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Capítulo 2 de 21

Índice

E a Vida Continua · Chico Xavier, pelo espírito André Luiz

E a Vida Continua... HOMENAGEM

CAPÍTULO 1 = Encontro inesperado CAPÍTULO 2 = Na porta da intimidade CAPÍTULO 3 = Ajuste amigo CAPÍTULO 4 = Renovação CAPÍTULO 5 = Reencontro CAPÍTULO 6 = Entendimento fraternal CAPÍTULO 7 = Informações de Alzira CAPÍTULO 8 = Encontro de cultura CAPÍTULO 9 = Irmão Cláudio CAPÍTULO 10 = Evelina Serpa CAPÍTULO 11 = Ernesto Fantini CAPÍTULO 12 = Julgamento e amor CAPÍTULO 13 = Tarefas novas CAPÍTULO 14 = Novos rumos CAPÍTULO 15 = Momentos de análise CAPÍTULO 16 = Trabalho renovador CAPÍTULO 17 = Assuntos do coração CAPÍTULO 18 = O retorno CAPÍTULO 19 = Revisões da vida CAPÍTULO 20 = Trama desvendada CAPÍTULO 21 = Retorno ao passado CAPÍTULO 22 = Bases de novo porvir CAPÍTULO 23 = Ernesto em serviço CAPÍTULO 24 = Evelina em ação CAPÍTULO 25 = Nova diretriz CAPÍTULO 26 = E a vida contínua...

E a Vida Continua...

Leitor amigo: Nada te escrevemos, aqui, no intuito de apresentar ou recomendar André Luís, o amigo que se fez credor de nossa simpatia e reconhecimento pelas páginas consoladoras e construtivas que vem formulando do Mundo Espiritual para o Mundo Físico. Entretanto, é razoável se te diga que neste volume, em matéria de vida «post-mortem», ele expõe notícias diferentes daquelas que ele próprio colheu em «Nosso Lar» (1), estância a que aportou depois da desencarnação. Conquanto as personagens da história aqui relacionadas — todas elas figuras autênticas, cujos nomes foram naturalmente modificados para não ferir corações amigos na Terra — tenham tido, como já dissemos, experiências muito diversas daaquelas que caracterizam as trilhas do próprio André Luiz, em seus primeiros tempos na Espiritualidade, é justo considerar que os graus de conhecimento e responsabilidade variam ao infinito. Assim é que os planos de vivência para os habitantes do Além se personalizam de múltiplos modos, e a

(1) “Nosso Lar”, André Luiz. — Nota de Emmanuel.

vida para cada um se especifica invariàvelmente, segundo a condição mental em que se coloque. Compreensível - que assim seja. Quanto maior a cultura de um Espírito encarnado, mais dolorosos se lhe mostrarão os resultados da perda de tempo. Quanto mais rebelde a criatura perante a Verdade, mais aflitivas se lhe revelarão as consequências da própria teimosia. Além disso, temos a observar que a sociedade, para lá da morte, carrega consigo os reflexos dos hábitos a que se afeiçoava no mundo. Os desencarnados de uma cidade asiática não encontram, de imediato, os costumes e edificações de uma cidade ocidental e vice-versa. Nenhuma construção digna se efetua sem a cooperação do serviço e do tempo, de vez que a precipitação ou a violência não constam dos Planos Divinos que supervisionam o Universo.

Para não nos alongarmos em apontamentos dispensáveis, reafirmamos tão-sômente que, ainda aqui, encontraremos, depois da grande renovação, o retrato espiritual de nós mesmos com as situações que forjamos, a premiar-nos pelo bem que produzam ou a exigir-nos corrigenda pelo mal que estabeleçam... Leiamos, assim, o novo livro de André Luiz, na certeza de que surpreenderemos em suas páginas muitos pedaços de nossa própria história, no tempo e no espaço, a solicitar-nos meditação e auto-exame, aprendendo que a vida continua, plena de esperança e trabalho, progresso e realização, em todos os distritos da Vida Cósmico, ajustada às leis de Deus.

Uberaba, 18 de abril de 1968.

Reverenciamos o Primeiro Centenário de “A Gênese”, de Allan Kardec.

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.