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Capítulo 19 de 26
Parte 19 de 26
Atendimento a Desencarnados · Chico Xavier, pelo espírito Emmanuel
Morrer? - Ninguém morre. -Não?!! -Não. Você tinha, por exemplo, um santo da sua devoção? - Claro. - E quem era esse santo? -E... era alguém que já tinha vivido aqui, igual a nós... - Então... na hora necessária o corpo foi sepultado lá no túmulo, mas, ele, a pessoa em si, continua vivo... - A senhora está parecendo uma colega minha... ela é espírita e falava essas coisas aí... - Então fica até mais fácil para você entender... desde a hora do acidente pessoas estão ao seu redor, tentando acordá-la, despertá-la para que as veja. -Eééé! E como não vi ninguém? -Lembra como chegou aqui? Estava desesperada pela visão do túmulo... não conseguia ver, nem ouvir ninguém... - E agora? -Você é quem vai dizer... olhe ao nosso redor... há mais alguém conosco? - Madrinha! Madrinha!... então eu já morri?!
Madrinha, como a senhora está bonita... Análise Ao invés de, logo no início, a atendente tentar convencer o Espírito de que a vida continua, foi deixando-o falar, expressar seus medos, entrar ela mesma em perguntas - “não é possível - estou falando”. A reflexão sobre o santo, apalavra da amiga, e as coisas se encaminhando a contento que a levaram aos braços da madrinha. -136- O médium apresenta expressão física triste, rosto contristado, parece chorar. -Você está triste... o que está acontecendo? Abre-se em franco pranto. -Chore... faz bem... estou ao seu lado... não está só... Aos poucos o choro vai se acalmando. - O que está acontecendo?
Quer me dizer? —E uma sensação horrível... sinto-me flutuando... estou aflita... há algumas situações muito diferentes... - Tranquilize seu coração... Não vou deixá-la. - Sinto que sei o que aconteceu mas acho que não quero admitir... é tão difícil... - Gostaria de falar a respeito? — A gente deveria saber para então se preparar... a mudança é muito brusca... -Veja... é normal, tudo isso que está percebendo, sentindo. Toda mudança exige uma fase de adaptação e quando estamos nela, tudo nos parece extremamente difícil de entender, vencer, encontrar novos rumos, interesses...
— Entendo isso, mas a solidão é total. A não ser a senhora, agora, ninguém, nada... dá um medo assustador... -Não seria natural, se isso não estivesse acontecendo... A senhora deixa uma realidade que conhecia, dominava e adentra em um campo onde, tudo parece igual, sendo totalmente diferente. Seu sentir é natural. -Entendo... sinto a leveza, a beleza desse lugar... um misto de tranquilidade que logo após é retomado pela solidão, pelo desespero... - Entretanto, desde o momento em que as coisas aconteceram, e aliás, até antes dele, muitos a chamavam... familiares... amigos... Certamente estão conosco aqui...
Levante o rosto, olhe com atenção... veja, identifica alguém? Fixa os olhos em algum lugar, arregala-os, põe a mão na boca e prorrompe em copioso pranto, abaixando a cabeça, como se a apoiasse em alguém que a abraçava. Análise O Espírito, conhecendo sua realidade, sente-se perdido pela falta de noções sobre o morrer. Só, desespera-se. A atendente não se ateve em querer lhe provar nada, levando-a a entender-se natural, frente à mudança havida.
Fala-lhe do auxílio que todos recebem, dos familiares e amigos entre os quais ela divisa alguém que profundamente a emociona. -137- Espírito quietinho, cabisbaixo, segura o rosto com as mãos. - Então, está aí quietinho? - Quem é você? Como me achou aqui? - Ia passando... vi o senhor e pensei: - será que ele está precisando de alguma coisa? Nesse pensar, parei e dirigi-me ao senhor. Incomodo? —Não.
Não é esse caso. Estava aqui, se a senhora quer saber, pensando nas coisas que deveria ter feito... deveria ter sonhado mais... - Por que avalia desse modo? —As formas, o modo como fui levando a vida, as coisas... fazia só as mais fáceis e imprescindíveis, deixando sempre o tempo passar... amanhã faço... - E aí... -Ai o tempo, realmente passou. Fiquei velho, morri e o que tenho? Mãos vazias... nada a oferecer... - Não existe nada que o senhor, olhando para trás, sinta saudade, queira retomar? - Meu tempo de criança... desse, tenho orgulho... -Porquê? - Porque sonhava e no sonho tornava real muitos planos... - O senhor teve filhos?
Constituiu família? -Não... nem filhos, nem família. - Deve, porém, haver alguma coisa que o senhor tenha feito bem, por exemplo, o que fazia? - Trabalhava e fui um bom trabalhador, fiel a ele... mas, isso nada significa... era minha obrigação. -Amou especialmente a alguém? - Talvez quando adolescente, não deve ter sido importante, pois nem me lembro. Mesmo em relação ao trabalho - de que adiantou se não usufruí? - E só hoje o senhor está pensando nisso? - É, nestes tempos. Achava que a morte era um descanso. Já sei que não é. Penso, mas não chego a conclusões... nada faz sentido... - E se o senhor descobrisse o dinamismo dessa vida, no qual tudo é criação com meios próprios para o senhor fazer diferente, treinar, planejar, realizar projetos para, quando retomar, estar mais fortalecido...
Que acha? - Será que é possível? Por que morrer e ficar nessa pasmaceira, pior do que quando estava vivo é frustrante... Antes lá eu trabalhava bem, agora aqui... -Afirmo-lhe, dou-lhe a certeza de que é possível preparar- se para recomeçar em outras bases... - Mas... desculpe... não quero ser insistente... não sei aonde ir, o que fazer ou como fazer... - Neste tempo em que estivemos conversando, várias pessoas juntaram-se a nós... - Como? Por quê? -Algumas, por viverem os mesmos questionamentos do senhor; outras são amigas, parentes que, estando há mais tempo nessa vida, vêm ajudar. Outras ainda cuidam, zelam por estes atendimentos...
O senhor consegue ver alguém? -Irineu... você aqui? Sempre tive certeza de que você nem sabia da minha existência! ll... Como?... ele está dizendo que fui eu quem o ensinou a trabalhar... Você me convida a seguí-lo?... e me agradece?... Não entendo...
Está bem! Eu vou com você. Análise Um caso delicado, difícil, de um Espírito que não descobria nada em si e não oferecendo à atendente nada palpável, continuava na vida espiritual, sem perspectivas. No encaminhamento que prosseguia, reconhece Irineu que lhe era grato e decide-se por acompanha-lo. -138- Aparência triste... cabisbaixa... -O que foi?... - Minha cabeça... estou zonza... -Faz tempo? - Não lembro quando começou... dói... dói... -Vamos fazer assim: não pense em falar, o médico já está aqui... vai colocar uma medicação... a senhora respire profundamente... vai melhorar... Após algum tempo, em que o Espírito, por duas ou três vezes respirou enquanto a atendente lhe dizia - isso... assim... assim... voltou a perguntar: -Melhorou? - A cabeça parou de chacoalhar... parece que estou melhor... -Esteve doente? -Sim. -E o que era? - Coração. Estava hospitalizada. - E era grave? - Coração é sempre grave, não é?
Mas agora, acho que sarei. Estou tão bem. O remédio é bom e fez efeito rápido. -A senhora percebeu que mudou de hospital? - Percebi sim e este aqui é muito melhor. Acho até que sarei... - Há pessoas aqui perto de nós, a senhora as conhece? - Mas... já é hora da visita? - Não... não... só quero saber se a senhora vê outras pessoas. -Ah! sim... essa enfermeira é uma graça. Está falando que a senhora pode ir e que ela é que vai cuidar de mim...
Análise Talvez o Espírito até saiba que desencarnou, porém, não está no momento de se conscientizar ou administrar o fato. A necessidade dela, para que depois os Espíritos encaminhem outros procedimentos, era abrir campo mental, tirá-la da dor, da zoeira, para as posteriores providências. -139- O Espírito balança-se para frente, para trás. Esboça sons. Ouve quando a atendente o chama. Para e começa a produzir sons, difíceis de entender.
Fica nesse quadro. Após algum tempo pronuncia com grande esforço, palavras soltas. - pesada... movimentar... falar.. -Não se force tanto. Ouça-me... escute-me com atenção. Os médicos deste hospital já estão ao seu lado... vão tratá-lo... respire bem fundo... há substâncias a serem inaladas e que lhe farão muito bem... vamos... assim... de novo... - Paga-se um preço muito alto por não se deixar conhecer.„ Nunca, veja bem - nunca dei chance para que ninguém me conhecesse por dentro... Ser diferente, ser impermeável, exige muito esforço... - Nunca lhe disseram que impermeabilidade é fuga?
—Aparência é muito importante... a gente se mantém a salvo em condições de exercer comando sobre os outros que não passam de brutos, selvagens... - Mas o senhor tem momentos a sós, com seu íntimo, consigo... quando dorme, por exemplo, como se esconde daquilo que foge? - Não fujo. Não tenho para onde ir ou fugir, porque nada mais tenho que temer-sou gelo, pedra, ser impermeável, não sou humano... - O senhor me faz recordar uma música que ouvia no rádio quando vinha para cá. Na letra, o cantor justamente, contava o caso do seu amor desdenhado. Sua inconformação foi tal que ele passou a descrer do amor, das pessoas, da vida... - Isso nada tem a ver comigo... apaguei a memória... deixei de existir para ser pedra... -Apesar do senhor falar assim, duro, incisivo, sinto-o triste... porquê? - Não tem nada disso não... é imaginação sua... -Não creio... olhe-se... permita-se sentir... — Não quero... sou gelo... - Ninguém o é ou se transforma em.
Lembre-se da sua infância... as brincadeiras ingênuas... o riso franco, aberto... E a mamãe... seus ralhos... seus abraços... quanto tempo ninguém o abraça como ela fazia... - Por favor, pare. - Pois não. Pararei sim, mas dentro desse clima em que estamos, mergulhados em carinho pelo senhor, o que me diz da possibilidade de sentir-se abraçado... de voltar àqueles tempos em que a cabeça no ombro da mamãe trazia paz, parecendo que jamais nenhum mal poderia atingi-lo... Só por uns momentos, sinta o que nos envolve... Voz titubeante, parece esforçar-se por não chorar, — Não quero... não quero... afaste-se...
Não... não vá embora... Mamãe... mamãe... Análise Como explicar a forma inicial com a qual o Espírito se apresentou? Podemos refletir que, sentindo-se ferido em algum momento da caminhada, isolou-se a ponto de introverter-se. Não se expressava pela palavra falada.
Quando instado teve dificuldades, sanadas pelo tratamento recebido e insistência da atendente. Esta foi prudente. Não quis em nenhum momento, saber o que aconteceu. Ateve-se na necessidade do momento - “sou pedra”, “nada sinto” - com bom senso ela o retirou desse pensamento, levando-o à infância, aos folguedos, à mãe. Poder-se-ia dizer: - Mas o trauma, o caso em si não foi aventado.
Se a atendente se detivesse nessa abordagem, nada conseguiria, a não ser choque de ideias. A necessidade primeira era acordar-lhe o sentimento e isso foi feito. Daí para frente, quando menos triste e refratário, as coisas acontecerão normalmente. -140- Espírito aflito, inquieto, olha para seu lado, para outro, parece procurar pessoas... Subitamente, como que em desvario, começa a falar, como se o fizesse só para si. - O ano danado esse 1963... quanta reunião, planejamento e agora? Como agir agora?
Nosso aparelho foi descoberto. Já sabem da iminência do golpe, os membros do partido... a contra-revolução... Hélio... é... para o partido meu nome é Hélio... mas, meu nome é outro... ah! lembro... para os membros do partido, o que fora antes não mais deve existir, não conta... tenho que pensar só na revolução... revolução... Elisa... não... não tenho mais o direito de amá-la e ela é tão linda, incorruptível, admirável... ela não pertence ao partido... é contra... não posso, não posso lembrar... sentir. Devo promover os atentados que mostrem ao povo os perigos da direita absolutista...
Nada pode levar-nos a abortar os planos... Rápido... tenho que pensar rápido... eu contei a ela... ninguém poderia saber... Ela vai voltar... rápido... rápido... pense... 0 barco... o barco precisa explodir... preciso ser frio... vou suportar... preciso ficar calmo... Elisa... ela vai morrer... Praxedes, você está sob minhas ordens... detone...
Silêncio total, apenas respiração opressa, entrecortada... Mais calmo, expressa-se. -Pronto. Cumpri minha obrigação. -E daí? -Daí começou o processo da minha desumanização. - Eu lhe proponho uma reversão... o que acha? - E quem acreditaria? Nem eu acredito. -Veja... muito tempo já passou... estamos em 2007... vamos deixar Hélio e retomar-se como alguém que é e não como alguém que por determinado tempo anulou-se por uma ideia... Tome conhecimento do lugar agradável em que estamos... há música... consegue ouvir? - Sinto em meu íntimo, nas fibras geladas que me constituem, empedernidas e duras como que uma vibração... não sei explicar... parece que elas tremem... -Ouve também?
Vira o rosto lentamente... - Há algo... mas está sepultado há tanto tempo... é suave... muito suave. Gostaria; de enxergar de onde vem isso... - É possível, pois está próximo a nós... Olhe atentamente... sinta... ouça... - Tenho dificuldades para me mover... - Mova só os olhos... encontrará a fonte... - Vejo uma mão... essa mão se aproxima... E tão delicada... não... não deve tocar-me... esse perfume... esse perfume de alfazema... Meu Deus... meu Deus. ., Análise Espírito detido em ocorrências passadas... justifica-se com a “consciência” do dever cumprido.
Não lhe sai da cabeça, porém, a ordem dada de explodir o barco em que estava a amada. Decidiu- se por, segundo ele, criar “fibras geladas”. O trato com o sentimento, sutilmente abordado ou trazido àtona, pelo atendente, levou a culminar que ele enxergasse algo, que certamente esteve a seu lado sempre, mas que ele, envolto em culpas, não conseguia ver. - 141 - -Quero ir embora. Preciso me esconder... vamos!:, vamos... - Que se passa? Por que se esconder? -Olha aqui... me encaixaram neste corpo e minhas deficiências estão todas aparentes.
Todos estão me vendo., -E isso é ruim? - Preciso camuflar... A gente vive de zoeira... traquinagem... camuflar... eles perseguem... -Quem são eles? - Eles aí... —ficam de pé observando, são os donos da verdade. -Não existe isso. - Tenho a pele dura como a casca de uma árvore... Não sei por que me pegaram... eles vêm em grupo, pegam no braço, muitos continuam lá agachados, escondidos, com a cabeça no meio dos joelhos... eles não querem saber... pegam mesmo... Com a gente foi assim... eu e eles aí...
Falar... falar o quê? Não tenho coragem... veja... vocês aí todos bonitinhos, limpinhos e nós? Olhe aí... veja que nojo... minhas unhas—és ó terra, lama... lama... - De onde vocês estão vindo?... -E, é lá da vala... é um barreiro só... Eles foram lá... eles querem salvar a gente, não é isso? -Não. Ninguém salva ninguém.
Eles apenas iam passando e sentiram que vocês precisavam de ajuda... -Ainda acho que eles querem salvar... aquele moço, está dizendo que receberam pedidos para ir lá... Quem? Quem pediu?... Algum silêncio... depois... -Eles disseram que o Luiz começou a lembrar de umas senhoras que também quiseram salvá-lo... que havia uma sala grande, aberta, uma mesa comprida, a caneca de leite quentinho, o pão... Ele diz que quando o Luiz chamou essas senhoras, elas pediram para os moços irem lá na vala e salvar todos nós... - Que bonito... e onde está o Luiz?
Ele está aqui... ele é meio tonto... agora está me chamando... só falta eu no grupo... Nossa... tem um moço aqui com uma pilha de roupas todas limpinhas... limpinhas. O Luiz... eu vou com vocês mas ninguém vai me dar banho, hem?! Esperem, esperem... já estou indo... ele esqueceu que não posso correr... Análise Destaque-se a sutileza do atendente, primeiramente em não querer saber qual a deficiência.
Quando diz que são donos da verdade, também não há discussão, uma vez que ele não se deteve na afirmação do atendente; prosseguiu este apenas com pequenas perguntas que o levaram a contar um desenrolar muito interessante, no qual todo um grupo é ajudado pela lembrança de alguém que em algum momento recebeu atenção, cuidados de alguém... A lembrança do bem recebido atraiu a senhora que se sabe lá quando, trabalhando em algum lugar de auxílio, ajudou-o, e agora, evocada, lembrada, envia o mesmo auxílio ao rapaz. Poderíamos pensar: - por que se comunicou esse e não o Luiz? Talvez possamos pensar que o Luiz, por já estar desejando sair, por ansiar por coisas melhores, estava mais à vontade em meio a esse auxílio, ao contrário do outro, que estava bravo por expor suas deficiências, como ele se referiu. O Luiz já estava acessível e este não.
Seria isso?... O importante é que todo um grupo foi ajudado pela lembrança de um bem recebido, através de alguém anônima, mas que marcou o que recebera. -142- Espírito empertigado, calmo, olha aqui, ali e pergunta: - Por favor, que dia é hoje? - O senhor quer saber como? Dia da semana, do mês... -Não. Tudo. Dia, mês, ano. - Estamos no dia 6 de agosto de 2007.
—Nossa... preciso me localizar no tempo. Deixe-me ver... estava ou estive em um hospital... morri... eparece que dormi. Mas como?... 2007...fiquei dormindo mais de vinte anos... como pode... parado ?... dormindo ?... - Lembra-se como despertou? —Não sei. Recordo que alguém me tratava... era como uma reabilitação, um tratamento... - Como o senhor vê as coisas agora? -Sinto-me bem, caminho, tudo normal, porém, só converso com quem cuida de mim, quando ele vai ao quarto. - E por que veio aqui?
— Faz parte do tratamento. - Que interessante. Pode me explicar melhor? — Venho, por exemplo, para notar a diferença entre você e eu. -E o que nota? -Não sei explicar... é uma energia, é assim que sefala? Uma coisa, uma força diferente. -A que atribui? -Essa diferença...?... não sei bem... veja... também não entendo... para falar com você, preciso desse outro... a sensação é que estou desacordado...acordando, sei lá... gostaria de entender... -Veja... este rapaz através do qual o senhor fala, possui, por compromisso e necessidade dele, uma sensibilidade ampliada. Quando o senhor fala comigo, não quer dizer que o senhor entrou dentro dele.
Não. Isso jamais acontece. Voltando ao seu caso neste trabalho, aliado à vontade, as ondas energéticas de seu perispírito, formam, por assim dizer, as exteriorizações do seu corpo espiritual. Ele passa, então, a sentir, ele capta suas necessidades e na ligação mente a mente, transmite, no caso, o que o senhor sente, precisa... Consegue me entender?...
Olhe... o senhor não está “dentro” do rapaz... - Sim, sim, eu entendo... eles me falaram sobre isso e trouxeram-me justamente para que tudo ficasse mais claro... Agora, veja, mesmo não estando dentro do moço — não conseguia entender isso - sinto o peso do corpo material que é muito diferente do que tenho agora... A sensação chega a ser ruim... - Que sensação que chega a ser ruim? — Sentir o corpo... -Adiferença, realmente, deve ser muito grande... - E, a matéria é muito, muito diferente. Foi muito bom eles permitirem que eu conhecesse na prática como tudo que eles me ensinaram funciona.
Não conseguia entender como junciona o meu corpo e essaforma de comunicação... Agradeço a paciência e os cuidados da senhora. Eles estão dizendo que por hoje basta... Análise Um caso totalmente diferente. Nota-se no desenrolar dos fatos, que o senhor já era aluno, aprendiz das realidades espíritas, sem conseguir, porém, assimilá-las como realidade.
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.