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Capítulo 23 de 48

O Velho Testamento

Estudo Da Bíblia

RESUMO DA HISTÓRIA DO POVO HEBREU A Palestina tem o território cortado pelo rio Jordão, tornando fértil seu vale; seu relevo é formado de colinas e montanhas de solo muito pobre e seco. As tribos dos semitas (descendentes de Sem, filho de Noé) chegam até a Terra de Canaã (assim chamada porque ali habitavam os cananeus) em 2000 aC e dedicam-se a atividades agrícolas e pastoris, disputando o domínio da região com os filisteus e cananeus. PATRIARCAS

Esta fase (e a história o povo hebreu propriamente dita) inicia-se com a liderança de Abraão, originário da Caldéia, que anunciava o Deus único, a nova cultura monoteísta que cimentaria a unidade dos hebreus. Depois dele vêm os patriarcas Isac e Jacó. Jacó será pai dos 12 filhos que, com suas 12 tribos, formarão a nação Israel. Em 1700 aC estabelecem-se no Egito, nesta época dominado pelos hicsos. Quando os hicsos são expulsos dali, os hebreus são reduzidos à escravidão até o ano de 1250 aC, quando acontece o Êxodo do povo hebreu, liderado por Moisés* que, durante a caminhada, no Monte Sinai, receberá de Deus a Sua Lei, os Dez Mandamentos. Com a liderança de Josué chegam à Palestina (entram por Jericó) e iniciam a luta pela reconquista da terra. Para isso é necessária a centralização política, vem o período de JUÍZES Esses líderes temporários enfrentaram os guerreiros filisteus que ocupavam o litoral. Destacaram-se entre eles: Gideão, Sansão, Gefté e Samuel**. Samuel buscou pôr fim às divergências tribais, o que se concretizou com seu sucessor, no período dos REIS O primeiro deles foi Saul, da tribo de Benjamim, que, vendo-se vencido, suicida-se caindo em cima de sua espada. No século XI aC Davi reverte o quadro militar e vence os inimigos, tornando o Estado israelita forte e saudável, aumentando suas fronteiras, tendo sua capital em Jerusalém. No século X, o Reino Hebraico conhece o seu apogeu nas mãos de Salomão, que chegou a controlar as grandes rotas terrestres do comércio oriental. Seu sucessor, dentre tantos filhos, Roboão, lutará contra Jeroboão, sucessor profetizado, e acontece então o CISMA Divide-se o Reino em duas partes: Ao Norte ficarão as 10 tribos lideradas por Jeroboão, no Reino de Israel, capital Samaria. Ao Sul, 2 tribos lideradas por Roboão formarão o Reino de Judá, capital Jerusalém. Após a morte de Salomão seguiu-se uma guerra civil sangrenta, e a nação dividiu-se em Israel ao norte e Judá ao Sul. Elas caíram na idolatria e no pecado, e Deus suscitou profetas – homens que declaravam a vontade do Senhor ao seu povo – para chamá-los ao arrependimento. Ambas as nações ignoraram as advertências dos profetas, e finalmente os inimigos destruíram ambas (Israel foi destruída pela Assíria em 723 aC e Judá pela Babilônia em 586 aC. Os seus dirigentes foram tomados cativos e enviados ao exílio). Mais tarde, muitos descendentes dos exilados regressaram à Palestina. Um grupo retornou em 538 aC e reconstruiu o templo; outro voltou em 444 aC e reconstruiu os muros de Jerusalém sob a liderança de Esdras e Neemias. Israel voltou à velha prática do pecado e da indiferença; e com o término do Período do Antigo Testamento, ouvimos a voz do profeta Malaquias condenando os caminhos pecaminosos do povo.

Escrito em aramaico, hebraico e grego, relata a história do povo hebreu num período de quase 2000 anos, sua formação, sua destinação, o cultivo dos Dons em seu seio, a ação de Deus sobre os homens.

Os livros do Velho Testamento dividem-se em: 1 – PENTATEUCO: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio, são os cinco primeiros livros. Somente para a palavra Deus apresentam os vocábulos Iave, Elohim, Eloah (poético), Adonai (Senhor), Saddai (Onipotente), Elion (Altíssimo). Foram escritos por Moisés, que se valeu de amanuenses. 1-a Gênesis Relata as origens do Universo e do gênero humano até a formação do povo de Israel e a estada no Egito. É no capítulo 4 que aparece pela primeira vez o nome de Enoch* (e também no capítulo 5), apesar de que apenas em Hebreus 11, 5 ficamos sabendo que desencarnou sem deixar corpo e em Judas, 1, 14 aprendemos que o Senhor veio entre suas santas miríades. 1-b Êxodo Conta a saída dos israelitas do Egito, conduzidos por Moisés* que, aos pés do Monte Sinai recebe de Deus os Dez Mandamentos. O povo faz o pacto.

SOBRE MOISÉS (do livro “Pelos Caminhos da Bíblia”) Além disso, para explicar as crenças religiosas de Moisés, muitos observadores conjeturam que os sacerdotes descontentes da corte de Akhenaton podem ter formado seu próprio culto e Moisés pode ter assimilado as ideias deles. Finalmente, Moisés gaguejava porque não falava hebraico e, por isso, precisava de seu irmão Aarão como tradutor. “Nem por isso a Bíblia é menos verdadeira, explicara-me Lucy Plitman, professora da Universidade de Tel-Aviv e defensora desta teoria. “Pelo contrário, isso a torna mais ainda plausível. “Quero usar o ceticismo para chegar à verdade”. Os comentadores tradicionais não aceitam este ponto de vista. Para eles, Moisés desfrutou de uma posição extraordinária por ser uma pessoa extraordinária. Citando uma frase na qual o Senhor diz a Moisés: “Faço de ti como um deus para o faraó”, Philo, o escritor judeu do século 1 a. C., escreveu o seguinte: “Não é verdade que Moisés desfruta uma parceria maior com o Criador de todas as coisas ao ser considerado digno de ser chamado da mesma maneira que Ele?” Moisés, em sua opinião, “foi o maior de todos os homens e o mais perfeito que jamais existiu”.

Moisés desce da montanha com as tábuas e não percebe que a pele de seu rosto resplandece, irradiando luz. Como a palavra significando radiante, karan, é semelhante à que significa chifre, keren, ela foi traduzida de maneira errada na Vulgata latina, onde consta que o rosto de Moisés estava encimado por chifres, o que levou à imagem incorreta da estátua do Moisés de Michelangelo representado com dois chifres de bode. Seja como for, o rosto resplandecente de Moisés intimida os israelitas e a passagem pelo Monte Sinai termina com Moisés colocando um véu sobre a face, escondendo-a de seu povo. O véu é uma metáfora adequada para essa série de capítulos, pois parece resumir a mudança de condição que ocorre no Monte Sinai: quando Moisés fala diretamente com Deus, ele retira o véu; quando fala com o povo, ele o põe de volta. Moisés tornou-se um intermediário – não mais mundano nem inteiramente divino. Neste aspecto, ele é como a própria montanha, uma ponte entre o povo e Deus, um corpo terreno impregnado de luz.

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.