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Capítulo 14 de 26

Parte 14 de 26

Atendimento a Desencarnados · Chico Xavier, pelo espírito Emmanuel

O senhor foi um homem digno, trabalhador, honesto veja quanta coisa boa o senhor fez, construiu... para que perder tudo isso? — Não é justo, senhora, eles agirem assim comigo... Silêncio...Atendimento A Desencarnados | Nossa... de repente me bateu um cansaço... quase não lenho forças para falar... e... olhe minhas roupas... eu... estou com muito sono. - Vamos levá-lo a seu quarto. Depois que repousar, wllaremos a conversar c, aos poucos, o senhor entenderá... Análise Deduz-se estar aí, a situação de um senhor desencarnado que, não tendo conhecimento da sua situação, continua agindo ou em meio aos encarnados sem receber deles o tratamento que recebia quando encarnado.

Esse Espirito passa de um estado de extrema irritação, para alguma tranquilidade que lhe permitiu falar de suas dores. Quando o atendente leva-o a refletir sobre o homem bom que fora, essa volta ao passado, como que lhe exaure as energias. Sente-se fraco, com sono, o que leva o entrevistador a entender que o atendimento devia se encerrar ali. -99 - — Saia para lá... que enjoamento... vá embora... quero distância de você... sai... sai... O Espírito irritado dizia isso a alguém. — O que está acontecendo?

— Ah! é esse dai ó... estava brigando... tanto tempo esperando e ele quer vir primeiro. Chega! Sou eu agora... a vida toda ele me passou para trás... c-h-e-g-a, entendeu? —Vou atendê-lo imediatamente. Diga a ele que em seguida, com todo carinho, será a ele que atenderei...

Mas, quem é ele? — Isso ai é uma "tranqueira "... vive no meu pé... Somos do mesmo grupo de falcatruas... Eu fiquei com dó... quis salvar a pele de um e ele, encrenqueiro, só pega no meu pé... — E por que vieram para cá?

— Porque já estou "enquadrado ", né. Se não fazemos o que eles querem nos pegam em castigos terríveis. — Deixaria que cuidássemos de você? — Sei lá... não posso sair daqui, senão me "garfam”... Falaram que aqui era seguro...

— Seguro realmente é, mas não é justo você ficar só para fugir deles. É necessário que você queira ficar. — Até quero... veja... somos ou éramos, não sei mais, equipe grande, muito grande... são poderosos, rigorosos e obedecemos ordens: tem que proteger quem eles mandam ou "azarar" outros... Sabe... eles são como traficantes, não fez, não cumpriu, "ferrô "... Vou ficar aqui.

—Mas ficar só por medo... sem nenhum outro interesse? — O moça... agora não tenho lugar para ir... depois... e até possível que goste... preciso experimentar, conhecer... é isso que quero agora... tem lugar pra mim?... —Claro... aliás sua honestidade é louvável... vamos cuidar sim de você, seja bem-vindo... Análise Interessante situação trazida em diálogo sobre situações vividas na vida espiritual. Não sabemos as relações ou a forma como este agia, se submetendo-se ou não ao outro, mas evidenciou primeiro ser por medo, o desejo de ficar.

Aatendente fê-lo refletir, ele entendeu e com honestidade colocou seu pensar. Note-se que não houve curiosidades: em querer saber quem era o outro; quem era o grupo; de quem ficaria ele com dó; o que deixara de fazer, atendo-se a atendente ao Espírito e à sua necessidade. Observação Num primeiro instante, é possível que não se entenda a insistência do atendente em sondar e também tentar saber porque estava ele aceitando ficar. Através dessa insistência é que se conseguiu esclarecer que ele permaneceria nesse momento, por medo. Abriu-se, porém, a hipótese de futuramente até querer ficar, o que certamente ocorrerá. -100- Tão logo se encerrou a comunicação anterior (99), indignado, o outro Espírito se fez presente.

— Ele fala que não presto... que sou "tranqueira” mas ele é que é um fraco, não tem coragem... eu ia mesmo chamar gente "da pesada "... — E você se sente bem fazendo isso? — A gente tem que viver, né? No começo a consciência amola um pouco, depois, a gente afoga ela... às vezes "baixa" uma tristeza no coração mas logo chega outro serviço, outro pagamento e a gente vai tocando... —E seus interesses?

— Não existe mais isso... no começo tinha um pouco de do... sentia mal prejudicando, mas depois... —Agora que por um motivo ou outro você está aqui, como lhe parece a ideia de viver diferente... de não fazer o que faz... de alcançar ou ter alguma paz... —Sei lá... acho que sou meio desiludido... morri... e Deus não me ouviu, não me convidou... olha essa minha situação agora... já prejudiquei tanta gente... já fiz tanto ma! que agora estou totalmente esquecido por Deus... — Deus é pai... não esquece seus filhos... —Ainda assim... a senhorajá pensou o que terei de sofrer para pagar todo o mal que já fiz?

— Veja: não é bem assim que a misericórdia de Deus, unida à Sua justiça, age. — Não é? Não tenho que pagar? — Mas é de outra forma: você pode desgastar todo mal que por ventura tenha feito, fazendo o bem... — Como?

Simples assim? — Não é simples não... ao procurar o outro para fazer o bem, muita coisa se altera em nós: nossos sentimentos, desejo de que o outro fique bem; buscar quem possa auxiliar, tudo isso vai despertando em nós as coisas boas que todos temos. - Dona... se isso for verdade isso é a coisa mais importante que já me falaram. Tem como eu saber mais, aprender isso? Análise Dois companheiros de atividades e no entanto tão diferentes. De semelhança há a conformação de que obedecendo ordens têm com que viver.

Importante - a necessidade subjugando a ideia de não fazer. A ideia de Deus, o medo do “pagamento” somando-se para mantê-lo sem, praticamente, opções. Ainda, na busca de demover o outro (99) de sentir dó, inadvertidamente oferece condições para encontrar-se. Note-se não haver acaso, mas no intimo dele, já certo cansaço, sem saber como mudar. - 101 - Espírito em atitude tímida, observador, quieto, olha, olha e depois pergunta baixinho: — Por que estão todos de pé?... Estão tão solenes... será que alguém vai sair...

— O que acha? — Não sei... só noto que é um momento solene... eu não posso ficar em pé, sou idosa, estou na minha cadeira... acho que vou pôr a mão no peito... também é solene, não é? — Por que será que estão nessa atitude? — Sei lá... olha a quantidade de flores... Vai entrar ou sair alguém importante, isso eu sei... estão em pé em respeito por alguém ou alguma coisa...

Silêncio... — E então? — Não sai nem entra ninguém... — Será que eles não estão em pé para homenageá-la? — Imagine... não sou celebridade...

Espere... eles estão indo... tem um quadro... acho que é uma foto... —Vamos lá também... às vezes a senhora conhece a pessoa da foto... — Nossa Senhora Aparecida... dona, vai lá, por favor, explica para eles que eu não sou ninguém —A senhora conhece essas pessoas? — São as pessoas da escola... mas eu não sou ninguém... nem da diretoria, nada... sou faxineira lá... — Mas parece que toda essa festa é para a senhora.

— Mas por quê? Por quê? Olha as flores... há pessoas chorando... —A senhora trabalhou muito tempo com eles? — Minha vida inteira... mas nunca fiz nada de mais.

— A senhora deve ter sido excelente funcionária, companheira... -Não... não... apenas cumpria meu dever. Escute... eles não sabem que estou aqui? -Pergunte a eles... - Parece que eles não me vêem... estão vendo a foto... estou tão emocionada... - 0 que será que aconteceu com a senhora? -Lembro que trabalhei lá a vida toda... depois... acho que fiquei doente... -0 que a senhora acha de sairmos daqui? -Não sei... não entendo o que está acontecendo... estou aqui falando com a senhora... estou lá... eles não me vêem... atou confusa... mas... espere... olhe a Olga... -Quemé Olga? -Eminha colega de trabalho, minha amiga... 0 Olga... que está fazendo aqui?... O quê? É para ir com você?... e voltando-se para a atendente... Posso ir com ela?

Análise Espírito atraído, digamos assim, pelos sentimentos das pessoas que se uniam, nesse caso para homenageá-la. A simplicidade da senhora que diz apenas ter cumprido seu dever, de nio entender como se vê em um lugar, conversa com outro e por fimaptesença da amiga. Em todos os detalhes, destaca-se a calma, o bom senso da atendente, não apressando ou querendo explicar nada, aguardando oiempo do Espírito. - 102 - — A senhora vê como são as coisas... dia mais, dia menos, a vida nos cobra de espora e chicote... — Por que diz isso? — Porque somos ou queremos nos apresentar como donos da vida, os tais... e agora...

— Por que agora? — Não sei. Igual a mim estão, existem muitas pessoas... não sou só eu que faço essas perguntas. —Aconteceu algo com o senhor? — Tenho vaga, muito vaga noção, mas ando muito assustado e eu nunca tive medo de nada...

—O que o senhor quer dizer com vaga noção? — Veja... sempre fui, sou um homem de bem... nunca me preocupei em ter algo definitivo, para sempre... pensando lá longe... vivia bem. mas o agora... o momento. Hoje, escutei aquelas palavras, que ficaram... que se gravaram na minha consciência... —Que palavras? Aonde o senhor as ouviu?

— Aqui... penso que vocês, não sei se estudavam ou discutiam, trocavam ideias... diziam que a morte como fim de tudo não existe, que somos imortais, continuando da mesma maneira sem perceber que a morte já passou... Como nunca pensei sobre isso, abre-se uma situação de desespero de não saber aonde ir, o que fazer... Estou no desconhecido... Fui uma pessoa correta e olhe a confusão, a miséria em que eu me encontro. —O senhor não acha que para tudo pode haver, deve haver uma explicação?

—Isso é outra coisa... Encontrei um conhecido e isso, só de lembrar, aumenta minha indignação... — O senhor quer falar a respeito? I Claro... essa pessoa sempre teve muito mais posses que eu, o que já lhe deu antes de morrer, uma vida bem melhor que a minha. Encontro-o aqui e ele está dessa maneira... -Que maneira? -Melhor, muito melhor que eu... onde fica aquele negocio de que rico não entra no reino do céu?

Ele continua no "tem bom "e eu nessa aflição... nesse estado... Faz silêncio como quem ouve algo e depois, volta-se para aa tendente dizendo: -É, só faltava essa... Sabe o que ele está mefalando?... Que veio aqui justamente para me explicar tudo isso. A senhora acha que pode? -Tenho certeza que sim... inclusive vai ser oportunidade para o senhor conhece-lo melhor, perguntar tantas coisas que lhe soam como injustiças...

O que acha? -Sabe de uma coisa... pior que estou não vou ficar... se a senhora falar que posso, vou com ele... tudo bem? Análise Posição mental típica do homem comum, habituado ao dia adia sem maiores ou mais amplos pensamentos. Seu raciocínio em relação ao outro senhor reflete, do mesmo modo, os preconceitos vividos - é rico - ao morrer vai estar mal, inclusive citando a favor seu entender sobre o ensino evangélico. A atendente foi feliz ao escutar atenciosa, só encaminhando os raciocínios conforme as apreciações que ele oferecia. - 103 - O Espírito apresenta-se inquieto, aflito, tosse muito. — Podemos nos aproximar para ajudar?

— E minha garganta... não está boa não... dói muito... — Aguarde um pouco... o médico vai iniciar os cuidados para que se sinta melhor... Respire lentamente... assim... junto comigo... Após algum tempo... — Sinto que está melhor... se quiser continuar o tratamento podemos ir para dentro ou caso queira saber algo, disponha...

— Não estou entendendo o que acontece... Por que toda essa gente? Esses jovens todos perturbados... não falam coisa com coisa... — Quando começou isso? — Não sei... acho que estava no meio desses moços... é tudo enevoado... confuso...

—Estavam usando drogas? — Estávamos numa roda... acho que me envolvi em alguma encrenca... que sono... quase não consigo conversar... — Veja... houve sim alguma situação difícil, de modo que são necessários cuidados médicos maiores... — E minha garganta, né? —Também.

— Tudo bem. Eu fico sim, mas, precisam avisar minha família. Acharam meus documentos? — Descanse... seus familiares serão procurados. Agora, os cuidados são para você...

Durma se quiser... ao acordar estará melhor... confie... Análise Na avaliação, a médium informou ter recebido anteriormente, dois Espíritos (um cada vez) envoltos em sono profundo, incapazes de se expressarem e provavelmente, companheiros dessa moça. Ela foi a que apresentou maior lucidez, esclarecendo tais informes que um grupo estava sendo tratado. Aatendente foi delicada, sutil, sem aprofundar raciocínios, uma vez que seu momento mental não comportava reflexões. Atendeu ao que surgia no momento, preparando-a para providências pé continuarão. - 104 - Espírito meneia a cabeça como que irritado ou indignado.

— Que se passa... — Vão me julgar também?... pode começar... estou acostumada... — Por que fala assim? — Vocês com essa mania de perfeição, o julgamento deve estar pronto... vamos, comece... — Em relação a que as pessoas a julgam?

—Eu me matei. É natural, mas as pessoas não entendem e ficam na minha cabeça: culpada, culpada. Você, você acha errado se matar? —Não posso julgá-la... sabe... há circunstâncias que muitas vezes empurram a pessoa para isso. Não estou justificando... às vezes, uma pessoa está sozinha, não tem mais ninguém, nem onde morar, como sobreviver, aonde ir... (Enquanto o Espírito balançava a cabeça afirmativamente, aos poucos lágrimas escorriam).

Some- se tudo isso a uma ideia de que tudo acaba com a morte... — E uma confusão, muito, muito grande que gerou uma raiva de mim e para me proteger deles fiigi, matando-me. A senhora não imagina o que é um abandono, o sofrimento, a tristeza... tudo se fecha... não tem para onde ir... • —Realmente deve ser muito difícil — Muito, muito dificil... agora estou nessa confusão... minhas ideias... — O que têm suas ideias? — Até quando cheguei aqui estava certa do que fiz... achava que era a única coisa que me restava fazer... agora estou conjúsa... talvez não tenha sido a melhor saída... não sei mais...

—Veja... tudo isso já aconteceu... é passado... não tem como mudar os fatos... O que você acha de caminharmos daqui para frente?... -Como? Como fazer isso... sinto-me tão fraca... acho | que estou doente... -Cada coisa chegará a seu tempo. Lembre-se de que não está mais sozinha... agora estamos você e eu conversando, depois, (»outrosespecialistas é que cuidarão de você... -Não vou mais ser abandonada... alguém vai me ouvir com a senhora? -Sem dúvida... você vai ser amada, respeitada e o primeiro cuidado com você é tratá-la. Quando se recuperar tudo será diferente! o que lhe parece? - Por favor, peça a eles que me levem e desculpe pela forna como cheguei.

Análise Espirito a princípio agressivo que usa esta forma para de- fender-se das acusações que recebia. “Eu me matei”, inconscientemente visa intimidar a atendente, pois tem certeza de que esta também acusará. Quando pergunta à atendente se esta acha errado se matar, da resposta dependeria muita coisa: - por exemplo—se dissesse sim-ver-se-iajulgado. Poderia revoltar-se mais, fugir. Se dissessenão-estaria dando razões ao suicídio.

Refletir sobre os fatos que normalmente se somam para (agilizar o Espírito levando-o a ponto de matar-se, sensibilizou-o, levando-o a reviver seu mundo íntimo sem perspectivas. Agora acolhido, revê acontecimentos, suas atitudes e começa a questionar- se se a decisão tomada foi a melhor. Daí para frente tudo se encaminhou. - 105 - O Espírito chega bem, lúcido, decidido. — Com licença... estava passando e vi esse grupo, pareceu-me em rezas e resolvi ficar porque achei que vocês poderiam me ajudar... — Do que precisa?

— E o seguinte... sei que estou morto e gostaria que vocês fossem fazer preces lá onde estou enterrado. — E por que o senhor deseja isso? — Gostaria de sair dessa tristeza, dessa melancolia... —E o senhor acha que rezar no seu túmulo é a única forma de ajudá-lo? — Ê a única que parece, capaz de ajudar-me...

A senhora acha que há outras? — Creio que sim. Veja... o senhor já sabe que seu corpo físico foi sepultado... lá não há mais nada... o senhor, o senhor que sente e pensa está aqui... Se o senhor se sente necessitado da oração, vamos fazê-la aqui... o que o senhor acha? — E depois da reza o que vai acontecer?

— O senhor verá os frutos dela. Alguém, talvez um familiar querido, um amigo, que desde há muito está a seu lado e o senhor não vê, será identificado pelo senhor; convidá-lo-á a seguir corneie e, com as companhias, não mais a tristeza, a solidão... — Por favor... reze a senhora... eu acompanho na minha cabeça, obrigado. Análise Espírito preso aos costumes que vivera, quer ir ao túmulo, que, para ele significa lembrar, orar pelo bem do Espírito. A atendente podería ter feito outras abordagens, tentando convencê-lo da impossibilidade de ir ao local, que não sabemos se perto ou longe.

Podería pedir ao amigo espiritual que o levasse, o que também não resolveria. Ele mesmo em determinado momento de conversa dissera não se lembrar bem, mas que andando um pouco, talvez acharia o lugar. Mais um argumento possível de ser usado, tentando demovê-lo de se locomover até lá. A forma usada pela atendente foi excelente; levou-o a refletir em entender que a situação estaria onde permanecia e não onde o corpo físico fora sepultado. -106- — Moça... moça... esse endereço é aqui? Olha, está escrito aqui... eles me falaram para vir que orisca-faca" já ia começar... -“Risca-faca”... o que é isso?

— O baile, dona, a festa... -Ah! Foi para isso que veio... Veja... o endereço e daqui, mas a festa é diferente... — Diferente como? — E mais calmo... você encontrará grupos, uns conversando, outros ouvindo músicas...

— E comida e bebida tem? —À vontade. — E o preço? -Não; hoje ninguém paga... — Oba... promoção... vai ver alguém ficou rico e alá pagando para todos... — Pode ser.

— Vamos fazer assim. Eu já errei o caminho mesmo e o que estou vendo aqui está me agradando... Estou também coa uma fome... Se a senhora deixar, vou ficar... se mais tardem gostar, vejo o que fazer... a senhora deixa? Análise Situação aparentemente simples mas que se o atendente não tiver calma, corre o risco de frustrar o Espírito que, procurando um baile, não o encontra.

O “diferente” apresentado pela atendente acenou-lhe cora perspectivas que o agradaram, principalmente, por haver comida farta e não precisar pagar. - 107- 0 Espírito se apresenta tossindo muito. -0 senhor não está bem. Precisamos cuidar dessa tosse. - Onde estou nunca vou ficar bom... Não sei... por que ué tiram de lá e fazem isso comigo? Deixa-me voltar... -Para onde? - Lá para minha gaiola de vidro... não sei quem me fechou lá, mas fico quietinho ninguém me incomoda. -0 senhor permite que abramos a porta? -É possível? - Sim, já estão abrindo... -Ihhhl... ela desapareceu?! -Ótimo. Vamos conversar? - Quero saber por que me deixei levar.

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.