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Capítulo 10 de 26
Parte 10 de 26
Atendimento a Desencarnados · Chico Xavier, pelo espírito Emmanuel
Ela era de lá... - E verdade... e a mãe vai mandar agora, que venha aqui o superior lá da sua igreja... -£... e ele vem para me levar? - Sim, ele virá... aliás, veja se o senhor já o vê chegando., olhe bem... - Pastor... pastor Pedro... aqui olha eu aqui... venha.. Análise Logo de início já se fez notar tratar-se de alguém que crí no juízo final e no permanecer dormindo até lá. Qualquer argumentação contrária seria infrutífera. Nem os bichos que tanto incomodavam, não o faziam tomar providências. Cria realmente que, dormindo, também não os sentiria e quando “ele” viesse tudo ficaria bem.
Quando fala na mãe, referencia-a como de grande autoridade para ele. Foi nesse sentimento que o a tendente se deteve para que os encaminhamentos finais acontecessem. -62- - Deixe-me falar logo... o que é que você quer que eu fale?- quero falar... falar bem depressa... - Por que essa afobação? - Cruz credo! Esse lugar é horrível... Parece um asilo... olhaquanlo velho... tudo doente... caquético... detesto hospital... credo... -São companheiros que necessitam de cuidados... - Mas, eu não preciso... sou moço... forte e fico no meu canto... Hão gosto nada de estar aqui... posso ir embora?... - Logo poderá... onde é o seu canto?
O que você faz lá?... - E minha casa oras... fico lá e não perturbo ninguém. - E lá é o melhor lugar pra você? - Antes era... agora não... por isso fico lá no canto quietinho... - Por que agora lá não é tão bom como antes? -Ninguém fala comigo... não insisto mais... eles devem ter motivos... depois... é tudo uma tristeza... às vezes uma choradeira... -Porque choram? -Não sei... às vezes tenho a impressão de que elesfalam de mim como se eu não estivesse lá, não sei explicar... estou ali com eles... e eles falam de mim... é possível isso? Não... acho que não... -0 que eles falam? -Nãofico ouvindo muito não... quando eles começam a falar da minha moto, do estado que ficou... da cabeça... vou logo saindo. Quando as coisas melhoram eu entro de novo... - E o que tem a sua cabeça? I Nada... por que você está perguntando? -Ela está machucada... por isso trouxeram você aqui. -Machucada?!... deixe-me ver... Leva a mão à cabeça, apalpa-se, desce a mão, olha-a, muda a expressão e... - Moça, tem sangue aqui. olha... e eslá doendo... nu ajude... me ajude...
Análise Um caso delicado, longo, no qual o Espírito aceitava uma situação que o incomodava e que não sabia explicar. Apresenta-se agora seguro de si e indignado ao mesmo tempo, por estar em ambiente tão contrário a seus gostos. O diálogo mantido, a forma como se expressava, demonstrava seu modo habitual de viver -entrar-sair-não se importar se não falavam com ele... As perguntas feitas pela atendente sobre o que ele contava a cada pergunta objetiva dela, levaram-na (sem que nada se falasse a respeito) a entender que o rapaz havia desencarnado em acidente de moto com ferimentos na cabeça. Com a última pergunta-“E o que tem a sua cabeça?” - a atendente encaminhou-o delicadamente para que ele desejasse ajuda. -63 - - Me pegaram de novo... voltei... voltei não, isso aqui é um labirinto... sai por aquela porta, andei, me escondi e voltei a cair aqui... que lengalenga... eu não quero aprender nada, (diz isso, marcando as palavras) não quero, vê se me entende... - Mas às vezes o senhor precisa de outras coisas e não de aprender nada... - Que coisas, dona?
Olha para mim... minha situação é boa... não preciso de nada... - 0 senhor deixa-me colocar um espelho aqui na nossa frente? - Espelho?! E por que pôr um espelho aqui? -Ah! não sei... no espelho a gente se enxerga, não é? -Não estou gostando disso... eolha... lá vem o espelho... Silêncio atencioso como o de quem observa. - Esse ai está danado, hein? Curvado, sujo... braço machucado... olha o pé... estourado... ai! Ai!
Que dor... Meu Deus, esse ai parece comigo... o que é isso? Esse aí sou eu... gente me socorre... me socorre, pelo amor de Deus... Análise 0 Espírito, pelo seu modo de ser, por sua característica de imposição, jamais aceitaria reflexões ou argumentos que o convencessem a aceitar ajuda. A ideia do espelho, sem que ninguém lhe falasse nada, levou-o a tomar consciência da situação pessoal, predispondo-o a ficar e receber auxílio. -64- - São todos uns enganadores e eu vim para dizer-lhes a verdade... - E que verdade é essa?
—A realidade ê uma só: vocês dizem o que não sentem... qual a realidade disso aqui? - Olhe o senhor mesmo... veja quantas necessidades... quantos doentes... quantos choram... - Mas é tudo da boca pra fora... saem daqui e não são mais os mesmos... - É possível que o senhor tenha razão... Mas veja... o senhor pode ver o coração de cada um que aqui está... Para chegar aqui se prepararam e oferecem o melhor de si para que os atendidos fiquem bem... examine... veja... - É... a senhora pode ter razão... mas eu vou continuar vasculhando mentes... - E a sua mente, como está? - Não interessa... o que não pode acontecer é vocês falarem uma coisa e, fora daqui, fazerem outra... preciso denunciar... - Como o senhor age, costumeiramente. —Não é do seu interesse. Eu sou superior... estou muito bem... -Não é o que sinto estando ao seu lado. - É... e o que sente? - A sua insegurança, o desejo de ser acreditado, de ser recebido como alguém que vem dar ordens, acusando... impondo... - Não fale assim comigo... - Desculpe... sinto-o inclusive, sozinho, necessitado de afeto, de companhia, de compreensão... - Afeto... isso não existe... são só palavras... afeto... é só traição...
O Espírito já se expressa de forma mais calma; parece introspectivo... desgostoso... - Se o senhor quiser ficar aqui, depois que descansar, temos um rico arquivo no qual o senhor encontrará farto material sobre esse assunto... em uns a aparência e a realidade se casam... em alguns não... mas, o que há de mais interessante são os motivos que levam as pessoas a agirem assim... O senhor não gostaria de estudálos... de pesquisar mentes... de ver quanto tempo se usa para ser autêntico no sentir, pensar e agir? Silêncio... - Estou cansado, inclusive dessa conversa. Se e possível, deixe-meficar... preciso pôr minha cabeça em ordem... Novo silêncio... - Sabe... além de tudo aquilo que a senhora sentiu em mim... eu estou com medo... com muito medo... deixe-me ficar...
Análise Espírito agressivo, desafiante, que não conseguiu despertar na atendente o desejo de discutir, acusar ou revidar suas afirmações. Tenta, por duas vezes, levá-lo a que se examinasse, conseguindo ele sair fora. Ai a atendente usa o sentimento falando-lhe das suas carências, como que trazendo à tona seu mundo íntimo. Quando aborda o afeto, revela, pela resposta que dá, em que ponto está fragilizado, detido... afeto - traição... Daí para frente tudo se encaminhou para que ele se aceitasse, cansado, necessitado e sobretudo, alguém que se escondia do seu medo, agredindo. -65- Espirito quieto, demonstrando não querer falar.
Comas mãos, faz gestos para que o atendente se afaste. - Quer que eu vá embora? Faz gestos que sim. - Mas, estou aqui, justamente, para ver se necessita de alguma coisa. Silêncio. —Você pode falar? - Claro que posso. Está pensando que eu sou mudo?
Ora... não quero falar... é isso... Prefiro ficar quieto... no meu canto... - Sabe... às vezes, não falar, ficar quieto, toma nossa dor, nosso conflito maior... Não quer dividir comigo?... pode lhe fazer bem... - Para que falar... falar ê lembrar de tudo novamente... é muito... muito triste... Começa a chorar sentidamente. Quando se acalma: - Ninguém pode me ajudar... o que eu fiz não tem desculpa... não tem perdão... - É possível que o senhor, no seu desespero, realmente pense assim, mas senhor... para tudo tem um modo, uma solução... - Para mim não... chora convulsivamente e em pranto, continua, - matei minha mãe... - E não estão as mães, sempre prontas a acolher os filhos, seja lá o que tenham feito? - Não... não posso ver minha mãe... quero fugir... me esconder... -Tranquilize-se... você não vai vê-la...
Só quis dizer-lhe que certamente ela já entendeu sua atitude e também o perdoou - Como, senhora? Eu a matei... -Veja... quando uma pessoa tem uma atitude dessas, tira a vida de outra, com certcza não está no seu estado normal, está alterado, fora do seu juízo... - Eu eslava drogado... mas ainda assim é minha mãe. entende - minha mãe... - Entendo, entendo sua dor,... mas, olhe para si... ainda não está bem... treme muito e o remorso o impede de ver as coisas maisclaramente... Silêncio... parece pensar... -Edai, dona? E dai?... Deixa eu ficar lá no canto... -Convido-o a ficar conosco... olhe ao nosso redor... vou pcdiràqucla senhora que se aproxime... você a vê... - Sim, ela sorri para mim... não sabe que sou um assassino... - Realmente o sorriso dela é temo, envolvente... vá com ela... você precisa de muitos... muitos cuidados... vá... que a paz o envolva...
Análise Um caso complexo, delicado, no qual a habilidade, ou melhor, a sensibilidade da atendente foi exigida. Quando ele fala que o que fez foi muito grave, a atendente não pergunta o que foi. Quando diz que ninguém pode ajudá-lo, a atendente não diz - eu posso. Quando afirma que matou a mãe, não lhe é dito que não se mata A atendente, o tempo todo, levantou aspectos positivos, dentro das colocações que ele fazia terminando por apreciá-lo em suas necessidades físicas (ele tremia o tempo todo) e convidá-lo a ficar. -66- - Eu já vim aqui... e eslava Ião bravo... Hoje não... hoje estou alegre...
O Espírito expressa-se como que truncando as palavras, falando com dificuldade. - Que bom... e por que hoje você está alegre? - Porque vou para a escola. Já ganhei... olha... um caderno de desenho... Outro dia já vim aqui... linha tanta criança igual a mim... a gente brincou... -Que ótimo... —Não vou mais ficar lá no hospital... vou para escola... - Muito bem... você disse que já tem um caderno de desenho... e lápis de cor, já recebeu? - Não, ela disse que você ia me dar... vim buscar... - Claro... aqui estão... veja que estojo bonito... quantas cores... - Tia, tia... olha ele aqui...vamos desenhar? Vamos...
Análise Como em outros atendimentos, destaca-se a n8o curiosidade da atendente e o fato de trabalhar com a situação presente. Se lhe fosse perguntado - por que da outra vez, você estava bravo? - nada acrescentaria e poderia levar o Espírito a vivenciar os motivos que o deixavam assim. Trabalhou como presente - “por que hoje você está alegre?”. Quando ele diz do lápis de cor que iria receber, não se assusta, e plasma belíssimo estojo que completa sua felicidade, preparando-o para futuros tratamentos e providências cabíveis ao seu caso. -67- Espírito altivo, desdenhoso. Reflete nas expressões do rosto, insatisfação por estar ali. - Que foi, hem?!
Vocês acham que me tirando de lá, vão ajudar? Não estava fazendo nada... só olhando... só olhando... que mania... por que me trouxeram? - E você não sabe por que aqui veio? - Por quê? Por quê? Porque eles vêm rezar e ai acontecem as manipulações — nestas fui trazida e não consigo sair... Isso não está certo... - Para você ser trazida, deve ser porque precisa de algo. - Preciso nada... lá tem um bando... quando aperta muito, eles rezam para todo canto e aí... ó eu aqui...
Mas eu já sei: aquele bando é assim, ignorante... eu sou a mais esclarecida nesse negócio de manipulações... por isso, fui trazida... tira eu de lá e eles se enfraquecem... é isso... -É claro seu raciocínio... - Na realidade sou expectadora... eles não me veem e eu fico feliz quando eles aprontam... -Qual o seu vínculo com a família ou as pessoas? - Vínculos... não... não tenho vínculos... só achei o caso deles muito parecido com fatos que vivi e acho que não foi com eles... não tenho certeza... porque se a tivesse... ai sim eles iam ver... -Que colocações interessantes... você não os conhece e identifica neles situações vividas. - Isso... isso mesmo... e vê-los sofrer me compraz e muito, muito mesmo... é como se estivesse me vingando... Só não tenho certeza de que eles são os protagonistas do meu caso... -Enquanto isso... - Vou esperando... vou treinando por que a hora que encontrá-los... Espere... a senhora não está rezando e nem me pregando sermão... será que não poderia me ajudar? - Minha função é atendê-la aqui... Nesses procedimentos ou nas necessidades outras que você tenha... Não posso participar, mas se permitir, posso chamar alguém que tem essa possibilidade...
Quer que eu chame? — Quero sim... acho que já aprendi bastante em como me vingar... chame o moço ai e vamos ver o que vou aprender Análise Destacam-se várias situações interessantes: cia identifica situações vividas mas não os personagens; não se deixa verede certa forma orienta os outros; sabe-se mais esclarecida, motivo pelo qual a retiraram de lá - para enfraquecer o grupo - diz-se expectadora, e sente-se feliz em ver o sofrimento. A atitude da atendente em não se surpreender, não repreendê-la, motivou-a a pedir ajuda que, embora seja para identificar seus algozes do passado, será certamente o ponto no qual ela própria passará a conhecer-se. -68- - Não me tirem de lá... não posso sair... - Por que não pode sair? - Não vê... Sou a dona... sou a mãe... preciso tomar conla deles... olhe só: um pouco que me afastei, e eles estão rindo... querem fazer a coisa errada... não é assim...
-Ecomo deve ser? - Como eu ensinei... patrão, patroa, tem que ser duro... deixar cada um no seu lugar... - Eles não pensam assim? - Não... ao contrário... não sei se querem trabalhar menos, dividiram tudo, cada um cuida, se é que cuida, de uma parte... -A senhora tem examinado os resultados? - Não... já íamos mal... dessa forma iremos à bancarrota... perder tudo... - A senhora permitiria que os resultados lhe fossem mostrados... os extratos bancários?... -A senhora acha importante? - Sem dúvida... a senhora compararia com os que conhece... - Não acho que vai adiantar, mas, se a senhora insiste... -Analise... veja esse quadro à sua frente. Silêncio em expressão atenciosa e surpresa. - Não é possível!
Como?! Estamos bem como nunca estivemos... como?... Ah! já sei... a senhora quer que eu entregue tudo a eles e forjou esses resultados... e... é isso... -Senhora... por quem sou... jamais lhe seria desleal... não é meu feitio enganar. -Desculpe... então como explicar... -Foi aplicada uma direção nova, compartilhada, na qual cada setor, cada departamento produz o máximo em beneficio do todo... O funcionário prestigiado também produz muito mais... — É... e por que eles ficam rindo de mim?
— Eles não riem da senhora... riem para a senhora querendo transmitir-lhe a alegria do sucesso, de como estão dinamizandoo que a senhora deixou... Silêncio. — Deixou... por que a senhora fala assim?... não deixa nada... Estou lá justamente porque e meu... — Recorde-se... o que lhe aconteceu?
Esteve doente?... Silêncio... — Não liguei... pensei que fosse uma dor de cabeça à- toa... por que choram? Ihiii... não estou gostando... minhacasa fechada... todo mundo de preto... será? — Será o quê?
— Não, Não é possível... se tivesse morrido não estaria lá. não estaria aqui nessa conversa que parece de louco... — E o que a senhora acha que acontecerá quando uma de nós morrer? — Não me preocupo com isso... mas já que a senhora perguntou... acho que acaba tudo. — Só para o corpo acaba... a alma, o Espirito, esse ser inteligente que anima e vivifica a matéria... esse não morre. — Um dia ouvi minha neta falar alguma coisa parecida... fiquei brava com ela, uma vez que é jovem e fica trazendo modismos... espere ai... eu já morri?
— Repito-lhe — ninguém morre—a gente só deixa o corpo físico e continua vivendo igualmente... — Minha cabeça está confusa... Desvia o olhar e continua, demonstra atitude de que ouve outra pessoa e diz: — Se não for indelicado para com essa senhora, eu vou. E voltando-se para a atendente: — Está aqui um senhor que me convida a ir com ele: diz que iremos à firma, à minha casa... a um hospital e ao final tudo ficará mais tranquilo ao meu entendimento - o que a senhora acha? Posso ir? - Sim, acompanhe-o... esse senhor trabalha aqui conosco eestá encarregado de ajudá-la... vá... vá sim com ele...
Análise Pelas características precisas e firmes da senhora, a enttevistaestcndeu-se mais que o habitual. Lúcida, era determinada em seus questionamentos, exigindo da atendente muita atenção e perspicácia. As perguntas feitas foram sempre em cima do que ela colocava - “por que não pode sair?” - “e como deve scr?” - possibilitando que o diálogo transcorresse dentro dos interesses dela. Talvez a atendente tenha se precipitado quando lhe escapou dizer-“estão dinamizando o que a senhora deixou”. Hábil no raciocínio ela contesta - “não deixei nada” - levando a atendente a se sobrepujar para não lhe dizer claramente que havia morrido. -69- O Espírito se debate em aflição... tenta respirar... ofcgac com grande esforço consegue expressar-se: — Me dê a mão... tire-me daqui... estou me afogando.., meu pé... meu pé está preso na corda... quanta lama... tire-me daqui... - Já estamos fazendo isso... assim... agarre-se... estamos tirando-o... já vamos deitá-lo aqui na grama... assim... respirefundo...
O Espírito foi se acalmando, parou de se debater, a respiração entrando em alguma tranquilidade, até que virou a cabeça, parecendo adormecer. Análise Esse é um caso em que o atendente pouco tem a falar e sim plasmar situações precisas de ajuda, para atenderá necessidade do Espírito, que era a de se sentir fora do rio. Conseguindo isso, sentindo-se fora da água, ocorre-lhe alguma tranquilidade que permite aos amigos espirituais adormecê-lo. E o Espírito, como tomará consciência de que desencarnou? Neste caso e como sempre tudo virá aos poucos.
Pode ser que ao acordar reencontre algum familiar ou amigo ou talvez até tenha condições espirituais que permitam aos Amigos dizer-lhe. Se isso não for possível, será levado a alguma reunião em que possa entrar de posse da sua realidade. -70- 0 Espírito demonstra estar presente mas mantem-se quieto. -Então... como passa?... como está? Silêncio. - Prefere não conversar? - Sim... quero continuar quieto. Não gosto de conversar... Só me olhando, não dá para você saber das coisas?... - Desculpe... não sou capaz... se você não conversar não saberei entendê-lo... - Não precisa pedir desculpas... é que eu não gosto mesmo de falar. -Geralmente, quando não gostamos de falar, fazemos ou gostamos de outras coisas através das quais expressamos nossas emoções... às vezes é uma habilidade, uma forma de arte, a música... gosta de fazer alguma coisa? - Gosto de fazer chapéus... -Quebom... que material usa? - Pode ser lã, couro, palha trabalhada, para homem, mulher... tecido de vestidos... com flores... quando não tem modelo, eu invento... - Faz muito tempo que trabalha com chapéus? - Desde muito pequeno.
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.