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Capítulo 6 de 21

Os Grandes — parte 3 de 13

Os Grandes Iniciados – Ed. 1980 – Volume 1

de um animal, que simbolizava as qualidades preferidas p�los chefes. Entre estes, alguns ostentavam nas facha­ das dos seus palácios de madeira grous, águias, abutres, outros cabeças de javali ou de búfalo, sendo essa a ori­ gem dos brasões. Mas o estandarte preferido dos Citas · era o Touro, que chamavam Thor, sinal da força brutal e da violência. Ram opôs ao Touro o Carneiro, o chefe corajoso e pacífico do rebanho e dele fez a divisa de todos· os seus partidários. Arvorada no centro da Cítia, essa divisa foi o sinal de um tumulto geral, de uma verdadeira revolução nos · espíritos. Os povos brancos dividiram:-se em duas fac­ ções. A própria · alma da raça branca .separava-se em duas, para se afastar da animalidade que rugia e subir o primeiro degrau do santuário invisível, que conduz à humanidade divina. "Morra o Carneiro!", gritavam os partidários de Thor. "Guerra ao Touro!" clamavam os amigos de Ram. Estava iminente uma guerra formidá­ vel. Ante essa possibilidade, Ram hesitou. Instigar essa guerra não seria agravar o mal, forçar a sua raça a des­ truir-se a s mesma? E teve então um outro sonho. i O céu tempestuoso estava carregado de nuvens som­ brias, que cavalgavam as montanhas e em seu largo vôo sombrio roçavam os cimos agitados das florestas. Em pé sobre um rochedo, uma mulher desgrenhada estava pres­ tes a ferir um guerreiro soberbo, amarrado aos pés dela. Precipitando-se sobre essa mulher, brada-lhe Ram: "Em nome dos antepassados, detém-te!" Ameaçando o adver­ sário, a druidisa atira-lhe um olhar agudo, ferino como o fio de um cutelo. Mas um trovão rola entre as nuvens e fulgurante surge uma figura. A floresta parece empali­ decer, a druidisa cai como fulminada e rompem-se as amarras do prisioneiro. Este olha com uma expressão de · desafio o gigante luminoso. Ram não se· perturbou, pois reconheceu o ser divino que já lhe tinha falado sob o carvalho. Desta vez, pareceu-lhe mais belo com o cor­ po · i:esplandecente de luz. E Ram viu-se em um templo aberto, rodeado de imensas colunas. No lugar da pedra do sacrifício, erguia-se um altar. Ao lado, estava ainda o guerreiro cujo olhar parecia desafiar a morte. Deitada sobre as lájeas, estava estendida a mulher, parecendo

morta. O Gênio trazia um facho na mão direita e uma taça na esquerda. Sorriu, benevolente e falou: "Ram, estou satisfeito contigo. Vês este facho? t o fogo sagrado do Espírito divino. Vês esta taça? :t a taça da Vida e do Amor. Dã o facho ao homem e a taça à mulher". · Ram fez o que lhe ordenava o seu Gênio. Apenas o homem empunhou o facho e a mulher segurou a taça, o facho u acendeu-se· por si mesmo, no altar, e ambos, transfig · rados ao seu clarão, resplandeceram como o Esposo e a Esposa divinos. Ao mesmo tempo, alargou-se o templo, as colunas ergueram-se até ao céu e a abóbada abriu-s� no fi�amento. Viu-se Ram transportado ao cimo de. . uma montanha, sob o çéu estrelado. Em pé, próximo dele, o seu Gênio explicava-lhe o sentido das constelações . . fazia-o . ler nos signos flamejantes do zodíaco os destie nos da humanidade. "Espírito maravilhoso, quem és tu?" perguntou Ram ao seu Gênio. · Este respondeu: "Chamam-me Deva Na­ huscha, a Inteligência divina. Tu espalharás o meu ful­ gor sobre a terra e eu atenderei sempre ao teu apelo. Agora, segue teu caminho. Vai!" E com a mão o Gênio apontou-lhe o Oriente. 4.l: O l::xodo e a Conquista te, Ram fulguran sob uma luz Nesse sonho, como desde raça: da sua viu sua o imenso destino missão e r a guerra vez de suscita então, não mais. Em hesitou sua escol da levar o resolveu entre as tribos da Europa, - · que insti aos seus da Ásia. Anunciou raça até o centro dos a felicidade que faria tuiria o do fogo sagrado, culto hu­ sempre os sacrifícios abolidos para homens. Estariam pe­ seriam mais invocados antepassados não manos. Os bru­ no alto de rochedos las sacerdotisas sanguinárias, lar, pelo mas em cada de sangue humano, tos molhados ce, entoando na mesma pre e pela esposa, unidos esposo O fogo junto ao fogo purificador. hino de adoração, um invi­ símbolo e veículo do fogo celeste visível no altar, , . povos uniria a família, o clã, a tribo, todos os sível, sendo um foco do Deus vivo, na terra. Mas para a co­ lheita dessa seara, seria necessário separar o bom grão Os mais ousados teriam de estar dispostos a e o joio. deixar a Europa, para irem à conquista de uma nova terra, uma terra virgem. Lá, Ram daria a sua lei insti­ , tuiria o culto do fogo renovador. Aquele povo jovem, ávido de aventuras, acolheu iasmo essa proposta. com entus Durant e vários meses nas . ' as, acenderam-sê montanh fogueiras como sinais da emiração em massa de todos g aqueles que quisessem seguir o. A formidável o Carneir emigração, orienta da por aque.. - le grande pastór de povos, moveu-se lentament e rumo centro da Asia. Atravessando ao o Cá ucaso, ela foi se ando de várias fortalezas apoder ciclópicas dos Negros. como lembrança dessas Mais tarde, vitórias , as colônias ncas esculpiram nos rochedos bra do Câ�caso . gi gantes­ cabeças de carneiro. Ram revel cas ou-se digno da sua ão. Aplainava dificuldades, alta miss penetrava nos pen­ entos, previa o futuro, curava sam as moléstias, acalma­ missos,. nimava va os insub as coragens. As potências � celestes, que denominamo� Providê ncia, queriam a que r ça boreal dominasse a terra e, � por intermédio do gê ­ nio de Ram, lançavam raios luminosos sobre o seu ca­ minho. Essa raça já tinha tido seus inspiradores secun­ dários, que a tinham afastado do estad0 selvagem. Ram, no entanto, tendo sido o primeiro a conceber a lei so­ cial como expressão da lei divina, foi um inspirado dire­ to e de primeira ordem. Aliou-se aos Turanianos, velhas tribos cf cru­ ticas, zadas de sangue amarelo, que ocupavam a alta Ásia. Le­ vou-as à conquista do Irã, de onde expulsou completa­ mente os Negros. Queria ele que um povo de pura raça branca ocupasse o centro da Ásia e se tomasse um foco de luz para todos os outros povos. Fundou a cidade de Ver, admirável metrópole de Zoroastro. Ensinou a tra­ balhar e semear a terra, tendo sido o pai da vinha e do trigo. Criou as castas segundo as ocupações, dividindo o povo em sacerdotes, guerreiros, agricultores e artífi­ ces . No seu início, as castas não eram rivais. Somente mais tarde, instituiu-se o privilégio hereditário, causa de rancores e de invejas. Proibiu a escravidão e o assassi­ ·nato, afirmando que o C:fomínio de um homem sobre ou­ tro era a fonte de todos os males. Quanto ao agrupa­ mento primitivo da raça branca, o clã, conservou-o sem alterá-lo, permitindo-lhe eleger seus chefes. e juízes. A obra prima de Ram, o instrumento civilizador, por. excelência, que ele criou foi a nova função atribuída à Até então, o homem só conhecera a mulher mulher. co­ miserável, na choça, que ele esmaga mo sua escrava va ou como a perturba brutalmente, nte sacer­ atava e maltr e no rochedo, cujo patrocínio · ele dotisa no carvalho . ' fascinante que o domin ela a mágica ava, implorava. Era ncia a esse fascínio, diante d quem resist e da sua ê apesar sua alma supersticiosa. a estremecia humano, estava a vingança da sacrifício mulher No ao enterrar-lhe no peito o cutelo o homem, do contra aquele culto horroroso , elevan a o. Proibindo do sacrifíci homem, nas divinas funções de o espos e mulher ante a de mãe, Ram transformou-a em sacerdotisa do lar, guar­ agrado, igual ao esposo, invocando do fogo s em sua diã a alma dos antepassados. companhia Como todos os grandes legisladores, Ram nad mais a fez do que desenvolver e organizar os·: . in$tintos sup.�- 49. riores ·da sua raça. Para embelezamento e ornato da exis­ tência, Ram estabeleceu quatro grandes festa por ano. ! A· primeira foi a da primavera ou. das geraçoes, cons -. � grada ao amor conjugal. A festa do verão ou das colh ei­ . tas pertencia aos rapazes e às moças, que ofereciam aos pais· os primeiros feixes de cereais, colhidos com o seu . trabalho. Na festa do outono, honravam-se os pais e as rriães, que distribuíam frutos aos filhos em sinal de rego­ zijo. Mas, a mais santa, a mais misteriosa, era a de Na­ tal ou das grandes sementeiras. Ram consagra-a, con­ juntamente, às crianças, aos recém-nascidos, aos frutos do amor concebidos durante a primavera, e às almas dos mortos, aos ancestrais. Unindo o visível e o invisí­ vel, aquela solenidade religiosa significava ao mesmo tempo o adeus às almas dos finados e a saudação místi­ ca àquelas que vêm se encarnar no ventre matemo e re­ nascer nas crianças. · Naquela noite santa, os antigos Árias reuniam-se nos .;, santuârios do Airiana-Vaeia, como outrora em suas fio restas. Acendiam fogueiras e entoavam cantos, celebran­ do o reinício do ano terrestre e solar, a germinação na­ tural no coração do inverno, o estremecimento da vida no fundo da morte. Celebravam o beijo universal do céu na terra, a gestação triunfal do novo Sol pela grande Noite-Mãe. Assim, Ram ligava a vida humana ao ciclo das esta­ ções, às revoluções astronômicas e ao mesmo tempo re­ velava o seu significado divino. E por haver estabelecido tão fecundas instituições, denomina-o Zoroastro "· 0 che­ fe dos povos, o muito afortunado monarca". Por isso o · po ta hin u Valmiki, situando o antigo herói em ép�ca � � muito mais recente, no luxo de uma civilização muito mais adiantada, conserva-lhe no entanto os traços de tão elevado ideal. Diz Valmiki: "Rama de olhos de lótus azul era o mestre do mundo, o senhor da sua alma, o amor dos homens, o pai e a mãe dos seus súditos. Ele soube ·, dar a todos os seres a cadeia do amor". · · . Estabelecida no Irã, às portas do Himalaia, a raça branca ainda não era senhora do mundo. Para isso a suà va guarda teria de penetrar na 1ndia, centro principal � dos· 'Negros, antigos vencedores das raças vermelha e arrutrela. O· ·Zend-A vesta menciona essa marcha .de Rama· a tndia, (*) que é um dos temas favoritos da epo­ para péia hindu. Rama foi o conquistador da. terra limitada pelo Himavat, a terra dos elefantes, dos tigres, das ga­ Ordenou o primeiro embate, dirigiu ofensiva, zelas. a nessa luta gigantesca, durante a qual duas raças, incons­ cient�mente, disputavam o império mundial. Exagerando as tradições ocultas dos templos, a poesia épica indiana imagina· o conflito da magia branca e da magia negra. Na guerra contra os povos e reis do país dos Djambus, como era então designada a região, Ram · ou Rama, se­ gundo os orientais, utiliza-se de recursos aparentemente miraculosos, cuja invenção está acima das faculdades hu­ manas comuns, mas que os grandes iniciados utilizam graças ao conhecimento' e à utilização das forças ocul­ tas da natureza. Nota do tradutor:· * Note-se que o Zend-A vesta, o livro sagrado dos Parsis, considerando Zoroastro inspirado de Ormuz, profeta da lei de Deus, refere-se a ele como o continuador de um profeta mais an­ - tigo. Sob o simbolismo dos templos antigos, vê-se aqui o fio da grande revelação da humanidade, unindo os grandes iniciados. Eis o trecho importante:

Zoroastr · perguntou a Ahura-Mazda (Ormuz, o o Deus da luz): Ahura-Mazda, tu, santo, sacratíssimo cria­ dor de todos os seres corporais e puríssimos:

· Qual o primeiro homem com qüem falaste, tu que és Ahura-Mazda? " Respondeu Ahura-Mazda: O belo Yima, chefe de um grupo digno de elogios, ó puro Zaratustra .

. E eu disse-lhe: Cuida dos mundos que me per­ tencem.. Como protetor fertiliza-os. tu · E entreguei-lhe as armas da vitória, eu que sou Ahura-Mazda. a.a Uma lança de ouro e uma espada de ouro. u Então Yima elevou-se até as estrelas, rumo ao sul, no caminho do sol. ª' Percorreu . a terra que ele fertilizara. A terra es­ tava maior, cerca de um terço mais do que antes. E os homens mai vir­ "ª o brilhante Yima reuniu · s tuosos, no célebre Airyana-Vaeia, criado puro (Vendi­ dad-Sad,, 2� Fargard - Trad. de ANQUETIL DUPERRON) •

A tradição apresenta�o aqui fazendd jorrar fontes de água no deserto, ali descobrindo recursos alimentício s . inesperados, uma espécie de maná, cujo emprego ele ensina à sua gente, mais além ex.tinguindo unia epide­ mia, graças a uma planta chamada hom, o ·amomos·. dos gregos, a perseia dos egípcios, da · qual extrai um suco · g salutar. Essa planta torna-se sagrada para a sua . ·ente · e substituiu o visco do carvalho, conservado pelos· Cel­ tas na Europa. · Rama utilizava-se de processos extraordinários con­ tra os seus inimigos. O predomínio dos padres dós N e­ gros apoiava-se em um culto baixo. Criavam e nutriam em seus templos enormes serpentes e pterodátilos, raros sobreviventes de espécies antediluvianas, que eles fa­ ziam serem adorados como deuses, servindo-se dos mesmos para a_terrorizarem o seu povo. Alimentavam. as serpentes com a carne dos prisioneiros. Algumas vezes, Ram, inesperadamente, empunhando fachos acesos, en­ trava naqueles templos, subjugando as serpentes, ater­ rorizando e expulsando os padres. Outras vezes, apare­ cia no acampamento do inimigo, expondo-se sem defesa àqueles que queriam matã-lo, e afastava-se sem · que ninguém ousasse tocá-lo. Quando eram interrogados aqueles que o tinham dei­ xado ir embora, eles respondiam que tinham ficado ificados pelo olhar de Rama. Ou petr então que se tinha interposto" entre eles e Rama uma montanha , impossi­ do-os de o verem bilitan mais� Enfim, para terminar a da sua obra, a tradição épica legenda da 1ndi a atribui­ conquista do Ceilão, último refúgio -lhe a do mago ·negro sobre quem o mago branco Ravana, faz chover um gra­ de fogo, depois de haver lançado nizo de umà para outra margem do braço de mar uma ponte, por onde passou tribo de macacos das selvas, uma semelhant e a um exér­ entusiasm cito ado por aquele grande encantador de po­ vos. O testamento do grande antepassado Dizem os livros sagrados da lndia que Rama, por sua força, sua bondade e gênio, tornara-se o senhor da lndia e o rei espiritual da. terra. Sacerdotes, reis e povos inclinavam-se diante dele como diante de um benfeitor celeste. Sob a égide do Carneiro, os seus emissários le- . varam ao longe a lei ariana, que proclamava a igualdade dos vencedores e dos vencidos, a abolição dos sacrifí� cios humanos e da escravidão, o respeito à mulher no lar, o culto dos antepassados e a instituição do fogo sa­ grado símbolo visível do Deus inominado. , Rama envelhecera. A barba estava branca ,mas o corpo ainda era resistente. Em sua fronte transparecia a majestade dos pontífices da verdade. Os reis e os em­ baixadores de outros povos ofereceram-lhe o poder su- . premo. Ele pediu o prazo de um ano para refletir e teve um outro sonho. Enquanto dormia, ouviu o seu Gênio falar-lhe. Viu que voltara às florestas onde vivera durante a mocidade. Estava moço outra vez e vestia a túnica de linho dos druidas. Havia luar. Era a noite santa, a Noite­ -Mãe, em que os povos aguardam o renascimento do sol e do ano. Rama caminhava sob o carvalhos, atento aos murmúrios na floresta. Surge então uma bela mulher que tem nas mãos uma coroa magnífica. Sua cabeleira era ruiva, cor de ouro, a pele tinha a alvura da neve e os olhos eram · azuis, da cor do céu depois da tempestade. Diz-lhe: "Eu era a Druidisa selvagem. Transfigurei-me, por ti, na Esposa resplandecente. Agora chamo-te Sita. Sou a mulher glorificada por ti, sou a raça branca, sou tua esposa. ô meu senhor! ô meu rei! Não foi por mim que atravessaste os rios, seduziste os povos, derrotaste os reis? Eis a recompensa. Toma da minha mão �sta co­ roa, coloca-a sobre tua cabeça e reina comigo sobre o mundo!"

A mulher ajoelhou-se, em atitude· de humildade e de submissão, oferecendo a coroa da terra. A pedraria que a ornamentava cintilava, faiscante com mil cores e a embriaguez do amor exprimia-se no seu olhar. Comoveu­ -se a alma do grande Rama, do pastor de povos. Mas, de é, sobre a ramagem da floresta apareceu-lhe seu � Gênio, que lhe disse: "Se colocares em tua cabeça a co­ roa, a Inteligência divina te deixará. Não me verás mais. Se abraçares esta mulher, ela morrerá por tua felicida­ de� Se renunciares à sua posse, ela viverá feliz e livre, rito invisível reinará sobre ela. ·Esco­ na terra, e teu espí lhe: ou atendê-la ou seguir-me!" Sempre ajoelhada, Sita fitava o seu · senhor com os olho amorosos, suplicantes aguardava a resposta. Rama s e esteve silencioso, um momento. Seu olhar engolfado nos olhos de Sita media o abismo que· separa a posse com­ · que o · amor supre­ pleta do adeus eterno. Mas, sentindo mo é uma suprema renúncia, ele colocou a mão liberta­ abençoou-a e dis­ dora sobre a fronte da mulher branca, · se-lhe: "Adeus!. Sê ljvre e não me esqueças nunca!" A mulher logo desapareceu como um fantasma lu­ nar. A jovem Aurora moveu sua varinha mágica sobre a velha floresta. O rei voltara à ser velho. Um orvalho de lágrimas umedecia as barbas brancas, enquanto no · "Rama! fundo da floresta uma voz triste o càamava: Ramal" , Mas, Deva Nahuscha, o Gênio resplandecente em sua luminosidade �exclamou: "A mim!" E o Espírito Divino levou Rama ao cimo de uma montanha, ao norte de Himavat. + Depois daquele sonho, significativo do fim da sua missão, Rama reuniu os reis e os embaixadores dos po­ -lhes: "Nã vos e falou o quero o poder supremo, que me . vossas coroas e cumpri minha lei. ofereceis. Guardai Terminou minha missão. Retiro-me para sempre com meus irmãos iniciado para. uma montanha do Airyana­ s Vaei�. De lá, estarei vigilante. Cuidai do fogo divino! Se o fogo apagar-se, eu voltarei como juiz e como· vinga­ dor terrível". Então, ele afastou-se em companhia dos seus, indo para o monte Albori, entre Balque e Bamiã, em um ermo conhecido somente dos iniciados. Lá, ele ensinava aos seus discípulos o que sabia dos segredos da ter·ra e do

Grande Ser. Estes levaram Occita­ até longe ao Egito, à , nia, o fogo sagrado, símbolo da divina unidade das coi­ sas e os chifres do - · carneiro religião aria , emblema da na. Esses chifres . tornaram-se as s dá iniciação insígnia e depois do poder . · sacerdotal e real. (ª) . e l nge e P o , ·. �ama continuava vigiando seus pov os su amada a ràça ­ · branca� Os ultimos sua existên anos da cia, dedicou-os Foi à elaboração do Arias. calendário dos esse o testamento es­ do patriarca dos iniciados. Livro tranho , escrito com a luz f ce das estrelas, em hiérógli os ­ lestes, no firmamento infinito nos­ pelo Antepassado da sa raça. Fixando os doze signos Ram atri­ do zodíaco, buiu-lhes tríplice significado. O primeiro, referente às influências do sol em cada mês do ano; o segundo, rela­ tivo de certo modo à sua própria história; o terceiro, indicativo dos meios ocultos de que ele se utilizara para alcançar -os seus objetivos. Por isso, os signos, lidos na ordem inversa, foram mais tarde os emblemas secretos

dos graus da iniciação. ( )

Os chifres do carneiro vêem-se na cabeça de muitos per­ sonagens nos monumentos egípcios. Esse é o sinal da iniciação sacerdotal e real.

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.