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Capítulo 24 de 26
Parte 24 de 26
Atendimento a Desencarnados · Chico Xavier, pelo espírito Emmanuel
diferenciam. Bozzano as divide em subgrupos: ( ) A- Mensagens inconscientemente transmitidas ao médium por pessoas imersas no sono. Família composta de mãe, a que assina o fato, irmã e irmão mais velho, este trabalhando na Sibéria. Necessitavam de um documento referente à irmã. Como não achavam, escreveram carta ao irmão. Não recebendo resposta, enviaram telegrama que também não teve resposta. Aproximava-se o dia em que deveriam apresentar às autoridades o referido documento. Como costume, à noite realizaram a sessão. Mensagens por psicografia chegavam. De repente, em meio a uma palavra, o médium pára de escrever. Depois de mais ou menos um minuto, recomeça em letras ilegíveis e de modo incerto. Não conseguiram ler e quando se perguntou ao médium quem era o Espírito comunicante, ele escreveu claramente o nome do irmão ausente. Espantaram-se. Entenderam que ele havia monido e que por essa razão não respondera a carta e o telegrama. Angustiados interromperam a reunião.
Passado algum tempo, o médium toma o lápis e escreve linhas nas quais ficou legível a frase: a certidão está guardada em um escaninho interno, secreto, do meu cofre (...) tão logo abriram a gaveta, lá estava o documento. Amargurados e abatidos, pois criam que a mensagem viera do irmão morto, encerrou-se a sessão e em prantos, tristíssimos, se recolheram. No dia seguinte, chega um telegrama. Aberto, nele consta: "(...) a certidão está guardada em escaninho interno, secreto, do meu cofre ". Alguns dias após, chega uma carta que esclareceu o fato. Tendo o rapaz voltado certa noite para casa (justamente conforme a data, na noite da sessão), fatigado e aflito por não ter podido escrever, chamou o criado e mandou-o passar o telegrama mencionado. Vencido pela fadiga, deitou-se entrando em profundo sono. Sonhou que estivera na casa da mãe e que pcssoalmente dera a resposta. O sonho ficou-lhe fortemente impresso na memória e no dia seguinte ainda sentia ter estado com os seus. “(...)
Ao ter a honra de levar ao seu conhecimento o presente caso, certamente notável, de comunicação medi única da parte de um vivo, faço-me fiador da veracidade do que exponho, etc..." B- Mensagens transmitidas inconscientemente ao médium por pessoas em estado
11 6-BOZZANO, Ernesto, Comunicações Mediúnicas entre Vivos, 4a. ed. ED1CEL, Sito Paulo-SP, p- 31,48,59,102,160,166,167,168,169,170) . de vigília O autor (Bozzano) relata ter em seus arquivos casos pertencentes a comunicações mcdiúnicas entre vivos e, dentre estas, poderia destacar cinco exemplos. Submetendo-os a maiores análises, três não se encaixariam na conotação acima, uma vez que ao dar-se a comunicação, dois agentes estavam enfermos, acamados, circunstância esta que toma impossível afirmar que no momento da comunicação a distância, não tivessem adormecido por um instante. O terceiro caso trata-se de uma senhora atacada de grave crise de neurastenia, durante a qual o filho, em lugar afastado, sente impulso em sua mão e escreve: “Estou muito doente, meu filho!” Também aqui não é possível afirmar com segurança tratar-se de uma comunicação de alguém acordado porque, primeiramente, no momento da crise, desejando ter o filho ao seu lado, pensou nele ardentemente. Depois, é possível que durante a grave crise, a senhora tenha vivido rápidos intervalos de “ausência psíquica”.
Sobraram dois exemplos: o primeiro foi descrito pela mediunidade vidente e o segundo pela tiptologia. "(...) De qualquer forma, relata os fatos, pelo menos para demonstração da tese contrária, quer dizer que por via de regra as mensagens mediúnicas entre vivos não se podem verificar quando o agente se acha em estado de vigília e não está pensando o percipiente a distância, salvo sempre em circunstâncias especiais que, em nosso caso são bastante discutíveis, mas de qualquer modo não infiram a regra Em síntese: uma condição de sono notório ou disfarçado, mesmo que sejam pequenas fugas, e necessário e será facilitada se o sensitivo, agente em estado de vigília, esteve ou está pensando na determinada pessoa. C- Mensagens obtidas por expressa vontade do médium, às quais são aplicáveis as hipóteses da “clarividência telepática e de telemnesia” (Telemnesia = conteúdos retirados pelos médiuns nas subconsciências dos vivos que conheceram o morto que se afirma presente) Esta modalidade implícita que na subconsciência dos vivos há registros de conhecimento do morto que se afirma presente.
Faz- se necessário lembrar que as comunicações são “limitadas” pela necessidade imprescindível da relação psíquica que não se estabelece senão com as pessoas vinculadas ao sensitivo ou aos presentes por profundos sentimentos afetivos e em circunstancias especiais, laços de parentesco, amizade ou conhecimento ”(...)” nunca, porém, com pessoas totalmente desconhecidas do médium e dos presentes”. D- Mensagens transmitidas ao médium pela vontade expressa do agente isto é, de pessoas distantes São estas diametralmente opostas à anterior ou seja: ao invés do médium se propor entrar em relação com a subconsciência de pessoas distantes, aqui estas que querem entrar em relação com a subconsciência do médium.
Necessário salientar que transmissões telepáticas mediúnicas a distância entre pessoas vivas em vigília são raras, ao passo que, frequentes, na condição do sono manifesto ou disfarçado. Ainda, as comunicações transmitidas ao médium, pela vontade consciente de uma pessoa próxima ou afastada diferem grandemente daquelas transmitidas pela vontade subconsciente de alguém em sono manifesto ou disfarçado. No primeiro caso, trata-se de uma condição telepático- mediúnica. A mensagem é simples e não assume o caráter de diálogo. No segundo caso há esse caráter, significando não mais a transmissão tclepático-mediúnica e sim de uma conversa verdadeira entre duas personalidades espirituais subconscientes.
Nas comunicações entre vivos é dado comprovar a realidade do fenômeno, interrogando as pessoas colocadas “nos extremos do fio transmissor”. Esses acontecimentos são raros. O experimentador (Bozzano) diz possuir três deles e assim mesmo, dois não preenchem todas as exigências comprobatórias. Informa ainda que em Aksakof “Animismo e Espiritismo”, são citados mais três casos, parecidos entre si, porém, com a variante de que as mensagens foram obtidas com o auxílio de uma entidade espiritual intermediária. O senhor Horácio Catucei era membro de um círculo experimental na cidade de Paplanta, Estado de Vera Cruz, onde morava.
Precisou mudar-se para Jalapa-Enriquez, continuando aí suas pesquisas psíquicas. Certa noite, conversando com um de seus companheiros de estudos, o senhor C. G, lembrou-se de que, naquele dia e hora, seus amigos de Vera Cruz estariam reunidos em sessão. Teve a ideia de tentar uma experiência: pediu ao amigo que o deixasse a sós, escreveu uma linha e procurou, concentrando para tal fim toda a sua vontade, transmiti-la para os amigos de Vera- Cruz. Era costume, o senhor E.
M., presidente desse grupo, corresponder-se com o senhor Horácio comentando, contando algumas ocorrências. Nessa semana, que coincidia com a experiência acima, o senhor Horácio lê: “(...) Tudo ia bem, porém, pouco faltou para intrometer-se, transmitindo-nos uma mensagem firmada nada menos que por você que está tão vivo quanto eu. Envio- lhe uma cópia do que nos disse, para que se divirta, lendo-a." A referida cópia continha a reprodução exata da comunicação transmitida pelo senhor Horácio. No caso exposto, houve intensa concentração da vontade, a ponto do senhor Horácio ter ou mentalizar os amigos distantes, reunidos em sessão, bem como a sensação de agir em pessoa sobre a mesa transmitindo telepaticamente sua mensagem. Completa Bozzano: “(...) As condições de intensa concentração da vontade são próprias a três categorias de fenômenos: pura visão alucinatória, legitima visão clarividente ou autêntico fenômeno de bilocação. ” E- Casos de transmissão em que o vivo que se comunica mediunicamente é um moribundo no momento da morte ou da agonia Emma Hardinge-Britten, em seu livro “Modem American Spiritualism’", pág. 500, narra várias experiências referentes ao tema.
Em uma delas conta que na casa do sr. Laird era comum a realização de sessões. A médium era sua esposa. Um filho deles bem como um do Dr. Marsdem lutavam na Guerra de Secessão norteamericana.
Quando os dois jovens morreram manifestaram-se à médium pela visão clarividente. O filho do Dr. Marsden o fez ainda que mortalmente ferido no campo de batalha. A senhora Hardinge- Britten, que também estava na experiência, conta que nesse grupo desolado pela falta de notícias, durante a sessão, a senhora Laird em sono mediúnico põe-se a falar: "Avise meu pai que parta imediatamente para Donaldsonville. Ali procure o Cap.
Somers, comandante de minha companhia." O Dr. Marsden parte imediatamente. Cinco semanas depois retoma com o ataúde e os restos mortais do filho, contando que o capitão lhe dissera que ferido, o rapaz foi transportado para o posto de socorro onde expirara lentamentc. Antes, pedira ao Cap. Somcrs que informasse aos pais o que lhe acontecera e que marcasse o local de seu scpultamento de modo a facilitar ao pai a identificação, quando viesse buscar-lhe os despojos.
O Cap. Somcrs fizera-lhe a vontade mas não chegara escrever à família porque adoecera gravemente. Quando este vê o pai do jovem chegar, supõe que ele desconhecia o fato da morte do filho. Quando lhe é contado o modo como soubera do ocorrido, o capitão e os demais ficam profundamente impressionados. Comparando as datas, verificou-se que a comunicação recebida pela senhora Laird se dera algumas horas antes do desenlace, quando o moribundo estava na tenda-hospital.
F- Mensagens mediúnicas entre vivos transmitidas com assistência de uma entidade espiritual. No caso a ser relatado, a comunicação se produz por intermédio do “Espírito-guia” que se encarrega de receber a mensagem do vivo e de transmiti-la a outra pessoa afastada, sem intervenção do vivo. O livro da Sra. Hester Travers-Smith “Voices from the void”, pág. 18/50, cita que manifesta-se através dela um Espírito que se apresenta com características da raça indiana; chama-se "Shamar” e diz ser seu “Espírito-guia”. Preside e dirige praticamente todas as sessões.
Dedica-se a despertá-la para que aperfeiçoe sua faculdade, tendo o cuidado de trazer Espíritos escrupulosamente verdadeiros. Neste atual momento se interessa de modo especial, em trazer Espíritos de vivos, aproveitando os momentos em que estão dormindo ou cochilando. Seu interesse particular centra-se no fato de que, através dessas manifestações, é possível obter-se prova absoluta da identificação pessoal dos Espíritos comunicantes. A médium ainda escreve que “Shamar” sempre se mostrou sincero e leal, e com relação às comunicações recebidas, afirma que teve meios de certificar-se sobre a veracidade absoluta das mensagens. Conta que, em dezembro de 1917, achava-se em Londres na casa de parentes, com os quais passaria o Natal.
No dia 26, na companhia da prima, realiza das 10h30 às 11 h, breve sessão mediúnica. “Shamar” comunica-se e, usando o quadro com o alfabeto, munido de um ponteiro que indica as letras (Oui-ja) escreve ou indica o nome do irmão de sua prima. Este, através dela, descreve a sala em que se encontrava adormecido diante da lareira. A mensagem foi breve; o original foi conservado e verificada sua exatidão em todos os detalhes. Depois, foi ditado o nome do senhor D..., amigo nosso, que se comunica (através de “Shamar”) estar cochilando na saleta.
De frente para a lareira, sem mais ninguém no aposento. A médium pede (também por intermédio de “Shamar”) que ele, o amigo, transmita um recado à sua irmã. Ele responde pelo mesmo meio: "(...) - Sinto muito, mas não é possível porque quando eu acordar me esquecerei de tudo o que estou dizendo e ouvindo. ” Contou com detalhes como havia decorrido o Natal; destaca a presença de um amigo comum que absolutamente a médium não sabia de sua estada ali. Diz a seguir que era obrigado a despedir-se porque seu corpo estava despertando. Retomando a Dublin, a médium faz verificações comprovando as afirmações do primo.
Interessante a destacar é que “Shamar” avisava das experiências que pretendia realizar, pedindo sessões altas horas da noite, para aproveitar o sono dos vivos e demonstrando a existência de uma vontade extrínseca que dispõe as coisas para o êxito. Que conclusões são passíveis de serem observadas? Esses grupos de mensagens transmitidas ao médium por: A) pessoas imersas em sono Atendimento A Desencarnados B) pessoas em estado de vigília C) pela vontade expressa do médium D) por vontade expressa de pessoas distantes E) moribundos e F) transmitidas com o auxílio de uma entidade espiritual salientam: No item A, desenvolvem-se longos diálogos, o que prova que não se trata de transmissão telepática e sim conversa entre personalidades integrais. No item B, fica demonstrado ser impossível tal forma de comunicação, por não se conhecerem exemplos totalmente confiáveis, definidos, que sirvam para demonstrar que uma pessoa em estado de vigília chegue, involuntariamente, a entrar em comunicação mediúnica com um médium a distância, sem pensar nele. Afirma-se, assim, que para que se atinja tal fim, é necessário que a pessoa em vigília e afastada pense no mesmo instante e intensamente no médium.
No item C, há a confirmação de que não ocorreu um processo telepático, mas de uma conversação entre duas personalidades integrais ou espirituais subconscientes. O item D, ocorre raramente com caráter espontâneo, podendo ser frequente nos casos de sono. Não assume feição de diálogo, mas, prova que o Espírito do vivo pode agir a distância sobre a mão de um médium psicográfíco e ditar seu próprio pensamento como se fosse o Espírito de um morto. No item E, casos raros, representa via de transição entre os fenômenos anímicos e espíritas. Tratando-se de vivos em leito de morte, a telepatia entre vivos aparece como último grau de uma longa escala de manifestações anímicas, pela qual se chega ao limiar da fronteira, além da qual não há solução de continuidade entre as formas como se dão as comunicações mediúnicas entre vivos e mortos.
O item F, fala de formas de comunicações mediúnicas impossíveis de serem contestadas, uma vez que se conhecem incontáveis experiências que não podem ser explicadas nem pela telepatia, nem pela clarividência telepática. Baseados no complexo inteiro das manifestações analisadas, observo que as comunicações mediúnicas entre vivos constitui uma das questões mais interessantes e sugestivas que surgem no campo das pesquisas metapsiquicas, porque por ele é possível chegar-se à certeza cientifica sobre o fato muito importante da possibilidade do "eu integral subconsciente " ou Espirito humano, entrar em relação com outros Espíritos de vivos, seja mediúnica, seja telepaticamente, ora separando-se temporariamente do seu corpo somático (bilocação), ora conversando telepaticamente a distância depois de ser estabelecida a "relação psíquica ”, Todas essas circunstâncias concorrem para fornecer as provas da independência que existe entre o Espirito humano e o organismo corpóreo. Em consequência disso, demonstra-se que o Espírito humano pode passar sem o organismo corpóreo nas suas relações espiritas com outras pessoas desencarnadas depois da crise da morte”.
O que importa, entretanto, é que as comunicações mediúnicas entre vivos, constituem-se como uma das questões mais sugestivas e interessantes que englobam as pesquisas metapsiquicas. Essas comunicações permitem chegar-se à certeza científica da possibilidade do “eu” integral subconsciente, o Espírito encarnado, entrar em relação com Espíritos de vivos, quer mediúnica, telepaticamente, separando-se temporariamente do próprio corpo somático (bilocação) ou comunicando e conversando psiquicamente a distância, desde que haja “relações psíquicas”.
Afonso de Liguori, Antônio de Pádua, Eurípedes Barsanulfo, no parto que fez são três exemplos conhecidos de, estando fisicamente no lugar em que viviam, entorpecem-se e apresentam-se em outro local na qual a presença lhes era necessária, fatos estes considerados milagres. Bicorporiedade: Fenômeno anímico de emancipação na qual o Espírito é visto em local diferente daquele onde está o corpo Atendimento A Desencarnados físico. No caso, porém, da excelente médium Sra. Yvonne A. Pereira encontraremos o fenômeno exteriorizando-se como Mediúnico, nos relatos em que ela conta que era (Espírito) levada para “ver”, presenciar fatos, acontecimentos cenas que depois relataria.
O que, textualmente, temos a respeito em Doutrina dos Espiritos? tudo o quefoi dito das propriedades do perispirito se aplica ao perispirito do vivo (LM cap. VIL q. II4.p. 145) "(...) Isolado do corpo o Espirito de um vivo pode, como o de um morto, mostrar-se com todas as aparências da realidade". (LMcap VIIq.ll8p.l49) "(...) pelas mesmas causas podem adquirir momentânea tangibilidade". (LMcap VIIq. 119p. 149) Perguntado a Afonso de Liguori como se deu o fato, ele responde: (...)!Poderias explicar-nos esse fenômeno? "Perfeitamente. Quando um homem, por suas virtudes, chegou a desmaterializar-se completamente: quando conseguiu elevar sua alma para Deus, pode aparecer em dois lugares ao mesmo tempo.
Eis como: o Espirito encarnado ao sentir que lhe vem o sono, pode pedir a Deus, lhe seja permitido transportar-se a um lugar qualquer. Sua alma ou seu Espirito, como quiseres, abandona, então o corpo, acompanhado de uma parte do seu perispirito e deixa a matéria num estado próximo da morte. Digo próximo do da morte, porque no corpo ficou um laço que liga o perispirito e a alma à matéria, laço esse que não pode ser definido. O corpo aparece, então, no lugar desejado. Creio ser isso o que queres saber." (LM cap.
VII q 119 itens de 1 a4p. 150) (...) 3.° Será indispensável o sono do corpo, para que o Espírito apareça noutro lugar? "A alma pode dividir-se, quando se sinta atraída para lugar diferente daquele onde se acha seu corpo. Pode acontecer que o corpo não se ache adormecido, se bem seja isso muito raro; mas, em todo caso, não se encontrará num estado perfeitamente normal; será sempre, mais ou menos, um estado extático(LM cap. VII q 119 itens de 1 a 4 p 151) (...) Nota: A alma não se divide no sentido literal do termo; irradia-se para diversos lados e pode assim, manifestar- se em vários pontos, sem se haver fracionado. Dá-se o mesmo com a luz, que pode refletir-se em muitos espelhos. (...) 4.° Que sucedería se, estando o homem a dormir, enquanto seu Espírito se mostra em outra parte, alguém de súbito o despertasse? "Isso não se verificaria, porque, se alguém tivesse a intenção de o despertar, o Espirito retomaria ao corpo, prevendo a intenção, porquanto o Espirito lê o pensamento (LM cap.
VII q 119 itens de 1 a4p. 150 e 151) Resumindo: tem o homem encarnado dois corpos passíveis de estarem em dois lugares diferentes. Somente um desses corpos é real; o outro é simples aparência. Ao despertar, os dois corpos se reúnem e a vida da alma volta ao coipo material. Desse modo, não | possível, não há dados e a razão também aceita, que no estado da separação os dois corpos, simultaneamente, não gozam o mesmo grau de vida ativa e inteligente. Disso também ressalta que o corpo real não poderia mover- se, enquanto o corpo aparente se conservasse visível, porquanto, a aproximação da morte, sempre atrai o Espírito para perto do corpo, ainda que apenas por um instante.
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.