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Capítulo 2 de 26
Parte 2 de 26
Atendimento a Desencarnados · Chico Xavier, pelo espírito Emmanuel
Nos diálogos com os Espíritos, seus conflitos e situações as mais variadas, o texto traz reflexões minuciosas sobre as formas de atendimento, mostrando que não existe uma fórmula pronta, uma receita para receber e atender bem os Espíritos que se comunicam, estejam encarnados ou desencarnados. E um livro que não deve ser apenas lido; é necessário o estudo cuidadoso retirando de cada situação o aprendizado para o trabalho, mas, e principalmente, ensinamentos para a vida. A ideia de preparar um livro com nossas próprias experiências nas sessões mediúnicas, com situações com as quais convivemos foi fantástica e enriquecedora para todos que participaram desse momento. Agradecemos aos Espíritos por permitirem retratar seus dramas, e à companheira Leda que muito se empenhou para concretizar essa obra. Ribeirão Preto, 10 de agosto de 2013.
Iracema Linhares Giorgini Referenciando a Capa Caminho... Me arrasto. O pântano atola. Tristonho, tropeço entre a dor, desespero, o sono e o sonho. Em meio ao charco, passado é presente.
Anseio por luz, que dissipe trevas, espante solidão. No transcorrer dos dias, lá longe, tênue clarão parece despontar na noite sombria. Alvoroço-me. Obrigo me a avançar...e..., Uma porta!...Uma porta aberta!? Convite?
Há forte luza me atrair... Conquistarei o Amor? O Amor me conquistará?? A autora Jesus Doutrinador Jesus Doutrinador Se hoje o termo “doutrinador” caminha para o desuso dentro do movimento espírita, por não trazer em seu significado aquilo que representa para a figura daqueles que, através do concurso fraterno, se dispõem a dialogar com os desencarnados nas sessões mediúnicas de desobsessão, em Jesus encontramos a mais exata qualificação do termo. Doutrinador é aquele que funda, pratica e propaga uma doutrina e isso, em Jesus, e somente Nele, é verdadeiro.
Os evangelhos de Mateus, Lucas e Marcos, aceitos por todas as filosofias cristãs, testemunham que a desobsessão iniciou- se com o ministério do Cristo, pois encontramos no panorama descrito pelos evangelistas, um painel onde a mesma grassava praticamente sem combate, atingindo as classes sociais, sem distinção. Nota-se isso pela naturalidade com que os evangelistas narram os casos de “possessos” de Espíritos ditos impuros ou mesmo “demônios”, segundo as traduções para a língua portuguesa. O que fica claro, no entanto, é que, se tal circunstância era fato comum na sociedade da época, uma intervenção positiva e de resultados práticos era totalmente inabitual, para não dizer inédita. Vejamos, o por exemplo, o que nos narram Mateus (8:28 e seguintes), Marcos (5: I e seguintes) e Lucas (8:26 e seguintes), no episodio conhecido como “O obsidiado de Gerasa”. Narram esses evangelistas, com muita naturalidade, que nessa terra habitava um homem que, possuído por um Espírito, não podia ser contido de forma alguma e, por isso, vagava sozinho pelos cemitérios, ferindo-se com pedras.
Quando o grupo liderado por Jesus chega a localidade esse homem, imediatamente atira-se aos pés do Senhor rogando-lhe que não o atormentasse e identificando- O como filho de Deus. Pouco tempo depois, os moradores aglomeram-se para verificar o ocorrido e encontram o ex-obsesso sentado pacificamente aos pés do Mestre. Tal fato causa-lhes espanto tão grande que, tomados de temor, rogam a Jesus que se retire da terra deles. Ora, o que temiam esses homens? Por que estranhariam que algo assim ocorresse se fosse comum a chamada “expulsão dos demônios”?
Fica claro, portanto, que se iniciava com Jesus, um novo patamar nas relações entre encarnados comprometidos com a renovação moral e desencarnados em perturbação. Outra prova de que se inicia com o Cristo essa nova era, está nas escrituras onde Lucas (11:14 e seguintes), Mateus (12:22 e seguintes) e Marcos (3:22 e seguintes) narram que as autoridades da época atribuíam a “espantosa” capacidade de Jesus, a uma relação Dele com Belzebu, que era conhecido como o maior entre os demônios. Tal narrativa vem comprovar que, ao contrário dos fenômenos obsessivos, a terapêutica para esses fenômenos era totalmente extraordinária, não só para as autoridades, mas até mesmo para os seus discípulos, como consta no Evangelho de Lucas (10:20) no qual é narrado que Jesus envia um colégio apostólico para pregar a boa nova, curar os enfermos e expulsar os demônios e, que ao voltarem aqueles discípulos, exclamavam eles com jubilo e espanto: “Senhor, até mesmo os Espíritos malignos se nos submetem, em Seu nome...”.
Isso deixa claro que uma ação humana frente aos fenômenos obsessivos era totalmente ineficaz até a doutrina de amor incondicional da qual Jesus foi o fundador. Poderíamos, muito oportunamente, questionar-nos a respeito do que se operava em favor dos desencarnados, uma vez que nos evangelhos citados, não existe tal esclarecimento, mas reflitamos: caso Jesus operasse exclusivamente em favor dos encarnados, Ele estaria intervindo numa relação de caráter arbitrário, o que não condiz absolutamente com o que Ele afirma no Evangelho segundo João (8:15 e 16): “Vós julgais segundo a carne (ou seja, segundo a compreensão de encarnados em seu momento evolutivo).
Eu a ninguém Julgo. E se na verdade julgo, o meu juízo é verdadeiro, pois não sou só eu, mas eu e meu Pai, que me enviou...”. Ora, julgar é apontar culpados e inocentes; Jesus, com essas palavras mostra que embora tivesse Ele autoridade e conhecimento para tal, não o fazia. Compreende-se, portanto, que, se os evangelistas não narraram as providencias de Jesus para com os desencarnados, era porque não tinham eles acesso a esse conhecimento, como esclarece o próprio Jesus no Evangelho segundo João (16:12 a 14) quando afirma: “muitas coisas ainda tenho a dizer-vos, porém não as podeis suportar agora. Quando vier o consolador, o Espírito de Verdade, ensinar-vos-á toda a verdade”.
E, de fato, dezenove séculos depois, mais precisamente, em dezoito de abril de 1857, essa promessa é resgatada com a publicação de “O Livro dos Espíritos”, onde as relações entre seres humanos encarnados e desencarnados é descortinada, renovando ainda a proposta do fundador dessa doutrina, portanto Doutrinador por excelência, de amar até mesmo os inimigos, estejam eles encarnados ou não. Finalmente, concluímos que o exercício do diálogo fraterno realizado nas sessões práticas espíritas, é a continuação daquele colégio apostólico iniciado com Jesus, que hoje não mais se espanta que os Espíritos se “submetam” em Seu nome, em sua proposta de amor, mas agradece profundamente a oportunidade de aprender com a experiência de cada companheiro que, através de seu drama, expõe um complexo painel dos mecanismos de ação e reação, que regem as relações humanas nos seus níveis físico e extrafísico.
Rogamos assim ao Senhor e Dirigente Máximo de nossas atividades, que nos mantenhamos a altura do beneficio que somos chamados a receber na continuação, expansão e divulgação de Seu ministério de Amor ao próximo. Edder Pinheiro Rangel As Comunicações Espíritas Fatos - Histórias – Estudos As Comunicações Espíritas I. Várias Espécies de Comunicação Os Espiritos atestam sua presença de várias maneiras, conforme aptidão, qualidade inata ou capacidade adquirida, vontade e maior ou menor elevação.
Desse modo, ao evidenciar sua presença, haverá destaque, priorização de um ângulo sobre outro mas, as formas que estudaremos a seguir, ligam-se naturalmente, dando nuances próprias a cada comunicação. A natureza das manifestações, em resumo, poderá evidenciar-se como: o I ) ação oculta, quando nada tem de ostensiva como por exemplo, as inspirações ou sugestões de pensamento, os avisos íntimos, os pressentimentos, a influência sobre os acontecimentos, etc, etc. 2°) manifestações físicas ou materiais traduzidas por fenômenos sensíveis como ruídos, movimentos e deslocamentos de objetos. Essas manifestações, em tese, nenhum sentido oferecem, além de chamar atenção para algo ou convencer-nos da presença de uma energia em ação. 3°) manifestações visuais ou aparições, quando o Espírito se mostra sob uma forma qualquer, sem ter nenhuma das propriedades conhecidas da matéria. 4°) manifestações inteligentes quando exteriorizam através do pensamento, um sentimento, um estado intimo, uma ideia. Toda manifestação que tem sentido, mesmo quando não passa de um simples movimento ou ruido, que acusa certa liberdade de ação corresponde a um pensamento ou obedece a uma vontade, é uma manifestação inteligente e esta pode acontecer em todos os graus. Evidencia-se nessa afirmação, o parâmetro norteador da proposta espírita - todo efeito inteligente há de, por força, derivar de uma causa inteligente expressando uma intenção, respondendo a um pensamento.
As comunicações, portanto, são manifestações inteligentes que têm como objetivos a troca de ideias entre o homem e o Espirito desencarnado. 2. Natureza das Comunicações A qualidade dessa comunicação varia segundo a elevação, inferioridade, saber ou ignorância do Espírito que se manifesta e conforme a espécie do assunto de que se trata. Se vierem de Espíritos levianos, zombeteiros, mais travessos que propriamente maus, as comunicações serão de caráter frívolo, fútil. Não há nenhum comprometimento com a verdade, sentem prazer em semear controvérsias e polêmicas. Terão características grosseiras quando se expressarem com termos ou conteúdos que chocam pela agressividade, malícia.
Provêm de Espíritos inferiores, vinculados à matéria e se expressam como o fazem homens viciosos, inferiores. Como decorrência terão conotações triviais, ignóbeis, obscenas, insolentes, malévolas, ímpias, etc. Já as comunicações sérias são graves quanto ao assunto e à forma como encadeiam o pensamento, uma vez que as expressões usadas pelos Espíritos superiores são dignas e isentas de frivolidades. Há que se refletir que nem todos os Espíritos sérios são esclarecidos. Existem muitos que ignoram sobre o que falam e que podem enganar-se de boa-fé.
Esse o motivo pelo qual os Espíritos superiores recomendam submeter todas as comunicações ao crivo da razão e da lógica. Em síntese, toda comunicação que exclui a frivolidade, grosseria e tem um fim útil, pode ser considerada como séria. As instrutivas são as comunicações sérias cujo principal objetivo é um ensinamento sobre as ciências, moral, filosofia, etc. São mais ou menos profundas e verdadeiras conforme o grau de elevação e desmaterialização do Espírito. A característica é que elas devem ser regulares, perseverantes, encadeando raciocínios, na coerência que permite apreciar o valor moral e intelectual do Espírito que se comunica, bem como o grau de confiança que merecem.
Não abdicar da razão, analisando apenas uma ou duas; ter esse cuidado sempre frente a todas as comunicações. A frequência, a regularidade do teor moral, filosófico ou científico é que indicarão o grau de confiabilidade, que em nenhum momento exime quem a recebe, da análise, na confrontação diante dos objetivos maiores da vida. Exortarão à bondade, ao estudo, ao discernimento, à educação, detalhes esses imprescindíveis àqueles que são responsáveis e conscientes dos próprios deveres diante das leis divinas. 3. Modos de Comunicação São variadíssimos os meios que os Espíritos podem usar para se comunicar. Atuando sobre órgãos e sentidos, podem manifestar-se à visão por meio da aparição; ao tato por impressões tangíveis, visíveis ou ocultas; à audição, pelos ruídos; ao olfato, por meio de odores sem causa conhecida.
Todos eles constituem-se como modos de manifestações reais, entretanto, muitas causas e interpretações podem induzir ao erro. Dessa reflexão destaca-se cuidado que se deve exercer frente à permuta regular e continuada de pensamentos. Além desses, são comuns os sinais, pancadas, a escrita e a palavra. Os sinais consistem no movimento significativo de objetos, por ruídos ou golpes vibrados. Terão um sentido, um objetivo.
Revelarão a ação de uma inteligência, lembrando novamente que todo efeito tem uma causa, e nesse caso, se o efeito é inteligente deve provir de causa idêntica demonstrando intenção; respondendo a questões mentais ou não. Nesses sinais, o Espírito usa uma espécie de “mímica”, isto é, exprime a natureza de seus sentimentos de afirmação ou negação pela força das pancadas: violência, pelo brusco do movimento; cólera, impaciência, batendo repetidamente fortes pancadas; se amável e delicado, inclina a mesa, ao inicio e final da sessão como saudação; se, especialmente quer dirigir-se a algum assistente, a ele se volta com brandura ou violência conforme deseje demonstrar afeição ou antipatia. Essa linguagem recebe o nome de sematologia. Classificadas ainda como sinais, embora sob outra forma de expressão, estão as comunicações por meio de pancadas propriamente ditas ou tiptologia, método este que caracteriza as primeiras manifestações inteligentes. E um meio limitado, primitivo, uma vez que restringe a comunicação a um “sim” ou “não", mediante convencionado número de pancadas.
Com o decorrer do tempo, suigiram aperfeiçoamentos como a tiptologia alfabética, que consiste em se indicar as letras do alfabeto pelo número correspondente de pancadas, uma para a letra a; duas para a letra b e assim por diante. Conforme o número das batidas, uma pessoa grafava as letras à medida que iam sendo designadas obtendo-se palavras, frases e até desenvolvimento de um tema. Também, por um sinal convencionado, o Espírito faz sentir que terminou. Percebe-se ser este um meio lento; consome tempo, principalmente se a comunicação for longa. A prática, levou ao uso de abreviaturas, permitindo alguma rapidez.
As pancadas, os sinais podem acontecer de uma maneira mais simples, no interior da madeira da mesa, sem nenhum movimento, dando a impressão que estão se processando na superfície ou no interior, não só da mesa, mas também numa parede, pedra, móvel ou qualquer outro objeto. E conhecido com o nome de tiptologia interior. Várias buscas procuraram faci litar, aperfeiçoar o método em uso. Cada detalhe acrescido não conseguiu alcançar a rapidez e a facilidade que o próximo meio em estudo, a escrita, alcançará. Essa a razão porque foram abandonados não sendo mais usados.
Como faz o Espirito para atuar sobre a matéria inerte? Quando a mesa, o objeto se move, a pancada acontece, não é o Espírito que usa suas mãos ou a força do seu braço. Embora tendo um corpo em tudo semelhante ao nosso, ele é fluídico, o que impossibilita uma ação muscular propriamente dita. A mesa, o objeto, é saturado com seu próprio fluido combinado com os do médium. Por esse meio, o objeto fica animado de vida factícia, artificial e obedece a uma vontade exprimindo alegria, cólera ou os diversos sentimentos do Espírito atuante.
O objeto material portanto, não pode receber a impulsão dos músculos do Espírito; é sim animado por seus fluidos, mais os fluidos do médium, mais os fluidos ambientes que, combinados, segundo a intenção ou necessidade, faz o papel da força muscular. A vontade imprime direção. Esse é o princípio fundamental de todos os movimentos em casos semelhantes. O Espírito precisa do intermediário que funciona como um laço que o une à matéria. Nos fenômenos espíritas a causa imediata | o agente físico, mas a causa primeira é a inteligência que age sobre esse agente, assim como nosso pensamento age sobre nossos membros - quando, por exemplo, queremos acenar a alguém, não é o pensamento que o faz - este dirige, sim, o braço.
Outro modo de comunicação é a escrita designada pelo nome de psicografia. Para se comunicar pela escrita, os Espíritos usam como intermediários, pessoas com aptidão de escrever sob a influência de uma força que os dirige. Esse médium cede a um poder estranho ao seu controle. A mão é agitada por uma impulsão involuntária, quase febril: toma o lápis e não consegue parar nem prosseguir à sua vontade. Quando terminam, o médium, na mesma dinâmica larga bruscamente o lápis.
Na grande maioria das vezes não tem consciência do que escreve; a escrita vem antes do pensamento; o médium funciona como uma máquina. Esse tipo é conhecido com o nome de psicografia direta ou mecânica. E raríssima. O movimento independe da vontade do médium. Outra forma, é quando o Espírito atua sobre a alma do médium, isto é, o médium capta o pensamento do Espirito livre e o transmite escrevendo.
Nesse caso tem consciência do que escreve, embora não exprima seu próprio pensamento. Pode-se reconhecer que o que o médium escreve não é dele, por não ser a ideia preconcebida; nasce à medida que a escrita vai sendo traçada. Quase sempre é contrária às ideias do médium, podendo inclusive estar fora de seus conhecimentos e capacidade. Nesta o médium funciona como intérprete, pois, para transmitir, precisa primeiro compreender, apropriar-se do sentido para traduzi-lo fielmente - no entanto - esse pensamento não é seu; apenas atravessa-lhe o cérebro: o pensamento e a escrita são simultâneos. Psicografia intuitiva é o nome que se dá a tal modalidade.
Outra forma é conhecida como psicografia semimecânica. Nesta o médium participa de ambas as formas; sente a impulsão nas mãos ao mesmo tempo que tem consciência do que escreve, à medida que as palavras se formam. No primeiro caso (mecânica) o pensamento vem depois do ato da escrita; no segundo, precede-o; no terceiro acompanha- o. Esta forma é a mais comum. Allan Kardec estuda, na Revista Espirita citada, uma forma de comunicação escrita sem intervenção direta.
Nesta as palavras são traçadas por um poder extra-humano visível ou não. E chamada de escrita direta ou espiritografia para distingui-la das comunicações obtidas pelo médium. Esta prescinde dele - o Espírito é que age por si, diretamente, porém, submetido às combinações fluídicas estudadas anteriormente. Uma terceira forma de comunicação é a palavra. Nesta, a força é semelhante à que se faz sentir na mão dos que escrevem, direcionada, porém, aos órgãos vocais.
Como as escritas, as comunicações verbais podem ocorrer sem o intermédio ostensivo, quando palavras e frases soam aos nossos ouvidos sem causa física aparente. Também podem aparecer em sonho ou estado de vigília e dirigir-nos a palavra para avisos, instruções etc. Como tudo deve ter um nome, a primeira forma citada é chamada de espiritologia mediata e as últimas de espiritologia direta, termos este, praticamente não usados e até até mesmo desconhecidos. Em síntese: dos vários meios de comunicação a sematologia é o mais incompleto. E lento e dificilmente se presta a desenvolvimentos de certa extensão.
A escrita e a palavra são meios mais completos e também são preferidos pelos Espíritos por permitir precisão nas respostas e pelo desenvolvimento que comportam. No caso da psicofonia, isto é, a comunicação através da palavra, o Espírito transmite diretamente ao médium seu sentir, seu pensar. O médium é um intérprete, porque está ligado ao corpo físico do qual o Espírito através do perispírito se serve para falar. Muitos não conseguem conceber um Espirito, agir sobre a matéria e comunicar seu pensar, por defini-lo como “imaterial’'. Essa dúvida decorre, principalmente, do desconhecimento da constituição do ser humano estruturado na Doutrina Espírita em três princípios: —o Espírito em forma de matéria inexprimível ou explicável ao nosso atual estágio evolutivo; - o corpo físico, acessório, veste, invólucro que o Espírito deixa quando as condições físicas dessa matéria não mais oferecem condições, e, —um elemento intermediário, semimaterial, que serve de ligação entre ambos Conhecido pelo nome de perispírito, é ele que permite a atuação do Espírito sobre o corpo físico, durante a vida da pessoa e, as manifestações espiritas propriamente ditas, uma vez que esse elemento intermediário, acompanha o Espirito após o desencarne.
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.