Voltar ao livro Atendimento a Desencarnados

Capítulo 12 de 26

Parte 12 de 26

Atendimento a Desencarnados · Chico Xavier, pelo espírito Emmanuel

— Que aflição... eu também entrei na água sou forte., mas, não conseguia pegar-lhe a mão... —Agora todos já saíram. — Mas eufiquei lá na praia... e falo, falo com as pessoas, pergunto para onde a levaram e ninguém me responde... o que está acontecendo? Por que só agora posso conversar, ouvir e falar com a senhora? Onde estou?

—Porque a situação vivida foi traumática; a aflição de ver sua filhinha se afogar, de entrar no mar e não conseguir resgatá-la, deixaram-no como que alucinado, a ponto de que o senhor só vê aquelas cenas... Certamente o senhor desmaiou e o trouxeram paia cá... — E o que é aqui? — É um posto de socorro, de ajuda... — E minha cabeça vai melhorar?

—Certamente. — E como será isso... são tratamentos? é demorado? Preciso recuperar-me para buscar minha filhinha... — Acredito que logo o senhor estará melhor. Vê alguém próximo a nós que tenha vindo recebê-lo ou que o chama?

Silêncio... olha, olha e depois: —Filha... o papai ia procurá-la e você é que me achou?... que felicidade... venha... venha... abrace o papai... Após algum tempo: — Senhora, minha filhinha foi trazida pela enfermeira e agora as duas dizem que devo ir com elas. Muito obrigado. Análise A aflição do Espirito era inenarrável. A atendente levou-o a ver o socorro chegando.

Recorde-se que o fato em si já havia acontecido mas o pai guardava as imagens como reais e acontecendo agora. A atendente não tentou provar-lhe nada. Trabalhou com os questionamentos e necessidades, atendendo-os conforme fossem surgindo. Ao convidá-lo a olhar ao redor e ver se via ou identificava alguém, a atendente jamais imaginou a cena emotiva que se desenrolou no encontro pai e filha. Ao fazer o pedido, a atendente pediu ajuda aos amigos espirituais sem direcionar nada.

Sentia-se meio perdida para encaminhar o caso que os amigos espirituais, de forma tão delicada, ajudaram. - 81 - — E a tocha... é a tocha... afastem... afastem... não me queimem... não, não... O Espírito apresenta-se desesperado, debatendo-se, querendo afastar algo. —Ninguém vai queimá-lo... estamos aqui... — Como você vai ajudar-me? Eles me queimaram eme deixaram aqui meio enterrado e a tocha vai acabar de queimar-me- — Confie em mim...

Ouça-me... vamos tirá-lo daqui Aquiete-se para que possamos removê-lo... confie... Nesse ínterim, o atendente uniu-se mentalmente aos amigos espirituais, criando imagens da retirada e transporte do nosso companheiro para postos de socorro. — Pronto... tudo já passou... olhe ao redor... estamos em um hospital... — Nem vi me trazerem... — O senhor desmaiou.

Precisamos limpá-lo, cuidar do senhor. Os ferimentos são muito graves... vamos levá-lo lá para dentro... tudo bem para o senhor? — Me ajudem... me ajudem... sinto um sono que mal consigo falar... —E do remédio que lhe aplicaram. Durma em paz, Jesus o abençoe.

Análise Encontra-se o Espírito em desespero, fixado nos horrores de suas torturas. Essa forma de atendimento requer atitudes firmes, precisas. Assim, percebida a necessidade—retirá-lo dali, afastar o fogo-a inflexão de voz segura, firme, o uso do imperativo—confie-ouça - ecoam nele como certezas, despertam-lhe confiança que faz com que pouco a pouco ele reconstrua seu mundo mental em outras bases. -82- 0 Espírito, tranquilo, dirige-se ao atendente, cumprimentando-o: -Boa noite. - Que bom que o senhor me deseja boa noite. Isso quer dizer que o senhor está bem, não é? - £ sim. estou muito bem. - 0 senhor não tem nenhuma necessidade? Precisa de alguma coisa? - 0 que está sendo difícil é me desligar das ações wrioíos...

Penso em parar, mas, de repente, estou ali, junto a tudo que não mais quero fazer... - Mas o senhor não tem ajuda? -Não. Sou sozinho. Sei o que aconteceu comigo e não quem mais ser, agir, do modo como semprefui... - Se o senhor quiser ficar conosco, se o senhor permitir, temos aqui, companheiros especialistas nessa forma de ajuda... - Mas como vou pagar? - Isso é mais um detalhe que o senhor conhecerá. Aqui não há pagamentos. - Não entendo isso, entretanto, do modo como me encontro, não vou perder nada em tentar. O que devo fazer? - No momento vou apresentá-lo a esse senhor que se aproxima de nós.

Consegue vê-lo? -Sim, sim... - Eu os apresento... pode seguir com ele... tenho certeza de que o senhor vai se animar... - Tomara, senhora. Obrigado. Análise Destaque-se na atendente a certeza de que todo Espírito que chega, mesmo quando o faz tranquilamente, trazem si alguma necessidade. Se a atendente não tivesse essa certeza, esse é um tipode inicio por parte do Espírito, que deixa o atendente meio confuso, sem saber o que fazer. E o Espírito que deseja boa noite, significando nisso que está fora de um sofrimento físico atroz ou qualquer tipo de subjugação.

A habilidade da atendente levou-o a falar de si, encaminhando-o para que racionalmente fosse ajudado. - 83 - 0 Espírito move a cabeça, os lábios, junta as mãos em atitude deqiíem ora. Permanece assim algum tempo. De repente sai dessa posição. Começa a esfregar o peito e a virar a cabeça tentando respirar, o que faz com grande dificuldade. -Deixc-me ajudá-lo... respire assim como eu... siga-me... assim... devagar... novamente... isso... muito bem... -Essa dificuldade em respirar é terrível. Ultimamente, acontece com muita frequência... - Posso chamar o médico? -Não.

Meu tratamento éa igreja, é Deus. Médico... fui uma vez e eles não souberam o que eu tinha... não puderam me ajudar... Eles estudaram mas não sabem nada... Ninguém sabe mais que Deus... -0 senhor tem toda razão, mas quem sabe agora a gente não encontra um que realmente possa ajudá-lo... - Não creio... prefiro morrer, se essa for a vontade de Deus... - E se o senhor morrer, como será? - Fico dormindo esperando o juízo fina! e ai então, a felicidade para sempre. - Por que o senhor pensa assim? - Eu não penso assim — é assim — Tenho direito a essa felicidade-os erros quejá pratiquei, as bobagens todas quefiz - essas já foram perdoadas, de modo que só tenho as coisas boas, portanto, tenho direitos. - E se não for assim? - Ihiii... você é desses grupos espiritualistas, é? Já me levaram a um desses e me falaram tanta tolice... -0 senhor também é espiritualista... - Entendi o que você quer dizer - Então... ninguém morre...

— Eu sei que não... Jesus mesmo mostrou isso e retomou seu corpo de carne, como eu retomarei o meu após o juízo... — Repito a pergunta—e se não for assim? —E assim. Nós não vamos chegar a nada nessa conversa igual a todas que já tive.

A igreja é meu lar e é para lá que vou voltar. — Antes do senhor ir, diga-me: lá na igreja, entre seus conhecidos, houve alguém que morreu de quem o senhor gostas-a muito? — Que saudade... o padre José... que amigo... que pessoa admirável. Sabe... meu grande sonho era ser padre... Não consegui...

Padre José realizava tudo que não consegui... — E se o senhor visse o padre José? — Seriam artimanhas de vocês... fantasmas... — E se esse fantasma falasse, andasse... recordasse com o senhor detalhes que só ele e o senhor conhecem? — Eu diria que é uma força do seu pensamento.

— E se essa força o tocasse, lhe desse a mão num cumprimento que era usual entre vocês... Arregala os olhos... entra em sufocação... Suspira fundamente e... — Padre José... o senhor não está dormindo? Silêncio e, após uma expressão tranquila, até meio alegre...

— Estou maravilhado com o que o senhor está dizendo, mas, é duro de acreditar... Análise Um atendimento delicado no sentido de ser difícil. Espírito anaigado em suas crenças e não disposto a qualquer abertura ou pensamento diferente do seu. Contesta médicos, atendente. Como já foi absolvido de suas culpas, busca o sono e depois afelicidade que lhe é devida.

Afirma que retomará o corpo que fora dele. Se o atendente fosse contestar cada uma, e outras afirmações feitas, além de entrar em discussão acirraria o processo defensivo do Espirito que certamente iria embora. A paciência, a prudência, a coerência usada, levaram o atendimento a um bom termo. O fato do Espírito não se sentir desvalorizado ou contestado na sua forma de crer, possibilitou o diálogo. -84- O Espírito calmo, observa tudo, tranquilo. — Então... como está?

— Bem... já estive aqui antes... — E foi bem atendido? — Sim... naquele tempo, estava muito mal... — Que bom que já passou... Por que voltou hoje?

— Sabe o que é que é?... às vezes me bate um desânimo, uma vontade de largar tudo... — Mas você não tem alguém que o acompanha, que o ajuda? — Tenho... mas não me sinto à vontade com ele... — Por quê? — Ah! ele é tão seguro... faz tudo certinho que eu quase nada falo... tenho vergonha...

— Não é assim que as coisas se passam... Esse moço que o acompanha, luta... ele convive com as mesmas dúvidas e dificuldades suas_ — E. ele está falando que sim... — Na realidade, o que está faltando é esse entendimento entre vocês... Você deixar de vê-lo como alguém perfeito e falar- lhe de suas dúvidas, necessidades e ele também deixar-se conhecer mais por você. O que acham?

— Ele está sorrindo e diz ter sido excelente nós virmos aqui hoje. Que ele não conseguia chegar a mim e não sabia o porquê... Análise Interessante, calmo, sincero, o Espírito coloca sua dificuldade, sabedor do que precisa, mas desanimado. Embora acompanhado, não fala de si, não se deixa conhecer, não conhece os outros. Confiando ao atendente o porquê de não se abrir cora aquele que o assessora, sem que o atendente soubesse da presença do outro ali, as coisas se encaminharam de forma belíssima,era ajuda aos dois. -85- 0 Espirito se apresenta com a fisionomia alegre, risonho, inquieto. - Que lugarzinho horrível, hem? -Porquê? - Credo... saia... saia daqui... vá viver a vida - faça como eu fiz... eu aproveitei muito e aproveito ainda... -Porque você está aqui? -Procuro meus interesses. -Quais são eles? - E alguém que tocou meu coração... - E esse alguém está aqui nesta casa? - Sim e eu vou grudar nele; assim, quando ele desencarnar, eu fico com ele.

Ele não me escapa. - Ele é alguém que você já conhece? - Não importa; ele tocou meu coração. Quero-o para mim... -Vou pedir a nossos amigos aqui presentes que mostrem a sua ligação com essa pessoa. Olhe... Silêncio atencioso e a fisionomia se alternando em várias expressões. -Ele e isso?... que coisa horrível... não pode ser... estou passando mal... - O que aconteceu? Por que essa aflição? -A senhora não entende... preciso ficar longe dele... ele não e o que aparenta... é asqueroso... levem-no embora... ajudem-me...

Análise Um caso diferente em que a desencarnada se sente atraída por alguém encarnado. Deixa segura sua ideia de colar-se a ele. Percebe a atendente a inutilidade de tentar convencé-la a outros rumos. Pergunta-lhe se lembra de encontros anteriores, ao que ela responde que não quer nem saber. A providência tomada de pedir aos amigos espirituais que mostrassem as ligações havidas, foi o meio para que esse Espírito como que acordasse. -86- 0 Espirito chega calmo, mas demonstra algum desagrado. -0 que se passa? - Acho que não deveria estar aqui. -Porque se coloca dessa forma? -Porque, principalmente, não tenho religião nenhuma.

Trouxeram-me aqui; insistiram para que ficasse, mas... não tem nada a ver comigo. - Por que o senhor ressalta o aspecto religião? -Hoje mesmo — falaram de Deus, um pouco de Jesus e mais uma porção de coisas. O que estou fazendo aqui? Nunca fui dessas coisas de padres, pastores, terreiros... - Como ou por que vivia? - Porque tinha que viver. Nunca fui de perder tempo pondo caraminholas na cabeça, criando situações que devem ser justificadas... A senhora vê: - a conversa da mocinha ali... (estudávamos o livro "Palavras de Vida Eterna ", a lição "O primeiro passo ” e os comentários giraram em tomo da necessidade de formação de consciência, direitos e deveres) quando falou do moço que, no rádio do carro, ouvia música em alto volume... desrespeitando direitos, deveres, sei lá...

Coitada dessa moça... a cabeça dela está cheia de complicação... não era mais fácil ela gostar de música sem ficar pensando isso ou aquilo? - 0 senhor não entendeu que ela apenas citou um exemplo, estávamos justamente questionando até onde vai o direito de cada um... - A senhora sabe... uma vez e isso já faz muito, muito tempo. Gostei tanto que até escrevi num caderno para não esquecer. Depois recortei e coloquei na minha oficina. A frase dizia assim: - "a religião é o ópio do povo "-A senhora sabe o que é ópio? Epior que o cigarro, que qualquer outra droga... nem os maiores viciados usam...

Achei a frase maravilhosa, verdadeira... Observava no serviço: todos os que entravamem uma religião, ficavam como que fora da realidade... falavam de Jesus, de Jesus... ficavam fora da realidade... esqueciam dt ouvir os passarinhos, viver a vida... viviam de cabeça cheia... coitadinho da moça... — Essa frase que o senhor citou foi dita no sentido de que, naquela época, a religião era usada como meio de dominaçãoeda prescrevia o que se podia ou não fazer, segundo interesses próprios. Era usada como meio de constranger pelo castigo o que podia ou não ser feito. — Entendi diferente, mas mesmo assim... esse tal de pecado, demônio é tudo meio, sabe..., de frear as pessoas de fora para dentro, não sei se a senhora me entende.

Tenho vontade de comer, vou comer; de dormir, vou dormir... para que complicar? Não quero saber se existe Deus, o demónio... Olho ao meu redor e vejo tanta coisa bonita, boa... não vou querer discutir, saber se foi Deus ou o demônio que fez... aproveito as coisas boas, sem passar rasteira em ninguém, nas outros... Se eu viver a vida assim, para que ou por que encher minha cabeça? — Realmente esse seria um ideal muito bonito de yida- vivê-la bem sem prejudicar o outro...

— E por que então, de certa forma, fui obrigado a vir aqui e ouvir essas coisas que para mim não fazem a menor diferença? —Haverá um motivo e nós vamos descobrí-lo. Antes, diga- me: —como o senhor tem vivido? Na oficina? — Não.

A oficina vendi, fechei. Sabe como é - filhos crescidos e nenhum quis saber de sujar as mãos com graxa- minha velha, ou melhor, minha mulher já morreu... tenho aposentadoria, o aluguel de algumas casinhas e gosto mesmo e de pescar... —O senhor continua a pescar? - Engraçado... agora que a senhora me pergunta, acho que já faz algum tempo que não chego à beira de um rio... por que será? Por que essa falta de vontade?... Fica algum tempo em silêncio e depois: - Estou lembrando: tenho dois companheiros... sempre gostamos de pescar juntos, mas eles morreram... um já faz alguns meses e o outro algumas semanas, por isso é que não tenho ido. - Morreram os dois companheiros e a sua esposa.

O que o senhor acha que aconteceu com eles? a I Tenho duas respostas embora não acredite em nenhuma delas: I - acho que tudo a apodreceu, o bicho comeu, acabou: 2 - tem aquela história de céu, inferno, mas como disse para a senhora, não acredito. - Mas a morte vai chegar, para mim, para o senhor, e aí? - Aí eu vou ver o que acontece... por que encher a cabeça antes?... - 0 senhor acha que os que partiram acabaram?... Sua esposa, por exemplo... toda uma vida para de repente desaparecei? - E complicado... esse tal de amor também... vivíamos juntos e era só encrenca... ela me xingava... depois, sentia saudades dos xingamentos dela... das conversas com os amigos... - Vamos olhar ao nosso redor... chegaram algumas pessoas... será que as conhecemos? Ele olha para a sua esquerda e permanece algum tempo em atitude atenciosa, vez por outra balança a cabeça. Volta-se para a atendenteediz: I Então eu já morri? Estou vendo, falando com eles? - Pergunte o senhor mesmo a eles. - Bom... eu já morrí... - Entende agora porque o senhor foi trazido? - Ai dona... que vergonha... falei tanta bobagem... a senhora me desculpa?...

Análise Um atendimento longo, impossível de ser abreviado, dado a lucidez e as certezas sob as quais vivera esse senhor. Suas observações tinham fundamento, segundo seu modo de prensar e qualquer pressa ou "revelação” que a atendente tentasse fazer, seria contestada com fundamentos que lhe eram reais. No desenrolar de uma conversa amena, interessante na qual ele sentiu que não seria forçado ou que não tentariam convencê-lo de nada, os assuntos fluíram até que o sentimento possibilitou reencontros. -87- Trata-se este de um atendimento diferente no qual a sensibilidade do atendente foi exigida ao máximo. Ligado ao Espírito comunicante, a médium nada falava. Demonstrava torpor, alienação da realidade.

A atendente em prece, une-se aos amigos espirituais responsáveis pelo caso e começa a dizer: -Estamos em tratamento... sintam... há energias que se iniciam em nossos pés; crescem em círculos envolvendo todo nosso corpo», sintam... elas culminam em nossa cabeça e são absorvidas... outra vez... desde os pés... o corpo todo... a cabeça... assim... assim... de novo, recomeçam e agora ao penetrar na cabeça proporcionam sono... assim podemos dormir... assim... devagar... Análise Na avaliação, a médium analisa que, nos dois atendimentos anteriores, os atendentes não conseguiram percebera necessidade real desses Espíritos que não falavam porque não pensavam. Estavam tão obnubilados que não conseguiam concatenar ideias, imagens, pensamentos, o que por decorrência, não podendo passá- las ao médium, esse não tinha como se expressar. Foram trazidos, exatamente, para esse tratamento com as energias densas dos desencarnados, a fim de que, no tempo próprio readquiram alguma consciência e consigam expressar sua realidade. Transcrevemos este atendimento pelo inusitado dele.

Normalmente, os Espíritos que não falam, o fazem porque são renitentes, não querem mesmo falar, se expressar, outros eram mudos quando encarnados ou conservam as limitações de uma traqueostomia, de alguma doença, tumor, facada, etc. Quando a atendente optou por enfocar o tratamento, após mentalmente recordar os possíveis motivos pelos quais um Espírito não se expressa, ligou-se intensamente aos amigos espirituais,com certeza de que em sua mente surgiría a direção adequada. Só depois, na avaliação, é que ficamos sabendo do estado mental desses Espíritos, incapazes, nesse momento, de concatenar ideias ou ter consciência de si. Destaca-se a importância do atendente não ficara aflito e não se dispor a trabalhar sozinho e sim ligado, unido ao amigo espiritual responsável pelo caso. -88- Aflição denotando grande incômodo em atendimento que aconteceu quando a reunião já se encaminhava para o final. - Por que... por que não me atendem?... a gente vai ficando para Irás... -iá estou aqui... desculpe... desculpe a demora... I Olhe em que estado me encontro... todo molhado... que cheiro ruim... -Vamos tirá-lo daí agora mesmo... | Como?... não posso sair... -Os moços que aqui estão, vão tirá-lo e colocá-lo nesta macaaqui para que possamos levá-lo...

Logo o senhor estará mais confortável. Confie em nós... Vamos. Análise Um atendimento que não englobava grandes raciocínios ou conversa. Lidava-se com a indignação na demora para ser atendido, mas a principal necessidade era sentir-se molhado e cheirando mal.

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.