho que estou com pneumonia... durmo na rua... sinto frio... tenho tonturas... boca seca... olha meus pés... rachados, inchados... - E ninguém cuida do senhor? - Não. Durmo na porta da igreja... aqui... ali... agora faz algum tempo que estou sentado aqui na rodoviária... acho que até estou com fome... -Tudo isso vai se acomodar... vamos cuidar com todo carinho do senhor... - Sabe... junto com isso, tenho um temor no coração... - O que o senhor teme?
-Não sei... a senhora quer saber por que saí de casa?... Primeiro perdi minha esposa... depois meus três filhos se desviaram... lutei para que seguissem o bom caminho... nada... envolveram-se com traficantes... minhafilha, de quem esperava alguma coisa diferente, envolveu-se com homens, ora um, ora outro, descambou... aí, o mais velho foi preso... em casa, nada parava, vendiam tudo... fui desanimando, desanimando e comecei a beber... perdi a casa, abandonei o emprego epassei a viver de favor, aqui, ali... na rodoviária sempre me dão o que comer... de noite arrumo uns jornais, me cubro e vou ficando por aqui... mas agora... - O que tem agora? -Agora, as pessoas passam, olham e nem notam que estou aqui.
Procurei um albergue, mas, atenderam todos, quando chegou a minha vez, fecharam á porta... aí, volteipra cá... - Quem trouxe o senhor aqui? Quem o pegou lá na rodoviária? - Não. Eu estou na rodoviária... - Olhe bem. Talvez o senhor tenha desmaiado ou coisa assim. Foi retirado, então, de lá e trazido para cá... olhe bem... sinta o cheiro... estamos, o senhor e eu, em um hospital, olhe... - Estou em uma cadeira de rodas... - O senhor está muito fraco... seu caso é muito grave... - E... e será que tem jeito ou vou morrer? - O senhor tem medo da morte?
—Morrer! Já pedi tanto que isso acontecesse... sonhei... lutei e acabei assim... acho que não tenho medo, não. —E se ela acontecer, o senhor quer que avise alguém? - Não. Nem precisa... estão todos presos... Mas, diga- me, quem me trouxe para cá?... - Olhe novamente ao nosso redor... é possível que o senhor reconheça ou identifique alguém... olhe...
—Meu irmão?!! Veja só... enterrei ele em 63... - O que ele lhe diz? - Que levou muito tempo para aceitar, mas depois que entendeu, ficou mais fácil... —E o senhor pode ir com ele? - Ele já está empurrando minha cadeira... Análise Um caso pungente, triste, no qual o Espírito verbaliza, traz para o presente a história de sua vida, a incursão no álcool, a rua, o desvalimento, a solidão. Depreende-se dele uma conformação; nenhuma queixa ou revolta - apenas não o veem mais, não conversam com ele, detalhes todos que, somando-se, permitiram ser retirado da rodoviária.
Destaque-se o argumento usado, quando ele afirma não estar no hospital e sim, manter-se lá. A atendente não afirma - usa o “talvez o senhor tenha desmaiado”, etc. e na afirmativa sincera que faz, de estar realmente no hospital, leva-o a sentir-se na cadeira de rodas e na sequência encontrar o irmão. -134- O Espírito apresenta-se aflito... olha para um lado, para outro... -Procura algo? - Acho que acabei me perdendo... estou aqui mas essa não é minha casa... o que aconteceu? - De onde você vinha? -Estava saindo da escola e indo para casa. Minha mãe vai ficar preocupada... já está tarde, não está? Acho que errei o caminho... - Espere. Vamos ver o que aconteceu. -Como? - Vamos voltar à escola.
Conte ou tente lembrar o que aconteceu desde lá. —Saí como todo dia... a escola éperto de casa, por isso posso ir sozinho... Fui andando, atravessei a rua, presto atenção e venho andando... Dona... eu não estou gostando muito do que estou lembrando... -Eo que é que você está lembrando? -Aquele ônibus... acho que não prestei muita atenção... caí... bati a cabeça... machuquei muito... -Por isso foi preciso que você lembrasse... Está ferido... precisa de cuidados, assim não pode voltar para casa... mamãe vká visitá-lo... -Acho que não vai adiantar a senhora cuidar de mim, não.
Não estou mais lá, não consegui sobreviver ao acidente... eu morri... - E só o corpo que morre... A gente continua vivo... você está conversando comigo, contando o que aconteceu... continua vivo... Olhe ao nosso redor... talvez estejam aqui pessoas que você conheça e que vão ajudá-lo... olhe... -Ah! eu conheço sim... é ela... -E que mé? - Ah! gosto tanto dela... é minha avó... || Vó, que saudades da senhora... vó... olha... a tia... Análise Um caso delicado, uma vez que se trata de uma criança. A atendente, com tranquilidade, foi acompanhando-o nas suas lembranças.
A lucidez em contar que não adiantaria a atendente cuidar dele porque já morrera, possibilitou encaminhá-lo para os braços da avó. A necessidade dele, portanto, era deixar de procurar sua casa, o que lhe era ideia fixa, para abrir-se a outras possibilidades. -135- Espírito agitado, aflito. -Ai nossa... que coisa horrível... parem de me falar, de me mostrar isso... não pode ser verdade... estou sonhando e esse pesadelo não passa... não acordo... - E o que está incomodando tanto? - Ah! eles ficam pondo na minha cabeça. Olha lá... mostram minha foto... mas aquilo é um túmulo... por quê? Por que estou vendo isso... acho que estou ficando louca... - Estou aqui com você... as coisas não estão tão ruins assim... vê se você lembra o que fazia... - Tá certo... eu estava na rua... todo mundo já tinha me falado que aquela brincadeira que eu fazia com a bicicleta ia dar problema... mas, aquele dia o carro só encostou... -E... -Não sei... ao lado de ver o túmulo, minha foto, tem horas que durmo, depois ouço gente chorar e minha mãe... ela parece que chora, me chama... Será que aconteceu alguma coisa mais grave... não, não é possível - estou falando... - O que você quer dizer quando fala “alguma coisa mais grave”? - Sei lá... morte?
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.