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Capítulo 5 de 26
Parte 5 de 26
Atendimento a Desencarnados · Chico Xavier, pelo espírito Emmanuel
Observação O Espírito não confiava de modo algum que poderia não mais ser jogado na fogueira. O atendente precisou materializar a ajuda, para que ele aceitasse a mão e que as chamas não iriam atingi-la. - 19- Por quê?! Por que me tiraram de perto dele?... Preciso voltar... quero acabar... acabar com ele... - Quanto ódio! O que aconteceu?!...
I Ah! ele trapaceou, mas agora vai ver só... - Mas, isso não foi há muito tempo? - Muito... muito tempo... procurei... procurei e desde que o achei, não lhe dou mais sossego... Ele é esperto... até trocou de corpo, mas eu o conheço bem... sei que é ele... - Veja... durante esse tempo ele mudou... - Não importa... é meu direito vingar-me... Ele vai ver... - Nesse tempo em que ele aproveitou para mudar, o que o senhor ganhou só em tentar encontrá-lo? -Não e justo... ele abandonou o compromisso assumido... - Compromissos... e você... não deixou também os seus, para persegui-lo? - Eu?!! Que compromissos? - Os que você assumiu antes mesmo de recomeçar sua última vida na Terra... veja o que você deixou a fim de persegui- lo... - Hum! Meu Deus... fiquei cego... abandonei minhas filhas e olha... olha o que lhes aconteceu sem a minha proteção... - Elas continuam a amá-lo... - Não... não... eu as abandonei... meu Deus, que fazer agora? nada... não há como consertar... - Há sim.
Sempre há um modo de atenuar, corrigir, melhorar as atitudes menos corretas... Olhe ao seu redor. Há pessoas que vieram recebê-lo... veja se as conhece... Olha fixamente ao redor; para subitamente... muda a expressão em misto de alegria, dor e entre soluções balbucia: -Filha... minha filha... Análise Lembrar que mesmo que a aparência física do Espírito perseguido seja outra, por estar em outro sexo ou por evolutivamente ter se diferenciado do que fora, o perispírito conserva o teor vibratório, o que permite a identificação.
O atendente não se interessou por querer saber que compromisso havia sido abandonado mas encadeou as reflexões para ele... não teria também abandonado compromissos?... Dai para frente, como que espantado, pareceu pensar e com fisionomia pesada, contristada diz-“Fiquei cego... minhas filhas... eu as deixei...” O atendente também não se deteve em explorar o fato. Apenas diz: elas continuam a amá-lo”... abrindo-lhe com isso perspectivas. Daí para frente, o rancor foi substituído pela emoção e por palavras de reencontro. - 20 - O Espírito demonstra, no bater do pé, no rosto, olhando para um lado e outro, sua impaciência. O atendente calmamente pergunta-lhe por que está assim desconfortável.
Ele reluta e depois: - Não perdoo... não perdoo... parem de me trazer aqui... Vou ficar lá... - Ninguém vai pedir-lhe que perdoe. -Não?!! - Não... para que haja perdão, são necessárias várias reflexões, conhecimentos... - Então ótimo... posso voltar para lá. Aquele maldito me paga... - Quem o trouxe? - Trouxe não... eu fui arrastado por esse dai (e fez menção indicando alguém). - Se assim aconteceu, deve haver uma razão muito importante, não acha? - Vamos ser claros... esta é a quarta vez que aqui ou em outras reuniões, tenho sido levado... a conversa é sempre a mesma... perdão... perdão... perdão coisa nenhuma. - Estou vendo que foi muito grave o que lhe aconteceu... - Grave?! Imagine que tudo se passou com alguém de dentro da minha casa... - O senhor quer falar a respeito?... - Estávamos colocando os trilhos da ferrovia. Nosso acampamento era pequena vila, onde todos se conheciam e eu era, praticamente, o responsável, o que sabia mais.
Com o desenrolar dos trabalhos, veio o engenheiro. Logo dei-me bem com ele. Culto, conversávamos muito; ele jantava em minha casa; gozava da minha estima até aue um dia... surpreendi-o com minha mulher... Não tive dúvida... foi um tiro só e ela caiu morta... Sabe o que significa isso?!... eu a amava... como a amava... - Mas senhor?!
Não podería haver algum engano, alguma explicação? - Não... não... eu vi. - E ele? - Quando apontei para atirar nele o mosquetão falhou e ele fugiu... - E aí... - Ai... o homem alegre que eu era, também se acabou... a vila comentava... fechei-me em casa... Depois de muito tempo encontrei o safado. Está ele muito bem... há tempos tento enlouquecê-lo... tem mulher... filha... Ontem... ontem quase consegui que ele matasse a mulher... ali... na frente da Jilha... mas esse ai, oh! esse ai interferiu e não aconteceu... - Mas, a mulher dele, o senhor a conhece? - Não; nem sei, não quero saber quem «... • Então, por que levá-lo a matá-la? - Ele tem que sentir o que eu senti... eu também amava minha mulher... ele tem que passar pela mesma coisa, junto com o desprezo da filha... - O senhor tinha filhos? - Uma menina e um menino, que não entenderam a justiça do meu ato. Enviei-os para um colégio interno e lá ficaram até concluírem os estudos. - O senhor não mais os viu? - Não.
Quando a escola terminou, minha irmã. que morava em outra cidade, pediu-me que deixasse a menina morar com ela, como que para fazer-lhe companhia. Eu entendi bem o motivo real - ela queria ficar com a menina, para que ali, onde ninguém conhecia sua história ela pudesse casar... - E o menino? - Esse... do colégio foi para o Rio de Janeiro... Ingressou na Marinha e cada vez ficava mais longe de mim. - Nunca mais o viu? - Uma vez... rapidamente... tinha já cabelos brancos... - O senhor ainda os ama? -Até os animais amam as crias... mas... de que adianta isso... - Os laços criados pelo amor não se dissipam jamais... - E... depois que morri, passei longo tempo louco, perturbado... Mais tarde, quando me encontrava melhor, soube que eles estiveram no meu sepultamento... No momento dessas recordações o Espirito já se mostrava intensamente emocionado, e, embora lágrimas teimassem em cair, ele fazia o possível para não se abrir em pranto. - Isso mostra que eles também não o esqueceram... abrase a esse amor...
Ele se aquieta... olha na direção daquele que chamava “esse aí”, estende os braços e abre-se em pranto sentido. Análise Este é um caso que foge ao habitual. Normalmente o Espírito exteriorizando sua necessidade, oferece campo a raciocínios que possibilitam encaminhamentos. Nesse caso não. O Espírito veio (como consequência de outros atendimentos) pronto, firme para não perdoar.
Encontrando no atendente alguém que não ia pedir-lhe tal, surpreendeu-se... sentindo interesse discreto Quando intenta guiar o antagonista para tirar a vida da esposa, ato que não se consuma dado a algum incidente externo, o atendente não se detém em refletir sobre justiça, injustiça, certo, eirado. Muda o ângulo das ideias, perguntando-lhe se tivera filhos. Daí para frente, como que se ao verbalizar seu drama, ele intimamente quebrasse um muro de mágoas, o sentimento foi invadindo-o até que em copioso pranto... partiu. -21- 0 Espírito chega impaciente, quase indignado... A atendente dá-lhe algum tempo e tranquila, pergunta: -Precisa de algo? - Não sei mais o que fazer... é impossível lidar com essas crianças hoje... Faz quarenta anos que cuido de tudo, com progresso, crescimento em todos os setores, e agora... agora que cresceram acham-me um estorvo... - Por que o senhor sente dessa forma? - Veja... não é nada aberto, declarado... insinuações como "vá viajar"; "descanse"...
E o pior de tudo, é que quando lhes respondia, mesmo fazendo ouvidos moucos, fingiam que me escutavam. Agora não. E declarado... falam entre si e nem se dão ao trabalho de me olhar, responder ou atender a um mínimo de educação... E discussões?!... Precisa ver... sem meu conhecimento dividiram afirma... cada umficando responsável por uma parte.
Entre eles, dizem que é preciso inovar para ficar competitiva, acompanhar o mercado... Olha o absurdo... estão falando em inseminação artificial para melhorar a qualidade genética do gado... - E o senhor acha isso ruim? Hoje, quem não cresce é engolido pelo que vem atrás, pelo concorrente... - Concordo... tem razão... mas e eu? Por que não me deixam participar? - Quando os meninos eram menores, o senhor trabalhava sozinho? - De certa forma não. Tinha um contador, o Aníbal, pessoa fabulosa...
Trabalhando comigo, estudou, fez Direito e com o passar do tempo, tomou-se meu braço direito, um irmão, muito, muito mais mesmo que um amigo. -E onde está ele? - Já me perguntei várias vezes o porquê de seu desaparecimento, assim, sem mais nem menos... - Como ele era? - Um senhor alto. bem apessoado, tratável. simpático... interessante... agora estou me dando conta de que não o vejo há algum tempo... - E não seria possível ele estar aqui conosco? - Aqui... aqui... Aníbal!!! Velho companheiro... que alegria... Faz silêncio com a expressão de quem ouve outra pessoa falar e responde a este que lhe fala: - O quê?! Mas não seria falta de educação para com esta senhora?
Ouve novamente. - Ah! é?! Senhora - é o seguinte: Anibal está me convidando para ir lá fora com ele... A senhora me desculpa- me dá licença... eu volto... - Fique à vontade... vá sim com o Sr. Aníbal e muitas, muitas felicidades. Análise A atendente, após perguntar se precisa de algo, dá tempo ao Espirito para se expressar, a fim de que se situe no caso.
Quando interfere, o faz no sentido de levar o Espírito a verbalizar roais profundamente o seu drama. Não acusa, não dá razão, não toma partido. Ao falar-lhe da necessidade de inovar, pela resposta do Espírito nota-se que no prosseguir dessa mesma linha de raciocínio não iriam chegar a nada permanecendo ele a queixar-se dos fi lhos e a sentir-se alijado das decisões. Leva-o ao tempo das crianças pequenas e só ele trabalhando: o senhor trabalhava sozinho?...” etc. etc. Foi o suficiente para que ele se desligasse da ideia fixa que o incomodava e se abrisse para perceber o que acontecia à sua volta. -22- O Espírito chega examinando tudo... olha para um lado, para o outro e após, pergunta: - Que lugar é este? - O que você acha dele? - E estranho... diferente... - O que mais chama sua atenção? - A música... escute... é linda... - Vejo que gosta de música...
Toca algum instrumento? - Não... eu canto... sou soprano... Mas há tempos não canto... de repente estou morando em um lugar tão triste... - Se aqui lhe agrada, pode ficar conosco... há aqui vários grupos musicais... coral... trabalho de música com crianças... que acha? - Quero... quero muito ficar... posso acompanhar essa senhora?... Análise E um caso singular, bem diferente dos demais. O atendente foi hábil em responder-lhe as perguntas com outras questões. Nesse direcionamento, sem precisar conhecer detalhes de sua situação, propiciou-lhe condições para seu tratamento. - 23 - Onde está?... onde ele está? - Quem o senhor procura? - Quem é você que ousa falar comigo? - O senhor está procurando alguém e... - Estou... estou sim... vocês o tiraram do meu domínio e vim buscá-lo. - Sabe por qual motivo ele deixou a sua organização? - Vocês o tiraram de lá... vim reavê-lo... - Pense, senhor... se uma pessoa não quiser sair de algum lugar, não há esforços que a tirem dali... pense... - Ah! foi um instante de fraqueza... tenho certeza de que voltará ao encontrar-me. - 0 senhor sabe qual a fraqueza?
Silêncio... - Será que ele não procurava afeto, cuidados... - Bobagem tudo isso... eu não preciso de mais nada... estou no topo... -O senhor se sente completo?... nada lhe falta?... Silêncio... - Será que ao senhor também não está faltando sentir-se estimado e não temido? Veja... seus liderados o obedecem por medo ou por interesse... E esse vazio no senhor, como fica? —Pare.
Não vim aqui para discutir. Vim para vê-lo, buscá-lo... - E quem é ele? Quem devemos procurar? - É meu filho... quero meu filho de volta... - Olhe ao nosso redor... veja se ele já está aqui... Silêncio... observa e depois fixa a atenção em um ponto próximo na atitude de quem escuta. Após... - Está bem... vamos lá ver isso...
Análise Quando o Espírito pergunta ao atendente: “quem é você?”, “como ousa falar comigo?” etc. etc. abrir-se-á um campo incontrolável se o atendente se detiverem dar explicações. A necessidade do Espírito centrava-se na urgência de encontrar alguém. O atendente não discute querendo provar-lhe que a pessoa não foi tirada de lá, apenas preferiu ficar em outro higar.. “instante de fraqueza...”, “estou no topo...”, “não preciso de nada...” são afirmações que caem por terra, quando ele diz que busca o filho. Justamente, a saida do filho, a ausência dele é que propiciaram a vinda do pai, e se ele teve permissão para entrar é que suas emoções estavam prontas para se fazerem sentir e ser encaminhado para o que posteriormente acontecerá na dimensão espiritual. -24- Há soluço, choro baixinho, sentido...
O atendente também baixinho, mas firme e seguro diz: — Estou aqui... vim ver o que precisa... O choro se intensifica... o atendente espera... — Não está só... estou aqui... o que se passa? —Não consigo sair da minha cela... desse canto escuro... ninguém vem aqui... não vejo a madre, as irmãs... por que me abandonaram?... — Vim aqui buscá-la... venha... dê-me sua mão... levante- se... ande comigo... vamos até à porta e dali para o jardim... venha., apoie-se em mim...
Silêncio de ambas as partes. O atendente, vez por outra, reforça—vamos — coragem... — Ah! Que luz clara... chegamos ao jardim? Oh! obrigada... obrigada... olha, olha a madre... posso ir lá?...
Análise O caso em si nada tem de excepcional, a não ser a necessidade do atendente ter certeza das construções que se edificam no campo mental. A irmã em questão não percebeu seu desencarne. Ao ver-se sozinha, refugiou-se mentalmente na sua cela, local que, frente ao desconhecido, lhe parecia segura. O atendente foi hábil ao respeitar isso e ao criar no campo fluídico, imagens materiais—“dê-me a mão”; “levante-se"; “ande comigo”; “vamos até aporta”; “devagar”, etc. etc. - providências essas necessárias para que a irmã saísse da sua “cela mental”. Tais formas de atendimento exigem grande concentração do atendente, realmente materializando o que fala. -25- Espírito chega apavorado... aperta a cabeça entre as mãos egeme: - Que dor... que dor... e essa serra... esse barulho de serra na minha cabeça... - Os médicos já estão aqui... já, já vai passar... veja...
Após algum tempo, com o visível aquietamento, espontaneamente começa a falar. - Estou melhor... que aflição... aquela dor... Estou vendo a senhora e que bom poder conversar... - Por que o senhor sente assim?... por que esse fato de poder conversar, ver-me, lhe é importante? - Sabe... estive muito doente... não sei se estive sedado ou em coma... se meio dormindo ou acordando, mas, ouvi quando o médico disse à minha esposa que meu caso era grave e que precisava de cirurgia. Seriam procedimentos delicados e que apresentariam grandes riscos: caso algum nervo fosse lesado, na retirada do tumor, terminais da fala, visão ou outro sentido poderia ser afetado. Ainda, no instante da abertura da calota óssea, a diferença de pressão - não sei bem - o médico falava entre meio interno e externo - não entendi bem -poderia gerar processos irreversíveis. Vi minha esposa chorar muito, tentei chegar perto dela e dali a pouco, estava na sala de cirurgia, vendo e ouvindo as providências que tomavam.
Em determinado momento, vi-me ao lado do meu corpo, em pé e dali em diante de nada mais me recordo, até acordar aqui com essa dor e esse barulho na cabeça, como se uma serra estivesse dentro de mim. Agora, a senhora pode entender porque fiquei tão contente em ver a senhora, ouvi-la e falar-lhe. Nenhum dos prognósticos médicos se realizou. Sem o barulho e a dor, então, estou ótimo. _ . A atendente pergunta-lhe: - Durante todos esses fatos e acontecimentos - o que o senhor pensava?
Teve receios, medo? Qual sua expectativa? Silêncio, após o qual, meio titubeante, diz: - Prefiro não falar sobre isso... Novo silêncio e baixinho comenta: - Agora posso falar. Já estou bom mesmo.
Eu tinha, ou melhor, tive medo de morrer. - O que o senhor acha que é morrer? - Nunca pensei sobre isso; aliás, esse é um assunto que não me interessa. —Veja... o senhor me parece uma pessoa tão lúcida e nega- se a pensar sobre algo que é certeza na vida de todos nós? Dia mais, dia menos, ela chegará para mim, para o senhor... - Concordo com a senhora, mas isso me dá uma insegurança... - Como o senhor acha que é morrer? -De modo nenhum quero pensar nisso... recuso-me. - Então diga-me: como o senhor gostaria que fosse? Incentivado a falar, uma vez que nossa conversa era sem compromisso, diz: - Como eu gostaria... gostaria de encontrar meu irmão Artur, meu pai, a mãe... voltar a viver como era antes deles morrerem... Prosseguiu nessas lembranças de tempos idos e em dado momento pergunta: - E a senhora?
Como gostaria que fosse? - Encontrei uma filosofia que ensina que a morte é apenas o deixar de uma veste sem condições. A essência, à individualidade, eu permaneço ligada, vinculada aos sentimentos de amizade às pessoas que constituem meus afetos. - E, é muito interessante... Seria bom se fosse assim... - Nessa linha de raciocínio, por exemplo -seu irmão Artur permanece vivo, igualzinho ao senhor, num corpo real, de densidade diferente; porém, em tudo igual ao corpo material que deixou. Geralmente, no instante do desencarne dos familiares, são eles que recebem e ajudam nos primeiros momentos... — E será que quem morre sempre vê isso?.
—Nem sempre. Quase sempre o recém desencarnado não percebe o que está acontecendo. Crê sonhar. Outras vezes, forçado no trauma da separação, em preocupações aflitivas, nada mais vê ou ouve, preso que está em querer reverter todo um processo. — É muito interessante... eu que tinha medo de falar sobre o assunto estou gostando muito dessa nossa conversa...
Interessante... — Aqui, agora... o senhor diz que me vê... Consegue ver outras pessoas que estão aqui e até participam dessa nossa conversa? Olhe, olhe com atenção... Levanta o rosto, olha ao redor...
Sua Gsionomia como que se altera em misto de surpresa, medo, incredulidade e, demonstrando nada entender, exclama: — Meu irmão... meu irmão Artur... e Neila minha sobrinha... — Olhe com mais atenção... há mais pessoas felizes... há clima de festa... — Meu pai... minha mãe... Análise Num primeiro momento, não querer saber o que era, nem de onde provinha a dor. Aliviar.
Quando ele diz - “estou vendo a senhora e que bom poder conversar”, essa observação deve ter um porquê que a atendente aproveitou. Dai desenvolveu-se toda uma história, e entre os vários ensinamentos havidos, o respeito, o cuidado com as conversas ante aqueles que estão em coma ou sedados. Outra situação importante - após o Espírito relatar sua história, a atendente não se atém a detalhes, mas busca levá-lo a expressar o que sentia, diante de tudo aquilo. Quando diz - “prefiro não falar sobre isso” - a atendente não insiste. Está ligada aos amigos espirituais, certa de que algo continuará.
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.