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Capítulo 8 de 21

Parte 8 de 20

A Alma nos Animais · Ernesto Bozzano

Éramos três; a senhora T..., nossa vizinha, que tinha vindo nos visitar, meu marido e eu; estávamos na salinha de nossa casa de campo, não muito longe de uma porta que dava para o meu quarto de dormir, iluminado por uma grande janela. A senhora T... estava sentada em um sofá, diante da porta; eu estava sentada junto dela em um banquinho, também de frente para a porta, mas meu marido estava num canto, de modo que ele não via aquela porta. Aos meus pés estava deitado meu cão Beppo, com a cabeça virada para a saída. Falávamos do acontecimento que tinha acabado de ocorrer com a família dos T..., em que a mulher, levada pela paixão, abandonou seus filhos e seu marido, e que este, desesperado, estourou os miolos. Meu marido acusava a mulher, a senhora T... acusava o marido, de quem ela sempre gostou bastante; no entanto, neste caso, ela não o isentava da culpa.

De repente, ela se calou e o cão, levantando a cabeça novamente, pôs-se a ganir e quis se precipitar até a porta do quarto; estava com o pelo todo eriçado. O animal escapou de minhas mãos como que para atacar alguém. Tinha bastante dificuldade em segurá-lo; meu marido quis bater nele e eu o defendi. Ele e eu nada vimos, exceto a cólera do meu cão. A senhora T... calou-se e quando o animal se acalmou ela nos pediu para irmos à sala, onde estava seu marido.

Logo após o senhor e a senhora T... irem embora, e só mais tarde, quando fui visitar a propriedade deles, a senhora T... disse que tinha visto, na frente da porta do meu quarto, o fantasma daquele que ela acusava – vestido de branco e com uma expressão de desespero em seus movimentos, como que revoltado porque ela o tinha acusado. “Seu cachorro Beppo viu a mesma coisa”, ela me disse; “estava furioso e queria se jogar em cima daquela aparição”. Eu bem que tinha visto a ira de Beppo, mas não vi a aparição.” N. B. Neste episódio, mais uma vez, a reação agressiva do cão, latindo furiosamente e desejando se jogar em cima de alguém na direção da porta, onde a senhora T... percebe, ao mesmo tempo, a aparição do defunto que ela tinha acusado, leva a admitir que o animal pôde ver a aparição; de fato, os cães agem assim unicamente contra intrusos que eles desconhecem.

E, neste caso, não menos que em outros, a visão, por ter sido simultânea, permitir-nos-ia oferecer a possível hipótese de uma forma alucinatória que teria surgido no cérebro da senhora T... e que teria sido transmitida simultaneamente ao cão; mas me parece que as explicações fornecidas anteriormente por mim são suficientes para excluir essa hipótese gratuita; o que equivale a reconhecer o aspecto verídico do caso da aparição de um morto criticado pela senhora T.... Caso 51 (Visual-auditivo-coletivo) Eu retiro a passagem seguinte de um outro relato bastante notável de Alexandre Aksakof, publicado nos Proceedings of the S. P. R., vol. X, págs. 387-391).

Acrescentarei, para melhor compreensão do acontecimento, que o caso aqui transcrito se refere à história das aparições reiteradas de uma moça chamada Palladia, morta aos quinze anos. O relator, Senhor E. Mamtchitch, foi também, no referido caso, o principal percipiente. “Em 1885, estava eu na casa de meus pais, numa propriedade de campo no condado de Poltava. Uma senhora de nossas relações tinha vindo passar alguns dias em nossa casa com seus dois filhos.

Algum tempo depois da chegada deles, como eu me levantava cedinho, vi Palladia (eu dormia numa ala separada onde ficava sozinho). Ela estava diante de mim, distante uns cinco passos mais ou menos, e me olhava com um sorriso alegre. Tendo se aproximado de mim, ela me disse duas frases rápidas: “Eu estava, eu vi” e, sorrindo, desapareceu. O que significavam suas palavras eu não pude compreender. Em meu quarto dormia junto comigo meu setter.

Assim que percebeu Palladia, meu cão se eriçou e, uivando, pulou em minha cama; apertando-se contra o meu corpo, ele olhava na direção em que eu via Palladia. O cão não latia, enquanto que normalmente ele não deixava ninguém entrar no quarto sem latir ou rosnar. E todas as vezes que ele via Palladia, protegia-se perto de mim, como que procurando um refúgio. Quando Palladia evolou-se, desci na casa e não disse nada a ninguém sobre aquele incidente. No mesmo dia, à noite, a filha mais velha da senhora que estava em nossa casa me contou um fato estranho que tinha lhe acontecido de manhã: “Assim que acordei, senti como se houvesse alguém na cabeceira de minha cama e ouvi distintamente uma voz me dizendo: ‘Não tenha medo, sou bondosa e gentil’.

Eu me virei, mas nada vi; minha mãe e minha irmã dormiam tranqüilamente; aquilo me espantou, pois nada parecido tinha me acontecido antes”. A isso, respondi que muitas coisas inexplicáveis acontecem conosco, mas não lhe disse nada sobre o que tinha visto de manhã. Somente um ano depois, quando já era seu noivo, contei-lhe sobre a aparição e as palavras de Palladia no mesmo dia. Não seria ela que teria vindo vê-la também? Devo acrescentar que, naquela ocasião, era a primeira vez que via aquela senhorita e não pensava de forma alguma que ia me casar com ela.” A senhora Mamtchitch confirma assim o relato: “5 de maio de 1891.

Lembro-me muito bem de que no dia 10 de julho de 1885, quando estávamos visitando os pais de E. Mamtchitch, tinha me levantado cedinho, pois estava combinado, entre minha irmã e eu, que faríamos um passeio matinal. Ao me levantar da cama, vi que mamãe e minha irmã dormiam e, naquele momento, senti como se alguém estivesse à minha cabeceira. Virando-me um pouco – pois temia olhar demais –, não vi ninguém; ao me deitar novamente, ouvi imediatamente atrás, por cima de minha cabeça, uma voz de mulher me dizendo com meiguice, mas nitidamente: ‘Não tenhas medo, sou bondosa e gentil’, e mais uma frase que esqueci naquele mesmo instante. Imediatamente depois, vesti-me e fui passear.

O estranho é que aquelas palavras não me assustaram de forma alguma.” Neste relato, a melhor demonstração de que o cão teve a mesma visão que seu dono é fornecida pelo pavor que ele sentia diante da manifestação. O senhor Mamtchitch disse que o cão, trêmulo, pulou em sua cama com o pelo eriçado e, gemendo, encolheu-se contra seu corpo, olhando espantado na direção em que seu dono via Palladia. Ele acrescenta que o animal tinha o costume de rosnar e latir contra quem quer que fosse. Ora, o terror insólito experimentado pelo cão mostra de maneira incontestável que, não somente ele via o fantasma de Palladia, mas também que ele compreendia instintivamente que não estava diante de uma pessoa viva; se assim não o fosse, ele teria recebido a intrusa rosnando e ameaçando-a. Sob uma outra perspectiva – que não é a que tratamos neste livro –, lembro que o relato de onde retirei este episódio que acabamos de ler constitui excelente exemplo de identificação espiritual onde o fantasma de Palladia (que tinha sido, quando viva, ligada ao juiz Mamtchitch por laços afetivos) fornece inúmeras e admiráveis provas em relação à presença espiritual daquela personalidade.

Caso 52 (Visual, com anterioridade do animal em relação ao homem) Este episódio faz parte de um interessante relato transmitido pelo professor Alexander, da Universidade do Rio de Janeiro, a Fredrich Myers, e trata do fenômeno psíquico do qual o próprio autor foi testemunha: “Numa noite em que fazia muito calor, nós estávamos sentados na varanda e o latido lento e monótono de um cão, preso do lado de fora, despertou nossa atenção. Nós o encontramos olhando no ar alguma coisa que nem eu nem o Senhor Davis pudemos perceber. No entanto, as meninas declararam que viam uma forma espiritual bastante conhecida e que estava diante do cão, cujo latido realmente expressava um grande desespero. Mais tarde, quando a família morava na casa de baixo, a filha mais nova, ainda um bebê naquela época, chamou a atenção de seu pai de que alguém estava diante da porta: “Um homem! Um homem!”, ela dizia; mas, para outros olhos que não fossem os seus, nenhum homem era visível.

E, finalmente, antes que ela pudesse conseguir fazer com que víssemos o que, para ela, era tão evidente, sua expressão tornou-se imensamente espantada, e ela articulou seu “tudo desapareceu!” costumeiro, que, em sua linguagem infantil, significava que alguma coisa tinha desaparecido.” (Proceedings of the S. P. R., vol. VII, pág. 183). Como se observa, os latidos de terror emitidos pelo cão mostram bem que ele percebia algo de anormal.

A circunstância, teoricamente importante, de que aquilo tenha acontecido antes que as duas meninas tivessem visto o fantasma de um de seus familiares na direção em que o animal rosnava exclui definitivamente a hipótese – que deseja explicar as manifestações em questão – segundo a qual um fenômeno de transmissão telepática de formas alucinatórias seria criado pela mente das pessoas presentes e emitido aos animais. Caso 53 (Visual, com anterioridade do animal em relação ao homem) Eu o extraio dos Proceedings of the S. P. R., vol. X, pág. 327.

O senhor H. S. E., que não desejou que seu nome fosse publicado, escreve a esse respeito: “8 de agosto de 1892. Em 1874, quando tinha 18 anos, estava na casa de meu pai e, numa manhã, tinha me levantado por volta das 5 horas a fim de acender o fogo e preparar o chá. Um cão grande da raça bull-terrier, que tinha o costume de me acompanhar por toda parte, encontrava-se ao meu lado, enquanto eu me ocupava do fogo.

Num certo momento, ouvi-o emitindo um rosnado surdo e o vi olhando na direção da porta. Virei-me para aquele lado e, para meu grande espanto, percebi uma figura humana alta e assustadora, cujos olhos flamejantes se dirigiam para mim. Soltei um grito de alarme e caí sentado no chão. Meu pai e meus irmãos correram imediatamente, pensando que ladrões tinham invadido a casa. Eu lhes contei o que tinha visto; eles julgaram que a visão não tinha outra origem a não ser minha imaginação afetada após uma doença recente.

Mas então por que o cachorro teria também percebido alguma coisa? O animal em questão via às vezes coisas que eram invisíveis para mim; ele se jogava nelas fazendo gestos de quem morde o ar, e me olhava em seguida de um jeito como se quisesse me dizer: “Você não viu nada?” Neste caso, como no que o antecede, o relator-percipiente, que naquele momento estava ocupado acendendo o fogo – operação pouco propícia a criar alucinações –, tinha se virado e visto o fantasma porque seu cachorro começou a rosnar de maneira ameaçadora. Assim sendo, é difícil duvidar que tenha existido uma aparição objetiva na direção em que o animal rosnava; por outro lado, há duas circunstâncias a considerar: que o animal foi o primeiro a mostrar a aparição e que ele a recebeu como os cães têm o costume de receber os intrusos. Ambas afastam toda e qualquer contestação acerca do fato de que o animal não tenha notado o mesmo fantasma humano percebido pouco tempo depois pelo dono. Caso 54 (Visual-coletivo) Fato contido em Phantasms of the Living, vol.

II, pág. 197. O caso que vou narrar e aqueles que se seguirão são relacionados às localidades assombradas; eles pertenceriam, conseqüentemente, à sexta categoria desta classificação; todavia, tendo em vista que nas localidades em questão não aconteceram outros fenômenos a não ser as aparições de um ser humano, pareceu-me oportuno inseri-los na presente categoria: “2 de março de 1884. Em 1875, minha irmã e eu (tínhamos então treze anos) voltávamos para nossa casa de carruagem, num dia de verão, por volta das 4 horas da tarde, quando, de repente, vimos, flutuando sobre uma cerca, uma forma de mulher que deslizava sem barulho através da estrada. Essa forma era branca, em posição oblíqua e a alguns metros do chão. O cavalo tinha parado subitamente e tremia tanto de pavor que não tínhamos qualquer domínio sobre ele.

Eu exclamava a mim mesma, olhando para minha irmã: “Você está vendo isso?”; ela me respondeu que sim e fez a mesma pergunta ao rapaz que estava no veículo. Aquela forma atravessou a cerca, a estrada e passou por cima de um pasto; em seguida, nós a perdemos de vista em meio a uma plantação. Acho que a vimos durante dois minutos. Ela jamais tocava o chão, mas flutuava sempre a uma pequena distância dele. Ao chegar a casa, contamos a nossa mãe o que vimos.

Tínhamos certeza de que não era um engano, nem ilusão dos sentidos, nem um andarilho, nem qualquer coisa do gênero. Nunca vi algo parecido, nunca tive uma visão assim nem antes nem depois. Nós três gozávamos de boa saúde, era um dia de Sol, e ninguém tinha nos sugerido a idéia de uma aparição antes da passagem daquela. Mais tarde, soubemos que aquela era uma estrada assombrada, e vários habitantes daquela região tinham visto uma aparição por ali. Sidney Montgomery / Violet Montgomery Essa aparição foi vista, simultaneamente, por três pessoas e por um cavalo que tinha parado de repente; o cavalo ficou tão trêmulo e tão assustado que ficou insensível aos comandos do cocheiro.

Não acredito que ainda seja necessário insistir no fato de que em circunstâncias análogas àquelas que expus sucessivamente seria absurdo duvidar da suposição de que os animais percebem realmente as mesmas visões que os homens. Não ignoro que, do ponto de vista estritamente científico, não temos, em circunstâncias como essas, a “prova absoluta” necessária para sustentar a hipótese em questão. Não ignoro isto de forma alguma. Mas lembrarei que esta objeção não tem nenhum valor absoluto e que, ao contrário, ela se transforma em sofisma diante da acumulação imponente de “provas relativas”. Lembro que o fantasma percebido tinha sido visto por várias pessoas na mesma localidade, enquanto que as três pessoas que estavam no veículo ignoravam isso, o que permite excluir por completo a hipótese da “atenção expectante”.

Assim sendo, não nos resta mais nada a não ser reconhecer a natureza relativamente objetiva do fantasma, o qual pertence à classe das assombrações. Caso 55 (Visual, com anterioridade do animal em relação ao homem) Eu o encontro no Phantasms of the Living. O nome da mulher que contou este fato não foi mencionado; porém, ele é conhecido pelos membros do Conselho Diretivo da Society for Psychical Research. A senhorita K... escreveu: “Era uma noite de inverno de 1892; encontrava-me em meu quarto, sentada ao lado do fogo, completamente concentrada em acariciar minha gatinha preferida. Ela estava encolhida em meus joelhos, com uma atitude quase sonhadora, com os olhos meio fechados, como que adormecida.

Apesar de não haver luz no quarto, os reflexos do fogo iluminavam todos os objetos. O cômodo onde estávamos tinha duas portas e uma delas dava para um aposento temporariamente fechado. A outra, localizada em frente da primeira, abria-se para um corredor. Minha mãe tinha nos deixado há alguns minutos e a poltrona, confortável e antiga, com um encosto bem alto, onde ela estava sentada encontrava-se vazia do outro lado da chaminé. Minha gatinha, que estava com a cabeça apoiada em meus braços, parecia cada vez mais sonolenta e eu quis me deitar.

De repente, dei-me conta de que alguma coisa inesperada tinha perturbado a tranqüilidade de minha gatinha. Ela parou bruscamente de ressonar e apresentou sinais visíveis de inquietação crescente. Estava debruçada sobre ela, esforçandome para acalmá-la com minhas carícias, quando, de repente, ela ficou sobre as quatro patas e começou a respirar profundamente, arqueando as costas e o rabo, com uma atitude de desafio e de terror. Esta maneira de agir me fez erguer a cabeça e percebi com espanto um rostinho feio, enrugado, de uma megera velha, que ocupava a poltrona de minha mãe. Ela apoiava as mãos sobre os joelhos e inclinava o corpo, de modo a trazer seu rosto em minha direção.

Os olhos penetrantes, brilhantes e malvados, fixavam-se em mim, imóveis; parecia-me que era o diabo me olhando. Suas vestes e o conjunto de seu aspecto pareciam os de uma mulher da burguesia francesa; mas não me preocupava com isso, pois seus olhos de pupilas estranhamente dilatadas e com uma expressão demasiado má absorviam completamente minha atenção. Teria desejado gritar com todas as minhas forças, mas aqueles olhos maléficos me fascinavam e prendiam minha respiração. Não podia desviar o olhar e ainda menos me levantar. Enquanto isso, tratava de segurar minha gata, mas ela parecia não querer ficar ali.

Após alguns esforços desesperados, ela conseguiu se liberar; saltando nas cadeiras, nas mesas e em tudo aquilo que ela podia encontrar em sua frente, ela se lançou várias vezes e com tamanha violência contra os vãos da porta que dava para o aposento fechado. Em seguida, virando-se para a outra porta, ela recomeçou a se atirar com uma ira ainda maior. Meu terror tinha então aumentado: ora eu olhava aquela megera cujos olhos maléficos continuavam a se fixar em mim, ora eu seguia com os olhos minha gata, que se tornava cada vez mais frenética. Finalmente, o desespero lamentável do animal tinha se transformado em furor; isso restituiu meu fôlego e comecei a gritar com todas as minhas forças. Mamãe veio me socorrer rapidamente.

Assim que abriu a porta, a gata pulou literalmente em sua cabeça, e durante meia hora ela continuou correndo pelas escadas de cima a baixo, como se alguém a perseguisse. Eu me virei para mostrar a minha mãe a causa de meu desespero. Tudo tinha desaparecido. Em circunstâncias com esta, é bastante difícil ter a noção do tempo; todavia, imagino que a aparição tenha persistido durante quatro ou cinco minutos. Soubemos em seguida que aquela casa tinha antigamente pertencido a uma mulher que tinha se enforcado naquele mesmo quarto.” Senhorita K.

O general K..., irmão da percipiente, confirma o relato acima. Para mais informações a esse respeito, remeto o leitor ao Journal of the S. P. R., vol. III, págs. 268-271.

Este caso é incontestavelmente curioso, quer por si mesmo, uma vez que se trata de um fenômeno de assombração relacionado ao suicídio de uma anciã que tinha acontecido naquele mesmo quarto, quer por causa do paroxismo de terror verdadeiramente excepcional da pobre gata ao ver o fantasma repugnante que tinha de repente surgido em sua frente. Digo “fantasma” simplesmente, sem saber que outra coisa poderíamos imaginar para explicar o espanto extraordinário que tinha invadido a gata, espanto esse que nem sequer diminuiu após o desaparecimento da causa que o tinha provocado. Podemos acrescentar que, também neste caso, a percipiente ignorava o drama que tinha acontecido naquele quarto; mesmo se a gata não tivesse sido a primeira percipiente, a senhorita K... não poderia se estimular no sentido de provocar em si mesma uma alucinação relacionada a um drama que ela ignorava. Resulta daí que este relato constitui um exemplo autêntico, bastante interessante, de um caso de assombração com identificação de um fantasma. Caso 56 (Visual-coletivo) Eu o extraio dos Annales des Sciences Psychiques (1907, págs. 67 e 72, e 1911, pág. 161) .

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.