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Capítulo 15 de 21

Os Grandes — parte 12 de 13

Os Grandes Iniciados – Ed. 1980 – Volume 1

olarão1 um, ,inc.ê nafta ,çle I ace:;ai p0r . tvás, , dele, , na câmara do fogo. Depois dessa pr9va, dois assistentes levavam-no aind trêmulo a uma gruta escura. Lá esta­ a va um leito macio, sob a luz frouxa de uma lâmpada d � bronze, suspensa da abóbada. Os dois· assistente desp1- � _ am-no, enxugavam-lhe o suor de todo o corpo, fncc1on ­ � vam-no com líquidos aromáticos, vestiam-lhe . outra tu­ . nica de linho fino e deixavam-no só, depois de lhe dize- · rem: "Repousa. Espera o hierofante." O postulante distendia os membros fatigados e não esquecia as figuras vistas. Uma delas era mais impres­ sionante: a do arcano X, em que se representava uma roda, suspensa do eixo, entre duas colunas. De um lado aparecia Hermanubis, o gênio do Bem, formos9 como um jovem efebo. Do outro lado estava Tifon, o gênio do Mal, cabeça . baixa, precipitando-se no abismo. Entre os dois, por cima da roda, uma esfinge segurava uma es­ pada. O vago som de uma música lasciva, que parecia vinda do fundo da gruta, afugentava essa imagem. En­ volto em um sonho· de fogo, o noviço fechava os olhos. E quando os reabria, percebia próxima do leito uma apa­ rição, um tipo de mulher da Núbia, envolta em gaze de púrpura transparente, tendo um colar de amuletos ao pescoço. · Parecia· uma sacerdotisa do mistérios de Mé­ s lita, olhando-o com térnura -fõfrega, empunhando uma taça engrinaldada de rosas. O noviço levantara-se e, in­ deciso sobre se deveria alegrar-se ou temer, cruzara as mãos sobre o peito. A escrava caminha a passos lentos, e diz-lhe em voz baixa: -Tens medo de mim, belo estrangeiro? Trago-te o prêmio da vitória, o esquecimento das penas, a taça da ventura. O noviço hesitava ainda. A núbia sentara-se ao seu lado, no leito, dirigindo-lhe um olhar suplicante. Coitado dele se tocasse naquela mão, se chegasse aos lábios os bordos daquela taça. Rolaria sobre o leito, enlaçado em um abraço ardente. Passada a satisfação do desejo, o líquido que bebera teria como efeito um sono pesado. Ao acordar, angustiado, veria à sua frente o hierofante, que lhe diria: "- Venceste as primeiras provas. Triunfaste da morte, do fogo, da água. Mas não pudeste dominar-te

a ti mesmo. Desejando subir às alturas do espírito e do conhecimento, sucumbiste · à primeira tentação dos senti­ dos, caiste no abismo da matéria. O escravo dos sentidos vive nas trevas. Preferiste . a escuridão à luz. Permane­ ce portanto na escuridão. Salvaste a vida, mas perdeste a liberdade. Ficarás, sob pena de morte, escravo do templo;" Mas, se ao contrário, o neófito derramasse a taça e repelisse a tentadora, apareceriam. doze neócoros, arma­ dos de fachos acesos,• para levá;.lo em triunfo ao santuá­ rio de Isis. Aí os magos, vestidos de branco, formando um meio círculo, reunidos em . grande assembléia iriam rece�-lo. No fundo do templo · esplendidamente ilumina­ do, estava a colossal estátua de Isis, em inetai fundido, com uma rosa de ouro no busto e coroada de um diade­ ma de sete raios, t�ndo nos braços o filho Hórus. Diante da deusa, vestido de vermelho, o hierofan­ te recebia o neófito. Sob· as,· mais terríveis ameaças, fa­ zia-o pronunciar o juramento de silêncio e de submissão. · Na presença daqueles · augustos mestres, o discípulo de Isis supunha-se na presença de deuses. Elevado acima de si mesmo, pela primeira vez ele penetrava na esfera da verdade. · l2

- Osiris. A morte e a ressurreição. . No entanto, o noviço não for� ijlém .dos umbrais da iniciação. Começariam agora os longos anos de estudo e aprendizagem. Antes d� ir até Jsis Urânia, ele tinha de conhecer a Isis terrestre, conhecer as ciências físicas e androgônicas. O seu tempp dividia-se entre estudos dos· hieróglifos, meditações, mineralogia, botânica, medicina, história dos povos arquitetura e música sacrà. Mas não , se tratava apenas de conhecer e sim de transformar-se, ganhando força media�1te a renúnci�. Os sábios antigos criam· que o homem só possuiria a verdade se esta se tornasse .uma parte integrante da sua alma. Durante o pr�cesso de assimilação da verdade, os mestres deixavam o discípulo entregue a si mesmo. Vi­ giavam-no, submetiam-no a regras inflexíveis, exigiam­ -lhe obediência, mas nada' lhe revelavam além de certos limites. Ante as inquietações e perguntas do discípulo, apenas lhe respondiam: "Espera e trabalha!" Ele então indagava de si mesmo: "Serei agora es­ cravo de impostores?" Sentia-se �ó, abandonado no tem­ plo. A verdade assumira a feição de uma esfinge, que algumas vezes lhe dizia: "Eu sou a Dúvida!" Esses pesadelos eram seguidos de calma de pres­ sentimento divino. Em uma das salas do templo, havia duas fileiras daquelas figuras sagradas que lhe tinham sido explicadas na cripta, durante a noite das provas. Mas depois nenhum mestre lhe falara mais daquelas fi­ gur ou outra vez inda­ as de fisionomia grave. E se uma gava de um dos magos:· "Poderei um dia respirar a rosa de Isis, ver a luz de Osíris?" respondfam-lhe: "Isso não depende de nós. A verdade não se dá. Não podemos fa­ zer de· ti um adepto, apenas tu próprio poderás fazê-lo. Antes de abrir as pétalas, o lótus está debaixo d'água muito tempo. Trabalha e reza".

E o discipulo voltava aos seus estudos. Passou a gostar daquela solidão. ·oecorreram meses e anos. Pouco a pouco, foi se processando · em seu íntimo uma transfor­ mação. As paixões da juventude cediam a pensamentos que pareciam amigos imortais. Sentia de quando em , quando surgir, no interior do ser terreno, um outro ser etéreo, puro. E em suas orações rogava: "ô Isis, se a minha alma não é mais do que uma lágrima dos teus olhos, deixa que ela caia sobre as outras almas, como gota de orvalho e que, morrendo, eu sinta o seu perfu­ me ascendendo até vós! Estou pronto para o sacrifício!" finda Um dia, · uma dessas orações, o discípulo viu ao seu lado, como· visão saída do. solo, o hierofante en­ volto nos clarões do ocaso. Parecia-lhe que o mestre es­ tava lendo seus pensamentos, vendo todo o seu drama interior. E disse-lhe: -Filho, aproxima-se a hora da revelação da verda­ de. Descendo ao fundo de ti mesmo, encontrando aí a vida divina, tu jã a pressentiste. Vais participar da co­ munhão dos Iniciados! Já és digno, pela pureza do cora­ ção, pelo amor da verdade, pelo poder de renúncia. Nin­ guém se aproxima de Osíris, sem passar pela morte e pela ressurreição. Vamos acompanhar-te à cripta. Nada receies, pois jã és um dos nossos irmãos! Vindo o crepúsculo, empunhando brandões acesos, os sacerdotes acompanhavam o novo adepto a uma cripta baixa, sustentada por quatro pilastras, cujas bases eram esculturas com a forma de esfinge. Em um dos cantos

estava aberto um sarcófago de mârmore. ( ) Advertia o hierofante:

Durante muito tempo, viram no sarcófago da grande pi­ râmide de Gizé o túmulo de Sesóstris. Apoiavam-se em Heródoto, que não era iniciado, e a quem os sacerdotes egípcios contaram apenas anedotas e estórias popu;ares. As sepulturas dos faraós situavam-se em outros lugares. A estrutura e a estranha divisão interior da pirâmide prova que ela devia servir às cerimônias da iniciação e às prâticas secretas dos padres de Osíris. Lã estavam o "poço da verdade" e a escadaria para a sala dos arcanos. A chamada "câmara do rei"� com o sar­ cófago era aquela por onde se conduzia o neófito, na véspera da sua grande iniciação. A mesma disposição reproduzia-se nos gran­ des templo� do Alto e do Médio Egito.

-Nenhum homem escapa à morte. Toda alma viva está destinada à ressurre ição. Entrando vivo no túmulo, o adepto vai sair em outra vida .. Hoje à noit passarás � do estrado. pela porta do Terror e chegarás aos umbrais m deitava-se , o ero O adepto no sarcófago aberto hi .. fante espalmava a mão sobre ele, como se o abençoasse, e a pe o cortejo silencioso afastava-se da sepultura. U ­ 1:ll quena lâmpada no chão alumiava com luz mortiça as ! quatro esfinge que sustentavam as colunas da cript . s � Ouvia-se como se estivesse longe um coro de vozes, ba1 .. xo e velado. De onde vinha aquele canto de funeral? Ex­ tínguem-se o canto e a luz da lâmpada. Envolve o adep­ to sozinho nas trevas o frio do sepulcro a gelar-lhe os membros. Ele exp-erimenta as dolorosas sensações da m arte e parece desmaiar. Mas, aos poucos, nas trevas do ambiente, parece ver um pequeno ponto luminoso. Alguns momentos depois, aquele ponto amplia-se e transforma-se em uma estrela de cinco pontas, emitindo raios das cores do arco-íris, que lançam cargas · de luz magnética. Será a magia dos mestres que produz essa visão? Será um sol que o atrai à alvura do centro incandescente? É o invisível que se torna visível? Será presságio da verdade aquela estrela flamejante da esperança e da imortalidade? Desaparece o astro, substituído por um botão a desabrochar na noi­ te, uma ·flor imaterial, porém sensível e dotada de alma. Abre-se como rosa branca. É a flor de Isis, a rosa mís­ tica, em cujo coração se encerra o amor? Eis que, de repente, ela se evapora como nuvem de perfumes. Então o iniciado sente-se bafejado por um sopro quente e acariciador. Ao poucos, a nuvem vai as­ s sumindo forma humana, uma . forma· feminina, a de Isis do santuário oculto, porém, mais sorridente e lumin osa. Está envolta num véu diáfano e tem na mão um rolo de papiro. Aproxima-se, inclina-se sobre o iniciado e diz-lhe: "Eu sou a tua irmã invisível, a tua alma divina. Este é o livro da tua vida, em cujas páginas estão narra­ das tuas existências pretéritas e com páginas em branco nas quais se escreverão as futuras. Um dia, eu as te exi­ birei. Já me conheces e eu.te aparecerei ainda quando me dirigires um apelo, chamando-me".

Enquanto Isis fala, brota raio de do seu olhar um divina união ternura, dom angélico, promessa inefável da no além. E tudo se desfaz. A visão desvanece-se em horrorosa sensação de dilaceramento. O adepto sente-se precipitado em seu próprio corpo como em um cadáver. Cai em le­ targia consciente. Círculos de ferro apertam-lhe os mem­ bros, uma dor terrível pesa sobre o seu cérebro. Des­ perta, enfim, e vê de pé à sua frente o hierofante, acom­ panhado de magos. Rodeiam-no, dão-lhe a beber um cor­ dial e ele levanta-se. Diz-lhe então o profeta: -Ressuscitaste! Vais celebrar conosco o ágape dos iniciados, narrar-nos tua viagem na luz de Osíris, pois, de hoje em diante, és um dos nossos. Depois vai com o hierofante ao observatório do tem­ plo, sob o calmo · esplendor de uma dessas aveludadas noites egípcias.· Ali, o chefe do templo fez-lhe a grande revelação, repetindo-lhe a visão de Hermes. Essa visão não estava escrita em nenhum papiro. Era apenas indi­ cada por sinais simbólicos, nas estelas da cripta secreta, sendo conhecida somente do profeta. Sua explicação transmitia-se, oralmente, de pontífice a pontífice. -Ouve bem -· dizia o hierofante - esta visão encerra a história eterna do mundo e o círculo das coisas.

A visão de· Hermes ' > "Um dia, após haver meditado sobre a origem das coisas Hermes adormeceu. Um pesado torpor apoderou­ , -se.lhe do corpo, mas â medida que aumentava o entorpe­ cimento, o espírito subia nos espaços. Pareceu-lhe então que um ser imenso, sem forma definida,. chamava-o pelo seu nome. Atemorizado, pergunta-lhe Hermes: - Quem és tu? . E ouviu uma resposta: -Osíris, a Inteligência soberana. Posso revelar tu­ do. Que desejas? E respondeu Hermes: -Contemplar a origem dos seres, 6 divino Osíris, e conhecer Deus. Assegurou-lhe Osiris: - Serás satisfeito. Logo Hermes sentiu-se inundado por uma luz deli­ ciosa. Em suas ondas diáfanas, passavam as encantado­ ras formas de todos os seres. No entanto, repentinamen­ te, desceram sobre ele trevas terríveis, de formas sinuo­ sas. Hermes sentiu-:se mergulhado num caos úmido, cheio de fumaça, e ouvitJ. um lúgubre rumor. Elevou-se do abismo uma voz. Era o grito da luz. Então subiu das profundezas úmidas, um fogo sutil. que se ergueu até as alturas. Hermes sobe com ele e vê-se nos

"A visão de Hermes" é a expressão �crita no frontispício dos' livros de "Hermes Trimegisto", sob o titulo Poimandres. A antiga tradição egípcia foi-nos transmitida algo. alterada, sob for­ ma alexandrina. Tentei reconstituir esse fragmento capital da dou­ trina hermética, no sentido da alta iniciaéão e da sintese esoté­ rica que eJe representa.

espaços. Não havia mais o caos no abismo. Coros d:-; astros ressoavam sobre sua cabeça. E a voz da luz en - chia o infinito. E Osiris perguntou a Hermes, preso no seu sonho, . suspenso entre o céu e a terra: e -Entendeste o que viste? Disse Hermes: -Não. Observou-lhe Osíris: -Vais entender. Acabas de ver a eternidade. A luz é a Inteligência divina, que contém potencialmente todas as coisas e encerra as f armas de todos os seres. As trevas são o mundo material, onde vivem os ho1nens na terra� O fogo é o Verbo .divino. Deus é o Pai� o Verbo é o Filho, a união de ambos é a Vida. E inquiriu Hermes: -Que sentido é este que se abriu em . mim? Não vejo mais com os olhos corporais e sim com os do espí. rito. Como é isso? Esclareceu-lhe· Osíris: -Filho do pó, o Verbo está dentro de ti. Aquilo que dentro de ti está ouvindo, vendo, agindo, é o pró� prio Verbo, o fogo sagrado, a palavra criadora. Então disse Hermes: -Se é assim, deixa-me ver a vida dos mundos, o · caminho. das . almas, de onde. o homem vem e para onde vai. Afirmou-lhe Osfris: -�erás atendido em teu desejo. Hermes sentiu-se mais pesado do que uma ·pedra e caiu pelo espaço como um aerólito. Viu-se afinal no alto de uma montanha. Era noite. A terra estava . sombria e nua .. Os seus membros pareciam-lhe pesados como se fossem feitos de ferro. Ouviu a voz de Os íris: � Ergue os olhos e vê! No espaço infinito, . Hermes viu um e�petâculo ma· ravilhoso. Seu olhar estendeu-se pelos sete céus, como se fossem sete globos transparentes, concêntricos, em 1.95 cujo centro sideral ele estava. O último estava rodeado pela Via Láctea. Em cada esfera girava um planeta, acompanhado de forma, sinai de um gênio s e luz dife­ rentes. Deslun1brado, Hermes contemplava aquela flora­ ção esparsa com movimentos majestosos. Disse-lhe a voz: -Estás vendo as sete esferas de toda a vida. Elas assinalam o can1inho das almas, em sua queda e ascen­ são. O mais próximo de ti é o Gênio da Lua com seu sorriso inquietante e coroado de•uma foice de prata. Pre­ side aos nascimentos e às mortes. Separa as almas dos corpos, atraindo-as para o seu círculo. Acima, pálido o Mercúrio com o caduceu aponta o caminho às almas que descem e às que sobem. O caduceu encerra ciência. a Mais alta, acha-se a brilhante Vênus com o espelho do Amor, no qual as almas se reconhecem ou se aquecem umas às outras. Acima, está o Gênio do Sol, a erguer o facho triunfal dà eterna Beleza. Mais alto, vê-se Mar­ te com a espada da Justiça. Majestoso na esfera azul, reina Júpiter com. o cetro do poder supremo, que é a Inteligência divina. E nos limites do mundo, sob os sig­ nos do zodíaco, Saturno sustém o globo da sabedoria universal. (ª) Falou Hermes:· -Vejo as sete regiões do mundo visível e do invi­ sível, os sete raios do Verbo-Luz, do Deus único, que a� atravessa- e governa. M,estre, como se realiza a viagem dos homens, a�ravés de todos esses mundos? E Osíri s disse: -Estás vendo uma semente luminosa cair das re­ giões da Via Láctea na sétima esfera? São os gennes das almas. Viven1 como leves vapores na região de Saturno. Felizes, descuidadas, ignoram a sua felicidade. lVlas des­ cendo de esfera em esfera, elas revestem-se de invólu­ cros cada vez mais pesados. Em cada encarnação, adqui­ rem um novo sentido corporal, confor.me o meio em que a t óbvio que no idioma egfpcio os nomes desses deuses eram outros. Mas, em todas as mitologias, os deuses cosmogônicos cor·· r(:spondem-se pela sua significação e atributos. Na tradição esoté·· rica, é comum a origem desssa divindades. A tradição ocidental adotou nomes latinos de que nos servimos para maior clareza.

Aumenta a energia vital, mas à medida que en­ estão. tram em organismos mais densos vão perdendo a len1- brança da sua origem celeste. A s m se processa a que­ � � ,_ da das almas provenientes do d1v1no É"'er. Então perguntou Hermes: -As. almas podem morrer? Respondeu a voz de Osíris: -Sim. Muitas perecem ·na descida fatal. A alma é filha do céu e a sua viagem é uma prova. Se no am r ? desentreado à matéria, ela esquece a sua origem, a chi � pa divina que estava nela, que poderia torn -se mais �! .. arâ. brilhante do que. uma estrela, volt a reg1ao etérea como ãtomo sem vida, e desagrega-se no turbilhã dos o elementos grosseiros. Ouvindo essas palavras, Hermes estremeceu. Viu-se envolto por uma nuvem negra, a tempes­ no meio de um tade que rugia. As sete esferas desapareceram sob es­ . pessos vapores. Viu espetros humanos soltando gritos terríveis, arrastados, dilacerados por fantasmas de mons­ tros e de animais, entre gemidos e inãblasfêmias inom , veis. Comentou Osiris: -Esse é o destino das almas irremediavelmente baixas e mâs. A tortura só termina com a destruição, es que é a perda de toda a consciência. Vê: os vapor estão se dissipando e as sete esferas ressurgem no fi r­ o. Olha deste lado: vês o enxame de almas que mament estão subindo para a região lunar? Umas são escorraça­ das para a terra, como turbilhões de aves esmagadas pe­ la tempestade. Outras, em vôo largo, alcançam a esfera superior que as arrasta em sua rotação. Chegando \á, readquirem a visão das coisas celestes. Mas não se satis­ fazem com o reflexo dessa visão. Querem a lucidez de ada na dor, energia da vontade ad­ co ciência ampli a i:i� 11 m a q 1da na luta. Tornam-se luminosas porque possue � � d1v1ndade no seu intimo, refletindo-a luminosamente nos seus atos. Hermes, ao ver esses vôos de almas, subindo a s sete esferas como se fossem centelhas, considera que iambêm tu podes elevar-te como elas. Basta a tua von-

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