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Capítulo 43 de 48
As Epístolas — parte 4 de 4
Estudo Da Bíblia
Carta aos Filipenses Filipos era uma grande cidade fundada por Filipe II, pai do Imperador macedônio Alexandre Magno, e que o imperador romano Augusto transformou em importante posto avançado de Roma (At 16,12). Durante suas viagens Paulo esteve três vezes em Filipos, e fez fortes laços de amizade com os cristãos. Esta carta é chamada de "a carta da alegria cristã", por repetir 24 vezes esta palavra, aos filipenses que sofriam perseguições, como ele na prisão. "Alegraivos sempre no Senhor. Repito, alegrai-vos!” (Fl 4,1). Nada pode tirar a alegria daquele que confia em Jesus.
Carta aos Colossenses Colossos era notável centro comercial, que ficava na Frígia, na Ásia Menor, a 200 km de Éfeso, próxima de Laodicéia e Hierápolis. Paulo esteve por duas vezes na região da Frígia. O motivo da carta são os pregadores de "doutrinas estranhas", provocando um sincretismo religioso, com elementos judaicos, cristão e pré-gnósticos. Paulo fala do primado absoluto de Jesus Cristo, numa linguagem que os gnósticos entendiam. O ponto alto da carta é o hino cristológico (1,15-20) que mostra Cristo como o primeiro e o último, o Senhor absoluto no plano da criação e da redenção.
Carta aos Efésios Éfeso era a capital da Ásia romana, proconsular, famosa, onde se cultuava a deusa Artemis. Aí Paulo esteve durante três anos. A carta não trata de assuntos pessoais, mas teológicos. É um pouco parecida com a carta aos colossenses, a fim de combater os erros de doutrina que também aí começavam a surgir. Paulo mostra a importância das reuniões para a realização da obra de Deus. "Há um só corpo e um só Espírito, um só Senhor, uma só fé, um só Deus e Pai de todos”. (Ef 4,4s). É de importância e beleza ímpar o prólogo da carta (Ef 1, 3-14).
As Epístolas a Timóteo e Tito No final de sua vida, na última ida ao oriente, antes de ser preso e enviado a Roma pela segunda vez, por volta do ano 65, Paulo deixou Timóteo em Éfeso e Tito na ilha de Creta, no Mediterrâneo. A carta é cheia de recomendações sobre o pastoreio das ovelhas, especialmente no combate às falsas doutrinas, além de dar as orientações sobre a organização da vida. São cartas de um valor imenso para as congregações. I TIMÓTEO – Ensina sobre o Amor entre
irmãos e a Graça da Revelação porque o mais tudo é questão de pormenores, ciências, artes e filosofias.II TIMÓTEO – Estando prisioneiro, pressentindo o martírio, dá as suas últimas recomendações, com muita emoção, é quase um adeus.
Hebreus – Paulo procurou esclarecer aos judeus sobre a Revelação, mas nada conseguiu porque os judeus desconsideraram as profecias, não reconheceram Jesus, não respeitaram a Revelação, truncando-a . Alguns historiadores colocam dúvida quanto a sua autoria (estilo de escrita muito diferente das outras, embora as ideias mestras sejam coerentes com as dele).
As Epístolas Canônicas São as sete: Tiago, 1 e 2 Pedro, 1,2 e 3 João, e Judas. Não eram dirigidas apenas a uma comunidade, como as de Paulo, mas a muitas comunidades da Ásia Menor.
A Carta de Tiago Escrita pelo apóstolo Tiago, menor, filho de Alfeu, "irmão do Senhor”, com quem Paulo se encontrou em Jerusalém. Não deve ser confundido com Tiago maior, irmão de João, que foi martirizado no ano 44, antes desta carta ter sido escrita. Tiago, autor da carta, se tornou famoso em Jerusalém. A carta é dirigida "às doze tribos da dispersão" (1,1). Acredita-se que tenha sido escrita por volta do ano 50. Trata da importância das obras que é a frutificação da fé. Baseada no Sermão da Montanha, contém conselhos para a vida moral – piedade, justiça e caridade. Vejam outra opinião sobre a autoria: “A epístola diz ter sido escrita por Tiago. O Novo Testamento menciona três pessoas com este nome. Todavia, a igreja cristã atribui a Tiago, filho de José e Maria, e irmão do Senhor Jesus Cristo, a paternidade literária desta epístola. Tiago, em seus ensinos, apresenta notável semelhança com nosso Senhor. Uma comparação desta epístola com o sermão do Monte revela, pelo menos, doze paralelismos evidentes. Eleito moderador da igreja de Jerusalém, na época posterior ao Pentecostes, Tiago imprime a esta epístola uma nota de autoridade modesta”.
As Cartas de João Os destinatários são os fiéis oriundos do paganismo. A primeira carta mostra que Jesus é o Messias, contra os falsos pregadores que negavam que a Redenção tinha acontecido pelo exemplo de Cristo; era a influência do prégnosticismo, principalmente apresentadas por um tal Cerinto. Na mesma carta aparece a excelência do amor cristão, como a mensagem fundamental do Evangelho. Exalta a função missionária de Jesus / alerta sobre os falsos profetas e a qualidade dos espíritos comunicantes. Na segunda carta de João, ele é chamado de "ancião", o que mostra a dignidade do autor, é o título que os discípulos lhe deram quando ele vivia em Éfeso. O assunto é o amor de Deus, o perigo dos "anticristos" já em ação, o amor à verdade, etc. Dirigida à senhora eleita, Mãe Maria, exaltando sobre a vivência da Lei, alertando também para os falsos profetas. A terceira carta foi escrita a um certo Gaio, não identificado e o louva pelas suas belas ações em favor da Igreja.
A primeira Carta de Pedro Os destinatários da primeira carta de Pedro foram os cristãos da Ásia Menor (Ponto, Galácia, Capadócia, Bitínia, etc), convertidos do paganismo. O objetivo era fortalecer a fé cristã nessas comunidades que sofriam perseguições e tribulações. Mostra a fecundidade do sofrimento, e a grandeza da imitação da Paixão do Senhor. Fala da dignidade sacerdotal do povo cristão, da descida de Jesus à mansão dos mortos e sua Ascensão ao céu. Ensina-lhes a responder aos provocadores da fé com paciência e boa conduta. Pedro deve ter escrito em Roma nos anos 63-64. Enquanto a primeira epístola de Pedro é uma carta de jubilosa esperança em face do sofrimento, a segunda epístola desse apóstolo é uma mensagem da verdade fiel diante do erro. A segunda carta começa por uma declaração direta da verdade de Deus, que se fundamenta tanto na palavra profética como na palavra do testemunho. Adverte contra falsos mestres que procurarão substituir a Palavra divina por palavras humanas. E termina com a afirmação de que a vinda de Cristo é uma realidade futura que destruirá o mundo e trará novos céus e nova terra.
As Epístolas de Judas e II Pedro Judas é o "irmão de Tiago", primo de Jesus; segundo a tradição escrita por Egezipo, escritor judeu do século dois, ambos eram filhos de Cléofas, discípulo de Emaus (Lc 24). Judas escreve para cristãos oriundos do paganismo ameaçados por falsas doutrinas, o que era comum em toda a Ásia Menor, onde se negava a divindade de Jesus, injuriavam os anjos, zombavam das verdades pregadas pelos apóstolos e causavam divisões na comunidade. A carta de Judas tem grande semelhança com a segunda de Pedro. A Segunda carta de Pedro tem grande afinidade com a de Judas; em ambas aparecem as mesmas expressões raras e as mesmas ideias, especialmente com relação aos falsos pregadores e falsas doutrinas. Por isso houve dúvidas sobre o verdadeiro autor de II Pedro, mas a tradição preferiu atribuir a Pedro esta carta. A epístola de Judas foi escrita para exortar a luta pela fé, em função de certos homens negarem a Jesus / alerta sobre falsos mestres e das doutrinas corruptas.
Apocalipse das Semanas de Enoch
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.