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Capítulo 6 de 48
Sobre A Bíblia
Estudo Da Bíblia
A Bíblia hebraica é constituída de 39 livros. Estes são divididos em três categorias: a Lei (torah), os Profetas (nevi’im) e os escritos (ketuvim). A palavra hebraica que designa a Bíblia, tahakh, é um acrônimo formado por estas palavras. Para os judeus, o primeiro grupo, constituído pelos Cinco Livros de Moisés, é o mais sagrado. Segundo a Bíblia, estes livros foram escritos por Deus e revelados a Moisés no Monte Sinai. Metade é narrativa e metade são ensinamentos religiosos. Em hebraico, as palavras que iniciam cada livro foram usadas para nomeá-lo, e portanto Gênese é bereshit – “No princípio” – e Êxodo é se’eleh shmoth – “Agora estes são os nomes” -, e assim por diante. E, inglês, os nomes vêm de traduções antigas para o grego. O Gênese, da palavra grega geneseosis – origens -, conta a história da Criação, de Noé e dos Patriarcas. O Êxodo, em grego exodos, “partida”, relata a fuga dos israelitas da escravidão. O Levítico, expressão grega que significa sacerdotal, e os Números, uma referência aos vários censos que aparecem no livro, contêm histórias da temporada dos israelitas no deserto, entremeadas de mais de 600 mitzvot – leis. O Deuteronômio, nome que vem do termo grego para designar lei repetida, concentra-se no discurso de despedida de Moisés aos israelitas nas fronteiras da Terra Prometida. A estes livros foram acrescentados mais tarde outros trinta e seis para constituir as escrituras hebraicas. Os primeiros seguidores de Jesus acrescentaram-lhes ainda cinco narrativas, vinte e uma cartas e um livro de visões. Originalmente, estes últimos acréscimos eram considerados um adendo às escrituras Hebraicas, porém, à medida que ganharam em importância, os cristãos começaram a chamar os primeiros livros de “Velho Testamento”, e os posteriores de “Novo Testamento”. Uma lição rapidamente aprendida por mim foi que a visão que se tem da Bíblia muitas vezes depende de qual Bíblia se lê. As bíblias cristãs, por exemplo, apresentam os livros posteriores das escrituras hebraicas em uma ordem diferente da que se encontra nas bíblias judaicas. As bíblias católicas, tanto nas traduções quanto no conteúdo, diferem das bíblias protestantes, que diferem das Bíblias anglicanas, que diferem das Bíblias ortodoxas gregas. Essa discordância começou na Antiguidade. A palavra Bíblia vem do grego biblia, que significa “livros”, que, por sua vez, vem da palavra byblos, ou papiro, uma planta do Nilo com a qual se produziu o papel antigo. A versão completa mais antiga da bíblia hebraica é a Septuaginta(*), um conjunto de traduções gregas datadas do século 3 a. C. que diferia ligeiramente do original hebraico, principalmente pelo fato de abranger os livros conhecidos como Apocrypha. A palavra septuaginta, que significa “setenta”, vem da lenda de que 72 escribas fizeram a tradução. A Septuaginta é a melhor fonte de informação sobre a Bíblia pré-cristã e é citada no Novo Testamento. A versão hebraica definitiva do texto tem data muito posterior – por volta do século 1 d. C. – e é conhecida como o Texto masorético, ou Tradicional. Embora as diferenças aparentemente não tenham importância, essas traduções tiveram enorme impacto na maneira como vemos a Bíblia. Por exemplo, o texto hebraico original não tinha vogais, pois as línguas semíticas originalmente não as possuíam. Além disso, o texto não tinha capítulos, que foram acrescentados na Inglaterra do século 13; nem versículos, acrescentados em Genebra no século 16. Não foi escrita em papel, mas em papiro, pergaminho, até em couro. (trechos compilados de “Pelos caminhos da Bíblia”, Bruce Feiler)
(*) Septuaginta: a mais antiga tradução da bíblia do original hebreu para o grego (5 primeiros livros (Pentateuco) deve ter ocorrido no séc. III a.C. e o restante no séc. II a.C.). A tradução se deu com 72 tradutores (6 de cada uma das 12 tribos de Israel que trabalharam separadamente, e no final todas as versões estavam idênticas). A Vulgata Latina (iniciada em 382), tradução a partir da Septuaginta feita por Jerônimo que, também, utilizou a versão original em Hebreu, terminando o trabalho em 405 (alguns livros do Novo Testamento foram revisados). Não foi imediatamente aceita, a não ser a partir da segunda metade do séc. VI. Outras traduções apareceram (séc. XIII, Universidade de Paris), mas o Concilio de Trento (1546) legitimou apenas a Vulgata Latina. A Vulgata Clementina (1592 - Papa Clemente VIII) depois se tornou a versão oficial. Esta última serviu de base para traduções em 1941
CORPO DA BÍBLIA. A parte humana, história do Povo Hebreu, com todas as suas implicações, em todos os campos de atividade, como é normal em cada Povo. ESPÍRITO DA BÍBLIA. A parte em que entra a MENSAGEM DIVINA, apresentada através dos seus VULTOS MESSIÂNICOS, dos Patriarcas, de Moisés, dos Profetas, do Cristo Inconfundível, dos Apóstolos e
demais seguidores. O ESPÍRITO DA BÍBLIA ASSENTA NA REVELAÇÃO, QUE ERA ESOTÉRICA OU OCULTA ANTES DO BATISMO DE ESPÍRITO OU DERRAME DE DONS SOBRE A CARNE, TRAZIDO PELO CRISTO MODELO.
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.