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Capítulo 33 de 48

O Novo Testamento - Evangelhos — parte 2 de 3

Estudo Da Bíblia

O Novo Testamento inicia-se com o nascimento de Jesus. Herodes, o Grande, era rei, mas seu governo aproximava-se do fim. Os últimos anos de seu reinado foram cheios de conspiração e contra conspiração enquanto os membros de sua família disputava o poder. Poucos antes do nascimento de Jesus ele havia executado os dois filhos que tivera com Mariana. Outro filho, Antípatro, conspirou contra Herodes e foi executado apenas cinco dias antes da morte do pai, no ano 4 aC. Para os romanos Herodes foi um rei vassalo digno de confiança e capaz, mas para os judeus ele foi um tirano egoísta. Sucederam-no seus filhos. Arquelau (4aC - 6 dC) governou na Judéia. O menos estimado dos filhos de Herodes, ele foi cruel e despótico. As queixas dos Judeus contra ele finalmente o levaram ao exílio. Herodes Antipas (4 aC - 39 dC) foi nomeado tetrarca da Galiléia e da Peréia. Este orgulhoso e hábil governante foi menos brutal que Arquelau, mas assassinou João Batista que denunciara seu casamento com Herodias. Favorecido pelo imperador romano Tibério (14 - 37 dC), foi exilado no ano 39 dC por ordem de Calígula (37 - 41 dC). Filipe (4 aC - 34 dC), terceiro filho de Herodes, foi tetrarca das regiões da Ituréia e Traconites (Lc 3.1). Filipe parece ter sido um governante relativamente justo e benevolente. Sua capital era Cesaréia de Filipe (Mt 16.13; Mc 8.27), e as moedas que ele cunhou foram as primeiras moedas judaicas a trazer a efígie humana (a de Augusto ou de Tibério). Morreu no ano 34 dC e seu território foi afinal acrescentado ao de Herodes Agripa I. Após o exílio de Arquelau, sua tetrarquia (Judéia, Samaria e Iduméia) foi governada por procuradores romanos (6 - 41 dC) Quirino, governador da Síria, chegou à Judéia no ano 6 dC a fim de alistar o povo para efeitos de tributação. Este ato provocou os patriotas da Judéia, mas as autoridades judaicas os acalmaram por algum tempo. Contudo, Judas, o galileu, liderou o povo na revolta contra os romanos e contra Herodes. Logo foi morto (At 5.37) é possível que seus seguidores constituíssem o partido dos Zelotes (Lc 6.15; At 1.13). Herodes Agripa I alcançou a proeminência em 37-44 dC e despojou os procuradores de seus poderes. Como herdeiro da família dos macabeus, ou asmoneus, e em virtude de sua observância da Lei, ele era estimado entre os fariseus. Esta estima ou popularidade era por sua hostilidade aos cristãos (At 12). Morreu repentinamente no ano de 44 dC, e seu reino voltou a ser governado pelos procuradores. As condições pioraram sob os procuradores até que precipitaram a rebelião judaica contra o governo romano em 66-70 dC. Fadus (44-46 dC), Alexandre (46-48 dC), Cumanus (48-52 dC), Félix (52-60 dC) francamente hostil aos judeus, Festo (60-62 dC) (morreu durante seu mandato, e em Jerusalém a anarquia predominou por completo. Foi nessa ocasião que mataram Tiago, irmão de Jesus), Albino (62-64 dC), Floro ( 64-66 dC) (saqueava cidades inteiras. Permitia aos ladrões que pagassem suborno para o livre exercício de sua profissão. Por conseguinte, a nação judaica caiu numa situação intolerável). Desde 68 até 70 dC eles travaram uma guerra heróica que terminou em trágica derrota em 70 dC, quando a cidade e o templo foram invadidos e destruídos.

Sobre os Evangelhos e os evangelistas A palavra "Evangelho" vem do grego "evangélion", que quer dizer "Boa Notícia". Para os apóstolos era "aquilo que Jesus fez e disse"(At 1,1). É a força renovadora do mundo e do homem. A Igreja reconhece como canônicos (inspirados por Deus) os quatro Evangelhos: Mateus, Marcos, Lucas e João. Os três primeiros são chamados de "sinóticos" porque podem ser lidos em paralelo, já o de João é bastante diferente. Existem também evangelhos apócrifos que a Igreja não reconheceu como Palavra de Deus. São os de Tomé, de Tiago, de Nicodemos, de Pedro, os Evangelhos da Infância, etc. Eles contém verdades históricas junto narrações fantasiosas e heresias. Os evangelhos são simbolizados pelos animais descritos em Ez 1,10 e Ap 4,6-8: o leão (Marcos), o touro (Lucas), o homem (Mateus), a águia (João). Foi a Tradição da Igreja nos séculos II a IV que tomou esta simbologia tendo em vista o início de cada evangelho. Mateus começa apresentando a genealogia de Jesus (homem); Marcos tem início com João no deserto, que é tido como morada do leão; Lucas começa com Zacarias a sacrificar no Templo um touro, e João começa com o Verbo eterno que das alturas desce como uma águia para se encarnar. Jesus pregou do ano 27 a 30 sem nada deixar escrito, mas garantiu aos Apóstolos na última Ceia, que o Espírito Santo os faria "relembrar todas as coisas" (Jo14, 25) e lhes "ensinaria toda a verdade" (Jo 16,13). Desta promessa, e com esta certeza, a Igreja que nasceu com Pedro e os Apóstolos, sabe que nunca errou o caminho da salvação. De 20 a 30 anos após a morte de Jesus os Apóstolos sentiram a necessidade de escrever o que pregaram durante esses anos, para que as demais comunidades fora da Terra Santa pudessem conhecer a mensagem de Jesus.

É sabido que os Quatro Evangelhos, ou versões, de Jerônimo, constituem a condensação de mais de duzentos manuscritos, e, com inclinação à Igreja Católica Apostólica Romana, fundada em 325, por Constantino... Contém erros

e falhas da parte dos escritores, que foram apenas homens... E contém erros e inclinações propositalmente deturpadas, porque foi feita para servir ao Império Romano... Mas, lembrem-se, apesar de todos os erros e de todas as deturpações, é um grandioso testemunho da Lei de Deus, da Divina Modelagem de Jesus Cristo, e da comunicabilidade dos anjos, espíritos ou almas... Lembrem-se de que as palavras anjo, espírito e alma querem dizer a mesma coisa, e que outra qualquer interpretação é burrice... Sempre surgiram, na História das Grandes Revelações, aqueles interesses humanos, que foram torcendo a VERDADE DOUTRINÁRIA para o seu lado, ou em benefício de seus exploradores... Espíritos de erro, encontrando acesso em pessoas erradas, têm inventado contradições tremendas e repugnantes sobre Jesus – profecias, nascimento, corpo, feitos mediúnicos, desencarnação e ressurreição, Batismo de Espírito, etc. A Verdade está nos Livros constituintes do Novo Testamento, e os fatos provarão assim. (Que Fizeste do Batismo do Espírito Santo?) *** O Evangelho de Mateus –[ Mateus era cobrador de impostos que, com um banquete, se despede do antigo modo de vida e segue Jesus. Outros chamam-no de Levi. Está em Mateus, 24 e 25 o Sermão Profético de Jesus] é o primeiro que foi escrito, em Israel e em aramaico, por volta do ano 50. Serviu de modelo para Marcos e Lucas. O texto de Mateus foi traduzido para o grego, tendo em vista que o mundo romano da época falava o grego. O texto aramaico de Mateus se perdeu. Já no ano 130, Pápias, da Frígia, fala deste texto. Também Irineu (†200), que foi discípulo de Policarpo, que por sua vez foi discípulo de João Evangelista, fala do Evangelho de Mateus, no século II. Comprova-se aí a historicidade do Evangelho de Mateus. Ele escreveu para os judeus de sua terra, convertidos ao cristianismo. Era o único dos apóstolos habituado à arte de escrever, a calcular e a narrar os fatos. Compreende-se que os próprios Apóstolos do tenham escolhido para esta tarefa. O objetivo da narração foi mostrar aos judeus que Jesus era o Messias anunciado pelos profetas, por isso, cita muitas vezes o Antigo Testamento e as profecias sobre o Messias. Como disse Renan, o evangelho de Mateus tornou-se "o livro mais importante da história universal".

O Evangelho de Marcos - Marcos foi colaborador de Pedro e Paulo na Pregação. Era também chamado de João Marcos (em Atos 13, 5 é chamado apenas de João). Trabalhou na pregação no Egito.Marcos não foi apóstolo, mas discípulo deles, especialmente de Pedro, que o chama de filho (1Pe 5,13). Foi também companheiro de Paulo na primeira viagem missionária (At 13,5; Cl 4, 10; 2Tm 4,11). O testemunho mais antigo sobre a autoria do segundo evangelho, é dado pelo famoso Pápias de Hierápolis, na Ásia Menor (†135).

O Evangelho de Lucas - Lucas não era judeu como Mateus e Marcos (isto é interessante!), mas pagão de Antioquia da Síria (Cl 4, 10-14). Era culto e médico. Ligou-se profundamente a Paulo e o acompanhou em trechos da segunda e terceira viagem missionária do apóstolo (At 16, 10-37; 20,5-21). No ano de 60 foi para Roma com Paulo (At 27,1-28) e ficou com ele durante o seu primeiro cativeiro (Cl 4, 14; Fm 24) e acompanhou Paulo no segundo cativeiro (2Tm 4,11). O texto foi escrito em grego, numa linguagem culta e há uma afinidade com a linguagem e a doutrina de Paulo. foi escrito por volta do ano 70. Como escreveu para os pagãos convertidos ao cristianismo, não se preocupou com o que só interessava aos judeus. Usou os depoimentos dos que conviveram com Jesus, inclusive os de Mamãe Maria. Seus escritos não têm nenhuma palavra em aramaico. Escreveu os Atos dos Apóstolos em continuação ao Evangelho, antes de ser preso em 63.

Mateus mostra um Jesus como Mestre notável por seus sermões - o novo Moisés, Marcos o apresenta como o herói admirável (o Leão da tribo de Judá - Ap 5,5), Lucas se detém mais nos traços delicados e misericordiosos da alma de Jesus. É o evangelho da salvação e da misericórdia. É também o evangelho do Espírito Santo e da oração. E não deixa de ser também o evangelho da pobreza e da alegria dos pequenos e humildes que colocam a confiança toda em Deus.

O Evangelho de João - João era filho de Zebedeu e Salomé (cf. Mc 15,40) e irmão de Tiago maior (cf. Mc 1, 16-20). Testemunhou tudo o que narrou, com profundo conhecimento. É o "discípulo que Jesus amava" (Jo 21,40). Este evangelho foi escrito entre os anos 95 e 100 dC., provavelmente em Éfeso onde João residia. João, discípulo amado, foi discípulo de João Batista. É o único que menciona que os feitos de Jesus têm cunho missionário. João não quis repetir o que os três primeiros evangelhos já tinham narrado. Escreveu um evangelho profundamente meditado e teológico, mais do que histórico como os outros. Contudo, não cedeu a ficções ou fantasias sobre o Mestre, mostrando inclusive dados que os outros evangelhos não têm. Apresentando essa doutrina, ele quis fortalecer os cristãos contra as primeiras heresias que já surgiam, especialmente o gnosticismo que negava a verdadeira encarnação do Verbo. Cerinto e Ebion negavam a divindade de Jesus, ensinando a heresia segundo a qual o Espírito Santo descera sobre Jesus no batismo, mas o deixara na Paixão. É um evangelho profundamente importante para a teologia dogmática e sacramental especialmente. ______________________________________________________________________________

"Se o sal perder a força, com que outra coisa se há de salgar?" - Lucas, cap. 14. O verdadeiro sal, aqui, é a Doutrina Pura. E devemos dizer, então, que há muito tempo vivem temperando com sal falsificado! E o resultado está perante todos, porque em lugar de se espiritualizar a humanidade, tudo se materializou, tudo se brutalizou, tudo se encaminhou ao mais desenfreado sensualismo. Se a Doutrina do Pentecostes, edificada sobre a Revelação, tivesse ficado, até as crianças de cinco anos já saberiam das grandes coisas de Deus e de Suas leis, estando preparadas para serem adultos conscientes de seus deveres. A Terra já não seria um mundo de guerras, pestes, fomes, porque estaria cristianizada. (O Novo Testamento Dos Espíritas)

"O sermão profético" - Marcos, cap. 13. Quem andou entendendo mal, por certo já não escreveu direito; e o restante da trapalheira, surgiu mais tarde, com os malabarismos que andaram fazendo nas letras. Jesus sabia que a Excelsa Doutrina seria corrompida e que seria necessário restaurá-la, nas bases do Pentecostes. E proferiu o Sermão Profético, sobre o fim do ciclo e as terríveis comoções. Tudo isso até o ano de dois mil e cinquenta, que é o tempo de começar a Nova Era. E com o Caminho do Senhor reposto no lugar, teremos um ciclo mais longo, até o ano de seis mil, quando haverá uma nova, porém menos violenta comoção, para depois entrar em outra Nova Era. E assim por diante, até que a Terra seja aquela Jerusalém Eterna, prevista no Apocalipse. Andaram enchendo as letras de adulterações e absurdos. Cumpre a cada um fazer a sua análise, procurando a lógica de Deus em todos os casos e para todos os efeitos. Porque absurdos humanos não abalam a Deus! Tudo seguirá o rumo certo, e cada um que aprenda com Deus, em lugar de querer ensiná-Lo! (O Novo Testamento Dos Espíritas)

Quanto aos que participavam deste momento histórico: A Lei, entretanto, registrava os fatos. A cada um estava sendo marcada, para efeito de responsabilidade, nos registros íntimos, a função do momento. Alguns se aureolavam com as luzes do Amor e do Saber; outros, entretanto, faziam-se vítimas de si mesmos, tomando parte na chacina que as trevas promoviam em louvor dos abismos. Se em todos os tempos houve quem cometesse crimes contra a Virtude, certo é que nos dias do desabrochamento cristão tais práticas ganharam foros de galhardia em favor do Céu. Perseguir e matar aos que falavam em Jesus e viviam tendo contato com os chamados mortos era bem servir aos altos interesses de Deus, mesmo que a Lei fosse vinda pela Revelação e que ordenasse não matar. A concepção trevosa do homem podia estar adiante da maior advertência que jamais o Céu enviara aos homens. Que poder conseguiria ter a Lei, naqueles dias, perante homens que somente conheciam e se curvavam diante dos rituais e dos manejos inventados pelos homens? Deus quer assim? Mas quem é Deus diante do imperador e dos padres vendedores de salamaleques pagãos?! Acaso saberia Deus, mais do que pretendiam saber os políticos e os senhores dos templos? Tinha alguém certeza, de não mancomunar o Criador com as batoteiras de Suas criaturas inconscientes? E, se bem seja verdade constrangedora o fato de ainda viver a humanidade mergulhada nos mesmos chavascais ronceiros e revéis a Lei, o exato é que as coisas assim foram rompendo através dos dias, até que ao findar o primeiro quartel do século quatro, já finava por todas as partes, nas voltas do Mediterrâneo, sobre os impulsos romanos, a Graça e a Verdade trazidas pelo Cristo. A grande eclosão mediúnica do Pentecostes, que os primitivos discípulos faziam questão de estender pelo mundo a fora, até as extremidades da Terra, teve fim precisamente onde o catolicismo romano teve começo. Iniciada a vigência de Constantino, caducou a vigência do batismo de espírito. Foram dias de treva, de conturbação na crosta e de agonia nas esferas espirituais; o martírio de Jesus e de milhares de abnegados da Verdade ficou soterrado sobre os impactos imperialistas do novo imperador e de sua linha política. Onde se encontrassem cultores do mediunismo, ali haveria a reação da novel Inquisição; a glória do Pentecostes se transformara no vinco denunciador, dos que deveriam morrer em benefício do sadismo imperialista. Trevas desceriam sobre a Humanidade, nuvens negras envolveriam o mundo! O Profeta havia dito, importava acontecer: “Eis a que vem os dias, diz o Senhor, e enviarei fome sobre a Terra: não fome de pão, nem sede de água, mas de ouvir a palavra do Senhor. E eles se comoverão desde um mar até outro mar, e desde o aquilão até o oriente; eles andarão por toda parte buscando a palavra do Senhor e não a encontrarão” – Amós , cap. 8. A palavra do Senhor jamais foi a letra; ela sempre foi a Revelação. Com o advento do Cristo, a Graça e a Verdade, que viviam no círculo das Fraternidades Esotéricas, foram entregues a toda carne. Do Cenáculo Essênio, Jesus transplantou a Revelação para meio da rua, e dali para o Pentecostes, da onde que teria que grassar pela Terra a fora. Surgindo a corrupção, seca, a Fonte Informativa e a treva começa a ter o seu reinado estabelecido. Foram séculos de idolatrias, de mercâncias vergonhosas, de negociatas entre os usurpadores do Nome de Deus e do Seu Cristo. Um pouco de cleresia levítica, um pouco de paramentações jupiterianas e bastante força imperialista; eis a nova ordem imposta no lugar do batismo de espírito. Nada de documentos, nada de informes básicos. Ninguém teria direito a ler e a se informar. Tudo adstrito aos rituais e aos salamaleques, que deveriam render ao Império a sujeição e o dinheiro dos reis e dos povos. E para quem quisesse dizer inversamente, procurando livros, ou a própria Revelação às ocultas, teria sobre si a chama das indefectíveis fogueiras. Assim findou o batismo de espírito, motivo de assim ter

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