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Capítulo 42 de 48

As Epístolas — parte 3 de 4

Estudo Da Bíblia

"Satanás" - I Timóteo, cap. 5. O último Zoroastro, que bem se saiba, foi o inventor do diabo ou Satanás, com o fito de amedrontar e pretender separar os pólos Bem e Mal. Do Bem, o Pai é Deus; e do mal, o pai é Satanás. Por mais que façam vasculha, nas tradições, tudo se resume nisso. No capítulo quatorze de Isaías, Lúcifer é alegoria, é parábola, não é realidade. Como se um anjo ou espírito de Deus se revoltasse, e quisesse chegar a ser mais do que Deus, assim estava fazendo Nabucodonosor, querendo assaltar mundos e fundos, para sujeitar debaixo de seus tacões; e um espírito, um anjo do Senhor, comunicando-se pelo Médium ou Profeta Isaías, assim o admoestou, contando-lhe aquela parábola. Deus não tem contendor! Ninguém é coisa alguma contra Deus! Existem apenas espíritos que, por ignorância, se rebelam, negam e fazem relativos males. Mas a hora de liberdade relativa chega, sendo que serão punidos, sendo que terão que pagar as dívidas, ceitil por ceitil. Somente Deus é Senhor e Seus Santos Desígnios não voltarão atrás. Todavia, a tradição do Satanás é ainda uma tremendíssima fonte de rendas, uma armadilha com a qual certos homens espertalhões, abusando da ignorância das gentes, muito bem se locupletam. Dizer que Paulo andou acreditando em Adão, Eva, Satanás e outras xaropadas é avançar demais no campo do ridículo. O Bem e o Mal colocam-se diante dos filhos de Deus, como as iniciações antigas ensinavam, para que estes fossem vencendo, triunfando, divinizando seus caracteres. A Lei de Deus, os Dez Mandamentos, bem que dizem o que é necessário fazer, para jogar bem com o sagrado relativo direito de livre arbítrio, para triunfar contra o Mal à custa de praticar o Bem. Satanás é a ignorância, a mentira, o orgulho, a inveja, o ódio, a vaidade, a luxúria; Satanás é o símbolo da contradição, da perversão; Satanás é aquilo que sai das consciências mal formadas, porque é de dentro das pessoas que saem as coisas ruins. Quanto a espíritos sofredores, como Jesus os andou expelindo, é normal que todos venham a expeli-los. São criaturas desencarnadas, ou espíritos mal intencionados, que deverão ser doutrinados. Quem prestar obediência a Jesus, reconhecerá que andou expelindo os ruins e andou tendo contato com os Moisés e Elias. Evangelho foi, e é, a vida vivida por Jesus. Cuidado, pois, com o Satanás de dentro, que o de fora é de invenção humana, sendo que ainda vive muito bem usado pelos donos de clerezias. Satanás, se de fato existisse, não mandaria a ninguém ser blasfemo do Sagrado Ministério da Revelação, como o fazem os pseudoministros de Deus; porque, por mais satânico que fosse, teria um pouco mais de inteligência e decência de conduta, para não cometer tamanho crime. Satanases são aqueles que fazem das coisas do espírito um meio de vida, e por isso inventam mentiras e simulações para se prevalecerem. E se quiserem bem entender, onde quer que não haja o bom profetismo, não pode haver Cristianismo de modo algum. E o profetismo indicará, eternamente, o caminho da Lei de Deus!

"Segunda Carta de Paulo a Timóteo" Esta Carta ou Missiva é muito importante, para observar o que então acontecia com algumas pessoas que se acercavam da Excelsa Doutrina do Caminho para, em seguida, abandonarem tudo, prejudicando o trabalho de disseminação da Verdade; e como a Restauração, o Espiritismo é antes de tudo Ciência e Filosofia, porque a parte da Religião é apenas consequente, assinalamos que tanto mais reclama conhecimento de causa, estudo, senso crítico e honestidade mental. Não é possível deixar de haver trânsfugas, em se tratando de coisas de Verdade, que devem merecer acurados estudos. Não existe na Terra, número de criaturas capazes, em matéria de conhecimentos fundamentais, e dotadas de honestidade mental superior, para as grandes penetrações doutrinárias. Este número é muito relativo, sendo o grande número constituído de criaturas que buscam o Céu com os olhos fitos no bolso, no estômago, no orgulho e no egoísmo. Se é necessário muito cuidado para viver a parte Moral, que não escolhe condições sociais, nem de riquezas nem de culturas intelectuais, que se dirá do cultivo da Revelação, das práticas do Sagrado Ministério do Consolador, onde todos os conhecimentos humanos são poucos, porque essas práticas revelam um infinito de verdades a mais, descobrem horizontes infindos, mostram profundezas incontáveis do Sagrado Livro da Vida? O que é por faculdades não se discute, porque saltam por cima de muitas considerações humanas; mediunidades ou dons proféticos valem por outorgas que só Deus pode integralmente medir as extensões; mas afora o problema das faculdades, tudo deve ser muito estudado, experimentado e comparado. Se o Pai Divino mandou o Cristo Planetário generalizar a Revelação, o Profetismo, porque somente por este é que o Céu, a Comunidade Providencial, consegue advertir, ilustrar e consolar; bem entendido se faz que sem boa cultura fundamental não pode haver o bom conhecimento doutrinário. Quem ler o que Paulo escreveu nesta Carta, a Segunda a Timóteo, compare o que aí diz ele, com o que ocorre no seio do Espiritismo, onde a falta de cultura básica muitos prejuízos causa. Ninguém pode comparar o exercício do Profetismo, do Mediunismo, com os engodos clérico-idólatras, que qualquer criatura mundana ou artista de teatro pode executar, por serem apenas materialistas e formais, ostentando apenas o crime de serem feitos em nome de Deus, da Verdade e do Cristo.

"As duas Cartas de Pedro"

Em encarnação anterior, Pedro fora um dos Profetas. Antes de ser discípulo de Jesus, Pedro era discípulo de João Batista, tendo sido um dos setenta e dois, com os quais saiu a batizar em água, servindo-se desse simulacro, para atrair o povo e poder falar sobre Jesus e Sua função missionária. No dia do grandioso batismo de Revelação, o Pentecostes, Pedro foi o primeiro a discursar, lembrando que Jesus veio para derramar do Espírito Revelador sobre a carne, como estava escrito em Joel, capítulo dois, e de fato o fizera. Pedro jamais sonhou em ser papa nem outras porcarias do mesmo jaez; tudo foi inventado depois de Constantino, para servir ao império romano. Dali até o imperador Phocas, tudo forjaram, adulterando textos e fabricando mil e umas inverdades, para sujeitar reis e povos ao jugo romano. Se o império romano caiu, a Besta Apocalíptica ficou de pé e ainda continua o seu adultério tenebroso, impondo ao mundo simulações e idolatrias, e obrigando a blasfemar contra o Sagrado Ministério do Espírito Consolador e Instrutor, a Graça trazida para todos por Jesus, para ensinar aos homens a Trilha da Liberdade. Além de lembrar que a porca lavada, de novo se revolveria no lodaçal, e de que o cão volveria ao seu vômito, significando com isso a corrupção que viria e veio, Pedro lembrou a importância do Batismo de Espírito Revelador, a Graça trazida por Jesus, para ilustrar e consolar pelos tempos afora. (...)

“Caríssimos, não creiais a todo o espírito, mas experimentai se os espíritos são de Deus, porque são muitos os falsos profetas que se levantaram no mundo.” - I Ep. de João. Profeta ou médium é a mesma coisa; é aquele por cujas faculdades os espíritos, anjos ou almas se comunicam. Entretanto, cumpre notar, embora o espírito seja de Deus ou bom, pode ser muito inferior em evolução, não conseguindo fazer mais do que mediocridades. Temos visto muitos espíritos que, vivendo vida clerical ou contemplativa, ou de qualquer modo de vida indiferente à evolução, ou cheios de ignorâncias e superstições, assim continuam a fazer, depois de desencarnados, através de seus médiuns ou profetas. Como o mundo espiritual é variadíssimo em gradações, sendo as zonas próximas à crosta muito densas ou paralelas à mesma crosta, é de bom alvitre que os médiuns ou profetas estudem, procurem conhecer e crescer em virtudes, para favorecerem aos espíritos que com eles tenham contatos. Alguns médiuns ou profetas, sendo a reencarnação dos mais adiantados espíritos, conseguem contatos fáceis, ou por equidade vibratória, com os melhores elementos do mundo espiritual. Mas isto é raro e não pode ser tomado como regra geral. A imensa maioria dos médiuns atrai espíritos inferiores, porque não procuram ser, eles mesmos, um pouco melhores, um pouco mais estudiosos. Espíritos há, viciados em idolatrias e sectarismos, ou em apatias mentais, tudo fazendo para que seus médiuns nunca sejam mais que medíocres, também. Deus é o único Pai e o Cristo é o Molde Integral. Portanto, que haja em cada cidadão terrícola um alguém que procure amar a Deus com toda a força do coração e de toda a inteligência. É necessário saber se os espíritos são bons; mas é necessário, também, e com muita acuidade, prezar a lei de Evolução. Quando um espírito for sectário, ou do apostolado da ignorância, convém adverti-lo. Religião é a Verdade e Programa de vida é o Progresso.

“E corpos há celestiais, e corpos terrestres, mas uma é, por certo, a glória dos celestiais, e outra a dos terrestres.” - Paulo. Nunca os videntes viram mais do que os corpos perispiritais dos anjos, espíritos ou almas; e é assim que os conceitos variam, segundo a forma exterior, a característica da última encarnação ou qualquer outra que o espírito queira tomar, para se apresentar. Como se apresentaram os anjos, espíritos ou almas do Velho Testamento? Como se apresentou Gabriel? Como se apresentaram Moisés e Elias, no Tabor? Como passou a se apresentar Jesus, depois da crucificação e da ressurreição? Essa matéria já é velhíssima nos anais doutrinários, nada importando considerá-la mais. O que importa saber é que o corpo perispirital, esse que não deixa o espírito, porque o acompanha desde a origem, terá que se diafanizar, tornar como Luz Divina, que é o Segundo Estado de Deus. Tal é o perispírito dos Cristos, o corpo astral dos espíritos que ultrapassaram a lei das reencarnações obrigatórias. Não é o mais importante, portanto, perguntar pelo corpo somático, que é transitório; importa é cuidar divinamente do corpo astral, porque esse é aquele que representa o espírito. Quem quiser conhecer de fato um espírito, que olhe deveras para o seu perispírito, porque ali tudo está registrado, os bens e os males. As observações psicométricas que o digam!

“E se neste tempo for feita qualquer revelação a algum outro, dos que se acham sentados, cale-se o que falava primeiro.” - Paulo. As reuniões dos Apóstolos eram o cultivo do Consolador, do Batismo de Espírito, não de simulações litúrgicas ou de discursozinhos falazes, apenas. Depois do Pentecostes a mediunidade era o motivo de atenção de todos os do Caminho. E é por isso que Paulo, no capítulo quatorze da Primeira Carta aos Coríntios, afirma o que acima foi transcrito.

O Espírito Santo, Consolador, de Deus ou do Senhor, ou Paracleto, era um fato, era o instrumento de advertência, ilustração e consolo. De modo algum era essa fantocharia que católicos e protestantes pretendem que tenha sido ou seja. E o Espiritismo, restauração que é do Caminho do Senhor, ou do Seu Batismo de Revelação, bem prova sobre as diferentes categorias de espíritos comunicantes. E o discernimento que cumpre aos encarnados.

Era comum perguntarem, os Apóstolos, se os novos crentes já haviam recebido a comunicação com o Espírito da Verdade, nome das Legiões do Senhor, através dos dons espirituais ou mediunidades, como agora dizemos. E quando respondiam em sentido contrário, impondo as mãos despertavam os mesmos dons, as mediunidades, e lá vinha a Graça trazida por Jesus Cristo!

Sobre Paulo As epístolas de Paulo constituem mais da metade dos escritos, com abundância de ensinamentos morais. São atitudes de intervenção pela pena quando não podia chegar com a voz, a fim de apaziguar litígios, dissipar dúvidas, aconselhar, aplicar remédio a inconvenientes, dirigir e iniciar ao bem, tudo o que surgia dentro do dia a dia nas reuniões mediúnicas dos muitos locais estabelecidos por ele e dependentes de sua orientação. Paulo não escrevia por si, tinha amanuenses profissionais de confiança. Ao ditar as cartas, tinha tempo para a reflexão. Ele mesmo convidava a que fizessem rodar o conteúdo dessas cartas entre as diversas localidades (Col4, 16), costume que fez surgir o epistolário que ditava as normas dos trabalhos.

. A segunda viagem foi de 50 a 53, durante a qual Paulo escreveu, em Corinto, as duas cartas aos Tessalonicenses (At 15,36-18,22). São as primeiras cartas de Paulo. A terceira viagem foi de 53 a 58. Neste período ele escreveu "as grandes epístolas", Gálatas e I Coríntios, em Éfeso; II Coríntios, em Filipos; e aos Romanos, em Corinto. No final desta viagem Paulo foi preso por ação dos judeus e entregue ao tribuno romano Cláudio Lísias, que o entregou ao procurador romano Felix, em Cesaréia. Aí Paulo ficou preso dois anos (58-60), onde apelou para ser julgado em Roma; tinha direito a isso por ser cidadão romano. Partiu de Cesaréia no ano 60 e chegaram em Roma em 61, após sério naufrágio perto da ilha de Malta. Em Roma ficou preso domiciliar até 63. Neste período ele escreveu as chamadas "cartas do cativeiro" (Filemon, Colossenses, Filipenses e Efésios). Depois deste período Paulo deve ter sido libertado e ido até a Espanha, "os confins do mundo" (Rom 15,24), como era seu desejo. Em seguida deve ter voltado da Espanha para o oriente, quando escreveu as Cartas pastorais a Tito e a Timóteo, por volta de 64-66. Foi novamente preso no ano 66, no oriente, e enviado a Roma, sendo morto em 67 face à perseguição de Nero contra os cristãos desde o ano 64. Paulo foi um dos homens mais importantes do cristianismo. Deixou-nos 13 Cartas. Vejamos um resumo delas.

As Cartas aos Tessalonicenses As duas cartas têm como tema central a segunda vinda de Jesus (Parusia), que as primeiras comunidades cristãs esperavam para breve e a sorte dos que já tinham morrido. Paulo admoesta a comunidade para a importância da vigilância. As cartas do Apóstolo depois delas falam mais do Cristo presente na Igreja do que da sua segunda vinda. Tessalônia era porto marítimo muito importante da Grécia, onde havia forte sincretismo religioso e decadência moral; havia uma colônia judaica na cidade, e é na sinagoga que Paulo começa a pregar o Evangelho. Havia dúvidas sobre a iminente volta do Senhor. I Tessalonicenses – passa aos fiéis da Tessalônia que Deus age por Lei e Justiça, que o Cristo não é perdoador de pecados e salvador de graça porque Cristos são exemplificadores e não derrogadores da Lei. Na segunda carta Paulo retoma o mesmo assunto, exortando os fiéis a trabalharem, uma vez que ninguém sabe a data da vinda do Senhor. As cartas devem ter sido escritas por volta do ano 52 quando estava em Corinto, durante a sua segunda viagem missionária pela Ásia. Faz predição sobre a vinda da Corrupção, que daria num homem que se julgaria “santidade infalível”. Convidam os fiéis a se fortalecerem para se preservarem desta corrupção.

A Carta aos Gálatas Paulo visitou os gálatas na segunda e na terceira viagem apostólica. É hoje a região de Ankara na Turquia. A carta foi escrita por volta do ano 54, quando Paulo estava em Éfeso, onde ficou por três anos. Exorta os gálatas a viverem as obras do Espírito e não as da carne. Em função de alguns judeus que estavam obrigando o povo da Galácia para ficar com a antiga lei judaica, Paulo escreve que o Evangelho de Jesus é o cumprimento das antigas Promessas. Esta carta é também um documento autobiográfico de Paulo, além de ser um documento de alta espiritualidade.

A Carta aos Coríntios Corinto ficava na Grécia, região chamada de Acaia, e no ano 27aC. César Augusto, imperador romano, fez de Corinto a capital da província romana da Acaia. Foi nesta cidade portuária, rica e decadente na moral, que Paulo fundou uma forte comunidade cristã na sua segunda viagem. Aí encontrou o casal Átila e Priscila que muito o ajudou.

Paulo ficou um ano e seis meses em Corinto, até o ano 53. Na sua terceira viagem ele ficou três anos em Éfeso, também na Grécia, e daí escreveu para os coríntios. A primeira carta contém sérias repreensões às falhas da comunidade: as divisões e a imoralidade. Em seguida dá respostas a questões propostas sobre o matrimônio, a virgindade, as carnes imoladas aos ídolos, as assembléias de oração, os carismas, a ressurreição dos mortos, etc. É uma das cartas mais amplas de Paulo em termos de doutrina e disciplina. Ressalta a Justiça Divina, apresenta a diversidade dos Dons Espirituais e, as ações dos discípulos de se reunirem em oração, conforme molde estabelecido por Jesus. A segunda carta é bem diferente da primeira, não é tanto doutrinária, mas trata das relações de Paulo com a comunidade, e desfaz mal entendidos, inclusive, e faz a sua defesa diante de acusações sérias que recebeu dos cristãos judaizantes. Nesta carta Paulo mostra a sua alma, seus sofrimentos e angústias pelo reino de Cristo. Resume-se na frase: "É na fraqueza do homem que Deus manifesta toda a sua força" (2Cor 12,9).

A Carta aos Romanos Teve como objetivo ensinar que o Batismo de Revelação foi deixado por Jesus, precisamente, para ser instrumento de Conhecimento, Certeza e Bondade. Quem conhece não precisa apelar para a fé e para a esperança. Romanos 1, 22 a 32: estados do pecado. Segunda parte (12 a 15): expõe os fundamentos de uma vida moral e o convite ao exercício de vários dons espirituais. De consenso universal, não trava polêmicas, não pretende refutar erros em particular. A comunidade de Roma era de cristãos oriundos do paganismo. Muitos dentre eles eram escravos ou libertos, de condição servil. Alguns são de classe elevada, outros judeus convertidos... Paulo dirige-se em especial aos fiéis de providência judaica. A comunidade romana foi fundada quando de sua prisão, quando ficou dois anos em Roma, mas esta epístola foi escrita em Corinto, depois do levante dos ourives efésios (At 19, 21). Sem a fé em Jesus (seu comportamento, Modelo de Conduta) não há salvação. Os pagãos, privados da fé, descambaram, por própria culpa, para as mais abomináveis aberrações. Mas os judeus, ainda que se gloriem da lei, são pecadores como os pagãos, transgridem a lei. Quando se lê aquele “crê”, devese entender aquele que entendeu os fatos doutrinários e alterou seu comportamento, seu modo de pensar.

As Epístolas do Cativeiro Carta a Filemon Quando Paulo estava preso em Roma pela primeira vez, entre os anos 61- 63, foi procurado pelo escravo Onésimo, que fugira de seu patrão Filemon em Colossos e procurou abrigo em Roma. Pela legislação judaica o escravo fugitivo não devia ser devolvido ao dono (Dt 23,16), diferente da lei romana que protegia o patrão. Então Paulo devolve Onésimo a Filemon, cristão, e pede-lhe que pela caridade de Cristo, receba o escravo não mais como coisa, mas como um irmão. É uma primeira declaração dos direitos humanos.

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