[user_registration_my_account]
Capítulo 15 de 26
Parte 15 de 26
Atendimento a Desencarnados · Chico Xavier, pelo espírito Emmanuel
Não sei explicar, que rumo tomar, estou desorientado... perdido... Podem me ajudar? - Para isso aqui estamos... olhe ao nosso redor com atenção... veja se há alguém que o senhor conhece... -Ai, ai que dor de cabeça -0 que lhe causa essa dor? -Arrume... arrume outra gaiola de vidro... vou estar melhor lá... ande... - Por que quer se prender novamente? -Não contava com isso... essas pessoas... veja... estou aposto... -0 que querem com o senhor? -Cobranças... olhe a cara deles... vou ser punido... elas uão perdoam... -Elas também vão ser ajudadas... confie... - Não tem um modo da senhora falar com elas que talvez tmdiaeupossa arrumar tudo?... -Tem jeito sim... olhe bem... cada um deles já está também sendo ajudado... - Então não preciso mais da gaiola, nem me esconder ou fugir? - Exatamente. Agora o senhor precisa ficar conosco para se tratar, ver enfim o que o senhor realmente necessita. - Fico sim, dona... Nossa... nem parece... Análise Tão logo a atendente tenha percebido que a “gaiola" constituía-se como “proteção” criada pela mente dele, de nada adiantaria revelar-lhe.
A mesma coisa, quando fala das pessoas que buscavam vingança: poderíam ser reais ou lembranças, ideias fixas de algo passado. A atendente apenas assegurou-lhe que elas iriam ser ajudadas, sairíam dali, o que foi suficiente para sossegá-lo e aceitar futuros procedimentos. -108- IPor que trouxeram ele aqui... não posso ajudar... -Quem foi trazido? -Ele,obebê... ele chora muito... deve estar com fome... -Pode pegá-lo? -Posso, mas não quero... -Porquê? - Tenho medo de arranhá-lo... veja as minhas garras... mdiferente... acho que não sou humano como vocês... -Mas, lembre-se nem sempre foi assim... -0 bebê precisa de ajuda... não consigo tocá-lo... não um feri-lo... -Conte-me como você era antes de ficar assim...Sempre fui muito feio... não tinha mãos, braços... chorava muito... não sabia como me locomover... não conseguia andar... apenas chorava... chorava muito como esse bebê... -Você deixa que eu te ajude? - Mas como? - Primeiro você precisa querer e confiar, ter certeza de que podemos ajudá-lo. - Eu quero mas como vai ser? -Vê a minha perna? - Vejo. -Vbcê, nesse corpo de agora também tem. Veja... faça igual estou fazendo... estique... levante a perna... -Vamos... junto comigo... você tem perna... -Me acuda... socorro... está formigando tudo... -Isso... muito bem... continue sentindo... - 0 que está acontecendo? Eu mudei... não tenho mais gorras... eu pareço humano... -Você é humano... —Eo nenê?
Posso pegá-lo? -Claro... fique a vontade... —Ele é lindo... chupeta... ele está sorrindo... veja... veja., eu vou com a senhora... Análise Na realidade esse é um caso que no seu desenrolar não ficou muito claro. Quem era o bebê que ele via? Era ele próprio?
Era algum amigo, familiar, que se apresentando na forma de necessitado, mobilizava-lhe as fibras do sentimento, levando-o a ter consciência das próprias limitações e pelo desejo de ajudar, fazer alguma coisa para mudar-se? Embora interessante, não saberemos, porém o importante é que ele possibilitou-se sair do campo mental em que se mantinha sofrendo. -109 - -Não entendo o que eles me falam... - E o que eles lhe dizem? -Que devo cuidar desse bebê... mas... eunãosei... nunca cuidei de um... - Por que ele foi trazido para você? -A moça diz que ele é meu filho... Isso é impossível... mea tive filhos... - Pense... deve haver um motivo muito forte, muito importante... 0 que a moça lhe diz? - Mas eu não podia cuidar... como iria fazê-lo?... Não fiem... não quero pensar nisso... me ajudem... - Confie... se você foi aqui trazida e posta a par dessa realidade, isso significa que está pronta para retomar-se... Não tenha medo... deixe-nos ajudá-la... -Por favor... por favor... não me deixem só...
Análise Presume-se que estamos diante de uma situação de aborto, no qual o importante não foi ou seria discutir o fato em si, mas amparar a mãe nesse momento de despertamento. -110 - O Espírito chega descontraído, sem medo, sem surpresa, aparentemente normal. § E então, como está? - Bem... legal. -O que faz? -Agora, nada assim de fazer... procuro um cara... - E antes? - Eu ajudava... descascava batatinha para a sopa, uma vez por semana... tinha uma turma, gostava de andar com ela. - E sua casa? - Minha casa, nada a ver... não tinha condições de ficar lá... não combinava com eles... esse negócio de obediência, minha cabeça não aguentava... caí fora... - E isso faz tempo? - Sei lá... acho que tinha sete, oito anos... fui pra rua, achei a turma legal e fiquei com eles... - Mas... como viveu... como foi sua vida? - Então, hoje, a senhora vê, sou moço... Nesse tempo todo havia aquelas senhoras que queriam que a gente se tomasse gente boa... a gente ficava um tempo lá e depois... rua... Dali um tempo elas apareciam de novo, a gente voltava, fugia de novo... era legal... -E depois? - Sei lá... voltei várias vezes e não vi mais ninguém.. Não sei o que aconteceu... Agora me trouxeram aqui...
A senhora é daquelas que nos buscavam na rua, né? Que bom que a encontrei. - Conta pra mim... por que está sozinho? E a sua turma? - Não vi mais ninguém... - Mas, por quê? Vocês se davam bem... - Houve uma briga... o cara quebrou a garrafa e eu me machuquei muito... Depois não vi mais eles... estou que procuro, nas, ele é bem mais danado que eu... não acho... - E nesse meio tempo?... -Não sei como fui parar, vou falar baixo. hein?!...Fui par num Centro Espirita... curaram meus machucados... até ai joi bom... mas depois... queriam que eu estudasse e eu não alava a fim de estudar... sou diferente daqueles outros lá da (toe... - Na realidade, o que seria bom para você... o que o deixaria feliz? -Sei lá... tenho uma dor aqui dentro... uma vontade de chorar... nunca dei certo com pai, mãe, irmãos, avós... só a rua t a não ser aquelas senhoras tão boas e agora a senhora...
Eu ião quero estudar... nunca gostei... -E o que gostaria de fazer? Com que pensa ocupar-se? -Gosto mesmo é de terra... fazer horta, canteiro... - Muito bom... esse é um trabalho muito bonito... lida com a natureza... produz alimentos, beleza... Acho que temos um lugar desses para você... o que acha? -Ah senhora! Arruma, arruma para mim... Análise Uma história tão real e que demonstra a importância da assistência, não importando até, se a pessoa foge ou vai embora. 0 bem praticado deixa raízes, lembranças nas quais o Espirito volta a buscar momentos que de alguma forma se lhe representaram segurança, paz, etc.
Destaca-se outro cuidado—oferecer, ou sondar, procurar conhecera aptidão, o que o Espírito se sente capaz. Pelo que ele colocou, sentia-se deslocado ao ser levado a uma classe na qual, certamente, os jovens já estavam mais despertos, preparados. Surge a dúvida—mas, se ele não tinha esse preparo, por que o incluíram na classe? Recorde-se que, quem anteriormente o atendeu, encaminhou-o para lá, talvez sem conhecer, sentir seu estágio evolutivo. A classe o recebeu - ele, porém, não se adequou, daí a necessidade da nova tentativa, em atividade que lhe preencha ou atinja o estágio em que nesse momento está.
- 111 - O Espírito apresenta-se altivo, seguro de si. - Nem precisam me perguntar por que vim; já vou logo falando para vocês pouparem o Seu tempo e me deixarem em paz. - E o que gostaria de falar? - Avisar, avisar que sou mau, muito mau. Gosto de sangue, de ver sangue, de ver gente implorar, gemer... Sou bom no chicote... O atendente tenta falar e simplesmente ele não dá ouvidos continua... -Adoro e cada vez eu vou fazer mais, mais maldades... cortar o dedo... pedacinho a pedacinho... O atendente tenta novamente entrar e...Já olhei cada um aqui... já vi do que cada um tem medo... e vai ser assim,... sofrimento, chicotada, choro, quanto mais melhor... - Muito bem. Chega! - Como fala assim comigo? - Até agora eu o ouvi - agora o senhor o fará - ao invés de se exteriorizar através de ameaças, de rispidez, olhe-se, veja como está, como precisa de cuidados, de ajuda. Foi no senhor que bateram, machucaram? ; Começa a chorar... -Aqui o senhor não precisa exteriorizar-se assim. Neste local, os que aqui estão, ajudam, socorrem, tratam, conversam.
O senhor, por exemplo, está todo machucado. Deixe-me tratar, alimentar, cuidar do senhor. O que pensa?... - Por favor... por favor... me ajudem... Análise A forma agressiva da chegada, o falar sem parar, as ameaças são significativas da fragilidade do Espírito. Não ouvia por não querer ou porque estava tão envolvido em proteger-se que não apresentava brecha para o diálogo. Fechara-se, mostrava-se impermeável, daí porque o atendente precisou usar de energia, para chocá-lo, estabelecendo uma parada, que lhe possibilitasse ouvir. Pelo choro em que se prostrou, parece- nos que a atitude belicosa era mesmo para proteger-se. -112- Espírito com expressão de quem sofre. Cabeça pendida para frente, face contristada... * - Deixe-me ajudar... - Minha cabeça... ai... está grande, pesada e como dói... olha o sangue... que dor... - Vou segurar sua mão enquanto os médicos começam a tratar... assim... estão limpando... agora vão enfaixar... respire fundo... há remédios espalhados ao seu redor... assim... O Espírito tomba de vez a cabeça sobre o peito, dando a impressão de que dormiu e que o levaram.
Análise Um caso aparentemente simples e que poderia ter se complicado se o atendente tentasse qualquer outra abordagem. Seu estado, no entanto, era de tal alheamento, que tão logo sentiu-se em tratamento, confiou e dormiu. Aos poucos, na proporção em que se reequilibrar será novamente trazido ou não conforme requerer seu processo de despertamento. -113- - Tenho ódio... ódio... muito ódio... Respira fundo e retoma... —Deus... justiça de Deus... onde? Não existe isso. - Por que fala assim? - Por quê? Olha, eu não sou daqueles que por qualquer coisinha se sente injustiçado. Eu sou calejado, mas, veja, mataram meu irmão... isso não é qualquer coisinha... quero vingança e vingança das brabas... - Quer contar-me o que aconteceu? - Aquele cara... falou que meu irmão não entregou o que devia e atirou nele. Fiquei louco... fui em casa, peguei meu trinta e oito e fui lá fazer justiça... -E... - Cheguei lá e atirei, mas ele estava me esperando e também atirou em mim, só que eu até cair de vez continuei atirando... -E... - Ele morreu e eu também.
Mas não estou satisfeito, quero justiça... não o vi mais, nem ele nem o grupo dele... Quero encontrá-los... - Se você os reencontrasse, em que as coisas iriam mudar? Não é melhor, olhar para frente, caminhar daqui para diante? Entender por que seu irmão partiu daquele modo... há em tudo uma resposta, um porquê, uma razão... não gostaria de conhecer? —Não sei não... - Conheça, depois você decide... - Me fala uma coisa: - aqui se faz negócio? - Que negócio você quer dizer? - Tráfico... droga, tem? - Tem... olha aí na sua frente... A expressão do Espírito como que se transformou, num Atendimento A Desencarnados misto de incredulidade, alegria, espanto... - Estão aí, experimente a que quiser... verá que é melhor que qualquer outra que porventura conheça. - Posso mesmo? -Sim —Hum!... é boa... boa mesmo. -É sua, caso queira. - Vou encher os bolsos... A senhora... a senhora é do ramo? - O que você acha? - Não sei... mas se soubesse que morrer era tão bom...
-Veja... as coisas não são bem assim... você... você e seu irmão... os dois estão doentes, precisam recuperar a saúde... —A senhora é engraçada... parece umafreirafalando... primeiro me dá barato agora fala que vai cuidar de mim... - Sim, é preciso que você se trate, que se recupere. Proponho ficar aqui e iniciarmos o tratamento... - E isso aqui, não vai faltar? -Aqui não falta nada... você é que, com o tempo, preferirá outras coisas... -Acho que a senhora está pedindo demais... eu não sei como fazer... - E quem disse que ficará sozinho? Até agora, você e eu não nos demos bem? -Se a senhora ficar comigo, sei que vou conseguir... a senhora é dura, mas, é legal. - Eu não posso ficar com você... devo atender, tenho outros trabalhos, mas, virá uma senhora muito mais legal que eu, tenho certeza, você vai se encantar com ela... - E essa aí? -Sim. -Elaparece sim gente boa... vou com ela... vamos ver.
Análise Fatos se sobrepondo a fatos: o ódio, a justiça de Deus, o irmão, a vingança, o desencarne, a necessidade de alimentar o vício e entre Vários outros apartes ou provocações do Espírito, a atendente calma, carinhosa, firme, estabelece laços de confiança que possibilitam que aceite ser ajudado.260 r Atendimento A Desencarnados -114- Espírito apresenta-se impaciente. -O que foi? - O que foi? O que foi? Não está vendo que estava acabando de acordar? Estou com fome. Pega logo meu café da manhã... B- Já está chegando... quer tomá-lo agora? - E a cadeira de rodas? - Hoje pode tomar aqui mesmo no quarto... -Então, avisa lá... fala também para a enfermeiro?. - Pode deixar. Tome seu café e depois, se quiser, conte- me o que aconteceu. -Não aconteceu nada... acordei, só isso, acordei sozinho como todo dia... - O senhor esteve doente? -Doente não. Eu só não movimento a perna esquerda... Sofri um acidente de carro, você ficou sabendo? - Levaram-no para o hospital, não foi?
-Foi... aí... depois não sei bem o que aconteceu... não sei se melhorei... se me transferiram de hospital... acho que as coisas se complicaram mas não sei bem como ou o que explicar. -Não se preocupe com isso... neste hospital aqui o senhor encontrará as respostas que precisa, inclusive, parece-nos que chegam visitas, pessoas que o senhor conhece e que gostariam de falar-lhe. Podemos levá-lo? -Ah sim, por favor, faça isso. Análise Um caso até certo ponto difícil, pois, ao lado do Espírito demonstrar lucidez em relação a alguns fatos, não se abre ou está fechado conscientemente ou não para outros. O atendente esclarece que se sentiu inspirado a dizer sobre a chegada das visitas, familiares, certamente desencarnados e que iriam pô-lo a par do seu real estado. - 115 - Espírito olha para um lado, outro, observa, torce as mãos e nada diz. - O que foi? O que representa sua atitude? - Preocupação. Estou bastante preocupado... vejo os estudos de vocês, literatura edificante, mas, onde fica o sofrimento humano inserido em tanta cultura?
Onde estão os sofredores, o amparo, a predisposição para amar? Onde o olhar caridoso para aqueles que são considerados abjetos? Estarão nos seus livros? - O estudo, a troca de reflexões visa exatamente sensibilizar o coração, aclarar o raciocínio, treinar a sensibilidade. - O tempo urge - vi toda desgraça humana que não está descrita em livro nenhum; a barbárie no seu grau mais baixo; o sofrimento que enclausura e destrói. Vi a consequência de meus atos, minha falta de atitudes, eu vi e gritei como se com o grito eu pudesse arrancar do peito tanta dor e eu, eu que sou capaz de dar a vida, embora me considere vil, clamei com todas as forças para que um ser, um único que fosse, e que atua em nome desse Deus que não conheço, me estendesse a mão, me ajudasse e minha voz ficou seca no deserto. - Tudo que o senhor me relata é real e justamente é necessário que estudemos para que desperte, sentindo a dor do outro. - Olha para mim, não tenho o que ofertar, mas penso o que seria possível fazer para parar de ouvir os gritos de almas em desespero...
-Tenho um convite... - Antes de fazê-lo, permita que me recomponha... a razão da revolta de tudo quanto disse está na recusa em atender minhas rogativas... Dizem que preciso de um tempo e não consigo entender como esse tempo é fator de empecilho para socorrer o que sofre... tem que ser agora, não pode haver espera... - Ninguém está alienado da misericórdia divina. Todos a seu tempo e segundo a necessidade estão sendo assistidos. E é a isso que o convidamos a conhecer, entender... - Tempo perdido... quisera unir minhas mãos em concha, enchê-las d'água e mitigar a sede dos que sofrem... Chora, chora sentido... Acalma-se um pouco... parece escutar alguém, e... - Como, como me descobriu? E o que adianta tê-lo feito? Não sou digno... sou um monstro... - O que se passa? —Ele estudou comigo. Fomos muito amigos, ele me pede que o ouça e que pare com tudo isso que falei até agora porque o maior necessitado sou eu que fujo da realidade... Ele é duro, senhora, ele é duro comigo... - Agora pode sim parecer-lhe. Na realidade é seu verdadeiro amigo.
Diz-lhe a verdade que ninguém teve coragem de dizer-lhe... vá com ele... há muito a ser feito... —Mas senhora, de verdade, eu quero ser mãe e pai para os que sofrem. -Acredito nisso e certamente assim será. Agora, o senhor precisa de carinho, da firmeza atenciosa daqueles que o amam. Vá, siga com eles. Análise De certa forma, um caso difícil de um Espírito que, ao mesmo tempo confuso e lúcido nas apreciações, ocultava a própria carência. Quando, embora não falando, chora sentindo sua própria dor, vê o amigo que lhe fala (fazendo o papel do atendente), com a liberdade da amizade da sua fuga e reais necessidades. Na realidade, este caso funcionou com dois atendentes - o encarnado, um preparou o campo para a ação do segundo, o amigo desencarnado. -116-
- Como foi sua semana? -Ótima. E a sua? -Péssima... terrível.
- Por que coloca assim? - Corri atrás de uma porção de pessoas... tentei induzir, influenciar este, aquele, mas ninguém me percebeu, ninguém Se dá ao respeito de me perceber... - E por que o senhor ficou atrás dessas pessoas? - Preciso auscultar-lhes os sentimentos... sondar os planos, as ideias que têm e passar ao meu líder... quero ver, a hora em que o líder de vocês cair... vai cada um para o seu lado... -Não é assim, senhor. Nossa liderança aqui é centrada em Jesus. Qualquer integrante do grupo que, por algum motivo precise se afastar, outro chegará. O trabalho é de Jesus e Nele todos nos unimos. - Não sou educado, gentil... estou irritado, com ódio, com sede de vingança, odeio a todos — vou me revelar - não sou o sonho que me fizeram colocar na inquisição toda minha luta... vaidade... abandono... tenho ódio de vocês, médiuns... Eu também, sendo um, perdi até minha própria fama, perseguido, humilhado... quero ficar nas trevas e perseguir todos... obsediar... enlouquecer... -Antes de continuar seu trabalho, peço-lhe um instante de atenção.
E possível? - Um momento a mais ou a menos, tanto faz. O que quer? - Nunca ninguém se aproximou do senhor? - Como? Aproximar como? - Para ajudá-lo, para conversar com o senhor... - O que é isso? Aproximação comigo até agora sempre foi por alguma troca de favores ou algum interesse... —Eu lhe afirmo - veja bem - afirmo, que desde os dias de seus sofrimentos, há pessoas ou uma pessoa, que o chama, que está constantemente a seu lado, que se preocupa com o senhor e certamente o trouxe aqui hoje... - E por que não vejo?
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.