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Capítulo 25 de 48
Sobre Elias
Estudo Da Bíblia
Após o desencarne de Salomão (em 931 aC), o reino hebreu dividiu-se em duas partes, Reino de Israel (10 tribos, ao norte, capital Samaria) e Reino de Judá (2 tribos, ao sul, capital Jerusalém). Por motivos comerciais, os sírios bíblicos (arameus) vinham se infiltrando na região de Samaria. O rei Onri, de Israel, fez uma sólida aliança com os fenícios, temendo invasões. Tal aliança foi selada pelo casamento da filha do rei de Tiro, a voluntariosa Jezabel, com o herdeiro de Onri, seu filho Acab. Tal foi a contribuição de Jezabel para os negócios do reino durante o reinado do 19 anos do reinado de seu marido, que seu nome ainda hoje é lembrado como sinônimo de mulher imoral. O pai de Jezabel era sacerdote de Astarté, a deusa fenícia, e ela criou-se nesta atmosfera ritualística, devotada adoradora de Baal. Exerceu uma notável ascendência sobre o marido, influenciando-o em política e tendo palavra decisiva em religião: o culto de Baal difunde-se e quem segue o verdadeiro Deus é perseguido, sendo os sacerdotes mortos. Um desrespeito tão chocante pelos costumes israelitas não podia passar sem defesa, e ambos, Acabe e Jezabel, viram-se diante de Elias, o tisbita. Elias é o homem que está, por Deus, presente para dar fim a essa situação. É profeta de estilo de vida ascético, eremita. A iconografia tradicional retrata-o coberto de peles, ou com uma capa branca sobre uma túnica escura. Seu nome significa “Meu Deus é Iavé”. Sua tarefa: restaurar a tradição, pôr termo ao sincretismo, iconoclasta por essência. Seu carisma é claro e potente: segundo Ricciotti – em História de Israel, “Aquilo que ele, o profeta, diz em vista de sua missão, é Deus quem o diz; este substitui Aquele e ambos, Quem envia e quem foi enviado, na prática são a mesma coisa. Mesmo enquanto indivíduo, o profeta vive em relação muito íntima com Deus, chegando quase a despirse da sua personalidade: Deus e a sua missão o conquistaram a tal ponto que ele realiza ações consideradas indecorosas e inconvenientes pela maioria dos homens”. Seus feitos podem ser lidos na Bíblia, nos livros I e II de Reis, no Velho Testamento. Testemunham gloriosamente o uso nobre e santo dos dons mediúnicos que, produzindo sinais e prodígios, atestam à humanidade da época (e até hoje) a onipotência de Deus. Quando o número de judeus diminuíra demais (pela perseguição e dispersão), Elias anuncia, como punição divina, uma grande seca e, quando ela tem início, ele instala-se ao lado de uma torrente, aonde corvos levam-lhe pão e carne como alimento. Ao secar também tal torrente, o profeta dirige-se a Sarepta, abrigando-se na casa de uma viúva, fazendo ali o prodígio de não faltarem mais óleo e farinha naquele lar, ressuscitando também o filho dela. Acab, vencido pela seca, um ano depois, manda pedir um encontro com Elias no Monte Carmelo, onde estarão 450 sacerdotes de Baal e o profeta de Deus. Elias propõe que sejam esquartejados dois novilhos, colocados sobre lenha, e que o nome do Deus de cada um seja invocado; aquele que responder enviando fogo é o Deus verdadeiro. O profeta manda ainda que sua fogueira seja, por três vezes, regada com bastante água, e então faz a invocação e... “o fogo do Senhor baixou do céu, devorou o holocausto, a lenha e as pedras”. Todos os profetas de Baal foram mortos pelo povo. A chuva volta a cair em seguida. Sempre amparado pelas legiões do Senhor, a darem-lhe alimento e consolo, caminha por 40 dias, até chegar ao Monte Horebe, onde recebe instruções de Deus a respeito de quem ele deverá ungir como reis da Síria e Israel, assim como o outro profeta que ficará em seu próprio lugar: Eliseu. Josafá, competente rei do reino do Sul, estava em Samaria, e concordou em aliar-se a Acab para reconquistarem Ramote, mas ele não faria nada sem antes ouvir os profetas de Deus. Acab envia 400 profetas de Baal, que anunciam falsamente muito sucesso, mas Josafá insiste em ouvir um hebreu. O único que restara ali era Micaías, e ele, ao profetizar, anuncia a morte de Acab. Este entra disfarçado na luta, e uma seta penetra-lhe as juntas da ombreira da armadura, tendo os cães lambido seu sangue, exatamente como Elias predissera. Acabam os 19 anos de seu péssimo reinado, iniciando agora o do ineficaz Acazias. Elias também enfrenta Acazias, (porque ele havia consultado Belzebub, deus de Acara) mandando línguas de fogo descerem do céu sobre os dois batalhões de 50 enviados do rei que tinham a missão de marcarem um encontro com o profeta. Quando chegou um terceiro grupo, seu comandante implora pelas suas vidas e só então Elias acompanha-os até o leito de Acazias, que jazia doente, anunciando-lhe que desencarnará. Jezabel também encontrou o fim profetizado por Elias: Recostada numa janela, repreendia Jeú, grande comandante das hostes de Israel, e foi empurrada para as ruas por eunucos, pisoteada pelos cavalos daquele chefe, tendo sua carne sido comida pelos cães.
A vida de Elias aproxima-se do fim. Perto de Jericó, caminha às margens do Jordão em companhia de Eliseu (Vida de João Evangelista). Bate nas águas com seu com seu manto e elas separam-se, a fim de que ele passe com o pé enxuto. Enquanto conversam, “um carro de fogo e cavalos de fogo os separam, e Elias sobe aos céus num turbilhão“. Não houve túmulo: sua saída da carne sem deixar corpo deixa esta marca indelével mais uma vez na nossa história.
3 – DIDÁTICOS: Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes, Cânticos, Sabedoria, Eclesiástico. Os Salmos, Jó e os Provérbios (nas bíblias hebraicas) e nas edições cristãs acrescentadas de Eclesiastes, Cântico dos Cânticos (essencialmente lírico), Livro da Sabedoria e o Eclesiástico (ou de Jesus de Sirac) formam um grupo de livros denominados poéticos. São também chamados de sapienciais por falarem muito de sabedoria. O livro de Jó tem um lugar muito especial nas Escrituras. Fala sobre o terrível sofrimento de um servo de Deus, e como ele e seus amigos procuraram fazer sentido da angústia dele. A pessoa que lê a Bíblia de começo ao fim, não achando nenhuma data no livro de Jó, poderia pensar que fora escrito depois de Ester, o livro anterior nas nossas Bíblias. Mas as evidências sugerem que Jó viveu bem antes de Ester. O livro de Salmos contém algumas das mais ricas expressões de louvor já escritas. A diversidade dos salmos traz uma riqueza especial à sua qualidade como exemplos de adoração. Eles tratam de toda espécie de experiência humana. Falam de vitória e alegria, e de medo e perseguição. Refletem as emoções de homens espirituais gozando comunhão com o Criador, e de pecadores sentindo falta dele. Pedem bênçãos sobre os justos e punição dos ímpios. É uma coleção de 150 poemas dividida em 5 livros. A metade dos salmos foi escrita por Davi. Os títulos o identificam como autor de 73 salmos. Atos 4:25 e Hebreus 4:7 atribuem mais dois ao segundo rei de Israel. Salomão, o filho de Davi, acrescentou mais dois (72 e 127), e Moisés escreveu um (90). Vários homens que conduziam o louvor em Jerusalém (Asafe, Etã e os descendentes de Corá) escreveram 25 dos salmos. Os autores de quase um terço dos salmos não se identificam. As datas dos salmos abrangem, pelo menos, nove séculos. Moisés escreveu no 15º século a.C., e alguns dos salmos foram escritos depois da volta do cativeiro (veja, por exemplo, Salmo 147:2), que aconteceu no 6º século a.C. A grande maioria vem da época do reino unido, quando a arca da aliança foi levada a Jerusalém, e o templo foi construído naquela cidade. A diversidade dos salmos traz uma riqueza especial à sua qualidade como exemplos de adoração. Eles tratam de toda espécie de experiência humana. Falam de vitória e alegria, e de medo e perseguição. Refletem as emoções de homens espirituais gozando comunhão com o Criador, e de pecadores sentindo falta dele. Pedem bênçãos sobre os justos e punição dos ímpios. Podemos aprender muito das diversas experiências de Davi, Asafe e outros salmistas de Israel. Está no capítulo 82 do Livro de Salmos “Vós sois deuses, e todos vós filhos do Altíssimo”, frase que Jesus pronuncia. Eclesiástico é um dos livros deuterocanônicos da Bíblia, de composição atribuída a Jesus filho de Sirach. O livro, formado por reflexões pessoais do autor, é comumente lido em templos cristãos. O livro foi originalmente escrito em hebreu e, posteriormente, traduzido para o grego por um neto de Jesus filho de Sirach. O Eclesiástico é tido como sagrado pela maioria dos grupos cristãos, como a Igreja Católica e a Igreja Ortodoxa Etíope. É reconhecido no judaísmo pelo seu valor histórico; porém, não é parte do Tanakh, o compêndio de livros sagrados da religião. Por esta razão, grupos protestantes não o incluem em seu cânone. O livro de eclesiastes faz parte dos livros poéticos e sapienciais do Antigo Testamento da Bíblia cristã e judaica É o nome de um livro poético da Bíblia. Na Bíblia hebraica o nome dele é Kohelet. Embora tenha seu significado considerado como incerto, a palavra tem sido traduzida para o português como pregador ou preletor (aquele que explica). A maior parte vem dos escritos atribuídos tradicionalmente ao rei Salomão, por narrar fatos que coincidiriam com aqueles dias de sua vida.
4 – PROFÉTICOS: Isaías, Jeremias, Lamentações, Baruc, Ezequiel, Daniel, os 12 Profetas menores (Amós, Oséias, Joel, Abdias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuc, Sofonias, Ageu, Zacarias, Malaquias). Isaías dá notícias dos reinos de Jerusalém e Judá, com as condições morais reinantes. Rei Josias e a derrota perante os babilônios, o cativeiro (Isaías, 47, 6) Ezequiel* promove sermões para preparar uma geração disciplinada e preparada para sair do cativeiro. Sairão pela mão dos persas. Daniel** é amigo do filho do rei babilônio. Decifra o sonho em que Deus avisa que o reinado babilônio acabou. Em 538 aC não estão mais cativos, mas muitos não quiseram deixar as boas oportunidades daquelas terras (Esdras 2, 64 e Neemias 7, 66) O caminho de volta levará tempo, já que são 1450 km. Nesta caminhada consagram altar no mesmo lugar onde o fizeram Davi e Abraão. Em Daniel, cap 4, vemos que os reis persas não são pela causa judia. Dario manda Daniel para a cova dos leões.
A dispersão profetizada para todos aqueles que se desviam da Lei (Lev 26, Deut 4 e também 28) já estava bem adiantada. Ester (Hadassa, em hebreu) torna-se esposa do rei persa Xerxes (Assuero) e salva o povo da matança. Tanto Zorobabel, Jesua, Esdras e Neemias lutaram pela glória da antiga Jerusalém como centro de vida política e religiosa do povo de Judá. Os livros de Tobias, Judite e Ester ilustram episódios notáveis dos últimos séculos (VI e V aC). Macabeus I e II narram a resistência dos judeus contra o jugo dos selêucidas e a reconquista da soberania política (séc II aC)
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.