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Capítulo 39 de 48
O Livro Dos Atos Dos Apóstolos — parte 2 de 2
Estudo Da Bíblia
O trabalho de Paulo Paulo se torna um grande apóstolo, com missões pelas regiões orientais do mundo romano, mais precisamente pela Ásia Menor, Grécia e Macedônia, culminando com a sua prisão e julgamento quando retorna para Jerusalém e, finalmente, fala sobre sua viagem para Roma. Há, portanto, uma divisão em dois períodos: I. O período das missões locais, com Jerusalém como o centro. A obra centraliza-se principalmente na Palestina entre os judeus, sendo o apóstolo Pedro a figura preeminente. Pode-se dizer que do começo até o verso 25 do capítulo 12, o Livro de Atos dá um enfoque maior ao ministério de Pedro, que pregou corajosamente e realizou muitos milagres, relatando, em síntese, o estabelecimento e a expansão das reuniões mediúnicas pelas regiões da Judéia e de Samaria, seguindo para alguns países da Ásia Menor. II. O período das missões estrangeiras. O centro de operações, inicialmente em Jerusalém, é transferido pouco depois para Antioquia da Síria. Já a outra metade da obra centraliza-se mais no ministério de Paulo (do capítulo 13 ao final) e poderia ser subdividido em seis partes: 1. A primeira viagem missionária liderada por Paulo e Barnabé; 2. Reunião de Jerusalém, Paulo e os Apóstolos discutem sobre os gentios; 3. A segunda viagem missionária de Paulo, em que o Evangelho é levado à Europa; 4. A terceira viagem missionária; 5. O julgamento de Paulo; 6. A viagem de Paulo a Roma. Importante destacar que no livro de Atos é narrada a rejeição contínua do Evangelho pela maioria dos judeus, o que levou à proclamação das Boas Novas aos povos gentios, principalmente por Paulo.
Viagens evangelizadoras de Paulo. (13:121:26), entre 48 e 50 dC Primeira viagem: A Chipre, Ásia Menor, pregando tanto em sinagogas aos judeus quanto aos gentios. Paulo e Barnabé com ênfase dão testemunho em público e nas sinagogas; expulsos de Antioquia; atacados por turba em Icônio; em Listra, primeiro tratados como deuses, depois Paulo é apedrejado. Questão da circuncisão (*) decidida pelo corpo governante em Jerusalém; Paulo e Barnabé designados para informar os irmãos das decisões de Paulo.
(*) Reunião de Jerusalém A notícia de conversão dos gentios gerou impactos dentre os seguidores do Caminho, visto que alguns judeus da seita dos fariseus impunham a circuncisão aos novos cristãos. Tendo Paulo se reunido em Jerusalém, com a presença dos apóstolos, ficou decidido que os gentios convertidos não deveriam ser incomodados com a observância de detalhes da lei mosaica, mas apenas que se abstivessem da idolatria, das relações sexuais ilícitas, da carne de animais sufocados e do sangue.
Segunda viagem, com Paulo e Silas – depois Timóteo, que ocorre entre os anos de 51 a 53 da era comum: depois de percorrer por terra algumas regiões da Ásia Menor, Paulo recebe pela vidência um aviso para atravessar para a Europa e pregar nas cidades da Macedônia e da Acaia. Encarcerados em Filipos, o carcereiro e sua família são batizados; judeus instigam dificuldades em Tessalônica e Beréia; em Atenas, Paulo prega na sinagoga, na feira, daí no Areópago; ministério de 18 meses em Corinto. Em Filipos, Paulo é preso após ter libertado de uma possessão demoníaca uma escrava que fazia adivinhações, porém é milagrosamente libertado à noite através de um terremoto. Na cidade de Atenas, Paulo faz um discurso no Areópago, na colina de Marte, mas poucos se convertem. É na cidades de Corinto que Paulo funda uma importante reunião de seguidores, onde se cultivam os Dons. Lá é ajudado por um casal de judeus, Áquila e Priscila que também lhe ajudam até Éfeso. De Éfeso, Paulo navega então para Cesaréia, apresentando-se em seguida para o agrupamento de “caminheiros” de Jerusalém.
Terceira viagem, entre os anos de 54 a 57: Ásia Menor, Grécia. Nesta expedição, Paulo dá mais atenção às reuniões mediúnicas e doutrinárias de Éfeso, onde acontecem milagres, e o apóstolo sofre a oposição dos ourives que lucravam fabricando imagens da deusa Diana (mitologia), provocando um grande tumulto na cidade. Após à confusão, Paulo segue para a Macedônia e Acaia onde visita as suas reuniões doutrinárias. De volta à Ásia, Paulo reúne-se com a turma de frequentadores da cidade de Trôade, ocasião em que é presenciado um milagre de ressurreição de um jovem que havía despencado da janela do terceiro andar ao adormecer durante o prolongado discurso proferido por Paulo. Deixando Mileto, Paulo passa por Tiro e Cesaréia, indo novamente apresentar-se em Jerusalém, sabendo que lá iria ser preso.
Paulo é preso, dá testemunho a autoridades, é levado a Roma. (21:2728:31)
Paulo é detido pelos judeus quando se encontrava no templo.Devido à confusão que foi formada na ocasião da prisão de Paulo, as autoridades romanas em Jerusalém intervieram, evitando que o apóstolo fosse morto. Invocando sua cidadania romana, Paulo obtém algumas proteções enquanto permanecia em custódia aguardando julgamento, o que motivou a sua transferência para Cesaréia, sob os cuidados de Félix, governador da Judéia, perante o qual foi acusado pelos judeus de ter causado inquietação política e profanação do templo. Com dificuldades para decidir sobre o caso de Paulo, Félix o mantém em custódia por dois anos até ser substituído por Festo que, ao fazer um acordo com os judeus, promete encaminhar o apóstolo para ser julgado em Jerusalém. Não concordando que o seu julgamento fosse realizado em Jerusalém, Paulo interpõe um apelo para impedir tal determinação e, devido ao seu requerimento, consegue pelas leis romanas que o seu caso fosse apreciado pelo imperador em Roma. Isto porque a legislação da época permitia que um cidadão romano que não se sentisse tratado com justiça pudesse apelar para o imperador nos casos em que a pessoa jamais tivesse sido condenada por um tribunal inferior e a acusação não se tratasse de crimes comuns. Na viagem de Paulo a Roma, entre os anos de 59 e 60, o apóstolo atua como um grandioso doutrinador junto aos criminosos que estavam sendo transportados no navio. Foram surpreendidos por um forte tufão quando navegavam pelo lado sul da ilha de Creta, vindo a naufragar em Malta, onde Paulo permaneceu por três meses em terra curando os enfermos da ilha. Em Malta, tem-se o relato de mais um milagre ocorrido quando Paulo é picado por uma serpente e sobrevive sem sentir nenhum efeito do veneno da víbora. Depois disto, Paulo chega a Roma sendo muito bem recebido na cidade onde passa a aguardar o seu julgamento em custódia domiciliar, por dois anos, pagando por sua própria conta o aluguel de uma residência. Ali recebe vários judeus e lhes anuncia o Evangelho, entre os quais alguns crêem e outros não.
“De resto tenho a dizer que cada um compreendia como podia, tendo havido as divergências concepcionais mais avançadas, não só em torno do fator Espírito Santo, como também de todos os ensinos do Cristo. O reino do céu, por exemplo, apesar de repetir Jesus de contínuo, ser de ordem interna a cada um, era aguardado por muitos para daí a dias, por meio da vinda de Jesus, ou por intermediário de um tremendo cataclismo que acabaria com o planeta. E Jesus jamais disse coisa que se parecesse com tais extremos de ficção.” “Quem quiser ficar com Paulo, fique; quem quiser ficar com outros Apóstolos, fique. Não haverá jamais revelação de interplanos, porém, sem que haja espíritos desencarnados, mediunidades e espíritos encarnados. Por Um Espírito Santo que seja pessoal, terça parte de Deus, ninguém espere, porque disso não há com Deus. Deus é em Si Uno, havendo de Si tudo manifesto, sem trindade alguma, principalmente de ordem especial, para favorecer peçonhas clericais, que sempre surgiram no mundo, à revelia dos fundamentos revelados.” “E ficou nisso o grande Apóstolo? Não. Havendo especificado as faculdades, disse em seguida do modo de reunir para cultivá-las. Com o Batismo de Espírito Santo reformado, foi por Jesus Cristo o conteúdo espiritualista do mundo, que até então prevalecia em base idólatra, ritualística, em ofertas de carnes, de uma pagodeira sem fim e repugnante. Pelo Cristo, convidado foi o homem para a sabedoria em Espírito e Verdade; e não para a crença em superstições, em adorações através de assassinatos de inofensivos animais. Também o falso, o imundo conceito de privilégio racial foi pelo Cristo posto de pernas para o ar. Cristo veio, com o Seu Amor e a Sua Sabedoria Universal, estabelecer no mundo das formas densas, por meio do mediunismo, o curso de conhecimento do ser. E não adianta digam os fanáticos de crenças estas ou aquelas, ou aqueles que pretendem tomar revelações intermediárias como sendo toda a Verdade Revelada, que o Cristo tenha sido apenas mais um revelador, sem mais autoridade que qualquer outro antes vindo. Isso prova, apenas, desconhecimento do que seja a Organização Diretora do Planeta. E prova, também, que essa gente só tem contato com seres astrais de ínfima categoria hierárquica, seres que da carne partiram fanatizados, e que nas esferas inferiores do astral, continuam no mesmo inferiorismo, a propalar os mesmos divisionismos, as mesmas mediocridades, os mesmos erros. Não basta, pois, que se tenha contato com agentes do mundo astral; preciso se faz buscar sempre o melhor. Os espaços sempre estiveram cheios de espíritos; como, porém, não há promiscuidade, mas sim planos inferiores, intermediários e superiores, que ligados são pelas leis de relação e progressividade, o notável é se procure, pela melhoria vibratória, manter contato com os melhores planos.” “Como Paulo de Tarso ensinou a cultivar os dons, cumpre dizer o que se disse, para evitar que o mediunismo se dê culto degradante. Como ensinou ele, assim faziam os do Colégio Apostolar, pois houve Apóstolos que em seguida à crucificação do Mestre, volveram ao estado de trabalho e práticas religiosas semi-cristãs, semilevíticas. Cumpre salientar também que até a corrupção, vinda depois da vitória de Constantino, o Cristianismo assim não se chamava, e sim “Caminho do Senhor”. Foi no quarto século que a corrupção ocorreu e também a troca de nome ou designação.” “Não vou citar o texto, através do qual o Apóstolo Paulo ensina como realizar o culto do mediunismo; quem quiser saber, busque ler com atenção o que escreveu então, no capítulo quatorze da mesma primeira carta aos Corintos, versos de vinte e dois a trinta e três (I Ep. Corintos, cap. 14, vs. 22 a 33).” (Osvaldo Polidoro
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.