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Capítulo 10 de 21
Os Grandes — parte 7 de 13
Os Grandes Iniciados – Ed. 1980 – Volume 1
heróis. Deu a algumas vinas ( ) de cordas frementes co mo almas, a outras címbalos sonoros como corações de guerreiros, a mais algumas tambores que imitavam o trovão. Escolhendo as mais bonitas, animava-as com os seus pensamentos. E assim, com os braços estendidos, andan do e movendo-se como em um sonho divino, as bailari nas sagradas representavam a majestade de Varuna, a cólera de Indra quando matou o dragão, o desespero de Maiá repudiada. Os combat.es e a eterna glória dos deu ses, que Crisna contemplara em seu íntimo, eram revi vidos nos bailados dessas mulheres felizes e transfigu radas. Certa manhã, dispersaram-se as gopis. Perdiam-se ao longe seus variados instrumentos, das os timbres dos suas vozes, dos seus risos. Sozinho, sob o grande cedro� Crisna viu aproximarem-se as duas filhas de Nanda: Sa rasvati e Nisdali. Sentaram-se ambas ao seu lado. Saras vati com seus braço enlaçou o pescoço de Crisna, f a s zendo tilintar os. seus braceletes, e disse-lhe: - Ensinando-nos canto e danças sagradas, tu nos s fizes te as mulheres. as mais felizes entre as M seremos
Vina. Instrumento musical de corda, sem . elhante à viola
as mais infelizes, quando te fores embora. Que será de nós, quando não pudermos mais te ver? ó Crisna, casa conosco! tuas esposas fiéis Minha irmã e eu seremos e nossos olhos não sentirão a dor de te perderem.. Enquanto Sarasvati falava, Nisdali cerrava as pálpebra como se estivesse entrando em êxtase�· s Perguntou Crisna: -Nisdali, porque fechas os olhos? -Ela é ciumenta - explicou Saravasti, rindo. Ela não quer ver meu braços em volta do teu pescoço. s -Não é por isso - contestou Nisdali, corando. Fecho os olhos para contemplar tua imagem, gravada no fundo de mim mesma. Podes ir embora. Eu jamais deixa rei de te ver! Crisna voltou sativo. Sorrindo, desfez o a ficar pen laço dos braços de Sarasvati, em volta do seu pescoço. Depois, olhou as duas e passou os braços em torno dos bustos de ambas. Beijou Sarasvati e logo em seguida Nis dali. Naqueles dois beijos, Crisna buscou e saboreou to das as volúpias terrenas. Mas, de repente, estremeceu e exclamou: -És bela, Sarasvati! Sente-se em teus lábios, o per fume do âmbar e de todas as flores. És adorável, Nisdali. Tuas pálpebras são dois véu sobre olhos profundos. Sa s bes ver dentro de ti. Eu amo-as, às duas. Mas como irei casar, se tenho de dividir meu coração? Amuada, declarou Sarasvati: -Ah! Ele jamais amará alguém. -Eu só amarei com um amor eterno! -E como fazer, para que ames assim? - perguntou Nisdali com ternura. -Para amar com amor eterno? - retrucou ele. Para isso, há de extinguir-se ai luz do dia, o raio ferir meu coração, minha alma fugir de mim mesmo para ir até o fundo do céu! Enquanto ele falava, pareceu às du�.s moças que a sua estatura crescia. Repentinamente, sentiram medo e chorando, fugiram de volta para casa. Sozinho, Crisna andou na direção do monte Meru. Na noite seguinte, as
voltaram à clareira, para can outra vez bailarem e Gopis tarem. Mas em vão esperaram pelo mestre. Ele desa pare-· cera, deixando-lhes apenas uma essência, um perfume de le próprio: os cantos e as danças sagradas.
Iniciação O rei Cansa fora informado de que a irmã Devac vivia entre os anacoretas. Não conseguira, entretanto, lo calizá-la e por isso começou a perseguir os ascetas, a · caçá-los como se fossem bichos ferozes. Assim, os ere mitas. foram forçados a buscar refúgio na parte mais dis tante e mais selvagem da floresta. Então, o chefe dos anacoretas, o velho Vasista, embora na idade de cem anos, pôs-se a caminho para falar ao rei de Madura. Os guardas do palácio ficaram a�mirados, quando viram aquele velho cego aproximar-se dos portões. da residência real guiado por . uma gaz.ela, segura por um fio. Tomados de respeito, deixaram o richí passar. Che gando à frente do trono, onde estava sentado Cansa, ao lado de Nisumba, disse-lhe Vasista: -Cansa, rei de Madura, desgraçado sejas tu, filho do Touro, que persegues os solitários da floresta sagra da. Desgraçada sejas tu; filha da Serpente, que lhe insu flas ódio. Aproxima-se o dia do castigo. Saibam os dois que o filho de Devac está vivo. Virá revestido de uma armadura de escamas infrangíveis e te expulsará do teu trono com ignomínia. Por enquanto, continuem vivendo inquietos e tomados de medo. Este é o castigo que os Devas vos aplicam! gue eiros, os guardas, estavam prosternados Os rr diante do santo centenário, que saiu do palácio, condu zido pela gazela, sem ninguém ter a ousadia de tocar e Nisumba só pensa -lhe. Mas desde aquele dia, Cansa· vam nos meios de, secretamente, aniquilar rei dos ana o coretas. Devac tinha morrido. E excetuando-se Vasista, ninguém sabia que Crisna era filho dela. Entretanto, já chegara aos ouvidos do rei o rumor das proezas de Crisna. E Cansa pensou: "N·ecessito de um homem forte para a minha defesa. Quem matou a grande serpente de Calaieni, sem dúvida, não terâ medo
anacoreta." E então mandou um recado ao patriarca do Nanda: -Envia-m-e o jovem herói, Crisna, pois serã o con dutor do meu carro e meu primeiro conselheiro. (7) Nanda transmitiu o recado do rei a Crisna, que respondeu: · · -Eu vou! - E pensou . consigo: "O rei de Madura serã Aquele ,que não muda jamais? Por seu intermédio, saberei onde s_e acha minha mãe?" Véndo o vigot, a destreza, a inteligência de Crisna, Cansa dedicou-lhe amizade, confiando-lhe a segurança do seu reino. Nisumba, entretanto, ao ver o herói do monte Meru, sentiu o estremecimento de um desejo impuro. Lo go m·edrou na sua mente uma intenção tenebrosa: a· de executar · um pensamento criminoso. Sem que o rei soubesse, mandou chamar guia do carro ao seu gine o ceu. Sendo feiticeira, ela possuia o segredo do rejuve nescimento imediato, graças a filtro misteriosos. O filho s de Devac encontrou Nisumba, dos seios de ébano, quase nua, estendida em um leito de púrpura, enfeitada de anéis de ouro nos artelhos e nos braços. Cintilava na cabeça um diadema de pedras preciosas. Ao S·eu lado, ardiam carvões em um braseiro, de onde · se evolava uma nuvem de perfumes. E falou a filha do rei das serpentes: - Crisna, tua fronte é mais serena do que as neves do Himavant, teu cor�ção é como a ponta do raio. Em tua inocência, resplandeces n1ais do que todos os reis na terra. Aqui, ninguém sabe quem tu és. Tu mesmo igno ras quem sejas. Eu, somente eu, sei. Os Devas fizeram-te senhor dos homens. Mas eu somente, poderei fazer de ti o senhor do mundo. Queres? - Se for Mahadeva quem estâ falando por tua boca - retrucou Crisna - diz-me onde se encontra minha mãe, onde verei outra vez o grande ancião que me falou sob os c-edros do monte Meru.
o eram homens de Na lndia antiga, os condutores de carr � _ categoria social importante, algumas vezes M1n1stros. 85. u -T a mãe - respondeu Nisumba com um sorriso desdenhoso. De certo, não saberás por meu intermédio onde ela se encontra. Quanto ao ancião, não o conheço. com reino depende da revela o se chama. A paz do meu Insensato, tu te preocupas com as tuas fantasias e não vês os tesouros da terra que te .ofereço. Há reis que usam a coroa e não são reis. Há filhos de pastores que trazem a realeza assinalada na fronte e que no entanto ignoram sua -própria força. Tu és forte, moço, bonito, os corações serão teus. Mata o rei, enquanto ele estiver dormindo. Eu colocarei a coroa· em tua cabeça e serás o senhor do· mundo. Pois eu te amo e tu estás destinado para mim. Eu o quero! Eu o ordeno! _Dizendo essas palavras, a rainha soerguera-se do · leito de púrpura, fascinante, imperativa, terrível como uma bela serpente. Em pé, Nisumba desfere com seus olhos negros um jato de luz tão sombrio para os olhos límpidos de Crisna, que este · estremece de espanto. Na queles olhares, ele viu o inferno, o abisrr10 do templo de Cali, deusa do Desejo e da Morte, serpentes que s,e re torciam em eterna agonia. Então, subitamente, os olhos de Crisna pareceram duas esp�das, que traspassaram o corpo da rainha de um ao outro lado. E o herói do monte Meru gritou: -Sou fiel ao rei que me tomou por seu defensor! , Tu, sim tu sabes que vais morrer! Nisumba soltou um grito lancinante, rola no leito, mordendo a púrpura. Desaparecera sua mocidade fictícia, voltando a ser velha e encarquilhada. Deixando-a entre gue à sua cólera, Crisna retirou-se. Perseguido noite e dia pelas palavras do anacoreta, o rei de Madura confessou ao condutor do seu carro: -Desde que o inimigo veio ao meu palácio, nunca mais cons-egui dormir sossegado. Um feiticeiro infernal, chamado Vasista, que vive no fundo de uma floresta, veio amaldiçoar-me. Desde então não respiro. O velho envenenou os 1neus dias. Mas, ao teu lado, que nada te mes, eu já não sinto m-edo dele. Vem comigo à floresta maldita. Um espião, conhecedor de todas as veredas, levar-nos-á até ele. Logo que o vires, atira-te sobre ele, amarra-o bem, antes que diga uma única palavra u te o
lance um olhar. Quando o tiveres ferido, mortalmente, pergunta-lhe onde estâ o .filho da minha irmã Devaç e ção desse mistério. -Fica tranquilo -. observou Crisna. Não tive medo de Calaieni, nem da serpente de Cali. Quem me faria tremer, agora? Por mais poderoso que seja esse homem, eu saberei o que ele estâ te ocultando. Disfarçados em caçadores, o rei e seu guia tomaram o carro puxado pelos cavalos velozes. Atrâs deles, ia o espião que explorara antes a floresta. Começara a esta chuvas. Os rios enchiam-se, uma forte vegetação ção das recobria as estradas e a fila branca das cegonhas movia -se no alto, sobre o dorso das nuvens. Quando se apro ximavam da floresta sagrada, escureceu o horizonte, o sol ocultou-se entre nuven e difundiu�se no ar uma ne s blina cor de bronze. Baixavam do céu tempestuoso as nuvens, como se foss.em trombas d'ãgua, até as copas das árvores nos bosques sombrios. Perguntou Crisna ao rei: -Por que o céu escureceu de repente? Por que a floresta tornou-se tão negra? Respondeu o rei de Madura: -Vasista, o anacoreta malvado, escureceu o céu e faz que me seja hostil a floresta maldita! Estás com medo, Crisna? -Embora o céu mude de aspecto e a terra altere sua cor, eu não sentirei .medo. -Então, para a frente! · Crisna chicoteia os cavalos, o carro entrou na som bra espessa dos baobás, rodando por algum tempo com extraordinária velocidade. Mas a floresta torna-se mais agressiva, mais terrível. Relâmpagos riscam o espaço, o trovão ribomba à distância. Observa Crisna: - unca negro, as árvores torcerem- N vi o céu tão -s e assim. É muito poderoso o teu feiticeiro. . -·Crisna serpentes, erói do monte , matador de h . Meru, estás com medo? -A terra pode tremer, o céu desabar, eu não te nho medo!
-Então, para a frente! Crisna chicoteia outra vez os cavalos. O carro con tinua a corrida. Mas a ten1pestade tornou-se tão terrível que se curvam as árvores· gigantescas.· A ventania saco de a floresta, que ruge como se nela estivessem ufvando mil demônios. Cai um raio à lado dos viajantes e um o baobá derrubado cai fechando o caminho. Os cavalos recuam. A terra estremece. E diz Crisna: -Teu inimigo é um deus, pois até mesmo lndra protege-o . Mas avisa o espião do rei: -Chegamos ao fim da viagem. Vede a· aléia ver de. Lá adiante está uma choça miserável. Ali é a mora da . de ·y asista, o grande muni, que se. alimenta de aves, temido pelas feras e defendido por u1na gazela. Eu não darei nem mais um passo, ainda que recebesse uma coroa. Ouvindo essas palavras, empalideceu o rei de Ma dura. E perguntou: -É ali? Na verdade, é ali, atrás daquelas árvores? E trêmulo, · agarrando-se . a Crisna, · diz-lhe com voz sumida: -Vasista! Vasista está ali, pensando em matar-me. Lá dentrd do seu tugúrio, ele estâ me vendo. O seu olhar . persegue-me, livra-me. dele. . -Sim, por Mahadeva - declara-lhe Crisna, saltan do do carro sobre o tronco do baobá. - Quero ver aque le que te faz tremer assim. O muni centenário Vasista, havia um ano, estava morando naquela cabana,· escondida na parte mais pro funda da floresta, aguardando a morte. Ante da morte s do corpo, ele já se libertara da prisão do · organismo físico. Os olhos estavam extintos, mas ele via através da alma. A epiderme mal sentia o calor e o frio, mas o espí rito vivia em perfeita unidade com o espírito soberano. Via as coisas deste mundo somente através da luz de· Brahma. Rezava e meditava sem cessar. Todos os dias, vinha do eremitério um discípulo fiel, trazendo-lhe algun grãos de arroz para o alimento s
a do anaco reta. A gazela, que tomava sua ração das mãos do santo homem, bramia à aproximação de alguma . fera que ele afastava, murmurando um mantram enquan �o estendia no rumo do animal o seu bastão de bambu, com sete nós. Quanto às criaturas humanas, ele via-as à distância, quaisquer .que fossem, com ·os olhos d<;> espí rito. Indo pela aléia escura, Crisna viu-se ante Vasista, · de repente. O rei do anacoretas estava sentado em uma s esteira, as pernas cruzadas, tronco apoiado em uma o a das estacas da cabana, a mente imers em profund a paz. Dos seus olhos de cego saía uma cintilação interior de vidência. Crisna, logo que o viu, reconheceu nele o . velho sublime e sentiu-se dominado por uma emoção de alegria. O respeito fez sua alma curvar-se. Esquecendo o rei, o carro, o reino, dobrou os joelhos ante o santo e adorou-o. Vasista parecia vê-lo. O corpo apoiado à estaca mo veu-se em uma leve oscilação. l:!:stendeu os braços para abençoar o hóspede, enquanto os lábios murmuravam a
sílaba santa: AUM. ( ) Enquanto isso, rei Cansa não ouvia um grito. O o seu condutor do carro não voltava e -então · avançou pela aléia. A entrada da cabana, ficou petrificado ao ver Cris na ajoelhado ante o santo anacoreta. Vasista dirige os olhos imóveis no rumo do vulto do rei, levanta o bastão e diz: Madura, vieste matar-me! Eu te saúdo! -Rei de Queres saber onde deste corpo. da miséria Vais livrar-me que vai te destronar. irmã Devac, da. tua está o filho mim, diante também de diante de o ajoelhado Aí tens, Vê como és condutor. teu próprio E Crisna Mahadeva. é o teu serviçal. temível Teu inimigo e maldito. insensato que ele é o predes para diz.er-lhe até aqui Trouxeste-o Estás perdido! Tua alma Treme! irmã. da tua filho tinado d demônios! presa ós vai ,ser infernal o ousava olhar para Não estupefato. escuta Cansa o ajoelhado, tomou Crisna vendo raiva, de . Pálido velho s A UM - Silaba simbólica da suprema divindade. N.a cor reta pronúncia da sflaba, figura-se a Unidade na Trindade, com as três letras pronunciadas em u1na só emissão de voz. .
retesando-o com toda força e disparou uma flecha arco, contra o filho de Devac. Mas o braço tremeu e desvian do-se o dardo, este cravou-se no peito de Vasista que, raços cruzados, b parecia em êxtase, esperando o projé til. Ouviu-se um grito, um grito terrível, não da boca do velho, mas dos lábios de Crisna. Este sentira a flecha zunir-lhe ao ouvido, vira-a penetrar no busto do santo. seu próprio co E pareceu-lhe que o dardo penetrara em ração, de tal maneira, sua alma estava identificada com a do richí. Dir-se-ia que com essa flecha aguda toda a dor do mundo traspassara a alma de Crisna, dilaceran do- até as suas profundezas. a No entanto, Vasista, tendo o dardo entranhado no peito, sem mudar de posição, movia ainda os lábios, mur murando: -Filho de Mahadeva, por que soltaste este grito? É ·víti.:. inútil matar. O dardo não pode atingir a alma e a ma é vencedora do assassino. Sê triunfante, Crisna! Cum priu-se o destino. Eu volto àquele que é imutável. Brahma receba a ntinha alma. Mas, tu, seu eleito, sal vador do murido, ergue-te! Crisna ergueu-se, levando a mão à espada. Queria dirigir-se a Cansa, mas este fugira. Nesse momento, um clarão fendeu o céu e Crisna tombou no solo, ·éomo fulminado. O corpo estava inerte, mas a alma unida à do velho, por simpatia, elevava-se nos espaços. A Terra, com os rios, os mares, os conti nentes, desaparecia como uma esfera negra. Os dois subi ram ao sétimo céu dos Devas, junto ao Pai dos seres, o sol dos sóis, Mahadeva, a inteligência divina. Mergulha no oceano de luz, que se abria diante de ambos. E ram Crisna viu, no centro da esfera, Devac, sua mãe, radiosa, glorificada, que com um sorriso inefável, estendia-lhe os braços, atraia-o para ela. e)
A legenda de. Crisna leva-nos à origem das idéias de Vir gem-Mãe, Homem-Deus e Trindaçie. Na lndia, essa idéia surge cC>m um simbolismo translúcido e profundo significado metafisico. O' livro V, cap. II, do Visnu-Purana narra a concepção de Crisna no seio de Devac. A princesa envolta em luz resplandecente era criatura cuja presença ofuscava a. visão dos deuses e dos ma u ortais. Entoavam-lhe louvores: "Tu és Pracriti, infinita e sutil, m em cujo seio esteve Brahma. Foste a deusa da Palavra, a energia
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.