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Capítulo 4 de 48
A Vulgata De Jerônimo
Estudo Da Bíblia
A Vulgata foi escrita por Jerônimo, (nascido em Strídon, em cerca de 347 — desencarnou em Belém, 30 de setembro de 419/420), sendo seu nome completo Eusebius Sophronius Hieronymus, é conhecido sobretudo como tradutor da Bíblia do grego antigo e do hebraico para o latim. Iniciou os trabalhos em 384, a convite do Papa Damaso, e em 386 mudou-se para a Palestina, trabalhando ali até 404. Jerônimo, em alguns livros, trabalhou diretamente do original; em outros, revisou e “corrigiu” uma antiga versão latina (como os Salmos, Evangelhos, e outros), e não tocou na versão latina nos livros Macabeus, Sabedoria, Eclesiástico e Baruc. O nome vem da frase versio vulgata, isto é "versão dos vulgares", e foi escrito em um latim cotidiano usado na distinção consciente ao latim elegante de Cícero, do qual Jerônimo era um mestre Foi a primeira, e por séculos a única, versão da Bíblia que verteu o Velho Testamento diretamente do hebraico e não da tradução grega conhecido como Septuaginta. No Novo Testamento, Jerônimo selecionou e revisou textos. A edição de Jerônimo, a "Vulgata", é ainda o texto bíblico oficial da Igreja Católica Romana, que o reconhece como Padre da Igreja (um dos fundadores do dogma católico) e ainda doutor da Igreja. Foi publicada cerca de 400 d.C., poucos anos depois de Teodósio I ter feito do Cristianismo a religião oficial do Império Romano (391). A Inquisição, desde 1547 proibia a posse de Bíblias em línguas vernaculares (populares), permitindo apenas a Vulgata latina, e com sérias restrições A única tradução moderna em Português, que utiliza os mesmos textos-base em grego e hebraico que foram utilizados por João Ferreira de Almeida, é a versão Almeida Corrigida Fiel, da Sociedade Bíblica Trinitariana do Brasil. As demais traduções modernas, embora utilizem o nome "Almeida", como a Almeida Revista e Atualizada e Almeida Revista e Corrigida baseiam-se em maior ou menor grau nos manuscritos do chamado Texto Crítico, que passou a ser utilizado somente a partir do século XIX. O próprio Jerônimo confessa que na tradução de alguns livros usou apenas algumas horas, porém em outros teve muito cuidado ao traduzir. Em comunicação recente explica que foi obrigado a colocar certos fatos em ordem alterada, inserir vocábulos de difícil compreensão e até mesmo modificações a pedido de representantes do Império Romano, tudo isso sob pressão de promessa de desencarne caso não cumprisse tais pedidos. Deplorando o que teve que fazer, contou o que lhe custou em termos de pagamento perante a Justiça Divina e aconselha muito cuidado aos que usam a caneta para falar do que é Sagrado...
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.