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Capítulo 41 de 48
As Epístolas — parte 2 de 4
Estudo Da Bíblia
"Nos milagres, e nos prodígios, e nas virtudes” - II Cor. cap. 12. Paulo foi o Cavaleiro Andante do Batismo de Espírito; o Consolador trazido por Jesus, para toda a carne, encontrou em Paulo, depois do Pentecostes que lhe coube por turno na Estrada de Damasco, o seu maior propagandista. Cheio do Espírito de Deus, rodeado de muitos anjos ou espíritos, e dotado de boas faculdades proféticas ou mediúnicas, Paulo era uma vertente de fenômenos espíritas extraordinários. Milagres e prodígios eram os nomes dados aos sinais mediúnicos ou proféticos. O Espiritismo, como restauração da Excelsa Doutrina do Caminho, tem enchido a Terra de fartos fenômenos mediúnicos ou proféticos.
"Cristo nos fez livres" - Gálatas, cap. 4. Cristo nos fez livres ?
Entendam isto: A Revelação estava perseguida e a Lei de Deus aviltada; o Profetismo estava esfolado nos últimos Profetas e a Lei de Deus fora permutada pelos cerimoniais clericalistas. E foi quando veio Jesus, para generalizar o profetismo e viver a Lei de Deus diante dos homens, ficando assim como Paradigma ou Divino Modelo. Tome cada um a sua mesma cruz, porque Cristo levou a Dele ao topo do Calvário, diante do mundo, para deixar o Exemplo Imortal. Porque aqueles que ficarem no caminho, por suas más obras, aqueles que com ferro ferirem, ou que se encherem de dívidas, responderão até o último ceitil. Ninguém confunda a Graça da Revelação Generalizada, trazida para toda a carne por Jesus, com a falsa conceituação dos religiosismos clericalistas, que pretendem que Ele tenha trazido a salvação de graça ou de favor. E é muito bom que se perguntem, os estudiosos, se foi mesmo Paulo quem andou escrevendo essas falsidades que andam escritas nos textos. Porque as contradições são tantas e de tal modo evidentes, que um Paulo não as cometeria. É fácil reconhecer isso. Lembramos, uma vez mais, que a ignorância e o erro não podem honrar o filho de Deus; logo, quem quiser ser um verdadeiro espírita, um prolongamento do Consolador Eterno, do Sagrado Ministério da Revelação, que trate de estudar, de experimentar e de fazer boas comparações. Para isso, que se torne conhecedor e dotado de severa honestidade mental. Porque o número de simplórios e capciosos já está completo; os religiosismos fizeram isso nos longos duzentos e tantos mil anos de história das corrupções iniciáticas. Porque os Grandes Iniciados sempre revelaram o melhor possível, no tempo e no seio dos povos onde foram destinados a viver; mas depois vieram os fazedores de clericalismos, de religiosismos, desviando tudo, inventando simulações, transformando as coisas do espírito em meio de vida e politiquismos escabrosos.
"Contra estas coisas não há lei" - Gálatas, cap. 5. Os assuntos tratados no capítulo cinco, da Carta aos Gálatas, são realmente interessantes; porém, ou andaram outros metendo as mãos e fazendo o serviço das grossas asneiras, ou o mesmo Paulo, tão inteligente e lúcido em outros pontos, andou aqui, uma vez mais, claudicando. Primeiro - As verdades oriundas do Ministério da Revelação ou do Espírito Santo foram confundidas com as errôneas conceituações da fé cega, nesta depositando confiança, num impulso de contradição com a Excelsa Doutrina deixada pelo Cristo. Os Exemplos do Cristo e a Revelação Ostensiva, que eles, os Apóstolos, tinham em plena atividade, não autorizava ninguém a falar do modo como ali está falado. Segundo - Nunca jamais da Lei passará um ceitil, porque o Infinito Criado repousa, pela Soberana Vontade de Deus, sobre leis Eternas, Perfeitas e Imutáveis! As leis menores são desdobramentos das leis maiores, sendo que todas terminaram no Supremo Determinismo, que os Dez Mandamentos representam, ordenando os três primeiros a conduta do filho para com o Pai Divino, e os outros sete, determinando a conduta entre irmãos, para efeito de responsabilidade. Terceiro - As más obras estão assinaladas, sendo atribuídas à carne, quando a carne é apenas instrumento do espírito. E se as más obras trazem consequências funestas ao espírito, porque negar a Lei e a Justiça de Deus, dizendo que a Lei não existe para aquele que tem fé ? Tudo isso é contraditório por demais, é ridiculamente infantil, e um Paulo não faria isso. Quarto - "A caridade, o gozo, a paz, a paciência, a benignidade, a bondade, a longanimidade, a mansidão, a fidelidade, a modéstia, a continência, a castidade; contra estas coisas não há lei". Assim está escrito e atribuído a Paulo! Ora, precisamente por causa de uma Lei de Equilíbrio, que aciona a Justiça Divina, é que importa proceder bem, porque o fenômeno de recompensa é automático, é em consequência. A afirmativa final devia ser o contrário, para não contradizer o Cristo nem mesmo Paulo, noutras afirmativas. Quinto - Os frutos do Espírito, como está escrito, são os conselhos da Revelação, da comunicabilidade dos anjos, espíritos ou almas, que Jesus deixou, tirando a orfandade do mundo! Era o Pentecostes Vivo, a Doutrina edificada sobre a Revelação, que infundia Certeza, que impunha o Conhecimento e que exigia atos de Bondade, precisamente por causa da Lei e da Justiça, que jamais passarão. Sexto - Jesus não é responsável pelos atos particulares de quem quer que seja. Ele cumpriu o Seu Dever e espera que cada um tome a sua cruz, a cruz do Dever, porque uns nunca poderão realizar a salvação pelos outros. Tudo quanto disserem em contrário, nunca saiu dos ensinamentos de Jesus Cristo, que teve a Lei de Deus por Trilha de Conduta, para Se qualificar Divino Modelo. Observação necessária - Muitos historiadores, estudando as Epístolas de Paulo, afirmaram que ele pregou uma doutrina própria, contrariando a Excelsa Doutrina deixada por Jesus; mas nós afirmamos que Paulo foi o Cavaleiro Andante do Batismo de Revelação Generalizada, não sendo responsável pelas barbaridades que outros andaram incrustando nos seus escritos. As porcarias foram feitas desde o Imperador Constantino até o Imperador Phocas; tudo foi sendo manobrado a gosto dos politiquismos despóticos e sanguinários; e depois da Reforma (porque esta é apenas a estagnação num degrau da escala restauradora), outras alterações foram e continuam sendo feitas, como podem ser observadas em algumas edições protestantes. Mudam palavras e sentidos, querendo por força que Cristianismo seja apenas uma questão de fé cega, um amontoado de simulações, de sacramentismos, de liturgias e de muitos discursozinhos histéricos. Falsificam tudo, querendo por todos os motivos blasfemar do Batismo de Revelação, da comunicabilidade dos anjos, espíritos ou almas, cuja função, determinada por Deus, através do Cristo Planetário, é advertir, ilustrar e consolar.
É necessário muito cuidado com a leitura da Bíblia, porque além das coisas medíocres ensinadas naqueles dias, quando nem Jesus pôde dizer o quanto poderia dizer, acresce ainda o perigo das adulterações propositais, feitas durante os dias iniciais do catolicismo, e aquelas que os protestantes fazem agora, trocando palavras e sentidos, para satisfazer seus fanatismos sectários e seus fetichismos da letra morta, da blasfêmia contra o Sagrado Ministério do Consolador, da Revelação generalizada por Jesus Cristo.
"Quando ele subiu ao alto, levou cativo o cativeiro, deu dons aos homens" - Efésios, cap. 4. Esta Carta de Paulo é um hino de louvor à obra de Jesus Cristo; porque a função missionária de Jesus, que fora derramar do Espírito sobre a carne, tirando-a da orfandade, onde a metera o clericalismo levita e outros clericalismos, está plenamente exposta nesta Carta ou Epístola. Quem falara assim, que Jesus viria e prenderia a própria prisão, distribuindo dons aos homens, até mesmo os incrédulos, fora Davi (Salmos 68, 18). Leiam o nosso livro, intitulado LEI, GRAÇA E VERDADE, que muitas instruções contém. Sobre tais dons, leiam o que Paulo escreveu na Primeira Carta aos Coríntios, capítulo doze; e para cultivar tais dons, leiam sobre como os Apóstolos se reuniam, no capítulo quatorze da mesma Carta. Onde estiverem a Moral, o Amor, a Revelação, a Sabedoria e a Virtude, ali não estarão as simulações, os engodos e os discursozinhos falazes; ali estarão as lições dos anjos, espíritos ou almas, que funcionando como Mensageiria Divina, lembrarão os ensinos puros de Jesus Cristo (não os textos adulterados), e continuarão a ministrar ensinos, cumprindo as palavras de Jesus, (João, cap. 16).
"Palavra de Deus" - Efésios, cap. 6. Ninguém se iluda com os falsos conceitos do clericalismo dogmático, formalista e blasfemo do Sagrado Ministério da Revelação, quando interpretam por Palavra de Deus as letras adulteradas e os discursozinhos falazes e histéricos. Porque a Palavra de Deus era a Revelação, os ensinos dos anjos, espíritos ou almas, que vinham através dos Médiuns ou Profetas, e ao qual Ministério Revelador Jesus Cristo veio generalizar, derramar sobre toda a carne. Jesus tinha, como afirmou, as legiões de anjos ou Espíritos Mensageiros, subindo e descendo sobre Ele. Que função desempenhavam estas legiões espirituais? Que fizeram estas legiões no dia de Pentecostes? Que continuaram a fazer, depois, até ao tempo em que Roma truncou a ferro e a fogo o cultivo da Revelação, matando os seus cultivadores, sob a alegação de que era coisa de Belzebu? A Bíblia de Deus é a Criação, é o Sagrado Livro da Vida! Deus fala pelos Seus Mensageiros, através dos verdadeiros Médiuns ou Profetas! Sua Palavra é a Verdade, não são as letras mortas e corrompidas!
"Mas, sobre tudo isto, revesti-vos de caridade, que é o vínculo da perfeição" - Col. cap. 3. O Amor e a Revelação, a Lei e o Profetismo, representam os dois polos doutrinários da Bíblia. A comunicabilidade dos anjos, espíritos ou almas, constituindo o profetismo ativo, completa-se com o profetismo passivo dos instrumentos encarnados, que são os médiuns ou profetas. E ambos concitam ao Amor, à virtude estática que na Bondade se transforma em virtude dinâmica. Quem quiser encontrar o Homem Paradigma, o Homem Modelo, exemplo de Lei Viva e de Revelação Sem Medida, queira conhecer o Cristo. Mas o Cristo da Verdade, não o pretexto da idolatria e da conversa fiada, que é próprio dos clericalismos comercialistas. Porque no Cristo da Verdade este é o programa doutrinário: a - Um Pai Divino, Espírito e Verdade, Essência Universal, que em Si mesmo tudo engendra, sustenta e determina. Como afirmou Jesus, o Pai é Espírito e Verdade e assim quer que Seus filhos venham a ser. b - Uma Verdade Absoluta, constituída de tudo o que existe, o Criador e a Criação. Os espíritos evoluídos compreendem bem a questão de dentro para fora, enquanto os infantis vivem apalpando a Criação. Antes de encontrar o interior da Verdade, pensam, sentem, dizem e fazem asneiras a valer, mas pretendem ser mestres do próprio Deus. c - Um Cristo ou Divino Modelo, irmão apresentado pelo Pai como Paradigma, para que todos Nele se espelhem, para se realizarem interiormente. Enquanto a ignorância reina, enquanto a ignorância é o programa, pela falta de evolução e por causa da malícia, uns querem que Ele seja Deus, outros que especial, outros que unigênito, outros que primogênito, outros que perdoador de pecados, outros que amigo de adulações e de babujas, salvador de graça ou de favor, etc. d - Um Divino Ministério da Revelação, do Espírito Santo ou Consolador, Mensageiria Divina exercida pelos anjos, espíritos ou almas, cuja função é advertir, ilustrar e consolar as gentes, ensinando os caminhos da Lei de Deus. Quem quiser aprender bem sobre isto, pense em Jesus, que foi profetizado pelos anjos ou espíritos; que foi anunciado por Gabriel; que tinha os espíritos ou anjos subindo e descendo sobre Ele; que foi falar com Moisés e Elias e que depois da crucificação continuou a Se comunicar, inaugurando a Era da Revelação Generalizada. Porque o Cristo é a Síntese do Amor e da Revelação, é o Ponto de Chegada de todos. Um dia haverá unidade entre todos os Seus irmãos, Ele mesmo e o Pai Divino. Mas isto não será, antes que todos venham a imitar Aquele que é a Síntese do Amor e da Revelação. Por enquanto, o Cristo é apenas uma mercadoria vendável pelos clericalismos, e
bastante usada pelos imperialismos despóticos e sanguinários. Em matéria de Amor e de Revelação, a Terra é apenas um mundo miserável!
"Porque o Senhor é vingador de todas estas coisas” - I Tes. cap. 4. Embora transpirando o modo antigo de falar, bastante infantil, sobre ser Deus vingador, o capítulo quatro da Primeira Carta aos Tessalonicenses é de grande importância para os estudiosos. Primeiro - Se Deus pune, por Lei e Justiça e não por vingança, aos que procedem mal, em que Cristo é perdoador de pecados e salvador de graça ou de favor? Segundo - Que a Graça do Espírito Santo ou Consolador foi dada, não para confundir com a graça da libertação de graça ou de favor. Que aprendam todos a cultivar o batismo de Revelação, para consolação e outros aprendizados, sobre aquelas verdades que Jesus então não pôde ensinar, considerando o Cristo tal qual é, o Divino Modelo em Moral, Amor, Revelação, Sabedoria e Virtude. E que ninguém se fie em salvações de graça ou de favor, em absolvições de homens ignorantes e tribofeiros, que por serem blasfemos do Sagrado Ministério da Revelação generalizada pelo Cristo, em lugar de serem ministros de Deus são ministros dos abismos da subcrosta. Haja cultivo do Amor e da Revelação, conforme o Evangelho de Jesus Cristo, que foi a SUA VIDA DE EXEMPLOS, para não terem que clamar Senhor! Senhor! nos abismos, sem serem ouvidos... Por cima da Lei de Deus ninguém passará. Se um milhão de Cristos viesse ao mundo, todos diriam que são exemplificadores da Lei e não derrogadores da Lei! E Deus tudo retribui por leis básicas, que quer dizer automaticamente, e não por vingança. Já é hora de serem conhecidas outras verdades, para que certas infantilidades fiquem para trás.
"Não extingais o Espírito; não desprezeis as profecias; examinai, porém, tudo e abraçai o que é bom”ITes,5. Se fosse para extinguir o batismo de Revelação Generalizada, não teria vindo o Cristo para deixá-lo. A orfandade do povo seria tirada com o derrame de Revelação sobre a carne, coisa que todos podem compreender, que Jesus fez ou deixou no mundo, a partir do Pentecostes. Se Roma não tivesse crucificado o Cristo pela segunda vez, com o Pentecostes a funcionar até o presente como funcionou até trezentos e treze, em que grau de espiritualidade estaria a humanidade? Extinguir a Revelação foi o maior serviço de blasfêmia e de brutalização da humanidade que até ao presente alguém fez.
"Segunda Carta de Paulo aos Tessalonicenses". No capítulo dois desta Carta ou Epístola, Paulo fez a predição sobre a vinda da corrupção, que daria num homem que se julgaria "santidade infalível". Quem quiser encontrar o mesmo assunto, no Apocalipse, procure a começar do capítulo treze, o que tem número 666, que também tem a configuração da Besta. A corrupção foi prevista também por Pedro, quando advertiu que a porca lavada de novo se revolveria no lodaçal e o cão voltaria ao seu vômito.(...)
"De onde, apartando-se alguns, se entregaram a discursos vãos" - I Timóteo cap. 1. O Amor entre irmãos e a graça da Revelação é que devem ser muito respeitados. O mais tudo é pura questão de pormenores, de ciências, artes e filosofias, que bem colaboram quando bem aplicadas. Entretanto, os clericalismos tudo desviaram para o lado das pagodeiras, dos simulacros, do comercialismo pagão e dos discursozinhos falazes e histéricos. Um grande capítulo é este! Todos devem procurar as Verdades Centrais da Excelsa Doutrina; e bem pensarão, aqueles que souberem ser a parte de Deus Eterna, Perfeita e Imutável, restando pois a cada filho Seu realizar a sua, seguindo os Divinos Exemplos do Cristo, que para isso foi apresentado como sendo o Caminho, a Verdade e a Vida! Imitá-Lo é que é a Religião! O restante são xaropadas e comercialismos pagãos!
"Primeira Carta de Paulo a Timóteo, cap. 4." A Revelação, a comunicação dos anjos, espíritos ou almas, anunciara o que se daria nos últimos dias da Doutrina do Caminho, que foi com o ato de Constantino, fundando o catolicismo e decretando a blasfêmia contra o Sagrado Ministério da Revelação. Quem ler o capítulo encontrará o motivo da corrupção; que por imposição de legiões espirituais maléficas, tudo encaminhou às clerezias fazedoras de simulações, com proibição do matrimônio e muitos outros erros daí derivantes. É necessário ter cuidado com o emprego da palavra DEMÔNIO, que é grega e só quer dizer ESPÍRITO, não querendo dizer bom nem ruim, de Deus ou contra Deus; isto é, bem ou mal propositado. Esta palavra é usada pelos capciosos, que fazem da letra morta e da blasfêmia contra a Revelação o seu sectarismo, pelo fato de saberem que o povo, ignorante como é em sua maioria, nada sabe em matéria de discernimento, fazendo uma confusão muito grande, da qual confusão os bispos, pastores e reverendos tiram seus proveitos subalternos e capciosos.
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.