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Capítulo 7 de 21
Parte 7 de 20
A Alma nos Animais · Ernesto Bozzano
Minot Savage, em seu livro Can Telepathy Explain? (págs. 46-48), transcreve o seguinte fato: “Uma jovem senhora que freqüentava minha paróquia, em Boston, estava, num domingo, sentada ao seu piano; ela tocava e não pensava em nada. Nenhum dos membros de sua família estava em casa, nem mesmo os empregados. Um cãozinho, de quem a dama gostava muito, estava deitado em uma cadeira a alguns passos. Tendo se sentado ao piano, ela estava de costas para a porta que dava para a sala. De repente, sua atenção foi despertada pela atitude do cão, que tinha se levantado, com o pelo das costas eriçado, e tinha começado a rosnar surdamente, olhando na direção da porta.
A dama se virou rapidamente e percebeu silhuetas etéreas de três formas humanas que estavam no outro quarto, próximo da porta que dava para a sala. Antes que as formas desaparecessem, ela acreditou reconhecer uma delas. Enquanto isso, o terror do cão aumentou a tal ponto que ele foi se esconder embaixo do sofá, de onde quis sair somente depois de muita insistência de sua dona. A importância deste caso reside no fato de que ele prova que se tratava de um fenômeno que tinha sido percebido pelo animal antes de sua dona, ou seja, antes de qualquer sugestão de origem humana.” Assim como nos outros casos, é fácil observar que, com o cãozinho em questão levantando-se de repente, surdamente rosnento e olhando na direção da porta para em seguida ir se refugiar sob o móvel, isso mostra claramente que ele tinha tido a visão de alguma coisa fantasmagórica, capaz de assustá-lo, como acontece amiúde em casos como este: a coisa é tanto mais notável porque os cachorros têm o instinto de se irritar e rosnar ao ver um intruso em carne e osso, mas não o de ter medo.
Caso 32 (Visual-coletivo, com anterioridade do animal em relação ao homem) O caso que segue, bastante importante, uma vez que foram sete pessoas que tiveram a mesma alucinação simultaneamente com o cão, foi comunicado à Society for Psychical Research por Alexandre Aksakof.
Eu o extraí do vol. X, pág. 127, dos Proceedings of the S. P. R.. “São Petersburgo, 4 de maio de 1891.
Eis o fenômeno do qual uma família inteira foi testemunha. Foi em São Petersburgo, em 1880, quando morávamos na rua Pochkarska. Numa noite de verão do mês de maio, por volta das 18 horas, minha mãe (atualmente senhora Telechof) estava na sala com seus cinco filhos, dentre os quais eu era o mais velho (tinha então 16 anos). Naquele momento, um antigo criado da casa, que era nosso amigo (mas que, na época, não trabalhava mais conosco), tinha vindo nos ver e estava compenetrado numa conversa com minha mãe. De repente, as estripulias das crianças pararam e a atenção geral se dirigiu ao nosso cachorro Moustache, que tinha corrido, latindo muito forte, na direção da lareira.
Involuntariamente todos nós olhamos na mesma direção e vimos sobre a moldura da lareira, de azulejos de faience, um garotinho de seis anos aproximadamente, vestindo uma cota de malha. Naquele garoto, reconhecemos o filho da leiteira, André, que vinha em nossa casa freqüentemente com sua mãe para brincar com as crianças. Eles viviam bem perto da gente. A aparição saiu da lareira, passou por cima de todos nós e desapareceu pela porta afora. Durante todo aquele tempo, o cachorro não parou de latir com todas as suas forças; ele corria e latia, ainda seguindo o movimento da aparição.
Naquele mesmo dia, um pouco mais tarde, nossa leiteira veio em casa e nos contou que seu filho André, após uma doença que perdurou por alguns dias (sabíamos que ele estava enfermo), tinha acabado de morrer; foi provavelmente no momento em que o vimos aparecer.” Daniel Amosof, Marie Telechof (a mãe do jovem Amosof, segundo casamento), Kouzema Petrof (residente, na época, em Lébiajeyé, perto de Oranienbaum) Neste caso, a atitude do cão em relação à aparição parece tão característica e eloqüente que somos levados irresistivelmente a concluir que ele percebeu a mesma visão que os outros sete percipientes. É preciso lembrar que, de fato, o cão (que tinha sido, além disso, o primeiro a perceber a manifestação) avançara latindo na direção da lareira, exatamente onde os outros percipientes viram a aparição, e que, durante todo o tempo em que a aparição permaneceu visível, ele não tinha parado de latir para ela e a tinha seguido em seu movimento aéreo. Caso 33 (Visual-auditivo-coletivo, com anterioridade do animal em relação ao homem e sensação, no percipiente, de um sopro de vendo gélido) O caso foi coletado e examinado pelo professor James Hyslop, que o publicou no Journal of the American S. P. R. (1907, pág. 432), sem dar os nomes dos protagonistas, a pedido da autora do relato.
Eis o que ela nos conta: “Há dois anos, meu primo William P., de 21 anos, morreu de tuberculose. Desde os primeiros anos da infância, o mais profundo afeto tinha existido entre nós e as circunstâncias nos aproximavam ainda mais, pois éramos apaixonados por música, embora ele morasse em Tottenville, Nova York, cerca de 1.400 km de distância de mim. No mês de março de 1901, ele adoeceu... E morreu no dia 29 de março de 1902... Naquela noite, estava em meu quarto lendo a Bíblia.
Estava sozinha com meu filho de 4 anos adormecido em seu berço e com meu cãozinho preferido. O quarto dava para um escritório de trabalho, cuja porta estava fechada somente por uma portinhola de cor azul. Lia com atenção e sem ser incomodada por algum tempo; mas, num determinado momento, ouvi passos pesados no escritório; alguns instantes depois, um sopro de vento frio abriu as portas, gelando meu rosto. O cão levantou a cabeça, olhou naquela direção e foi ganindo se enfiar embaixo de uma cadeira. Quanto a mim, olhei e percebi, entre as portas, o vulto de meu primo, alto e reto, tal como ele era antes de sua enfermidade, com os braços esticados e com um sorriso angelical nos lábios.
Parei para olhálo, como que petrificada, durante poucos minutos, e o vi desaparecer quando o pêndulo marcava 21 horas. Ao mesmo tempo, ouvi bater na porta de casa; era um telegrama que anunciava: “William faleceu às 20 horas. Venha depressa.” Minha mãe me disse que o rosto de meu primo que acabava de morrer tinha uma expressão de grande sofrimento, mas que aproximadamente uma hora depois ele tinha tido uma estranha mudança, iluminando-se com um sorriso angelical e assim permanecendo até o momento em que o colocamos no caixão; sorriso com o qual ele me apareceu entre as cortinas da porta do escritório. Se este relato for publicado, queiram por gentileza omitir os nomes, pois meus familiares consideram minha visão fruto de uma excitação nervosa...” Senhora H. L.
B. O Professor Hyslop escreveu ao marido da senhora H. L. B., que é médico; ele respondeu confirmando os fatos dessa maneira: “... Respondendo às perguntas que o senhor fez em sua carta do dia 22 de maio, declaro que as duas notáveis experiências relatadas por minha mulher aconteceram exatamente da forma como ela nos conta...
O segundo fato relacionado com a morte de um de nossos primos não é menos presente em minha memória do que o primeiro. Ele aconteceu antes da mensagem telegráfica que nos anunciava o falecimento. Minha mulher contou imediatamente o fato a sua criada, que está atualmente na Filadélfia, e ao senhor J. H. S., residente aqui.
Não sei como explicar teoricamente os fatos referidos.” Doutor M. L. B. Ainda neste caso, o primeiro receptor foi o cão. É preciso destacar que a alma do defunto se manifestou uma hora depois de sua morte, com o rosto apresentando o mesmo sorriso angelical que tinha aparecido no cadáver uma hora depois do falecimento; além disto, a manifestação do fantasma foi precedida do fenômeno auditivo de passos pesados chegando do escritório, assim como da manifestação de sopro de vento gelado, tal como experimentamos ao longo das sessões experimentais no momento das materializações mediúnicas.
A circunstância teoricamente mais importante é a do atraso de uma hora na manifestação telepática, embora isto possa ainda ser explicado a partir da hipótese da “telepatia atrasada”; no entanto, esta hipótese não é mais válida quando se trata de fatos do mesmo gênero nos quais o atraso foi de alguns dias ou de algumas semanas; resulta disso a necessidade de recorrer a uma hipótese mais compreensível que seja capaz de explicar em conjunto toda a série das manifestações atrasadas que coincidem com os casos de morte. Ora, isto não pode ser feito sem inserir estas manifestações na categoria das “aparições dos defuntos” e não na das “aparições dos vivos”, como se teve o costume de fazer até agora. Isto só está adiantado, verdade seja dita, de maneira geral, admitindo a possibilidade de exceções à regra no caso de atrasos pequenos, conforme condições especiais. Caso 34 (Visual-coletivo, com anterioridade do animal em relação ao homem) O Professor Andrew Lang comunica à Society for Psychical Research (Journal, vol. XIV, pág. 70) o episódio abaixo, presente numa carta a ele endereçada e escrita por uma amiga: “22, York Mansion’s.
Battersea Park, S. W. 10 de fevereiro de 1909. Caro professor, Ao longo de seu artigo recente publicado no Morning Post, o senhor cita um caso de aparição percebido simultaneamente por uma senhora e por seu cão. Acredito que o senhor possa se interessar por uma experiência parecida que aconteceu comigo e com meu cão há seis anos. Eu lia, sentada ao lado do fogo, na minha sala, cuja porta estava fechada.
Meu cão Dan dormia sobre o assoalho. De repente, fui distraída de minha leitura pelo meu cão, que tinha começado a ganir surdamente. Debrucei-me sobre ele e o acariciei para acalmá-lo, mas ele continuou ganindo cada vez mais forte. Então eu olhei na mesma direção que o animal (o que pude fazer somente me virando) e, para minha grande surpresa, vi uma forma de mulher vestida de cinza, em pé, perto da porta. Não pude distinguir os traços de seu rosto, que se escondia atrás de uma planta que tinha em cima da mesa.
Primeiramente pensei que fosse minha irmã e lhe perguntei por que ela tinha voltado tão cedo e como ela pôde entrar no meu quarto sem fazer barulho. Mas não demorei a me lembrar de que, estando sozinha, tinha trancado a porta da casa. Então me levantei de supetão, assustada, enquanto Dan se lançava latindo contra a intrusa, que desapareceu rapidamente, embora a porta do salão estivesse fechada. O cão apresentava todos os sintomas de raiva e de pavor; os olhos luziam, mas a cabeça estava abaixada e o pelo eriçado ao longo de sua coluna vertebral. Ele parecia convencido de ter visto uma pessoa real, já que, quando eu abri, ele se lançou latindo furiosamente e assim desceu as escadas, para em seguida subir, procurando sem parar a intrusa, que obviamente não conseguimos encontrar.
Estava sozinha em casa e senti um alívio quando, pouco tempo depois, a campainha tocou e era minha irmã. Não tenho nenhuma teoria a propor para explicar este fato; aliás, foi-me impossível relacionar a visão do fantasma com os acontecimentos que se produziram antes ou depois disso; mas estou absolutamente certa do que vimos, o cachorro e eu, embora não haja nenhum outro testemunho para sustentar meu relato. Obviamente, contei imediatamente o acontecimento a minha irmã. Senhora Emma L. Darton Detalhes complementares sobre este caso podem ser encontrados no volume supracitado do Journal of the S.
P. R.. O senhor Andrew Lang supõe que, nesta circunstância, tratase provavelmente de um caso de “telepatia prevendo uma chegada”, ou seja, a irmã da senhora Darton, disposta a voltar, tinha pensado intensivamente em alguma coisa relacionada ao seu ambiente doméstico, determinando assim a projeção telepática de seu fantasma no lugar em questão. Estas manifestações telepáticas acontecem realmente e a Sociedade Inglesa de Pesquisas Psíquicas coletou um grande número delas; todavia, acredito que seja pouco provável aplicá-la ao caso que examinamos, pois não me parece que o cão teria avançado furiosamente em uma pessoa da família. Eliminada essa hipótese, não seria de forma alguma fácil encontrar a gênese do fantasma que apareceu ao mesmo tempo para a dama e para o cão, exceto se o considerarmos como um caso de assombração.
Em todo caso, a solução do problema não poderia nos interessar no momento; basta notarmos que, também neste exemplo, o cão foi o primeiro percipiente. * * * Omito treze casos análogos, para os quais remeto o leitor aos livros e às publicações seguintes: • Caso 35 (Auditivo-coletivo-assombração) – Proceedings of the S. P. R., vol. V, pág. 307; • Caso 36 (Auditivo-coletivo-assombração) – Idem, vol. V, pág. 308; • Caso 37 (Visual-auditivo) – Idem, vol.
V, pág. 453; • Caso 38 (Visual-coletivo) – Idem, vol. X, pág. 327; • Caso 39 (Visual-coletivo) – C. Flammarion, L’Inconnu, pág. 104; • Caso 40 (Visual) – Phantasms of the Living, vol. II, pág. 149; • Caso 41 (Visual) – Idem, vol. II, pág. 245; • Caso 42 (Visual) – Idem, vol.
II, pág. 458; • Caso 43 (Visual) – Idem, vol. II, pág. 510; • Caso 44 (Visual-coletivo, com anterioridade do animal em relação ao homem) – Journal of Proceedings of the S. P. R., vol. IV, pág. 53; • Caso 45 (Visual-coletivo) – American Proceedings of the S.
P. R., pág. 144; • Caso 46 (Auditivo-coletivo, com anterioridade do animal em relação ao homem – Idem, pág. 145; • Caso 47 (Visual-auditivo-coletivo, com anterioridade do animal em relação ao homem) – Idem, pág. 146. Quarta categoria
Visões de Espíritos ocorridas sem coincidência telepática e percebidas por homens e por animais Relativamente freqüentes, os fatos pertencentes a esta categoria têm uma importância teórica, uma vez que apresentam o valor de casos de identificação espiritual. De início transcreverei resumidamente dois episódios antigos: Caso 48 (Visual) Em seu livro sobre A Vidente de Prevorst, o doutor Justinus Kerner fala de uma aparição que a vidente percebia amiúde junto a ela durante mais de um ano. “Ele observa, a esse respeito, que cada vez que a vidente anunciava a presença da aparição, um cão labrador, que pertencia à família, se comportava de uma maneira que permitia supor que ele também a via e ia rapidamente perto de uma das pessoas presentes, como se quisesse proteção, latindo de forma lamentável. A partir do dia em que ele viu a aparição pela primeira vez, não quis mais ficar sozinho durante a noite.” Caso 49 (Visual-auditivo) Sob o título de Apparitions reélles de ma femme après sa mort (Chemnitz, 1804), o doutor Wœtzel publicou um livro que produziu boa impressão em seu tempo. Ele conta que numa noite, semanas depois da morte de sua esposa, ele estava em seu quarto quando sentiu subitamente ao redor dele um vento tempestuoso, embora as portas e as janelas estivessem fechadas.
A luz tinha se apagado, enquanto uma das meias-portas da alcova se abriu. Apesar da luz fraca que reinava no quarto, Wœtzel tinha percebido o vulto de sua mulher, que lhe disse com uma voz fraca: “Charles, sou imortal, nós nos reveremos”. A aparição se repetiu uma segunda vez, e nesta última circunstância o cão do doutor Wœtzel tinha girado ao redor do local onde se encontrava a aparição, balançando alegremente o rabo. Neste caso, igualmente, é preciso considerar a atitude do cão, o qual parecia ter de fato percebido uma forma parecida com a de sua dona. Apesar disto, tendo em vista que nos dois casos que acabo de citar os primeiros a terem a alucinação foram respectivamente a vidente e o doutor Wœtzel, podemos sustentar a hipótese segundo a qual os dois percipientes tinham, em seguida, servido de agentes, transmitindo aos animais uma forma alucinatória originada em seus cérebros.
De todo modo, esta hipótese não invalida a importância dos fatos em questão, a nosso ver, já que esta solução do problema provaria também, de maneira categórica, que fenômenos de transmissão telepática entre o homem e o animal realmente acontecem – o que constitui o objetivo essencial desta classificação. Ora, uma vez este fato reconhecido para as formas alucinatórias do tipo em questão, não seria mais lógico recusar em reconhecê-lo para as formas de telepatia verídica ou para outra modalidade qualquer de percepções psíquicas no interior das quais existe sempre uma forma mais ou menos disfarçada de transmissão telepática. Dito isto, é importante lembrar que a hipótese a que nos referimos consegue unicamente explicar os casos nos quais a visão alucinatória foi percebida anteriormente pelo homem, e não aqueles em que a anterioridade pertence certamente aos animais.
Relembro, finalmente, que a hipótese em questão, embora livremente explorada por inúmeros estudiosos da área dos estudos metapsíquicos, está longe de ser fundamentada; ao contrário, ela constitui um enorme erro, visto que – exceto raras exceções que confirmam a regra – não conhecemos nenhum exemplo de alucinação coletiva entre criaturas humanas que retirem sua origem de um influxo contagioso de transmissão telepática do pensamento. Sei bem que, nos tratados de patologia mental, encontramos um grande número de casos de alucinação coletiva – principalmente nas multidões, por contágio místico – mas tudo isto acontece exclusivamente por sugestão verbal, e nunca por transmissão telepática do pensamento, o que significa dizer que um abismo existe entre os dois tipos de fatos.
Conseqüentemente, é preciso destacar que, inclusive nas experiências hipnóticas em que existe entre o hipnotizador e o sujet uma relação psíquica firmemente estabelecida, é bastante raro que o hipnotizador consiga provocar a distância, no sujet, formas alucinatórias com a ajuda da transmissão telepática de pensamento, enquanto que ele obtém isso por meio de uma sugestão verbal. A importância teórica dessas observações não escapará a ninguém; estou certo de que, se os pesquisadores se aprofundassem nesse campo das ciências metapsíquicas, eles se dariam conta disso. Entre os pesquisadores modernos, somente o professor Charles Richet reconhece o absurdo em se explicar, a partir da transmissão telepática de pensamento, os casos de visões ou percepções paranormais de ordem coletiva, o que deve ser assinalado a seu favor. Caso 50 (Visual) O caso seguinte foi comunicado à Society for Psychical Research por Alexandre Aksakof; eu o extraio dos Proceedings of the S. P.
R., vol. X, pág. 328. (Nota tomada do relato da senhora T..., outubro de 1891.) “Em 187..., a senhora T... encontrava-se certo dia na casa de seus vizinhos de campo, o senhor e a senhora B..., em P..., propriedade deles (condado de Twer). A conversa girava em torno de um estranho acontecimento trágico que se passou na família dos T..., e que culminou no suicídio de um dos parentes da senhora T...; num piscar de olhos, ela o viu aparecer no quarto ao lado do salão onde estavam e cuja porta estava aberta. No mesmo momento, o cão da anfitriã, que estava deitado aos seus pés, se levantou e começou a latir furiosamente na direção da porta. O senhor e a senhora B... nada viram, pois estavam de costas para a porta, e a senhora T... não lhes disse nada sobre o que tinha visto.” (Confirmação do relato em uma carta da testemunha, senhora B..., 15 de outubro de 1891.) “Era o ano de 1879, em nossa propriedade, condado de Twer.
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.